Annabelly

11 Capítulo 11


Gerard me levou a um restaurante não muito chique, mas com comidas que eu nunca nem sequer tinha visto antes.

- prova, é gostoso. – ele tentava fazer com que eu comesse um macarrão oriental.

- ai Gee, essa coisa tem uma cara nojenta. – ele riu.

- isso é yakisoba. É um macarrão chinês, muito gostoso. Acredita em mim. Prova um pouquinho, por favor. – aquele biquinho que ele fazia era irresistível. Eu coloquei um pouco na boca e até que não era tão ruim como eu pensava...

- é, até que é bom. – ele estava certo. Sempre estava.

A noite estava ótima, mas aquilo tinha sido só o início dela. Quando entramos novamente no carro, algo me dizia para não voltar pra casa.

- o que foi? Não está se sentindo bem?

- não sei... estou com uma sensação ruim aqui no peito.

- quer que eu te leve pra casa?

- não, eu não quero voltar agora. Algo me diz para não voltar.

Fui surpreendida por um beijo doce, quente, mas capaz de fazer o corpo inteiro tremer.

- não se preocupe minha princesa. Eu estou aqui com você. – ele sabia como me deixar melhor. — Tive uma idéia...

Alguns minutos depois e estávamos em frente a um edifício alto e muito luxuoso.

- Gerard, por que me trouxe aqui?

- eu quero que conheça minha outra casa.

Fiquei sem entender até que subimos ao último andar e paramos em frente a um apartamento. Ele tirou uma chave do bolso e abriu a porta.

- aqui é meu segundo esconderijo. Eu comprei esse apartamento sem ninguém saber e venho aqui quando quero descansar. Principalmente da minha família.

- seu pai parece ser um cara legal.

- e ele é. Ele é o único em quem confio. O único problema é que ele aceita tudo o que a minha mãe fala.

- não vamos falar dos nossos pais.

- você tem razão. Pra quê nos lembramos de coisas tristes quando temos tanto a comemorar? – ele me pegou no colo e eu envolvi meus braços em seu pescoço.

- comemorar?

- sim. Comemorar o amor que descobrimos sentir um pelo outro, isso não é o bastante, princesa Anny?

- é mais do que o suficiente, príncipe Gerard.

Nós nos beijávamos tão empolgados que Gerard não percebeu o que estava prestes a acontecer. Uma mesa de centro e um belo tombo. Como eu estava no colo, a queda foi amortecida pelo corpo de Gerard caído no tapete. Nossos corpos colados e doloridos. Gargalhadas ecoavam pelo lugar.

- você é louco. – eu dizia entre risos e dores nas costas.

- louco por você.

Um outro beijo e um frio percorrendo a espinha. Coração batendo rápido, lábios tremendo de desejo, borboletas no estômago. Era assim que eu me sentia. E isso era só o começo daquela maravilhosa noite...

*~*