Anne, don't go
1 Amargura.
Notas iniciais
Anne, saia da bancada.
Você sempre foi um saco de pancadas
A cor escarlate desce sob seus pulsos, invade toda a paz local, dando lhe o lugar para a dor.
Um corpo frio e pálido perece sobre arranhões que respingam nos lençóis esbranquiçados.
Cada corte tem sua história
Catando junto aos desgraçados
Que sempre estão rindo perante a sua doce alma quebrada.
Não era uma escolha, continuava repetindo em seus míseros pensamentos.
Antidepressivos sobre a mesa não o serviam para mais nada.
Adoecer por causa de mãos
Que nunca mais foram dadas
Pelo vazio que a dominou
O silencioso pedido de socorrro determinou
Sua setença de morte.
O coração se fecha
Demarcando a ruina de todo desespero.
Espelhos quebrados ao seu redor.
Distorcendo totalmente sua realidade
Insegura.
Amargura.
Tortura.
Por favor Anne, não vá.
Mas tudo que se pode ouvir foi um último suspiro
Do corpo tremulo pendurado no teto, dançando sobre sua vulnerabilidade.
Anne, apenas perdoe os anjos
Que lamentam sob sua vontade
De virar a página da poesia
E terminar sobre a bandeira colorida
Temendo o pecado da heresia
Que insistem que ela cometeu.
Nos perdoe Anne
Você estava apenas sozinha, contra todos.
Notas finais
Obrigada pela leitura.
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