Anne With An "E" - Versão Gilbert Blythe
12 As pessoas deveriam ver as coisas de um ângulo diferente.
Anne With an E – Segunda temporada: Episodio 8
(“ Na luta contra as evidencias”)
Era uma sexta – feira e eu estava estudando enquanto o professor Phillips anotava algumas coisas no quadro negro e vi Billy que mesmo apesar da minha ameaça e da pancada na cabeça no natal, não havia mudado em nada e empurrou Cole que colocava lenha na lareira da sala de aula no chão e Cole se apoiou no chão justamente com a mão no qual seu punho havia sido fraturado com a queda da escada no teatro.
—- Está se recuperando bem Cole? – perguntei quando notei ele mover a mão de um jeito diferente.
—- Aos poucos, obrigado por se preocupar Gilbert – murmurou ele para mim e eu assenti voltando a ler.
Enquanto resolvíamos um problema de matemática ouvia porta ser aberta e vi Bash passando por ela.
Depois de o professor avisar que ele não podia entrar na sala me encaminhei para ao lado de Bash que parecia que ia desmaiar a qualquer momento e Billy o ofendeu por causa da pancada no teatro, mesmo eu falando que a culpa era minha, ele insistia em humilhar o outros o olhei com todo o desdém possível, mas Anne tomou a frente, dizendo que a “única ameaça presente na sala era ele” e concordei com ela.
Bash estava com dor de dente e dizia que ia até o gueto de Charlottetown e sentamos na área dos casacos.
Fiquei indignado com o preconceito que ele sofria ali na região, mas me lembrei do medico de meu pai.
Tentei o convencer a não ir para o gueto, mas com suas palavras eu precisei me desculpar pelo mundo cruel que víamos, porque as pessoas não conseguiam ver as coisas (e as pessoas) por um ângulo diferente?
Peguei minhas coisas na sala de aula e me encaminhei com Bash para casa, eu precisava guardar meu material e trocar de roupa para levar ele ao medico, o trem sairia em algumas horas e não poderíamos perder tempo.
Cheguei na rodoviária em tempo recorde e comprei nossas passagens, mas não deixavam Bash entrar no trem.
Fiquei vários minutos discutindo com o maquinista e seu funcionário com cara de poucos amigos, mas antes que eu deixasse de me segurar e dar um soco no meio da fuça daquele maquinista Marilla apareceu.
Por cima de meus ombros vi Bash entregar nossos bilhetes para o maquinista e caminhamos para nossos assentos, cumprimentei a senhora Lynde que não sabia como lidar com Bash e procurei me acalmar enquanto ele e Marilla conversavam, eu estava preocupado com ele e quando senhora Lynde lhe pediu desculpas pelo modo que o tratou no teatro aquilo realmente me reconfortou me fazendo até esquecer que eu queria socar a cara do maquinista porque estava sendo preconceituoso e ofensivo com meu amigo
Troquei um olhar com Marilla percebendo o esforço notável da senhora Lynde para não ofender Bash.
Algumas pessoas nos olhavam com desdém e eu procurei me acalmar com essa parte eu sabia que as pessoas eram ruins, muito, muito ruins, mas isso passava dos limites dos direitos dos homens e das passagens da bíblia, ninguém entendia que deveríamos amar ao próximo? Seja ele quem ou o que for?
Bash resolveu dormir um pouco do meu lado, dizendo que o sono amenizava a dor de seus dentes e a senhora Lynde apenas o acompanhou colocando seu chapéu sob os olhos adormecendo ao lado Marilla que sorriu então optei por contar a Marilla sobre meus objetivos e ela se animou com minha profissão.
Marilla pegou um lindo pacote de sua cesta de mantimentos e eu logo me interessei por ele e comentei sobre quem deveria o ter feito e Marilla sorriu para mim falando sobre as “muitas paixões de Anne” e eu respondi algo meio enigmático sobre isso e cocei minha cabeça, sentindo o que descobri recentemente ouvindo a conversa sobre o casamento do professor Phillips com Prissy Andrews ser borboletas no estomago e sorri constrangido, Marilla me olhou intrigada, mas não disse nada apenas me deu um dos bolinhos que Anne havia feito para ela, agradeci e comi o doce com um sorriso que parecia querer subir além das minhas orelhas, olhei para fora e para Bash que dormia ao meu lado e pedi para que esse dia tedioso, preocupante e perturbador para ele acabasse logo e o doce de Anne conseguiu animar meu dia.
Assim que chegamos em Charlottetown caminhei rapidamente pelo caminho conhecido até o consultório do Dr. Ward que me recebeu rapidamente em seu consultório feliz por me ver depois de quase dois anos.
Ele logo percebeu que Bash não estava bem e o encaminhou para sua cadeira reclinável e o examinou.
Estava um pouco tonto, tanto pelas lembranças, quanto pela preocupação com Bash... E um sentimento estranho que aparecia por dentro de meu peito quando lembrava das palavras de Marilla sobre Anne.
Bash reclamava que eu estava cozinhando “doces demais” em casa, que culpa eu tinha se estava sentindo falta disso depois de tantos meses trabalhando no navio? E ele comia tudo e não reclamava depois disso.
Bash tinha medo de agulhas pelo que entendi quando ele quis levantar da cadeira do consultório e minha cabeça ficou ainda mais embaralhada com tudo que eu havia presenciado e ouvido naquele dia, concordei em ir ao gueto com Bash, para seja lá o que ele queria fazer naquele local e concordei com ele e suspirei.
Antes que o doutor aplicasse a anestesia em Bash tudo aquilo em minha mente e coração de fundiram e eu simplesmente não agüentei toda aquela enxurrada de sentimentos e pensamentos e acabei desmaiando.
Alguns minutos depois... O que me pareceu horas senti um forte odor e acordei no chão do consultório.
Bash estava com uma cara melhor e o doutor parecia me examinar por causa da queda, sorri constrangido.
Conversei um pouco com o doutor Ward e resolvi pedir alguns conselhos sobre medicina e ele concordou.
Conversei com doutor Ward e ele concordou em ser meu mentor e prometi encontrar Bash mais tarde no gueto como ele tanto queria ir pedi para ele ir sozinho e voltar em uma hora e ele feliz da vida concordou.
Conversar com o doutor Ward sobre medicina abriu ainda mais meus olhos sobre diversas coisas que meus livros falavam pouco por cima, bem que diziam uma coisa é a leitura e outra é a pratica e a experiência.
Depois dessa uma hora conversando com o doutor caminhei pelo gueto procurando por Bash e pelo que haviam me informado ele tinha entrado em uma lavanderia próxima e assim que abri a porta o vi parado.
Estranhei a forma que ele estava vestido no meio de tantas mulheres e as cumprimentei me desculpando pela minha reação e todas me olharam como se eu fosse estranho e entendi ainda mais o preconceito.
Informei a Bash que não haveria outro trem naquele final de tarde e que precisaríamos passar a noite em Charlottetown e uma das moças da lavanderia no qual Bash olhava de um jeito diferente ofereceu um cômodo para nos abrigar por uma noite e agradeci mentalmente a Mary pelo que ouvi ela se apresentar.
Mary nos levou para uma rua numa parte um pouco afastada da lavanderia e nos acomodou em um de seus quartos em sua casa, Bash parecia feliz e olhava tudo com os olhos brilhando como uma criança numa loja de doces, graças aos céus onde estávamos Bash pode retirar o fedor e eu sorri com a hospitalidade de Mary que logo apareceu no quarto perguntando como estávamos e não me esqueci de lhe agradecer.
Permaneci sentado observando Bash interagindo com Mary por alguns minutos tentando entender a mudança no clima ou no olhar de Bash que nitidamente mudava quando olhava para a bondosa Mary.
Assim que ela saiu parei para raciocinar um pouco e zombei da frase que Bash havia dito a Mary.
Ignorei sua brincadeira e comentei que não conseguiria dormir com o tanto de coisa que havia acontecido naquela tarde e Bash apenas concordou comigo permanecendo em silencio, mas com um sorriso no rosto.
Quando voltei para casa, com Bash assoviando feliz da vida e zoando com a minha cara se exibindo por estar interessado na bondosa Mary que além de nos hospedar em sua casa, nos deu o melhor café da manhã que eu já tinha comido na vida, ajeitei algumas coisas para meus estudos e também por ser aprendiz do doutor Ward que me daria aulas e conselhos todos os sábados e caminhei até a casa de banho, naquela tarde o professor Phillips e Prissy Andrews subiriam no altar e todos estavam animados.
Bash ficou em casa enquanto peguei meu cavalo e caminhei para a igreja de Avonlea onde ocorreria o casamento, parecia que toda cidade estava animada com a novidade, fiquei em meu lugar quase nos fundos da igreja e quando a porta se abriu para a noiva entrar assim que me coloquei em pé vi Anne que já tinha seus cabelos um pouco mais longos em seu lindo vestido azul que a vi no natal e sorri para ela.
Anne olhava para a noiva com um misto de animação e surpresa com alguma coisa e quando seu sorriso surgiu em seus lábios aquilo aqueceu meu coração e as palavras “interesse e paixão” surgiu em minha mente.
Assim que Prissy e seu pai passaram continuei olhando na direção de Anne que rapidamente notou meu olhar sobre si e corou delicadamente nas bochechas cheias de sardas e desviou o olhar do meu.
Suspirei.
Não estava realmente prestando atenção no casamento, minha cabeça cheia de planos e com essas novas descobertas em meu coração sobre sentimentos vi Prissy sair correndo para fora da igreja e algumas pessoas a seguiram, uma das muitas garotas era Anne e eu fiquei olhando para os outros ali sem entender.
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