Annelise
22 Capítulo 22: O Passeio...
Notas iniciais
Quarta-feira. Hoje será o “grande” passeio da escola. A minha turma e a do Lucas vão se enfiar no mato para descobrir coisas estranhas como sapos, rãs e esses outros anfíbios que vivem pulando.
O grande ônibus chega e todos nós vamos até ele. Enquanto o Lucas explicava o por que de nossos pais não assinarem a permissão, eu me sentei no banco do lado de fora ao lado de Vick.
_A que coisa chata. Odeio passeios de escola. — ela bufou.
_Eu também.
_Eu vou ao banheiro Anne.
_De novo?
_Sem comentários.
Enquanto Vick saia uma moto parou em frente a escola, era o Matt. Ele tirou o capacete e piscou pra mim. Enquanto eu ia ver o que o motoqueiro fantasma queria, a Vick dava explicações.
_Quem é ele? — Nicolas perguntou não tirando os olhos de mim e do Matt.
_É o Matheus.
_Matheus?
_É. — Vick disse sorrindo e indo até o banheiro.
De volta ao motoqueiro fantasma...
_Oi roxinha.
_Oi Matt. O que veio fazer aqui?
_Desejar boa viajem.
_Eu não vou viajar. Eu volto hoje mesmo.
_Que bom não aguento ficar muito tempo longe de você.
_A tá. Sei...
_Vim também buscar a minha resposta.
_Resposta?
_A festa. Você vai?
_Eu...
_Vamos por favor.
_Por que você não chama a Vick?
_Por que eu quero que você vá comigo. — Olhei nos olhos dele e não vi o garoto chato vi o garoto que dormiu no meu ombro desprotegido.
_Tá. Eu vou.
Ele sorriu, me beijou na bochecha e depois foi embora. Me virei e vi o Nicolas me secando encostado no portão. Sabe aquela sensação que dá quando você está caindo? Foi isso que eu senti ao ver aqueles par de
olhos verdes me olhando como se eu estivesse cometendo um crime. Eu não tinha mais nada com o Nicolas então por que eu gelei?
_Anne! Anne! — Lucas estalava os dedos tentando me “acordar”.
_Que foi?
_Vamos.
_O professor deixou?
_Sim.
_Droga!
Luca riu e finalmente entramos no ônibus. Meia hora de viajem até chegarmos ao “parque verde”. O parque verde é a maior aérea florestal que existe na cidade. O local tinha um lago no meio e cheio de árvores
e matos em volta.
Descemos do ônibus e o professor deu pequenas tarefas como localizar flores e coisas assim. As três e meia era hora do lanche então nos sentamos pra comer.
Enquanto Vick, Lucas, Sarah e eu comíamos vimos Nico Passar com uns cinco garotos. Não eram caras normais eram os idiotas do colégio.
_O que ele tá fazendo?
_O que Anne? — Lucas me perguntou.
_Nada.
_Vick vem comigo ao banheiro?
_Tá.
Andamos um pouco e logo já estávamos no lago. Vi Nicolas e outros garotos na ponte fazendo palhaçadas.
_Isso não vai acabar bem. — disse não tirando os olhos dos idiotas.
_Eles são garotos Anne.
_Falamos pros professores?
_Não. O Nicolas não é idiota.
E não era mais os garotos eram. Nos viramos pra voltar andar quando ouvimos um barulho de coisa caindo na água. E a coisa era o Nicolas.
_Olha ele tá nadando.
Vick disse sorrindo.
_É.
Fiquei olhando aquela cena por um tempo. Alguma coisa me incomodava nela. Ele não parecia nadar. Ele não estava conseguindo voltar a superfície. Ele estava se afogando!
_Ele tá se afogando Vitoria! Chama os professores agora!
Corri até a ponte e minhas dúvidas estavam certas ele estava se afogando. Entrei em pânico. O que eu faria. Não pensei mais e pulei na água. Fria! Mergulhei não sabendo ao certo o que eu estava fazendo. Eu
tentei puxá-lo mais não conseguia. Iriamos morrer os dois ali. Foi quando percebi uma coisa seu pé estava preso mergulhei de novo e tentei soltá-lo. Estava difícil mais eu consegui. Tentei subir de volta a superfície
mais meu corpo pesava e eu não sábia o que fazer.
Senti um braço me puxar e dei Graças a Deus, estava salva. Pude receber o fôlego novamente e uma sensação de alívio me invadiu. Comecei a toci e a água que tinha engolido saiu não era muita mais se não fosse rápido teria entrado em meus pulmões. Viraram meu corpo pra cima e eu vi o rosto do meu irmão.
Nunca fiquei tão feliz em vê-lo. Ele estava molhado então concluí que fora ele quem me puxou. Ele me abraçou e então pude ouvi sua voz e seu choro. Ele estava chorando.
_Lu.
Disse sem forças.
_ Anne. O que foi?
_Eu não morri afogada mais você vai me matar me apertando desse jeito.
_Sem brincadeiras sua maluca. O que você tem na cabeça Annelise? Você podia ter morrido.
_O Nico ele tá bem?
_Aquele idiota? Tá. Graças a você.
_Graças a Deus.
Lucas me ajudou a levantar e sentamos juntos ao médico que veio junto aos professores. Ele disse que eu estava bem mais tinha que descansar, o máximo que eu teria seria um resfriado. Todos me aplaudiram por
ter salvo o Nico mais não foi heroísmo foi... eu não sei eu senti que tinha que salva-lo. Lá no fundo reconheço que foi burrice eu poderia ter matado nós dois, mais eu tentei.
_Você foi tão corajosa.
Sarah me abraçava do mesmo jeito que Lucas e depois veio a Vick. Foram tantos abraços que eu fiquei sem ar.
_Anne. — Nico apareceu na minha frente.
_Seu idiota você quase a matou. — Lucas já estava pronto para partir pra cima do Nicolas.
_Lucas para! — fui até ele e entrei na frente do Nico. _Tudo bem. Eu tô aqui. Não aconteceu nada.
_Calma gente a Anne sabia o que tava fazendo. — o professor entrou em defesa do Nicolas.
_Não. A Anne não sabe nadar. Ela podia ter morrido. — Lucas gritou.
_Não sabe nadar? Mais como isso é possível? Annelise você podia ter morrido. — o professor me olhava como se eu fosse louca.
_Hei parem. Se fossem vocês teriam feito o mesmo. — disse olhando pro Lucas.
_Anne.
Lucas me abraçou de novo. Mais que irmão grudento que eu tinha. Ele me amava muito e eu fiquei muito feliz ao vê-lo demonstrar isso. Ele não tinha medo de parecer bobo na frente dos colegas. Isso era muito fofo.
_Sarah. — olhei pra ela e como sempre ela entendeu, abraçou Lucas e depois o levou de volta para onde estávamos.
_Pode falar. Mais seja rápido antes que o Lucas mate você. — disse sorrindo.
Nicolas me olhava de um jeito como se fosse chorar. Ele me abraçou. Me abraçou por um bom tempo.
_Desculpe Anne. Eu não sabia, eu... me desculpa.
_Hei, Nico. Tudo bem. Já passou.
_Não. Eu podia ter matado nós dois. Me perdoa.
Nicolas chorava como um bebê. Eu estava abraçada a ele e passando a mão no seu cabelo. Eu tinha que acalma-lo. Ele chorava e soluçava.
_Tudo bem. Eu tô aqui você tá aqui. Estamos vivos.
_Obrigado.
_Hum?
_Você salvou minha vida. Obrigado.
Nicolas segurou meu rosto e me beijou. Foi um beijo sincero. Mais tratei de nos separar e voltar para onde eu estava. Eu não podia viver aquilo tudo de novo.
Notas finais
Proximo capítulo fofo
Bjusss
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