- Rachel, venha rápido. – Vicente corria pela mansão puxando a irmã. – Papai chegou.

- Estou indo.

Os dois correram muito rápido. Vicente chegou a tropeçar perto da escada, mas Sebastian o segurou.

- Correr perto da escada pode ser perigoso, crianças.

- Sebastian! – Elas o abraçaram.

- O Mestre os espera lá em baixo com uma surpresa.

- Doces! – Vicente desceu correndo.

- Não são doces, seu bobo. São brinquedos. – Ela correu atrás dele.

Os dois correram até a entrada da mansão. Ciel tinha se esquecido de como seus filhos tinham crescido. Já tinham 6 anos e ele não gostava da idéia de que logo eles cresceriam. Queria deixá-los daquele jeito para que não se corrompessem com as maldades do mundo.

- Yoshi, ganhei. – Vicente fez um “v” com os dedos.

- Só ganhou porque estou de vestido. – Rachel ficou emburrada.

- Crianças. – Os meninos o agarraram. – Tenho presentes pra vocês na carruagem.

- Brinquedos. – Rachel pegava uma boneca e sorria para o pai.

- Doces. – Vicente pegou uma caixa cheia de doces, mas a largou, pois sentiu um formigamento no olho direito.

- Vicente, está tudo bem? – Ciel ajoelhou ao seu lado.

- Meu olho está doendo.

- Deixe-me ver. – Quando Ciel levantou a franja dele viu a marca do contrato de Sebastian em seu olho, mas logo desapareceu.

- O que era? – Rachel se aproximou.

- Nada. Já melhorou?

- Sim.

- Vamos entrar. Vou pedir que coloquem as coisas em seus quartos. Preciso falar com Sebastian.

- O senhor queria falar comigo?

- Sim. Vicente tem o contrato. Por acaso foi você?

- Não senhor. O senhor me disse para nunca comentar sobre esse assunto com eles. Talvez o jovem mestre tenha nascido com o contrato.

- Talvez.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.