Notas iniciais
Oiii. Espero não ter demorado muito. Capítulo rapidinho só pra matar a sdds ♥

— Olá! — Mia Noturno feliz, se jogando para cima de sua dona.

— Por um segundo quase morri do coração, — ela abraça seu gato, que faz afago na barriga dela com a cabeça — me perdoa por favor. — Anna pede fazendo carinho nas costas do felino.

— Está tudo bem, este cavaleiro me protegeu. — Responde Noturno arqueando suas costas acariciando-se nas pontas dos dedos dela.

— Obrigada, — Anna põe Noturno no chão da calçada e fica de pé — vossa altez...

— Você não precisa fazer tais formalidades. — Pietro segura os ombros dela impedindo que a garota se incline. — Fico feliz em ajudar uma bela jovem e seu gracioso gato.

Atrás do príncipe encontrava-se um grupo de garotas que o admiravam. Elas ficavam sorrindo e gemendo por qualquer movimento ou fala dele. Alguma dessas garotas ficaram cochichando coisas sobre Anna, faziam chacota de suas vestes simples. Algumas reconhecem que ela é uma garota realmente bonita, mas isso lhes causavam mais desejo de falar coisas deselegantes sobre ela.

— Eu sou bem gracioso mesmo, ele tem razão. — Diz Noturno desfilando de um lado para o outro na calçada. O príncipe e Anna sorriem.

— Você é daqui de Platina mesmo? — O garoto encara Anna.

— Eu sou de Sirloom, — responde a garota do vale, evitando qualquer olhar direto para o rosto do príncipe — você é daqui também? — Ela rapidamente percebe a pergunta que fez e tenta se corrigir, enquanto o coro de figuras femininas debochava em gargalhadas maldosas — Quer dizer, claro que você é daqui, por que não seria? Obrigada por salvar meu gato, tchau. — Ela fecha os olhos com força e estava muito corada, ela apressa para sair de lá, mas ouve o garoto gargalhar.

— Você é realmente tímida, — ele debochou de um jeito carinhoso, ela o observa e o rosto dele estava iluminado por um sorriso muito sincero — sabe, você é bem fofa. — O sorriso dele se acalma, ele coça os cabelos da nuca e então pergunta. — Você já bebeu vinho?

— De forma alguma, é uma bebida para adultos. — Responde Anna recordando dos ensinamentos e regras que seus pais lhe passaram, mais uma vez as garotas zombavam dela com gargalhadas espalhafatosas.

— Puritana. — Ele agora debochou de um jeito sarcástico. — Você é daquele tipo de garota certinha né?

— Tipo de garota certinha? — Anna repetiu refletindo a pergunta com estranheza.

— Yeah! Aquele tipo de garota que só faz o que o papai e a mamãe dizem para fazer. — Ele riu em tom de escárnio.

— Sim, a Anna é uma boa filha, obediente, prestativa, estudiosa, — enfatiza o felino orgulho se esfregando nas pernas da garota enquanto continuava seus numerosos elogios — atenciosa, gentil, educada, sabe fazer a melhor papinha para gatos do mundo...

— Se não vir beber vinho comigo agora, você pode se considerar careta. — Rir o príncipe com um desdém convidativo. Todas as meninas atrás dele ficaram quietas. Era evidente o suspense por esperar o que Anna responderia e o quanto seria odiada caso aceite o pedido do tão charmoso e belo rapaz a sua frente.

— Meus pais me educaram com princípios e valores, — Anna estava raciocinando e verbalizando seus pensamentos, um pouco mais alto do que gostaria — sei discernir o que é certo ou errado. — Ela percebeu que todos estavam prestando atenção a ela, mas não recuou, continuou a dizer — E sei que tenho liberdade para fazer minhas escolhas, porém, todas as escolhas possuem consequências boas ou ruins. Apesar de saber que posso beber, mesmo indo contra as regras impostas pelos meus pais, eu não sinto vontade de fazer isso agora. Fazer o que eu não quero só pra agradar um estranho, é ser careta?

A resposta saiu como uma faca extremamente amolada, rasgando o ego de Pietro em pedacinhos. O silêncio era de certa forma constrangedor. Pietro e suas seguidoras ficaram sem palavras e a expressão em seus rostos eram de repulsa, aparentemente, não era comum que negassem ordens ou pedidos que fossem feitos por ele.

— Você sabe quem eu sou? — Questionou ele com um certo tom de superioridade.

— Principe de Platina. Eu te ofendi por expor minha sincera opinião? — Pergunta Anna agora encarando Pietro nos olhos, ela definitivamente não estava afrontando-o, ao menos não era sua intenção. Instintivamente, ela estudou o comportamento e as linguagens de sinais do príncipe, tentando entender a situação que acabara de se meter. Ela simplesmente fez uma pergunta sincera, não entendia a reação das pessoas ao redor.

— Oras, eu não me ofenderia jamais por opinião dada de uma garota. — Ele sorrir — Você é só uma careta com esse seu gato esquisito que fala e nem é tão bonita assim.

— Hey! Quem você tá chamando de esquisito? Achei que você era amigo. — Reclama Noturno.

— Tudo bem. — Anna dá de ombros e dá as costas para o rapaz — Obrigada por me ajudar com o Noturno.

As garotas gritaram surpresas e indignadas, como se Anna tivesse acabado de cometer um crime.

— Como ousa me dar as costas? — Pergunta o príncipe observando a garota do vale que apenas caminhou para longe, ignorando qualquer coisa dita por ele.

— Acho que ele está falando com você Aninha. — Avisa Noturno.

— Algo me diz que ali não era um lugar seguro, — admite ela sendo seguida por seu amigo e acompanhada pela vassoura que caminhava ao seu lado — eu não achei que seria tão estranho interagir com pessoas da minha idade.

— Yeah! Vai embora mesmo, eu já tinha acabado com você. — Grita Pietro, observando Anna entrar numa rua a esquerda. — E então meninas, vinho? — Ele abre os braços esperando e logo as garotas se jogam entre risadinhas e elogios, fúteis e exagerados.

Anna andou até o lugar onde o Senhor Igory deveria estar. Para surpresa do trio, não o encontraram e não existia vestígios de que ele esteve ali.

— Ele se foi. — Suspirou ela.

— Oh céus, — Mia Noturno em um desespero dramático, como se estivesse em prantos — como nos livraremos desse objeto?

A vassoura tremia seu cabo inteiro, o que parecia ser dois tipos de reação. Ou ela estava sentindo frio, ou estava tremendo de medo.

— Você não quer voltar para o Senhor Igory né? — A vassoura sacode para os lados, com um óbvio e nada sútil “NÃO!”. — Se por acaso encontrarmos ele, terei que devolver você, — o objeto se encolhe, como um cão assustado — mas, se não encontrarmos, você pode ficar conosco, se você quiser. — A vassoura salta de felicidade, enrosca o cabo de madeira flexível ao corpo de Anna, que entende completamente que aquele era um abraço. Ela retribui o abraço fechando os olhos e um barulho de terremoto ecoa de sua barriga.

— Glorificadas sejam as Deusas pois finalmente iremos comer. — Comemora Noturno ouvindo o barulho nada discreto vindo da barriga de Anna. — Este doce som, quase me fez esquecer a tristeza profunda que é ter a possibilidade de conviver com essa vassoura tenebrosa. — O objeto deu uma rápida varrida empurrando o gato que miou assustado. — Ela está tentando me matar!

— Você bem que mereceu falando dela desse jeito. — Riu Anna pegando-o nos braços. — Agora vamos comer e vocês dois nada de brigas. — Reclama ela. Noturno mostra suas garrinhas e a vassoura varre o chão em resposta, ambos descontentes e irritadiços.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Obg pra quem acompanhou até aqui ♥ (Uma patinha de Noturno aberta e levantada dando tchauzinho)