Notas iniciais
Sei que demorei e até demais. Mas escrevendo com um coração quentinho. Pq finalmente conseguir terminar esse capítulo depois de um bloqueio imenso. (Sim a história está sendo reescrita, mas eu tô mudando tanta coisa e dando tanta profundidade, que as vezes dá um certo trabalho só refazer)

— Eu sabia. — Deborah se debulha em lágrimas e senta devastada na cama.

— Como você sabia? — Anna questiona com desânimo.

— O que isso significa? — Bentley não entendia o que estava acontecendo, mas parecia ser algo ruim. — Anna está doente?

— Não estou doente papai, — ela consola seu pai confuso — aparentemente, possuo um tipo raro de energia dentro do meu corpo. Assim como Noturno e as fadas me explicaram.

— Mas isto é ruim? — O homem pousa a mão sob o ombro de sua esposa desconsolada. Anna abaixa a cabeça esperando uma repreensão de sua mãe.

— Claro que é algo ruim, Bentley. — Ela afasta seu corpo da mão de seu marido. — A Anna será obrigada a ir para cidade centro, para estudar e conhecer estes tais poderes.

— Eu não preciso ir mamãe. — A garota do vale tenta amenizar a situação.

— Não seja tola criança, — a poquissonea põe a mão na testa, massageando-a com a ponta de seus dedos — existe uma lei mundial que obriga qualquer ser existente, que seja portador de qualquer uma das forças a se apresentarem a cidade centro, assim que descoberto os dons.

— Você estudou na cidade centro mãe, — Anna reflete em voz alta — talvez seja uma oportunidade de trilhar os mesmos caminhos que você e me tornar uma poquissonea renomada. — Ela diz contente. Apenas imaginar por um segundo um mundo cheio de possibilidades, lugares para explorar, seres para conhecer, biomas para admirar, o coração da garota estava batendo mais rápido e ansiosamente animado.

— Você não pode ir com ela querida? — Pergunta o Sr. Rampart preocupado.

— Teodorus tinha razão, — Deborah reflete em voz alta, ignorando Bentley como se ele fosse uma das colunas de mármore verde presentes no quarto — não devia ter saído do vale com a Anna.

Anna e Bentley se encaram com estranheza.

— Tio Teo não tem as respostas para todas as perguntas. — Rebate a garota obstinada a chamar atenção de sua mãe.

— E você sabe? — Ela pergunta irritada.

— A menina tem razão. — Concorda o Sr. Bentley de forma firme e desafiador.

— Oras, vocês estão contra mim? — Deborah caminha irritada para longe da dupla. — Você sabe exatamente do que estou falando Bentley, — ela fita os olhos do marido com um olhar contestador — sabe o que fazem com pessoas diferentes no mundo inteiro. — O homem abaixa a cabeça.

— O que eles fazem? — Questiona a filha do casal.

— Você é muito nova para entender. — Deborah opõe-se a responder diretamente a pergunta da garota.

— Você consegue ser bem irritante mãe. — Anna esbraveja seu descontentamento, a matriarca por sua vez arregala os olhos com assombro, Anna estava realmente desafiando e se impondo contra suas palavras?

— Anna não é justo falar assim com sua mãe. — Bentley intervém mais uma vez, a garota franze a testa enraivecida.

— Eu estou sendo injusta? — Anna suspira com lágrimas nos olhos. — Vocês não respondem absolutamente nada que pergunto. — Ela gesticula exagerada e rápida com as palavras de desabafo. — A mamãe fica me oprimindo como se eu tivesse feito a pior coisa da minha vida e por algum motivo, estou me sentindo mais viva com o que aconteceu hoje, como nunca me senti em minha vida inteira desde que comecei a tomar meus remédios.

— Filha eu... — Deborah tenta conversar, mas Anna a interrompe com seu momento explosivo.

— Sempre fui uma garota obediente, sempre admirei você mãe e fiz tudo que você me ensinou e pediu — ela chora — e a primeira vez que aparentemente eu faço algo errado, você fica daquele jeito estranho e assustador. Estou tão cansada de parecer uma prisioneira naquele vale.

— Você não é uma prisioneira minha filha. — Diz Bentley carinhoso.

— Não é o que parece pai, — ela admite — desde que comecei o tratamento para as doenças nos meus olhos, vocês nunca mais receberam alguma visita, além do tio Teo. Vocês fecharam os templos da Deusa Ully e até mesmo fingiam não me ouvir quando eu implorava para ir ao vilarejo com algum de vocês. Fiquei quieta este tempo todo porque eu entendia o quanto sou um fardo pesado para vocês carregarem, como que as Deusas puderam presentear vocês com uma criança doente e defeituosa? — A garota se debulha em lágrimas. — Tento ser perfeita e nunca reclamo de nada, mesmo quando sinto dores eu finjo que não estou sentindo, faço tudo que vocês me pedem sem fazer qualquer cara feia, nunca digo não, tudo isso, porque estou tentando compensar o fato de ser o maior problema da vida de vocês.

Bentley e Deborah se entreolham pasmos e assustados. Não imaginavam por qualquer segundo, em todos esses anos, que a filha amada deles se sentisse assim. Ambos estavam emotivos e angustiados e correram para abraçar a garota.

— De onde você tirou isso? — Deborah a aperta com força em um abraço desesperado.

— Nós nunca pensamos isso de você. — Bentley abraçou sua filha e sua esposa juntas.

— Amamos você — Deborah enfatiza — você é nosso maior presente.

— E é por isso que nos preocupamos tanto com você. — Ele diz alisando a cabeça de Anna.

— É verdade que eu sou super protetora e que sou desafiadora a maior parte do tempo. — Reconhece a poquissonea — Mas você é a melhor parte dos meus dias desde que te segurei a primeira vez em meus braços, aqueles belos e felizes olhinhos coloridos. — Anna levanta a cabeça para olhar o rosto em prantos de sua mãe.

— Belos olhos coloridos? Do que você está falando mãe?

Um dos efeitos colaterais mais consistente de beber a poção princesa Nana, era o fato de que Anna não lembrava da cor original de seus olhos. Desde que começou a tomar qualquer uma de suas variações, ela não recordara de suas verdadeiras íris prismáticas. Os pais da garota continuaram ignorando a pergunta com um olhar profundo de desanimo.

— Inacreditável. — A garota se solta do braço dos pais — Vocês realmente esperam que eu fique coberta por ignorância? — Anna sai com velocidade de perto do casal.

— Filha, volte aqui. — Ordena Deborah.

— Onde você vai? — Chama Bentley.

— Estou farta de não ser sinceramente respondida, — admite a adolescente irritada — preciso de um tempo.

— Tempo de que? — A poquissonea discute.

— De vocês! — Anna grita e abre a porta do quarto, Noturno sai disparado de baixo da cama assustado e com três longos saltos chega a porta junto a sua melhor amiga, a garota bate a porta e deixa o quarto acompanhada de seu amigo felino.

— O que eu fiz querido? — Chora Deborah nos braços de seu marido, que a consola com uma feição infeliz.

— Tentou protegê-la, meu bem. — Diz ele suspirou fundo para não dizer o que realmente estava em seus pensamentos.

Anna sai desorientada pelos corredores desconhecidos de Esprodom. Ela caminhou entre armaduras feitas com os valiosos metais esverdeados segurando suas espadas feitas de platina, tudo extremamente iluminado com candelabros luxuosos espalhados aos montes por onde passara. Noturno corria com suas pequenas patinhas e dando seus passinhos apressados tentando acompanhar em silêncio sua dona, era incomum ou praticamente impensável que veria Anna tão reativa de forma negativa aos seus pais, então o gato optou por apenas fazer companhia silenciosa a sua melhor amiga.

A garota solta seus cabelos desprendendo-o de qualquer adereço, adorno ou enfeite que estivesse preso a suas escuras madeixas, deixando seu cabelo esvoaçar e de certa forma, isso aliviou um pouco seus sentimentos conturbados. Ela se deparou com uma porta escorada e destrancada, onde uma gélida corrente de ar adentrava os corredores onde passara, sem pensar duas vezes, ela escancara a porta e sai do castelo, indo para o que parecia um imenso jardim ao ar livre. Uma linda e fina lua minguante roxa pairava o céu, parecendo uma joia feita de ametista no alto do manto negro coberto por estrelas, sem quaisquer nuvens que pudessem obstruir a visão noturna.

O jardim era coberto por uma vegetação verde intensa, como se as folhas fossem revestidas de jade. Anna reconhece a planta de um dos livros de botânica de sua mãe, ela conhecia bem as propriedades químicas da Jadiza florus verdejante conhecida popularmente como a planta de jade. As folhagens enfeitavam pilastras com suas vinhas agarradas aos seus arredores, elas eram decoradas por suas flores coloridas por mesclas em roxo e ciano, fazendo um degradê quase perfeito de cores em suas pétalas. O lugar ao ar livre parecia imenso e estava num terraço no primeiro andar do castelo. Postes de luz reconhecidos por Anna iluminavam todo o lugar.

— Postes de luzinas. — Ela sussurra em um suspiro orgulhosa.

A muito tempo atrás sua mãe descobrira como juntar ouro líquido com extrato de polem das flores do sol, criando esferas de luzinas douradas, de dia elas são energizadas com a luz do sol e a noite elas emitem uma claridade e calor agradável. A fazenda no vale onde mora com sua família e até mesmo o vilarejo de Sirloom está cheio por postes com esferas de luzinas, clareando tudo quando a penumbra da noite aparece rotineiramente. A garota do vale se enche de admiração por como Deborah é uma poquissonea incrível. Anna não tinha noção de que a família real era tão próxima assim de seus pais, mas ver a criação de sua mãe ali deu um certo vislumbre dessa conexão.

Andando um pouco em meio a suspiros e olhos marejados, Anna passa os dedos entre as folhas e flores. No meio do jardim tinha uma estátua feita de platina verde de uma mulher que parecia uma guerreira. A estátua era alta quase 3 metros de altura, a figura feminina segurava uma espada enorme a sua frente com suas duas mãos, apoiando a ponta da espada no chão. Uma placa com o mesmo tipo de metal, estava no pedestal desta escultura, nela estava escrito em letras garrafais “Isadora D’Vloir a grande matriarca de Esprodom.” Anna deslisa as pontas de seus dedos sob os relevos das letras enquanto lia, com uma certa admiração. Ela sentia uma certa imponência sobre a figura de Isadora, seus pouquíssimos pelos dos braços estavam arrepiados até ela ser surpreendida por uma voz masculina, grossa e rouca desconhecida.

— Esta é minha Heptavó. — A voz do alto homem de longos cabelos brancos e barba avantajada parecia calma e gentil.

— Uh! — Anna recua um pouco assustada.

— Perdão, não foi minha intenção assustar você, — o homem senta-se num dos bancos ao lado da estátua de Isadora, ele se encosta nas madeiras do objeto e suspira como se estivesse exausto, como alguém que trabalhou o dia inteiro — como você se chama?

— Anna. — Ela observa o homem reclinar a cabeça para trás acomodando o pescoço no encosto do banco e olhando sereno para o céu noturno. — Ela parece tão corajosa. — A garota comenta, voltando sua atenção para o ídolo feito de metal a sua frente.

— De fato, ela foi uma pessoa lendária. — Ele fecha os olhos com um sorriso orgulhoso — Por acaso nunca ouviu falar da grande fundadora de Platina nos livros de história?

— Uh? — Anna cora envergonhada arregalando os olhos. — Perdão, eu nunca me interessei muito por história. — Ela admite, ainda mais introvertida que de costume. — Sempre fiquei com muito sono quando minha mãe tentava me ensinava sobre coisas do passado.

— Admitir que não é bom ou não gosta de algo requer caráter, muita gente não revelaria, muitos até fingiriam o contrário. — Ele afirma ainda de olhos fechados, com o rosto virado para o céu. — Mas estudar história pode realmente ajudar, não precisa se envergonhar de não saber, mas a curiosidade é capaz de iluminar a forma que você enxergará o mundo. A Isadora é uma pessoa de minha árvore genealógica, sou a sétima geração de sua linhagem sanguínea. — Ele volta a olhar para o céu abrindo calmamente seus olhos, a forma como o homem contava tudo que dizia transmitia muita segurança e tranquilidade. O nariz do homem era pontudo e suas sobrancelhas grossas, e ele tem um queixo muito assimétrico. A garota do vale arregalou ainda mais os olhos ao perceber o quanto aquele senhor era parecido com o Pietro, isso podia significar que ele é algum parente próximo do garoto e que ele poderia simplesmente ser o rei de Platina em carne e osso. — Você ao menos sabe sobre as guerras das feras? — Ele finalmente olha o rosto da garota.

— A guerra que durou mais de cinquenta anos e muitas raças humanoides foram quase extintas por bestas? — Ela responde com incerteza de sua resposta.

— Exato. — Ele respira fundo e volta seu olhar para o manto estrelado acima. — Isadora sacrificou sua própria vida para criar a película platinar.

— Película Platinar? — A garota questiona.

— Livro história de Platina o louvor dos heróis volume um, epílogo, e de sua alma poderosa, com o desejo mais ardente de seu ser, Isadora explodiu em luz divina nos céus de Gedor, criando a mais fina e pura camada de magia ao redor de toda cidade, os fios de luz em tom esmeralda coloriram todo metal composto por platina em um verde reluzente e intenso. Qualquer criatura bestial que ousou atravessar a película platinar foram transformadas em estátuas de platina verde. E por fim, para homenagear a grande salvadora da cidade de Gedor, mudaram seu nome para o Reino de Platina. — Noturno expeliu toda informação enquanto pulava em cima de um outro banco a frente do banco em que o homem estava sentado.

O homem encara o gato que começara apenas a lamber suas patinhas e lavava seus pelos da cabeça com sua própria saliva.

— Não me diga que foi o gat...

— Este é o Noturno, ele é meu melhor amigo e um dos seres mais inteligentes que conheço. — Ela apresenta seu gato com muito entusiasmo. — E sim, foi ele que respondeu e contou toda essa história.

— Por que eu não acho isso estranho? — Ele dá de ombros. — Foi exatamente isto que aconteceu. A Isadora salvou todo reino de Platina e todas as bestas foram exterminadas graças a película platinar.

Anna olha para o céu e não aguenta sua curiosidade.

— A película platinar ainda protege Platina?

— Sim. — Ele responde sereno como de costume. — Porém apenas nossos descendentes conseguem vê-la. — Ele suspira — Você provavelmente deve estar olhando um céu lindo cheio de estrelas e a lua minguante. — Anna assente com um som de confirmação. — Eu vejo apenas a película platinar, um verde denso e iluminado cobrindo todo o reino, como uma cúpula de metal colossal cobrindo todo o reino.

A garota continua olhando para cima, na tentativa falha de ter qualquer vislumbre dessa tal cúpula de metal mencionada pelo senhor, mas ela só conseguia ver um lindo céu cheio de pontinhos brilhantes. Ainda sem palavras ela imagina o quão triste deve ser não conseguir ver o céu depois de um dia cheio e cansativo, admirar a beleza natural das cores do pôr do sol, ou a lua cheia que por mais que faça mal para ela, aquela esfera brilhando gigante e roxa no céu era um espetáculo.

— Vendo a expressão em seu rosto, percebo que você notou o quanto deve ser frustrante sentar aqui e não ver a beleza que você está vendo. — Ele sorrir de um jeito triste. — Mas, tudo bem. Eu dormirei tranquilo sabendo que o reino não sofrerá com ataques daqueles novamente. Me diga Anna, quem é você e o que faz aqui em cima?

— Sinto muito se estou incomodando. — Ela se desculpa assustada — Sou a Anna Rampart sou filha de Deborah e Bentley Rampart. — O homem sorrir mostrando os dentes e então sua postura se torna ainda mais descontraída, porém ele ergue a coluna e admira a garota do vale um pouco mais animado.

— Rampart? Ah é verdade, meus mensageiros me informaram que minha grande amiga estava alojada em um de nossos quartos de hospedes. — Ele conta entusiasmado. — Oras! Por que você não disse seu sobrenome logo? É um prazer conhecer você. — Ele se levanta e abraça a garota que dá um sorriso constrangido e retribui timidamente o abraço. O contato físico não demora tanto, ele logo se afasta e encara bem o rosto dela. — Você realmente se parece um pouco com seu pai, mas percebo que tem o queixo parecido com o de sua mãe.

— Obrigada. — Ela agradece colocando uma mexa de cabelo atrás da orelha.

— Espera, então você é a garota que tem uma das cinco forças que meu filho contou? — Ele praticamente grita contente, Anna assente com um tímido “sim” com a cabeça e ele a abraça de novo. — Parabéns! O florescer realmente veio para você nesta primavera.

— Você acha isso bom? — A jovem pergunta genuinamente confusa.

— Por que não acharia? Ser portador de uma das cinco forças é uma das maiores honras de todo nosso mundo. A própria Isadora, que as Deusas a tenha, foi portadora de uma das forças e olha o que ela conseguiu fazer. Ela salvou milhares de vidas e continua salvando mesmo depois de quase um milênio.

Anna fita a estátua esverdeada de Isadora com outros olhos, saber que Isadora fez algo tão incrível e altruísta e sendo portadora de umas das cinco forças, encheu seu peito de amor próprio e orgulho. O que deixava sua respiração ainda mais pesada apesar de tudo, por que sua mãe tem que ser tão negativa a isto? O que não estão contando para ela?

— Senhor, — Anna chama o homem — minha mãe não parece contente em saber disso? Vocês se conhecem certo? — A linguagem corporal do homem muda, ele fica um pouco tenso e reprimido, mas facilmente é percebido que ele procura as palavras certas para tentar conversar com a garota.

— Eu e sua fomos para cidade centro na mesma época, mas a muito tempo atrás. Vimos coisas assustadoras lá fora. Ela deve estar preocupada e eu a entendo.

— Que tipo de coisas vocês viram? — Ela o interroga.

— Sabe, ficamos em lugares muito diferentes. Eu sempre fui visto como realeza, então minha estadia na cidade centro foi movida por luxo e comodidades. Mesmo assim, presenciei coisas perturbadoras em minha época. Sua mãe já não teve tanta sorte. Só ela pode compartilhar com você sobre as experiências que viveu. — Anna abaixa a cabeça, fazendo um biquinho contorcido e desanimado. — Oras! — Ele levanta o rosto da garota. — Não fique assim, eu conheço Deborah a muitos anos. Ela tem os momentos introspectivos, mas quando ela organiza suas ideias e pensamentos ela sempre faz a coisa certa no final das contas. Só converse com ela sem os sentimentos a flor da pele, vocês resolverão tudo. — Ele diz confiante e Anna sente uma energia tranquilizadora emanar das palavras dele. — Bem Anna, está ficando tarde. Preciso descansar agora, agradeço sua companhia esta noite e fico muito grato por você ser a nova amiga do meu filho, ele precisa de boas influências e amigos verdadeiros. Bom florescer.

O rei se retira cantarolando algo feliz, o que fez Anna sorrir um pouco aliviada. A garota encara mais um pouco a estátua de Isadora e dá um breve bocejo.

— Bom florescer Isadora. — Ela deseja em um sussurro. Então a garota do vale, o gato e a vassoura se retiram do jardim.

Notas finais
Obrigado do coração a quem acompanhou até aqui. Até o próximo capítulo.