Anjos
6 Um sonho
Ao chegar em casa, Anselmo abriu a porta do carro para Alice, a tomou nos braços, e a levou até a cama, ela havia cochilado no caminho até em casa, ele colocou a esposa na cama, tirou seus sapatos, abriu o laço do vestido que apertava sua cintura e a deixou dormindo tranquilamente.
Desceu as escadas até o primeiro andar, trancou todas as portas e foi tomar seu banho, quando abriu a porta do banheiro — ainda enxugando o cabelo, olhou pro chão e viu velas, velas brancas dentro de redomas cor de rosa que montavam um caminho romântico desde onde ele estava até o seu quarto, inicialmente ele se assustou, depois olhando um pouco mais para a frente, forçando um pouco a vista, no fundo do corredor, viu a esposa de camisola de cetim vermelho, olhos castanhos, o cabelo solto chegando até a altura dos ombros, cor de caramelo, e sorrindo para ele, parada, os dois braços na frente do corpo estendidos, como quem pede um abraço, ele saiu do banheiro com uma bermuda e uma camisa de algodão azul marinho que usava para dormir, jogou a toalha no chão e abraçou Alice, ela sussurrou no ouvido do marido:
— Ele disse, uma semana, precisamos praticar!
Anselmo a afastou gentilmente para que conseguisse olhar para ela, Alice fechou os olhos com força.
—O que foi? perguntou Anselmo sorrindo, pois ele sabia o quanto Alice era tímida para deixar que ele a olhasse nos olhos, depois do que ela acabará de dizer.
Ele tocou o queixo dela, e levantou seu rosto até que ficasse na altura do seu — E a beijou
Um beijo doce e gentil, percorreu um caminho de beijos até seu pescoço e seu ombro, ela o puxou para perto e foram se beijando e esbarrando nos móveis até chegar ao quarto, Alice o colocou sentado na cama e fechou a porta atrás de si empurrando a mesma delicadamente com o pé.
~
Alice acordou as 5 da manhã chorando muito e Anselmo ainda ao seu lado, acordou com o som da esposa fungando e assoando o nariz, ele se sentou na cama e a olhou preocupado, até que Alice sorriu e pulou no colo do marido:
—Eu preciso te contar o meu sonho!
Anselmo encostou-se na cabeceira da cama e Alice na sua frente sentada em suas pernas o contava desde o início: — Eu me vi dormindo, e vi quando encima de mim pairava uma mão, uma mão pequena e na ponta do seu dedo havia uma gota.
Anselmo virou a cabeça de lado e bocejando disse: -Você tá chorando por causa de uma gota?
Alice o interrompeu: -SIM, UMA GOTA, ela fez gestos mostrando exatamente como a mão estava, em formato de concha, em seguida ela foi virando a mão lentamente até que a gota, pingou do seu dedo, e caiu bem aqui -ela pousou as duas mãos encima da barriga, e então ela sorriu para o marido.
Anselmo a encarou por um momento processando o sonho que ela acabará de contar, até que quando ele entendeu, ele também começou a chorar.
Alice abraçou-o com toda força que ela tinha.
Ele disse no ouvido dela: — Parabéns, mamãe.
Alice devolveu o comentário:
—Parabens para você também, papai!
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Assim que completou seus primeiros meses, Alice já tinha feito quase tudo, já havia comprado o berço, o guarda roupas, pacotes de fraldas, toalhas, porém, ela sempre comprava tudo branco, ou de alguma cor neutra quando ela simplesmente não podia se aguentar de ansiedade.
~
Com 5 meses ela marcou um ultrassom, foram no dia ela e Anselmo, estavam aguardando na salinha até que o médico os chamassem:
E então, disse o doutor:
—Ainda não sabem o sexo certo?
Os olhos de Anselmo já estavam marejados, de azul já estavam vermelhos.
Alice balançou a cabeça negando em resposta, e estava com um sorriso que não cabia no rosto, estava mordendo os lábios de ansiedade, e apertando as mãos do marido que não tirava os olhos do monitor do ultrassom.
—Pois bem, preparados? Posso dizer?
Alice e Anselmo se entre-olharam e sorrindo responderam que sim.
—Vocês estão esperando uma...-fez suspense- menina.
Alice segurou o rosto com as duas mãos porque suas bochechas estavam doendo por passar tanto tempo sorrindo, Anselmo desabou a chorar de felicidade e beijar a barriga da esposa.
—Quer nome daremos? — ela perguntou.
—Ainda temos 4 meses para escolher, certo?- disse Anselmo com um olhar apaixonado para a esposa.
Concordou Alice acariciando a barriga.
Assim que saíram do hospital, reuniram-se todos na casa de Luiza, Alice se levantou do sofá junto com Anselmo e disseram: — Vocês estiveram presentes conosco quando recebemos este milagre, e nos queremos compartilhar com vocês o sexo da criança, pois descobrimos hoje.
Luiza já estava ansiosa dando pulinhos no sofá e batendo palminha:
—Para de fazer suspense, conta logo.
Anselmo e Alice disseram em unissono: -Estamos esperando uma MENINAAAA
Luiza berrou de felicidade e foi correndo abraçar Alice, Antônio comprimentou o patrão com um abraço e assim com o passar dos meses, chegaram presentes em cor de rosa, o enxoval do bebê já estava completo, e o quarto da criança já estava todo arrumado, só estavam aguardando a chegada do seu pequeno anjinho.
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