Anjosfera 2 - Destruição Total
4 A Poderosa Fome
Depois daquele acontecimento em Colorado que o mundo acalmo mas não por muito tempo pois eu sentia que o mal estava para começar e como a Guerra já cá veio o medo do Apocalipse chegar à Terra é constante. Saber que isto tudo está acontecer por minha culpa, se tivesse estudado melhor e soubesse que o Diabo poderia ser solto nunca teria matado o Roberto mas sim aprisiona-lo.
Estava deitada na cama do motel a pensar em todo de bom que tinha na vida e como tinha deixado a relação com a minha filha, que saudade tenho dela…
-Olá! – Disse Bernardo entrando pelo quarto adentro.
-Então como estão as coisas? – Preguntou Joel vindo da casa de balho com uma toalha pela cintura e outra na mão a secar o cabelo. Aquela visão era perfeita para mim mas neste momento tinha que esquecer os meus pecados e focar-me na Humanidade.
-Parece que têm havido crimes muito violentos aqui na cidade ao lado… — Começou Bernardo expondo umas fotos em cima da mesa. – Parece que se comeram vivos. – As fotos eram de uma mulher e um homem cheios de mordidas e várias partes do corpo sem carne.
-Isso parece muito estranho. – Concluiu Joel entrando na casa de balho.
-Vamos averiguar. – Decidi.
Joel pouco se demorou na casa de banho e quando de lá saiu já vinha vestido com umas calças de ganga e uma t-shirt azul clara. Uma coisa gosto da terra é que aqui as cores são tão vivas como sempre gostei por isso tinha um vestido pelos joelhos vermelho e um casaco de napa preto. Rapidamente saímos do motel e arranjamos um carro para começar a viagem que seria cerca de uma hora e pouca.
Era meio da manha e estávamos na cidade onde os crimes violentos aconteceram.
-Vamos comer! – Pediu Joel. – É que aqui na Terra fico cheio de fome.
-Vamos lá… — Cedi.
Entramos num restaurante e o Joel pediu uns hamburgers para nós os três porem nem eu nem o Bernardo tinha fome por isso foi o Joel que os comeu a todo, como se eu já não soubesse. Ele sempre come demasiado contudo está sempre em boa forma.
-Olha estão ali uns policias… Vou averiguar o que aconteceu. – Disse Bernardo.
-Eu vou contigo… — Decidi. – Ficas, não ficas? – Perguntei a Joel sabendo da resposta.
-Sim! – Riu-se enchendo a boca com mais uma dentada no hamburger.
-Encontramo-nos no motel ao fundo da rua. – Expliquei.
-Está bem…
Sai com Bernardo para a rua e dirigi-me ao policial porem como ele não ia dizer nada a meros cidadãos então Bernardo iria fazer perguntas como se fosse um repórter e eu entrava na sua mente para saber o que acontecera.
Posemos o plano em prática e rapidamente obtive as respostas que queria e uma hora depois estava no novo motel. Abri a porta e vi duas camas à minha frente e do lado esquerdo havia uma mini cozinha que tinha uma mesa retangular no centro porem essa mesa estava coberta de papéis de hambúrguer o que estranhei imenso, eram cerca de trinta hamburgers. Dirigi-me à cama e do outro lado no chão estava Joel com mais uma dúzia de hamburgers abertos prontos para serem devorados e o meu amado tinha dois na mão e devorava-os de uma maneira que nunca tinha visto. Parecia que não comia há messes.
-Joel! – Chamei porem ele não respondeu mas pegou em mais dois hamburgers e enfiou-os na boca rapidamente.
-Bernardo o que se passa? – Perguntei ao meu amigo alarmada.
-Isto está a ficar cada vez mais estranho! – Disse boquiaberto.
Cheguei-me ao Joel e puxei-lhe pela t-shirt mas mesmo assim ele não me deu atenção então atirei-o até ao outro lado do quarto fazendo-o aterrar em cima da mesa que rapidamente quebrou.
-Serena… O que se passou? – Perguntou parecendo não se lembrar de nada.
-Estavas a comer que nem um cão! – Respondi furiosa. – Se queres comer, come a vontade mas não desta maneira! – E apontei para a confusão que estava ao lado da cama. Ele veio ao meu encontro e olhou boquiaberto para o que fizera.
-Eu não fiz isto…
-Fizeste sim! Eu vi! – Gritei.
-Não me lembro, meu amor… — E olhou para baixo como quem se tenta lembrar do que se passara.
-Serena! Talvez ele tenha razão… — Defendeu Bernardo.
-Não o defendas. Até parece uma criança!
-Acho que estamos a lidar com a Fome! – Anunciou Bernardo em tom serio.
-Pois a fome que este menino sente quando vem aqui há Terra! – Disse ironicamente.
-Já reparas-te que a fome dele triplicou? – Bernardo rondou o quarto.
-Como assim?
-Os crimes que aconteceram foram em pessoas que se amavam demais que acabaram por tornar o amor em fome então tentaram saciar a fome e comeram-se. O Joel também ama comer então como sem parar! – Concluiu mas eu não estava a entender nada o que ele estava a dizer.
-O quê? – Perguntei confusa.
-Estamos a lidar com o Cavaleiro da Fome! – Revelou.
-Será que vêm uns atrás dos outros? – Perguntei sabendo que não iria receber resposta. – Joel não tocas em mais comida!
-Eu vou saber onde é que os casos estão mais concentrados provavelmente é ai que a Fome está hospedada. – Sopos Bernardo e saiu do quarto de relance.
-Desculpa Joel… — Pedi.
-Neste últimos tempos tens reagido tão mal às situações… Serena tens que te acalmar ou serei obrigado a levar-te de volta a Anjosfera.
-Eu sei…
-Atacas-te instantaneamente sem me dar alternativa de explicar… — E ele aproximou-se de mim e pousou a mão no meu ombro.
-É que tudo o que tem acontecido… — Comecei a lagrimar. – E depois deixar a nossa filha lá em cima e tenho medo que nunca mais esteja com ela.
-Onde foi a minha Serena corajosa? – Perguntou levantando o sobrolho.
-Eu sei… Tudo vai melhorar eu prometo… — Pus-me de bicos de pés com as minhas mãos agarradas aos ombros dele e iniciei um beijo intenso que rapidamente levou a outras situações. Comecei por lhe tirar a t-shirt e beijei o seu peito passando pelo abdómen até chegar ao zipe das calças abrindo-o e arrancando-as. Atirei-o para cima da cama e lentamente desfiz-me do meu vestido vermelho e deixei o meu corpo despido só para ele. Assim que entrei na cama ele investiu em mim e deixou-me ser o anjo mais feliz que alguma vez existiu.
Depois daquele momento fui tomar um banho e vesti-me. Dirigi-me ao quarto e Joel passou por mim todo nu dando-me um beijo na bochecha e rindo-se sabendo do que me estava provocar mas ignorei-o e sentei-me num pequeno sofá à espera de Bernardo que rapidamente chegou.
-Então? – Perguntei quando ele abriu a porta.
-Parece que a duas ruas daqui se está a instalar o caus… — Deu as noticia.
-Vamos! – Falou Joel saindo rapidamente da casa de banho já totalmente pronto e desta vez vestido.
Rapidamente alcançamos a casa e avistamos cerca de uma dúzia de demónios que me deu vontade de ir lá e caça-los de uma vez por todas mas como prometi ao Joel vou com calma.
Ficamos um pouco afastados da casa à espera de ver movimento para poder agir e foi o que aconteceu uma hora depois. Uma grande carrinha preta chegou e estacionou mesmo à frente da casa e mais uns demónios saíram levando uma cadeira de rodas na mão. A porta de trás da carrinha foi aberta e colocaram um idoso na cadeira com um tudo no nariz, provavelmente a refeição da Fome. Rapidamente entraram para dentro.
-Vamos! – Disse.
Entramos pela porta a dentro e começamos a nossa busca, com a minha espada desembainhada fui cortando algumas gargantas de demónios juntamento com Joel e Bernardo. A sala estava coberta de corpos e ao fundo estava o idoso na cadeira de rodas e quando eu me aproximei ele virou a cadeira.
-O anel! – Gritou Joel.
-És tu a fome? – Perguntei incrédula sabendo que um idoso poderia ser um cavaleiro.
-Tens alguma coisa contra os velhos? – Perguntou em tom de ameaça.
-Como é que é capaz de causar esta confusão toda? – Perguntei enojada.
-É o meu trabalho e pelo que parece terei muito mais… — Tossiu um pouco. Aproximei-me dele e arranquei-lhe o anel do dedo.
-Por mim, acabou agora! – Respondi arrogante.
-Ainda havemos de nos ver! – Ameaçou. E rapidamente desapareceu tal e qual como o Cavaleiro da Guerra.
-Mais um anel para guardar! – Disse entregando o anel ao Joel. – Este foi fácil…
-Quando juntamos forças tudo é mais fácil. – Joel agarrou nas minhas ancas e puxou-as até si e fez-me saciar pelos seus lábios.
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