Notas iniciais
O final chegou...

O ambiente estava de cortar a respiração. Deus tinha batido em Joel por este se enervar por eu ser o receptáculo do Diabo e ter que salvar a Humanidade, sendo esta a criação de Deus e nos pensamentos de Joel Deus é que tem que salvar a Humanidade porem se eu tenho esse poder nas mão não vou abdicar dele e prometi à morte que o faria se não morrer assim morrerei doutra maneira então mais vale morrer a salvar a Humanidade.

–Joel! Se eu não morrer a salvar a Humanidade… A morte virá á minha procura! – Informei.

–Porque fizeste a porcaria da promessa mas não tens que a cumprir! Ele salva-te! – Apontou Joel para Deus. – Serena, tu não vais morrer se saltares mas sim ficar presa com aquele monstro! O que ele fará contigo…

–Joel… até Deus vai ser apanhado pela Morte… — Ele virou a cabeça não me enfrentando mas encostei calmamente as minhas mãos na face dele e rodei a sua cabeça metendo os nossos olhos chorosos em contacto. – Joel… te amo tanto – Fui dizendo entre lágrimas. – Se me amas… deixa-me decidir o que fazer…

–Por favor! Fica comigo! – Pediu magoado.

–Onde vais mãe? – Perguntou Luanda entrando sala a dentro.

–A lado nenhum. A mãe está aqui. – Disse limpando as lágrimas antes de encarrar a minha filha.

–Não mintas á tua filha… — Disse Joel. – A tua mãe quer saltar para a jaula com o Diabo! – Revelou friamente que eu ia deixar a minha filha.

–Mãe! – Gritou Luanda abraçando-me fortemente. Parece que tenho que ir morrer pra que a minha filha me abraçasse daquela maneira, como sempre quis.

–É um sacrifício que tenho que fazer pela humanidade. E está decidido!

Deixei a torre e ao mesmo tempo deixei o meu amado, a minha filha e o meu melhor amigo chorosos e magoados dentro daquela grande sala.

Por mais que eu queira ficar com eles alguém tem que se sacrificar e eu já vivi tempo demais.

Cheguei ao meu castelo fechando as asas lentamente sabendo que a qualquer momento nunca mais as poderia abrir. Dirigi-me ao meu quarto e colocai os anéis dos Cavaleiros em cima da comoda á direita da cama que ficava de lado para as grandes janelas. Colocai o dourado no meio e os outros três em cada ponta e fui aproximando um e os outros dois também se aproximavam como um íman mas lentamente. Até que a uns centímetros se agarraram uns aos outros formando uma espécie de triângulo. Três anéis cada um com um rubi na ponta e um simples dourado no meio.

Peguei no triângulo de anéis, abri a ultima gaveta da comoda e colocai-os lá no fundo por baixo da roupa e fechei-a.

Tomei um bom banho e voltei para o quarto enrolada numa toalha quando abri a porta da casa de banho deparei-me com Joel deitado na cama todo nu.

–Estou á tua espera… — Disse.

–Joel… — Falei aproximando-me da cama e vendo como ele tinha uns braços e ombros musculados sem excluir o seu peito que tinha grandes mamilos totalmente definidos, grandes e musculosos sem falar do abdómen que parecia ter rolos por baixo da pele. As suas pernas também musculadas eram grosas mostrando grande poder ao andar. Como iria ter saudades dele.

Sem falar inclinou-se e começou a beijar-me o pescoço passando a língua atras das orelhas e ele sabia que isso me deixava totalmente excitada. Se ele queria-me levar à loucura estava a conseguir. Ficou assim uns minutos até que cedi virando-me e caindo em cima do seu corpo nu e o beijei passando pelo queixo, mamilos e parei por uns minutos depois levantei-me e tirei a toalha furiosamente e vi que ele já tinha o seu amigo grosso e duro então sentei-me sentindo ele entrar por completo dentro de mim. Movi-me lentamente em cima dele enquanto saciava por mais e ficando assim uns minutos. Ele rapidamente me puxou pelo braço e me fez cair em cima do seu corpo e me beijou furiosamente mantendo o seu poder dentro de mim. Passado um pouco retirou-o e fez-me levantar, levantando-se também em cima da cama agarrou-me por trás e encostou-me de frente para a parede e voltou a investir o seu poder em mim movendo os quadris. E ficamos assim durante uns bons minutos que para mim poderia ser a vida toda. Então ele investiu cada vez mais forte e alterando a velocidade para cada vez mais forte até que comecei a soar e ele parrou. Virei-me e ficamos frente a frente então beijou-me e foi descendo ficando parado uns bons minutos nos meus mamilos. Ele estava ajoelhado então fiz-lhe companhia tirando-lhe o prazer da boca e investindo os meus lábios com os lábios dele. Furiosamente ele puxou-me pelas ancas e fez-me deitar. Meteu-me entre as minhas pernas e mais uma vez investiu o seu poder para dentro de mim ficando com os braços deles acima dos meus ombros e a os seus olhos nos meus. Com as minhas mãos agarrei a cabeça dele e fi-la vir ao encontro da minha e beijamos-mos e sussurrei-lhe ao ouvido.

–Te amo cada vez mais. – E senti uma lágrima dele cair no meu ombro. Ele aumentou a velocidade e em pouco tempo estávamos além do céu! Porque naquele momento nem o céu era limite.

Fui ao armário e vesti-me com o Joel na cama a observar-me.

–Vou arranjar maneira de te trazer de volta! – Disse.

–Não faças isso… — Pedi. – Deixa o futuro decidir o que fazer.

–Mas eu sou o teu futuro… — Levantou-se e vestiu-se. – Nunca vou perder a esperança de um dia te ter de volta. – Agarrou-me pela cintura e me beijou.

Arrumei os os meus pertencentes no quarto do palácio sabendo que nunca mais os iria ver e arrumei os anéis no meu bolso.

No dia seguinte lá estava eu a passar o portal Sagrado.

Aterrei num terreno onde havia muitas cruzes espalhadas dizendo que humanos lá estavam enterrados: um cemitério. Também havia imensas plantas mortas por todo o território e uma tumba ao longe toda velha.

Ergui as mãos no ar e gritei.

–Sim! – Dando permissão para o Diabo percorrer o meu corpo. Um fumo vermelho surgiu da terra cercando os meus pés, subindo até me tapar por completo.


POV Joel



Estava por detrás de uma velha tumba e observava atentamente o espetáculo perante os meus olhos. A minha amada acabava de ser submersa por um fumo vermelho. Um outro homem surgiu do nada, Miguel. O arcanjo que estava destinado para lutar contra o Diabo.


–É bom revê-lo, Miguel. – Disse o Diabo.

–Tu também. – Respondeu Miguel olhando para o corpo da minha mulher. – Faz muito tempo.

–Dá para acreditar que finalmente chegou a hora? – Era a voz da minha amada que falava porem a alma era do Diabo.

–Não. Na verdade, não. – Respondeu Miguel aproximando-se. – Estás pronto?

–Como nunca! – Respondeu respirando fundo. – Uma parte de mim deseja para não termos que fazer isto.

–É, eu também…

–Então porque faremos? – Falou um pouco mais alto aproximando-se de Miguel.

–Tu sabes o porquê. Não tenho escolha, depois do que fez. – Desculpou-se Miguel que estava prestes a lutar contra o corpo da mulher que amo.

–O que eu fiz? E se a culpa não for minha? – Questionou.

–O que queres dizer?

–Pensa bem, o pai criou tudo. Ou seja, ele criou-me do jeito que sou. — O que ele estava a dizer tinha lógica, Deus criou-o e como já o disse ele devia resolver os problemas da sua criação. – Deus queria o Diabo. – Finalizou.

–E? – Perguntou Miguel indiferente com o que acabara de ouvir e deu-me uma raiva de querer ir lá e acabar com tudo porem acalmei-me pensando em tudo o que estava em jogo.

–E por quê? E porque nos faz lutar? – Questionou quase gritando. – Só não consigo entender a razão.

–Qual é a tua razão? – Perguntou Miguel.

–Nós vamos nos matar. E pelo quê? Uma das provações do Pai. E nem sabemos a resposta. – Olhou fixamente para Miguel. – Somos irmãos. Vamos cair fora do tabuleiro de xadrez. – Propôs.

–Lamento. Não posso fazer isso. – Porque é que Miguel não aceitou e deixou o corpo da minha mulher em paz! – Sou um bom filho e tenho as minhas ordens.

–Mas não precisas de segui-las. – Gritou Diabo.

–Achas que me vou revoltar? Agora? Não sou como tu.

–Por favor, Miguel.

–Tu não mudaste nada, irmãozinho. – Riu-se Miguel. – Sempre a culpar os outros menos tu. Nós eramos unidos. Éramos felizes. Mas traíste-nos, todos nós… És um monstro, Diabo! – Declarou. – Tenho que abatê-lo.

–Se esse é o jeito que tem que ser… então gostaria de ver-te tentar. – Ameaçou.

Olharam-se durante uns segundos provocando-se friamente e começaram a andar em círculos marcando território e encarando-se e eu não aguentava mais estar ali escondido e ver a minha amada entrar numa luta que não é dela. Então sai detrás da tumba e revelei que ali estava chamando a atenção dos dois.

–Então? – Disse aproximando-me. – Desculpem. Estou a interromper algo? – Perguntei ironicamente.

–Precisamos de falar. – Disse aproximando-me do corpo de Serena.

–Joel. Até para ti isso é um novo tipo de burrice. – Respondeu-me o Diabo.

–Não estou a falar contigo. Mas sim com Serena. – Confessei.

–Não tens direito de estar aqui. – Atirou-me Miguel.

–Neste momento, preciso de cinco minutos com ela. – Disse olhando para o Diabo no corpo da minha mulher.

–Não fazes mais parte desta história. – Gritou-me Miguel inclinando-se para mim.

–Ei! – Chamou Bernardo do outro lado e Miguel olhou. Bernardo atirou uma garrafa que acertou em cheio no Miguel e este começou a arder até desaparecer. – Ele voltará e furioso. Mas tens cinco minutos.

–Bernardo! – Enfureceu-se o Diabo. – Acabaste de jogar coquetel molotov no meu irmão com fogo santo?

–Não. – Respondeu Bernardo afastando-se.

–Ninguém mexe com Miguel se não eu. – Gritou e estalou os dedos fazendo Bernardo explodir fazendo o seu corpo espalhar-se pelo campo.

–Serena, consegues ouvir-me? – Perguntei olhando para o corpo dela.

–Sabes, tentei ser bom… pelo bem da Serena. – Aproximou-se ficando cara a cara comigo e a minha vontade era que a minha amada lá estivesse dentro para a poder abraçar. – Mas tu és um pé no meu saco! – Agarrou-me pelo colarinho e atirou-me contra a tumba fazendo-me contorcer de dor. Levantou-me e socou-me a cara fazendo a minha boca escorrer sangue porem virei-me em busca dele.

–Serena? Estas aí? – Perguntei segurando no meu sangue.

–Ela está aqui, sim. – O Diabo aproximou-se e com o corpo da minha mulher voltou a soquear a minha cara. E vai sentir o estalo dos teus ossos. – Ameaçou. Socou mais uma que me deitou abaixo e ficar com as costas apoiadas na tumba. – Cada um. – Ele voltou a agarrar-me pelo colarinho. – Sem pressa. – Pavoneou-se voltando a socar-me uma, duas, três, perdi a conta das vezes que ele me bateu mas sei que foram tantas que mal sentia a cara e pela primeira vez vi odio nos olhos de Serena mas o que me mantinha vivo era saber que não era ela que manuseava o corpo mas sim aquele rei dos demónios.

–Serena, está tudo bem. – Consegui falar com a boca inchada e cheia de sangue. – Está tudo bem. Estou aqui. Não vou abandoná-la. – E socou-me novamente. – Não vou abandoná-la. – Ele afastou a mão dela para dar o último morro que talvez me mataria.

E de repente parou e pude ver novamente os olhos da mulher que conheci há vinte anos. Ela largou-me deixando-me cair na terra fria e afastou-se respirando fortemente.

–Está tudo bem, Joel. – Disse a minha amada. – Vai ficar tudo bem. Eu peguei-o.

Ela retirou os anéis do bolso das suas calças brancas que agora agarrados uns aos outros formavam um triângulo.

–Jaula do Inferno. – Gritou atirando os anéis ao chão.

Principiou um pequeno tremor de terra e á volta dos anéis a terra foi se desabando levando os anéis e deixando um enorme buraco negro criando uma enorme ventania.

Olhamo-nos durante uns segundos e eu vi o medo que ela escondia.

–Serena! – Gritou Miguel vindo do nada. – Não vai acabar assim! Afasta-te.

–Vais ter que me obrigar! – Disse Serena fortemente.

–Tenho que lutar com o meu irmão, Serena! Aqui e agora! É o meu destino!

Ela olhou tristemente para mim e posso jurar que a vi despedir-se de mim pelos olhos. Atirou-se de costas para dentro do buraco porem Miguel agarrou-a antes de entrar e ela pegou no seu braço e arrastou-o com ela. Os dois caíram dentro do buraco em direção à jaula enterrada nas profundezas do Inferno. A minha mulher estava no Inferno. Um clarão de luz surgiu do buraco fechando-o e os anéis voltaram. E eu estava ali arremessado junto da tumba com a cara espedaçada mas o pior não era isso mas sim o meu coração que acabara de ser levado. Lágrimas, pelo menos foi o que consegui deitar porque sangue acho que já não tinha nenhum.

Consegui-me levantar e ajoelhei-me junto dos anéis, precisamente onde a minha amada tinha sumido. E ficai uns minutos lamentando pelo que acontecera até que aparecer Bernardo e me olhou naquelas figuras.

–Bernardo, estás vivo? – Perguntei surpreso.

–Estou! – E colocou a sua mão na minha testa fazendo todas as feridas sararem porem nem todas pois o meu coração ainda estava ferido.

Regressei a Anjosfera e entrei no palácio que outrora era governado por Serena e a minha filha estava no trono.

–A mãe? – Perguntou tristemente.

–Filha… — E correu em minha direção abraçando-me e chorando no meu ombro.

Depois de deixar a minha filha no quarto dela fui para o meu.

Entrei e senti a presença de Serena mas não me podia enganar mais porque ela já la não estava. Remexi nas gavetas e espalhei a roupa pela cama e sentei-me na berma cheirando o seu perfume que ainda continuava na roupa e lágrimas surgiram.

–Voltarei a ter-te prometo.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!