Anjos E Feras

5 Capítulo 4: \"Raptos, anjos e bananas...\"


Eu precisava saber mais sobre aquele menino! Quem era ele? Que tipo de serviço sujo ele fazia? Não fazia idéia. Então, procurei a melhor informante do local, para me fazer um pequeno serviço de investigação. Encontrá-la no meio de todos era complicado. Por mais que todos nós soubéssemos como ela era, ela sempre estava escondida, camuflada em meio à multidão. Pouquíssimas vezes era a protagonista de algum evento importante...

Anna... Giulia, como quiser chamá-la... Era uma boa espiã. Não era tão eficiente como a dupla Ana e Julia no quesito "morte acidental", mas, conseguia qualquer informação que você quisesse, se soubesse como... atiçá-la...

Seria ridiculamente fácil de encontrá-la, pensei. Deixei um rastro de balas de morango no chão, que levavam até mim. A única pessoa que ama balas de morango o suficiente para comê-las do chão... Principalmente do chão daquele lugar... Era ela. Ou melhor... Era assim que eu pensava... Enquanto esperava o milagre da minha informante aparecer, eu apenas fiquei a observar o menino se aproximando cada vez mais daquela figura soturna. Minha vontade era de avisá-lo do que estava por vir, mas, eu gosto de ver tretas. Tretas, e tetas, afinal, são boas também. Bem, lá estava Kawão quando Igor se aproximou. Esperto, o menino foi de forma lenta, chegou com um singelo desafio.

"Ouvi dizer que você é o maior ladrão daqui..." — Disse o pirralho.

"..." — Respondeu o Bug, usando toda sua maestria com as palavras.

"Então, eu tenho um trabalho para você. Pago bem. Preciso que roube uma pessoa."

Neste momento, houve um silêncio. Ana e D'Moriam travaram seu úmido e animado beijo. Miranda e Jagunço Jezine perderam rapidamente a compostura. Billy the Tin, o mais rápido atirador do lugar, descarregou um revólver inteiro em Clara Pires, matando-a horrivelmente. Alguns anos depois, ficamos sabendo que Ana e Julia retiraram a trava da arma dele.

Neste momento, Bug se levantou, e de uma forma quasi-sexual, apalpou o corpo de Igor, à procura de armas, ou uma escuta. Encontrou uma banana. Já madura.

Depois disto, se minha memória não me falha, Kawão puxou o menino pela mão, e levou-o ao seu quarto privado, cedido pelo Dr. Oliveira para negociações mais... sensíveis, por assim dizer. Afinal, não é todo dia que pedem para o ladrão do século fazer um roubo nada ortodoxo. Roubar uma pessoa. Mais precisamente, a ilustríssima Lady Batista...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.