Anjos Humanos
9 9 - Rafael
Em segundos Rafael quase perdeu sua vida perdido, chocado, com medo, com raiva e confuso muito confuso era assim que estava o arcanjo.
Rafael em uma fração de segundos teve a sua vida poupada, segundos que o fizeram pensar rápido e, voltar a realidade, segundos que o fez pensar em uma coisa.
– A droga. – Saltando pro lado esquerdo Rafael conseguiu desviar o seu corpo da lamina de Metatron, rolando pelo chão o arcanjo rapidamente ficou em pé e encarava o irmão. – O que você está fazendo Metatron? Sou eu Rafael o seu irmão não se lembra mais de mim?
Lentamente Metatron virou o seu rosto. Seu olhar seguiu na direção de Rafael, as palavras do arcanjo faziam com que Metatron sentisse uma ira incontrolável invadido o seu corpo, ele abriu suas asas um par de longas asas brancas maiores do que as de Rafael tanto em altura como em largura.
– A droga de novo. – Foi tudo que Rafael pode dizer antes, dos acontecimentos a seguir.
Foi tudo tão rápido que o arcanjo não teve tempo para reagir, quando Rafael percebeu já era tarde demais e tudo que conseguia ver era uma grande asa branca se aproximando no começo, mal conseguia ver o que se aproximava e em um segundo a asa se aproximava. Mais rápida ela crescia, a cada segundo e logo se chocou contra a face do anjo da cura que literalmente começou a ver estrelas ao seu redor. Rafael sentiu o seu corpo leve como uma pluma. Ele sentiu o seu corpo deixar o solo e se unir o vento que o guiava, era a mesma sensação que sentia ao voar e ele realmente estava voando, mas não por vontade própria e sim, por que seu corpo foi tirado do chão por Metatron.
Ao mesmo tempo que Rafael continuava a ver estrelas e sentia o seu corpo voar com o vento o arcanjo, sentia a dor, ela começava em seu rosto, ele o sentia quente o calor começava em seu nariz e rapidamente se espalhava podendo ser sentindo em seu nariz, boca, dentes, língua por toda e face e por mais estranho Rafael podia sentir em seus olhos, a dor queimava sua face e segundos mais tarde Rafael a sentiria não apenas em seu rosto mas em seu corpo todo.
E isso enfim aconteceu. Sua costa ao tocar o solo fez com que Rafael sentisse a mesma sensação novamente. A dor em suas costas rapidamente se espalhou por todo o seu corpo e junto com a dor vinha a falta de ar, Rafael sentia o ar fugindo de seus pulmões e o desespero tomava conta do Arcanjo.
Ele não acreditava que aquilo estava acontecendo, não acreditava que aquele era o seu irmão, que aquele era Metatron seu irmão mais velho, o primeiro anjo, o líder e o primeiro serafim, Metatron aquele que lutou junto com Rafael e seus irmãos nas batalhas Primervas, Metatron que liderou Rafael e seus irmãos até a vitória contra Tehom junto com Deus, Metatron esse era o nome que vinha a mente de Rafael.
Novamente Rafael sentiu o seu corpo saindo do solo. – Outra viagem pelo ar. – Pensou o arcanjo. Outra viagem e mais dor mas agora, ele, não sentia apenas o seu corpo saindo do solo sentia também, o ar fugindo outra vez de seu corpo.
Metatron segurou Rafael pelo pescoço, e com um aperto de ferro impedia o ar de entrar em seus pulmões.
– Me...Me...ta... — As palavras não saiam de sua boca. Rafael não sabia o que dizer alias ele, não conseguia dizer uma só palavras.
– Morra demônio – Foram as últimas palavras de Metatron que segurava firme em sua espada e se preparava para crava-la no coração de Rafael o ponto vital de anjo.
A espada estava para empalar o corpo de Rafael quando uma luz iluminou os dois. A luz fez Metatron se afastar e soltar Rafael que se afastou usando a mão para cobrir o rosto. O corpo de Rafael era envolvido pela luz e continuava no ar como se mãos invisíveis o segurassem ou, como se algum cabo igual aos usados no cinema como efeito especial que fazia a todos pensarem que um objeto ou pessoa estava voando ou flutuando. A luz começou a se fundir com o corpo de Rafael como se o arcanjo e a luz fossem um só.
Rafael foi consumido totalmente pela luz e seu corpo não podia ser visto. Metatron não conseguia ver Rafael, usando o escudo o Serafim cobria o rosto e tentava olhar na direção da luz, mas tudo que conseguia visualizar era luz apenas luz.
Sobre a luz um par de asas brancas eram visíveis, a luz brilhava intensamente e as asas se destacavam brilhando mais forte do que ela. Em segundos a luz começou a se dissipar e ao sumir completamente Rafael pode ser visto com mais clareza. O arcanjo estava de pé trajando sua armadura completa de bronze, e pela viseira aberta seus olhos fitavam atentamente Metatron. Em suas mãos suas espadas estavam empunhadas e Rafael se posicionava a frente de Metatron que quando o visualizava o olhava com um ódio mortal.
– Cai dentro. – Disse Rafael.
– Morra de uma vez demônio. – Rebateu Metatron que novamente partiu para cima de Rafael.
– Round Two Fight. – Após dizer essas palavras Rafael partiu para cima de Metatron. Quando estava bem próximo o atacou com as duas laminas e Metatron se defendeu usando o seu escudo.
Ao parar o movimento de Rafael Metatron se preparava para ataca-lo com sua espada, mas o Arcanjo rapidamente se afastou e estendendo a lamina direita a frente, a lamina cresceu como uma serpente dando o bote saltando em direção a Metatron.
O serafim a desviou com a lamina para a direita com sua espada, a lamina de Rafael circulou rapidamente o corpo de Metatron e estava preste a atingir suas costas, mas com reflexos rápidos o serafim voou para o céu rapidamente como uma bala que foi disparada de um revolver.
Observando o irmão em pleno ar Rafael estendeu a lamina esquerda e novamente como uma serpente deu o bote seguindo na direção de Metatron. O serafim percebeu a lamina se aproximando, rapidamente e em pleno ar ele novamente se preparava para desvia-la.
– Te peguei – Sussurrou Rafael e Metatron percebeu o que o Arcanjo planejava fazer.
Enquanto a lamina esquerda se aproximava para intercepta-lo em pleno ar a lamina direita, a primeira que Rafael havia disparado contra Metatron se aproximava por baixo. Uma das laminas iriam atingi-lo e Metatron sabia que não podia esquivar ou interceptar as duas, Rafael o havia encurralado e a ira que Metatron sentia apenas aumentou.
Erguendo o escudo Metatron interceptou a lamina que vinha pelo ar, já a lamina que vinha de baixo atingiu bem na abertura de armadura cravando em sua axila. O sangue do serafim escorria pela lamina de Rafael e que sorria triunfante.
– Agora eu te pegue... – Rafael imediatamente parou de falar. Algo fez novamente o ar fugir de seus pulmões, o calor e a dor novamente podia ser sentida em seu corpo.
Abaixando o rosto Rafael ficou chocado com o que via. Em seu peito estava cravado a espada de Metatron. Quando ela o atingiu? Quando Metatron a atirou? A espada de Metatron não era como a de Rafael. A lamina da espada de Metatron não podia se alongar infinitamente com a de Rafael e então em que momento ela o atingiu?
– O escudo... – Dizendo essas palavras o arcanjo sentiu algo vindo de seu corpo, algo quente e ao mesmo tempo enjoativo. Sangue. O sangue foi cuspido de sua boca como se fosse vomito. Deixando a lamina esquerda que foi parada por Metatron cair no chão Rafael, levou a mão até boca sentindo o liquido e quente nas pontas de seus dedos. A espada voltou ao tamanho normal ficando ao seu lado no chão.
– Vai me pagar por ter me ferido seu demônio!
Novamente Rafael ficou chocado. Sem perceber Metatron agora estava bem a sua frente e com dificuldades retirou a lamina que estava crava em sua axila e assim, como Rafael seu sangue agora vazava manchando a lateral de sua armadura prateada. Segurando o cabo de sua espada que estava cravada no corpo de Rafael o serafim, com um único movimento a puxou sua lamina que foi tingida de vermelho com o sangue do arcanjo que desabou no chão ficando de bruços.
– É agora... ele realmente vai acabar comigo. – Sussurrou o Arcanjo. – Que droga novamente. – Perdendo a consciência o corpo de Rafael estava sobre os pés de Metatron que lentamente ergueu a sua espada.
– Um demônio a menos nesse mundo.
A lamina de Metatron foi erguida e ficando sobre a sua cabeça, seus olhos miravam em uma direção o pescoço de Rafael.
A pequena abertura em seu elmo deixou sua nuca visível e desprotegida, com um único golpe Metatron poderia dar um fim ao Anjo da cura.
Segurando com força no cabo de sua espada Metatron a fez rapidamente descer. Quando a lamina estava preste a tocar Rafael novamente uma forte luz envolveu Metatron e novamente o fez se afastar. A luz agora brilhava mais forte e mais intensamente do que antes.
– Não ficará assim seu demônio! Na próxima eu irei te matar e nada e nem ninguém ira me impedir. – Metatron se afastou correndo em direção as árvores e em segundos seu corpo desapareceu na escuridão da floresta.
A luz se dissipou novamente e junto com ela a armadura e as armas de Rafael, o anjo continuava caído e a cada segundo o seu sangue se espalhava criando uma poça maior ao seu redor.
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