Anjos E Demônios.
18 Um novo demônio na cidade.
Notas iniciais
Quem era aquele homem? O que ele queria? De onde ele conhecia Amy? E Dave? Oh, mistério no ar.
– Você não precisa fazer isso – Dave disse com a expressão em seu rosto totalmente assustado.
– Eu sei. Você só precisa se afastar, ou melhor, porque você não morre, explode? Cabum. – ele fala ironicamente.
– Não. Ian, eu mudei, você não faz idéia, mas, por favor, solta ela.
– Me de um bom motivo.
– Massachusetts, Boston. 1973.
– Ah, garoto estúpido. Tinha que lembrar? – ele fala com uma expressão de desgosto.
– Tinha outro jeito? – ele fala se aproximando de Amy.
Amy estava totalmente assustada e confusa. Ian a soltou, ela foi correndo para os braços de Dave, já Ian andou em passos lentos para a sala, sentou-se no sofá e começou a falar:
– Dave, Dave. Não sei, eu tenho sérias duvidas sobre você ainda. Aquele tempo, tudo era tão complicado, ai você apareceu, todo confuso, garoto bobo, você não devia fazer aquilo.
– Eu sei. Quantas vezes eu vou ter que pedir perdão? Desculpar-me pelo que aconteceu?
– Não sei. O suficiente para me convencer de que realmente mudou?
– Já faz tanto tempo – Dave se aproxima mais e Ian faz sinal com a mão para ele parar de andar e falar.
Ian estava fuzilando Dave com o olhar, de repente, ele some. Típico de anjos e demônios fazer isso.
Dave se vira para Amy, ela estava com lagrimas nos olhos e um rosto de medo.
– Você esta bem?
– Mais ou menos. Quem era aquele homem? Quem Dave? Porque ele fez isso? E o que era toda aquela conversa de vocês dois? – ela fala chorando cada vez mais de medo e depois o abraça.
– Não se preocupe, eu não deixo nada te acontecer, eu prometo – ele segura o rosto de Amy e olha fixamente e profundamente nos olhos dela – Olha, você vai ficar bem, OK.
Amy estava tentando desviar seu olhar
– Olha pra mim, olha pra mim Amy. Você confia em mim, não?
– Sim eu confio – ela responde soluçando.
– Então, se confia não vai se preocupar com nada, está bem?
– Sim.
Os dois se abraçam.
Mais tarde, depois de conversar com Dave, ele vai embora e Amy chama Amandy para ir à casa dela.
Quando ela chegou à primeira coisa que ela fez foi abraçar Amy e dizer que a amava, como de costume.
– Eu também te amo – retrucou Amy.
As duas subiram para o quarto, Amy estava tentando esquecer aquela situação que havia passado mais cedo, mas não conseguia.
– Você esta bem? Porque essa cara?
– Nada, estou com um pouco de dor de cabeça.
– Quer um remédio? Eu pego para você.
– Não, não esta muito forte.
Dor de cabeça, de tanto pensar como e o que aquele homem queria.
No outro dia Amy acorda assustada, Amandy estava sentada na janela, era domingo, o dia estava com um sol muito forte, nenhuma nuvem no céu, tudo azul.
– Nossa, porque está suada desse jeito? – Mandy pergunta.
– Talvez porque eu estava com cobertores e está um calor infernal. – Amy retruca.
– Será? – Mandy fala com um tom de zombeteira.
– OK, será que Jake já acordou?
– Não sei, vi seu pai sair agora pouco, eu acho que Jake deve estar dormindo ainda.
– Está bem, vou ligar para Dave, preciso falar com ele.
– Será que seu namoradinho ainda não está dormindo? – ela fala mexendo suas sobrancelhas para cima com cara de brincalhona.
– Namoradinho? Ah ta, porque, falando nisso, você não vai procurar o seu?
– Ai, menina... – ela para por um momento, faz cara de pensativa e volta a falar – acho que é isso que vou fazer – As duas riem e Amandy coloca uma roupa, que por sinal, era chamativa como todas as outras e sai apressada.
Logo em seguida, Ash chega a casa de Amy, não era bem o que ela esperava.
– O que você faz aqui?
– Fiquei sabendo do Ian. Aquele canalha imprestável. Dave não pode vir, escutei sua mensagem no celular dele. Ele me contou tudo sobre aquele idiota.
– Bom, não sei se você vai ter alguma utilidade – ela faz uma cara de que não se importava.
– Sim, eu sei, eu sou um imprestável metido mesmo, então, sei lá, faça o que quiser. Mas vou te avisar uma coisa, eu sei muito sobre o Ian, muito mais que meu irmão imagina. Eu já fui um grande amigo dele, acredite.
– De você eu posso esperar qualquer coisa, segundo Dave.
– Parece que alguém anda falando muito de mim por aqui. – Ash fala arregalando seus olhos para Amy.
– Só o suficiente para mim saber que você não presta – Amy retruca com um olhar de raiva e ao mesmo tempo brincando – Mas e ai? Vai me falar mais sobre esse Ian? O que ele é, o que quer? Se você sabe alguma coisa sobre ele, que me ajude?
– De uma coisa eu sei, boa companhia ele não é, nunca vai ser. Ele se faz de bonzinho, tentando conquistar a confiança e amizade das pessoas, descobre coisas sobre elas, depois coloca no máximo de lugares que conseguir, te humilha, foge.
– E porque diabos ele faz isso?
– Diversão. O cara é um idiota de primeira.
– Percebi.
– Ele é um demônio. Dos piores, ele faz essas maldades, só não mata, isso é bom. Ou seja, ou não sei se ele é um demônio bom porque não mata, ou mal porque destrói as pessoas, suas carreiras e sua imagem.
– E porque ele estaria atrás de mim?
Porque ele estava atrás de Amy? Uma boa pergunta. O que ela tinha haver com ele?
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