Anjos E Demônios.

10 Um garoto achando seu lugar no mundo.


Notas iniciais
Desculpa a demora para postar este capitulo. Eu viajei.
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Dave está conseguindo cada dia mais a confiança de Amy... também de outras pessoas.

O dia acabará naquele dia com respostas descentes para Amy, mas não verdadeiras.

Ela foi para casa como ia todo dia, com as amigas, no carro, escutando musica, enquanto Lisa e Amandy ficavam falando sobre as fofocas da escola. De vez em quando Amy participava das “conversinhas”.

Ainda estava claro o dia, chegou 17h20min em casa. Seu pai não estava. Será que ainda estava na delegacia? Ou fora no mercado fazer as compras da casa? Ou foi ver Jake? Ou seja, ela não ligou muito e subiu para seu quarto, quando entrou deu de cara com seu pai sentado na cadeira na frente da escrivaninha com um copo de água na mão olhando para a janela.

— Pai? – ela fala um pouco surpresa, pois Will quase nunca ia ao seu quarto – O que você está fazendo aqui? Quer alguma coisa?

Ele fica por um momento em silêncio, mas logo o quebra dizendo:

— Oi filha, desculpa, estava aqui pensando na vida. Estava na sala, então quando estava indo para o meu quarto entrei no seu quarto e comecei lembrar de sua mãe. Ela adorava ficar aqui com você a noite quando você ainda era um bebezinho. Ela acariciava sua testa com cuidado, você sorria para ela e ela correspondia.

— Pai, ela ainda esta por aqui, nos nossos corações, na nossa mente. Ela sempre vai estar junto da gente.

O silêncio toma conta do quarto por meia hora. Amy sentada na beira de sua cama enquanto olhava seu pai observando a janela, ele ainda sentado na cadeira.

De repente sua água acabou e ele se levantou se dizer nenhuma palavra, saiu do quarto, fechou a porta e desceu para a cozinha.

Amy se levantou e foi trocar de roupa. Depois desceu na cozinha, Will estava cozinhando. Ela senta-se à mesa e o observa. Troca algumas palavras com ele. Até que a comida ficou pronta. Will coloca dois pratos a mesa e em seguida o prato que fez.

— Pai. O que é isso? – Amy pergunta mexendo com a colher na comida.

— É uma invenção de sua mãe. Ela criou uma noite e gostou, depois colocou no livro de receitas. Uma coisa indefinida. Posso chamar de Prato da Anna.

— Boa idéia. Vou experimentar, parece muito bom.

— É, mas acho que não ficou igual o dela.

— Mas vale. – ela solta um sorriso pequeno para ele.

Logo que Amy começa a comer, toca a campainha. Ela corre até a sala e abre a porta. Para sua surpresa era Dave. Ela se assusta no começo.

— Oi, é... – ela fica um tempo sem o que falar.

— Oi, desculpa Amy chegar assim sem avisar. Mandy me deu seu endereço. Claro se eu estiver incomodando volto embora.

— Não, não, entra, estávamos jantando. Se quiser pode se juntar a nós.

— Seria um prazer. – Amy o acompanha até a cozinha e apresenta ao seu pai:

— Pai, este é Dave, o garoto que me avisou sobre Jake e meu colega de escola.

— Oi Dave, prazer em conhecê-lo e obrigado – Will fala ainda com um pouco de comida dentro da boca.

— O prazer é meu – Dave responde um pouco envergonhado.

— Então pai, ele vai comer conosco, pode.

— Claro, sente-se e pode se servir.

— Obrigado Sr. Tonks.

— Ah, por favor, Sr. Tonks não – ele ri – me chame de Will mesmo.

— Desculpa Will!

— Está bem.

Os três comem, trocam algumas conversas, falam um pouco sobre Jake. Dave conta para Will a mesma mentira que contou para Amy em seguida vai embora.

Logo que Dave sai, Amy corre para a cozinha ajudar o pai a limpar e pergunta curiosa:

— Hei pai. O que achou do Dave? – ela fala com uma expressão meio safada no rosto.

— Ele é legal. Simpático. Um pouco quieto pro meu gosto. Mas é um bom menino. Você gosta dele? Tipo, como mais que amigo?

— Pai! – Ela fala com a voz engrossada e com vergonha. – Não, acabamos de nos conhecer, somos amigos. Só amigos.

— Sei, por enquanto.

— Não pai. Eu nem sei. Ele pode ter namorada, ou ser gay. Ou ele gosta de garotas diferentes de mim.

— Gay? Sério? Gay filha?

— Sim. O que tem?

— Nada, mas pelo jeito que ele te olhava não tinha nada de gay.

Ela vira os olhos e vai para seu quarto. O quarto dela era o lugar onde ela mais pensava e refletia sobre as coisas. Independente do que fosse.

Quinta-feira. 09h50min. Despertador. Amy toda descabelada. Campainha toca. Sozinha em casa. Ela desce correndo atender, ainda meio sonolenta, ela abre a porta abrindo sua boca. Ela se assusta novamente. Era Dave, a convidando para ir tomar um café.

— Nossa, meu Deus, que vergonha, eu estou de pijama toda descabelada, já era pra eu estar acordada. Desculpa, eu vou trocar de roupa e arrumar meu cabelo, não demoro muito, entre, pode sentar na sala, meu pai não esta ai, não se preocupe.

— Está bem – ele da um pequeno sorriso amarelo para ela e entra, vai para a sala e fica a espera de Amy.

15 minutos depois ela desce correndo na escada, quase cai.

— Vamos? Demorei muito?

— Vamos! – ele responde — Não, foi até rápida, geralmente mulheres são todas demoradas.

— Ah, não sou assim.

— Que bom!

— Eu sou, digamos, diferente.

Dave olha profundamente em seus olhos, tentando decifrar o que Amy estava pensando. Mas ele não conseguia. Ela era realmente diferente.

Os dois passaram a manhã juntos. Conheceram-se um pouco mais. Dave até se soltou um pouco com ela. Ficou menos envergonhado do que de costume e os dois voltaram cada um para sua casa.

Na escola, Dave ainda estava com vergonha dos outros alunos. Amy ficou junto dele. Ela também era meio misteriosa. De vez em quando Lisa e Mandy ficavam junto deles. Às vezes as três saiam para o banheiro onde Mandy e Lisa ficavam a enchendo dizendo que Dave era o novo “namoradinho” de Amy.

Assim foi por quase um mês. Amy e Dave se aproximando. Lisa e Mandy enchendo Amy. Will cozinhando coisas novas e indo visitar Jake e assim por diante.

Notas finais
Será que sera assim por muito tempo?