Anjos Guardiões
24 Capítulo 24
As duas se tomaram banho, se arrumaram com roupas casuais e desceram. Sarah usava um short jeans e uma camisa regata branca e uma xadrez vermelha de Marcela por cima. Marcela vestia uma calça jeans preta e uma camisa listrada vermelha e branco. Marcela pôs um chinelo de dedo enquanto Sarah usava uma sapatilha branca. Elas encontraram os garotos sentados nos bancos da parte externa da casa, que dava pra piscina.
– Hey, isso são horas de acordar é? — perguntou Felipe.
– Olha que fala! Aposto que não acordou muito mais cedo que eu — disse Marcela.
– Fui o primeiro a descer, e isso tem no máximo uma hora, então, ta no lucro -brincou Felipe.
– Sei que estou com um tanto de dor nas pernas — disse Bruno — acho que vocês sabem mesmo dar uma festa, estou um tanto acabado.
– Imagino, mas temos que debater sobre a criação do portal com o rei — disse Gregor.
– Verdade. Ah Marcela, estávamos falando em construir um portal perto da casa da Sarah, mas bloqueado por amuletos, como os antigos faziam sabe — disse Felipe.
– Isso seria bom, porque ai eu poderia vir para cá de vez em quando — disse Bruno.
– De acordo — disse Sarah.
– Vamos pedir ao rei, hein Felipe? — perguntou Gregor.
– Claro, vocês vem? — disse Felipe.
– Eu vou — disse Bruno.
– Prefiro aproveitar meu tempo com a Marcy, se importam? — disse Sarah meio sem jeito.
– A vontade princesa — disse Felipe rindo.
– E pare de me chamar assim, é estranho — disse Sarah.
– Mesmo sendo a princesa? — perguntou Gregor.
– Mesmo eu sendo a princesa — respondeu Sarah.
Os meninos subiram, Marcela pediu a Sarah um instante e correu dentro da casa. Sarah acabou se distraindo. Quando Marcela voltou, ela veio tocando All Eyes — Imagine Dragons *versão cantada por Marcela está no fim, nas notas do capítulo, junto com a tradução da música*. Sarah ficou sem reação, ela pulou em cima da garota e a beijou. Marcela pôs o violão no chão e pegou Sarah nos braços, tirando seu pés do chão e segurando em sua cintura.
– Acho que ganhei na loteria por ter você em minha vida — disse Sarah.
– Não faz ideia do quando me deixa feliz quando diz isso — disse Marcela.
Elas ficaram juntas durante um tempo até que Fernando, o rei, as chamou para almoçar. Elas não sabiam, mas ele estava observando-as desde que desceram.
Todos se sentaram e almoçaram, pareciam uma grande família, Fernando nunca tinha visto a casa tão cheia, estava feliz, mesmo sabendo que não duraria muito, estava feliz que sua filha estava bem e alegre.
Sarah chegou perto de seu pai e lhe beijou as bochechas.
– Papai, eu tenho que ir — disse a menina.
– Entendo, sua mãe deve sentir muito a sua falta, ela lhe criou e educou tão bem minha querida — disse ele.
Sarah sorriu, ela só queria ver a mãe, sentir o abraço dela e de certa forma, devia a vida para a sua mãe, ela lhe criou, lhe deu um nome, e particularmente, preferia Sarah do que Pietra, para ela, Sarah soava mais natural, mais ela. O nome remetia sempre uma garota doce e pequena, mesmo ela não se achando muito doce, ainda era realmente pequena.
– Marcela, cuide dela e de Bruno, vou pedir para que lhe deem um valor suficiente para comprar o carro que vocês perderam, e semanalmente vou enviar além do seu tributo de serviço, o que se chamaria de mesada para Sarah comprar um carro, vocês não podem ficar andando a pé pra sempre e quase morrendo — disse Fernando — Gregor, Felipe, avisem para o ancião ir construindo o portal, sei que vai demorar um pouco, mas autorizo a construção, e se possível, no quintal da casa de minha filha.
– Sim senhor — disse Gregor, puxando Felipe para irem falar com o ancião.
– Obrigada pai — disse Sarah, abraçando o homem.
– É o mínimo que eu posso fazer — disse ele — aliás, deixei um valor em moeda local para comprar roupas, não sei o que curte, então achei melhor deixa-las comprarem.
Sarah concordou sorrindo, segurou a mão da Marcela e correu para o quarto. Chegando lá, ela foi direto no armário.
– O que foi? — perguntou Marcela.
– Vamos embora amanhã e eu quero ir bem vestida, ou pelo menos, confortável — disse a pequena garota.
– Ei, ta dizendo que não se sente confortável com minha camiseta? — perguntou Marcela ironicamente.
– Bem, talvez eu prefira a gente sem nada, mas eu gosto de usar suas roupas, só não posso fazer isso eternamente — disse Sarah rindo.
– Tudo bem, então vamos — disse Marcela.
Sarah beijou a menina e puxou ela para o comércio local.
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