Anjos Humanos
3 3 - Rafael
Ao sair de Tsafon Rafael se deparou com Miguel. Seu irmão o olhava atentamente, o olhar frio de Miguel causava calafrios em Rafael ele, não gostava da maneira como o irmão o olhava.
– Minha vez de descer nosso pai quer falar com você. – Disse Rafael tentando manter a calma.
Miguel apenas assentiu e continuou olhando seu irmão.
– Sabia que está irritando me olhando assim? – Perguntou ele retribuindo o olhar a altura.
– Tome cuidado. – Sussurrou o arcanjo surpreendendo Rafael.
– É.. Tá por essa eu não esperava mas eu vou tomar sim.
– Obrigado. – Respondeu Miguel ele se preparava para adentrar a morada do pai.
– Miguel! – Ao ouvir o seu nome sendo pronunciado o Arcanjo virou-se voltando a fitar o seu irmão.
– Nosso pai me disse que Gabriel agora está na cidade aonde estou morando quando descer procure o Convento “Ave Maria” minha casa fica ao lado não tem como errar.
Miguel assentiu novamente e virou-se parando na entrada o Arcanjo ficou de costas evitando olhar para Rafael e disse:
– Até daqui a pouco meu irmão e novamente tome cuidado.
Rafael não pode responder pois Miguel entrou assim que terminou de pronunciar essas palavras.
– Tudo bem ultimamente não tenho ido com a sua cara mas irei me cuidar para não te preocupar.
Rafael se desmaterializou e voltou materializar em sua casa. A casa de Rafael era um lugar bem espaçoso uma das maiores casas da cidade ficando atrás apenas da casa do prefeito e do convento.
A residência do Arcanjo tinha dois andares no andar de baixo havia cozinha uma ampla sala de estar e de jantar. Um pequeno consultório onde Rafael, algumas vezes atendia alguns pacientes em sua casa ou tratava animais feridos. No andar de cima era composto por quartos parecendo um mini hotel.
Quando as primeiras civilizações humanas apareceram Rafael, desceu a terra para ajuda-las. Por ser o “Anjo da Cura” Rafael ensinou aos humanos a arte da cura que mais tarde os humanos a batizaram de “medicina”.
Após o diluvio os filhos de Noé povoavam novamente a terra e Rafael, recebeu de Deus a missão de descer a terra e viver como um humano. Rafael tinha a missão de ajudar indiretamente a humanidade a seguir o caminho de Deus, tentando evitar que as forças de Lúcifer os corrompesse. O arcanjo recebeu a permissão de se casar e ter filhos na época, um homem solteiro não era algo muito comum e isso, poderia estragar o seu disfarce e por isso, Deus concedeu essa permissão ao Arcanjo. Rafael já teve inúmeras mulheres e filhos os filhos de Rafael deram origem a uma casta de anjos os “Elohins” essa casta de anjos, vive na terra assim como Rafael se disfarçam de humanos ajudando a humanidade a seguir o caminho de Deus. Eles se infiltram em gangues, grupos terroristas, política, e até na religião. Muitos líderes religiosos sem a humanidade ter conhecimento são Elohins. Essa casta nunca sai do Plano Físico para o Plano Astral um Elohim só deixa o plano físico em seu nascimento, cada novo Elohim que nasce Rafael o leva a Deus e o pai o abençoa e lhe dá um título. Os Elohins as vezes por viverem como humanos se esquecem de suas naturezas angélicas, mas Rafael está sempre por perto não importa a parte do mundo para alerta-los e lembra-los do seu verdadeiro eu.
Caminhando até o closet Rafael olhava atentamente para as inúmeras peças de roupas a sua frente.
– Onde você está Gabriel? – Sussurrou o Arcanjo mostrando estar preocupado com o seu irmão.
Ao decidir o que vestir o Arcanjo desceu para cozinha. Rafael vestia um conjunto de agasalho da Nike. Jaqueta e calças pretas com o logo na marca branco estampado em suas costas e na perna direita e estava descalço. Antes de chegar a cozinha Rafael apertou o botão da secretaria eletrônica, a mesma lhe informou que não haviam novas mensagens e o Arcanjo prosseguiu para a cozinha.
A cozinha de Rafael era uma cozinha americana, com a grande bancada de mármore, um grande fogão de seis bocas, uma geladeira Inox Frost Free Metálica. Um amplo armário branco que cobria grande parte da parede. O arcanjo abriu a geladeira e sentindo o ar gelado em seu corpo examinava atentamente o seu conteúdo.
Após um minuto pensando Rafael resolveu pegar uma caixa de suco de laranja a abrindo o anjo ingeriu a bebida gelada sentindo uma grande sensação de alivio.
– Ah como isso é bom muito bom. – Sussurrou ele e o prazer era visível em sua voz.
Rafael em um minuto terminou de beber todo o conteúdo da caixa a jogou no lixo quando sentiu uma sensação estranha, sentiu um grande arrepio por todo o seu corpo. O arcanjo sabia o verdadeiro motivo era um alerta de que algo de errado estava acontecendo. Abrindo a porta dos fundos Rafael correu sumindo na escuridão da noite.
***
Um a um os demônios eram abatidos por Gabriel. Muitos deles sentiam a sua espada o Flagelo de Fogo transpassar pelo seu corpo os fazendo desaparecerem instantaneamente. Gabriel usando o seu poder criou um muro a sua volta repelindo os demônios que o cercavam, Gabriel podia ser um Arcanjo mas o número de demônios era maior parecia, que a cada demônio que o Arcanjo abatia mas dois apareciam.
Gabriel continuou brandido sua espada lutando e abatendo mais demônios até que algo chamou a sua atenção. Na praça próximo ao lago um portal estava aberto, e do portal mais e mais demônios passavam por ele, se Arcanjo pudesse fecha-lo poderia impedir a vinda de mais demônios, mas os demônios pareciam ter percebido a intensão do Arcanjo e mesmo sendo abatidos os seres das trevas o bloqueavam tentando impedir que o anjo se aproximasse do portal.
– Saiam da minha frente! – Gritou o Arcanjo com a voz selvagem fazendo o muro a sua volta se expandir derrubando um pequeno de demônios mas isso não os impediram de continuarem bloqueando o seu caminho.
Gabriel iria repedir o ato com mais intensidade quando uma lamina passou rasante pelo seu rosto, a lamina se estendia empalando um grupo de demônios parando no portal. Gabriel pode contar e cerca de cinquenta demônios foram empalados por aquela lamina. Todos foram atingindo no ponto vital o coração. Os demônios olharam com atenção para o local de onde a lamina vinha e em sua ponta encontraram um outro ser parecido com Gabriel a diferença, era a cor de sua armadura cor de bronze. Suas asas estavam abertas e o anjo empunhava duas espadas em suas mãos.
Os demônios que foram empalados despareceram um a um e lamina, recuava lentamente voltando ao tamanho normal na mão do anjo.
– Querida cheguei. – Disse Rafael que caminhava lentamente, o Arcanjo parou ao lado do irmão, os demônios rapidamente se reagruparam preenchendo o espaço que havia sido rompido pelo Arcanjo.
– Olha só pelo que eu pude contar eles agora são quarenta... quarenta contra dois é vai dar para a gente se divertir um pouco não é Gabriel?
Assentindo o Arcanjo sorrio seu rosto era coberto pelo elmo mas os olhos revelaram a Rafael que o irmão sorria e concordava com ele que também estava feliz com as palavras ditas pelo irmão.
– Realmente vamos poder Rafael e você demorou para aparecer.
– A desculpa eu soube depois que você estava por aqui e olha minha casa é aqui pertinho ao lado do convento sabia?
– Essa eu não sabia é sério? – Perguntou Gabriel.
– Sim serio mano virando a esquina ali. – Rafael virou apontou com a espada. Gabriel virou olhando para aonde o irmão apontava e assentia ao ouvir a explicação do irmão e ignorava os demônios.
– Nossa eu passei por lá não imaginei que fosse a sua casa se bem que quando cheguei senti a presença deles eu corri na direção deles.
–A tudo bem eu sei como é quando senti a presença deles também vim correndo para cá.
– É a hora agora matem os anjos! – Disse um dos demônios e o grupo que agora estava maior correu na direção dos anjos.
Os Arcanjos voltaram a sua atenção para eles observando o grande número de invasores se aproximando. Quando se preparavam para se confrontarem de frente com os demônios algo estranho aconteceu.
Um a um começaram os demônios começaram a desaparecer como se uma espada invisível transpassasse um por um.
Quando o último demônio foi abatido uma espada prateada voou em direção ao portal gravando no coração de um demônio que atravessava o portal. A criatura segurou firme a arma mas o seu corpo desapareceu e a espada ficou cravada a frente do portal criando uma espécie de barreira quem impediu que os demônios que viam em seguida passassem pelo portal fazendo seus corpos bateram contra a barreira invisível ficando com os corpos prensado.
Pousando com leveza um terceiro anjo era visto usando uma armadura de prata o Anjo, olhou na direção dos demônios, a surpresa era visível na face das criaturas das trevas que tentavam desesperadamente quebrar a barreira que os impediam de atravessar o portal. Lentamente o anjo virou o rosto na direção de Gabriel e Rafael.
– Miguel? – Disse Gabriel surpreso.
– Sim meus irmãos sou eu. – Disse o Arcanjo com calma.
– Peço perdão pela demora.
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