Anjos.

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Vou dizer... que eu tinha uma ideia na minha mente, bem melhor, mas quando passo pro computador nunca saí da minha maneira. Como por exemplo, as falas não estão descritivas, o que deixa uma possibilidade para vocês acharem o que quiserem, não sei se isso é bom... Maaaaaas, tá aí, eu achei tãão fraquinho... Maaaaas, o que conta é a intenção... rs'
Boa leitura!

Anjos.

Capítulo Único.

Aquilo havia o assustado por semanas. E ele tinha a sensação de que nunca iria passar.

A dor... A culpa...

Sentimentos que o assombrariam para todo o sempre.

Por mais que fosse dito que a culpa não fosse dele, os fatos se encaixavam perfeitamente.

Seria Shindou um... Assassino?

------- Tempos atrás.... -------

“Eu... Desculpe-me Akane.” O capitão da Raimon saiu.

A garota não sabia como se sentir ao certo. Dor... Principalmente dor.

Não se passou muito tempo, quando Kirino encontrou seu amigo indo ao encontro do refeitório.

“O que disse a ela? Você aceitou? Shindou, essa ideia é animadora!”

“Não.”

“Claro que é! Sua primeira namorada! Depois terei que arrumar uma para não ficar de vela... Mas quanto isso, sem problemas, eu acho... Espera, você disse não a ela? Qual o motivo?”

“Só... Não estou pronto para isso ainda.”

“Temos 16 anos, Shindou. Ah, legal! Diga o real motivo real agora.”

“Esse é o real motivo.”

“Acha que eu tenho cara de palhaço?”

“Hm...”

“Não responda. Por quê?”

“Kirino, estamos indo para o terceiro colegial. É o último. Depois será a faculdade, quem iria ter garantia que isso funcionária?”

“Você teria. Bastava tentar. Pode me dizer, por favor, o real motivo?”

“Eu... Eu não tenho tempo para isso.”

“Para responder minha pergunta?”

“Para namorar Kirino! Estragaria meus estudos por completo!”

“Como que é que é? Isso foi ideia de quem? Do seu pai?”

“Não se atreva a falar dele. Ele sabe o que é melhor para mim.”

“Certamente. Ele deve saber que manter o filho solitário, até morrer é uma digna vida.”

“Relacionamentos atrapalham a música. É meu argumento final.”

“Você é um idiota.”

Shindou deu de ombros.

Kirino foi procurar Akane, como sempre preocupado com todos.

“Aoi!”

“Oi, Kirino! Como vai?”
“Bem. Diga, você viu Akane?”

“Não, estou a procurando também. Coincidência?”

“Acho que sim. Eu te aviso se achá-la.”

“Faria-me um favor.” Aoi sorriu e saiu.

Onde estaria Akane? Coitada, ela deveria estar arrasada! Kirino odeia ver as pessoas assim, ainda mais seus colegas de equipe estão tristes. É claro, Kirino não era como Tenma que estava sempre feliz, mas tenta ser otimista quando podia.

Terraço. O Único lugar que fazia as pessoas sentir bem. Kirino sabia disso desde que se conheceu por aluno na Raimon.

“Senhorita Akane, não devia estar no treino?”

Akane sorriu, e limpou as lágrimas.

“Você também não?”

“Pegou-me. O que faz aqui?”

“Preciso pensar... O que vou fazer agora...”

“Sabe, essa pergunta nós só fazemos no final do terceiro colegial.”

“Você sabe o que eu quis dizer.”

“É claro. Sinto muito Akane.”

Houve um grande silêncio. Um silêncio grande e devastador.

“Dê um tempo a ele. Shindou, é... Você sabe, posso fazê-lo mudar de ideia.”

“Você é tão bom com as pessoas Kirino...”

“Oras, elas são minhas amigas. E merecem meu apoio! Hm... Só não conte para o Shindou, senão ele me mata!”

Akane riu.

“Hey, pare de pensar. Aoi está a sua procura. Esqueça isso. É mais bonita sorrindo.” Kirino saiu.

A conversa de Kirino pareceu funcionar, porque Akane havia voltado ao normal. Este ficou feliz, agora teria de convencer Shindou a mudar de ideia, o que não seria tão difícil.

----- No Final Daquela Tarde ----

“Fadas não existem.” Kariya insistiu pela última vez.

“Existem, Masaki. Eu estou dizendo!” Aoi.

“Acorda mulher!! Em que mundo você vive?” Kariya balançou Aoi.

“Eu acredito. Oras, existiram alienígenas antes, porque não podem existir fadas?” Tenma.

“De pleno acordo.” Shinsuke.

“Não eram alienígenas. A força daquelas equipes era considerada forte, como de outro mundo, porque eles estavam possuídos por um tipo de meteorito. Já disse isso, Tenma!” Tsurugi.

“Qual a diferença? O Burn parece um alienígena.”

“Concordo. Um alienígena com cabeça de tulipa.” Kariya.

“Olhe, é a Akane!” Shinsuke.

“Onde?”

“Ali.”

“Ela deve estar indo para a casa da Midori.”

“Sozinha?” Tsurugi.

“Midori saiu antes. Eu vi.” Hikaru explicou.

“Parece distraída.” Tsurugi observou.

“Você queria o que depois que o Shindou recusou ser o namorado dela? Que ela começasse a saltar que nem o Tigrão? Poupe-me Tsurugi!”

“Sério? O Capitão não aceitou?” Tenma.

“Não! Aquele bobão!” Aoi.

“Não fala assim dele Aoi! Ele é o nosso capitão!” Tenma.

“Só na escola, porque se eu encontrar ele na rua, ele vai desmaiar e acordar respirando por um tubo!” Aoi.

“Gosto dessa Aoi perigosa.” Kariya cometou.

A conversa foi se desenrolando, todo tipo de conversa, treinos, aulas, trabalhos.

“Caminhões...” Tsurugi sussurrou baixo em transe.

Depois ele percebeu o que iria acontecer.

“Akane, cuidado!” Tsurugi avisou. Todos se viraram.

Tarde demais.

...

“Como?”

“É Kirino! Ela foi atropelada! Por um caminhão. Um caminhão mau. Eu não sei o que fazer. A Aoi e a Midori estão chorando, e elas acham que a Akane...”

“Por Deus Tenma! Não Diga isso! Vou avisar Shindou e ir para aí.”

...

“Só pode estar brincando Kirino.”

“Não, acha que eu faria isso?”

“É para me atrair?”

“Shindou, olha para mim. Akane foi atropelado, por um caminhão!! Não tem como eu estar brincando com isso!”

Shindou viu a verdade nos olhos do amigo.

“É... Culpa minha?”

“O quê? Claro que não! O cara que, provavelmente não tinha carteira de habilitação, é culpado. Vamos prendê-lo. Você não foi o culpado. Por Deus Shindou! Só vamos até lá! Você é o capitão, sabe que é sua responsabilidade.”

“Vamos logo.”

...

“Vocês deveriam ir para casa, ela está se recuperando bem.”

“Mas! Eu! Eu quero vê-la! AGORA!” Aoi gritou, Tenma a segurou.

“Aoi... Calma!”

“Calma? Calma? Tenma, não me peça isso, nunca mais entendeu? Solte-me!”

“Ele tem razão Aoi, deve ir para casa para descansar.” Shindou.

“E não vou te ouvir. Você... Tem ideia de como a culpa é sua? Sabe disso não sabe?”

Shindou engoliu o choro. É claro que ele sabia.

“Cale a Boca, Aoi! Não é culpa dele. Pare culpar ele!” Kirino.

“E você é o amiguinho fiel que o segue como um cachorrinho.”

“Chega!” Shindou.

“Vai fazer o que? Capitão?” Aoi ironizou.

“Pare Aoi. Não vale de nada. Não gaste suas energias. Tenma leve ela para casa.” Tsurugi.

“Não vou sair daqui! Não vou entendeu? Não podem me obrigar!”

“Aoi... Por Favor...”

“Se alguma coisa acontecer... Se ela... A culpa será eternamente sua Takuto Shindou, sabe disso.” Aoi saiu.

...

Shindou não saiu do lado de Akane nenhuma vez. Mas ela não acordava! Ele se sentia tão estúpido! Podia ter aceitado. A culpa era toda dele, era verdade. Ele sentia as mãos frias e delicadas de Akane nas suas.

“Shindou.”

“Doutor, quando ela ficará boa?”

“Sinto tanto Shindou.”

Então Shindou entendeu as mãos frias, e reparou na pele pálida de Akane, isso não podia estar acontecendo. Mas estava. Ele desabou a chorar como nunca antes.

As semanas seguintes? Foi um pesadelo. É como se Aoi tivesse previsto o futuro exatamente como ia ser. E Shindou era o culpado, era um... Assassino.

------- O AGORA. --------

“Tem certeza? Não vai mais aparecer Shindou?” Perguntou seu melhor amigo do outro lado do telefone.

“Eu tenho Kirino. Disse a minha mãe. Ela trouxe minha governanta novamente. Eu vou passar a estudar em casa.”

“Eu sinto sua falta Shindou.” Kirino e Shindou choramingaram juntos.

“E você que eu não? É só... eu não posso voltar para Raimon.”

“E o time?”

“Tenma é um ótimo capitão.”

“Precisa que eu vá aí?”

“Não, eu só... Preciso dormir um pouco. Eu falo com você depois.”

“Tá.”

Essa virou a rotina de Shindou. Em alguns dias se enchia de estudos, outros, ele dormia... Dormia pela tarde, e a noite também, ficando de madrugada acordado, tinha uma enorme vontade de tocar piano, mas não conseguia chegar perto. Acho que nunca mais chegaria.

“Ela está com os anjos agora.” Sua mãe dissera em tentativa de anima ló.

Tsc. Anjos não existem, Shindou sabia disso.

Quando acordou a noite achou que estava tendo uma alucinação.

Por Deus! Ele podia jurar que aquela era Akane. Akane viva em carne e osso!

“Ótimo! Mais um fantasma para me assombrar.” Shindou bufou. Levantando as mãos para ao ar, fingiu estar falando com Akane. “Não acha que é demais não Akane?”

Ela riu. Quer dizer, seja lá o que aquilo fosse um fantasma, uma alucinação, não importa. Riu. Riu como Akane.

“Estão te incomodando?”

“Ah, que legal. Agora eu sei que estou numa alucinação completa. Ela fala!”

“Sempre falei Shindou.”

“Escuta, fantasma da Akane, eu juro que não queria isso. Por Favor, saía do meu sonho/pesadelo!”

“Você não está tendo um pesadelo, Shindou.”

“Não, estou tendo alucinações completas.” Shindou revirou os olhos.

“Olhe para mim Shindou. Pareço alucinação?”

“Quer que eu responda?”

“Não sou um fantasma!”

“Você morreu!! Se não é um fantasma é o que então?”

“Apenas eu. Akane.”

“O Fantasma da Akane.”

“Por Favor, não teste minha paciência! Sabe que sou eu! Deixe de besteira!”

“Agora que eu não acredito mesmo! Akane nunca gritou com ninguém.”

Akane bufou. Os dois se encararam.

Shindou estava maluco? Mas... Ela parecia Akane... Realmente. Os olhos violetas, a pele estava mais bonita que antes. E o cabelo estava solto, o cabelo solto e marrom. Shindou nunca a virá assim. E o vestido. Branco. Não!! Não podia ser Akane! Não tinha como!!

“O que... você é?”

“Sou eu. Akane.”

Por minuto, Shindou acreditou.

“Sinto muito.” Shindou sussurrou e chorou.

Akane aproximou-se de Shindou e lhe deu um abraço. Shindou aceitou...

“Como? Como eu posso senti-lá?”

“É... Complicado.”

“Porque você não volta para a gente...? Para mim...?”

“Quem dera eu pudesse...”

“Não pode?”

“Você tem razão, quando disse que eu estava morta. Eu estou. Mas não por completo. É como eu disse complicado...”

“Você... Você é um anjo agora?”

“Eu sabia que você era esperto.”

“Mas... como?”

“É uma longa história...”

“Tenho a noite toda.”

“Tudo bem então...”

Akane explicou tudo.

“E você mora no Céu?”

“Por Deus, Shindou, os anjos não vivem nós céus, vivem em todos os lugares. Na Terra também.”
“Com vida?”

“Sim.”

“E você vai poder voltar a Terra com vida?”

“Creio que não. Não faz muito tempo que eu parti, mas também não é assim tão fácil. E ... Eu acho minha vida aqui tão... Tão menos complicada.”

“Como assim? Tinha uma ótima vida na Raimon, era a melhor aluna, participava dos musicais, estava com o time. Sua vida era boa. Sem falar das impecáveis fotos das quais tirava.”

“É verdade, mas eu posso ver coisas que sempre quis bem daqui. Ser um... Anjo... Me dá uma visão, dá qual nem a melhor câmera existente captaria.”

“Então, são melhores que as fotos?”

“Creio que sim...”

“Não sente nossa falta?”
“É claro que sinto! Como dizer isso? Ouvir as vozes de vocês, é uma coisa que só posso fazer em sonho!”

“Espera, estou sonhando?”
“Não esperava que fosse real, esperava?”
“Na realidade, eu esperava sim. Como faz isso? Eu só posso senti lá, aqui, no meu sonho?”

“É bem por aí. Você não me bloqueou quando eu tentei entrar, e eu entrei.”

“Geralmente quando você está nos meus sonhos, e acordo.”

“Sim, porque quando eu consegui entrar, você não me quis no sonho. Soa cruel. Mas, é uma desvantagem.”

“Vou poder virar anjo, algum dia?”

“É claro que sim!”

“Gostaria de poder virar anjo. Agora, com você.”
“Não fale bobagens, Shindou. Tem uma bela vida pela frente, as coisas acontecem por uma razão, acontecem por que tinham de acontecer. Quem somos nós para contestamos contra o destino?”

“O destino não quis que você morresse.”

“Shindou, você não vai morrer agora. Vai ser um orgulho para sua família.”

“Meu destino parece entediante. Aoi tinha razão. Sou um assassino.”

“Aoi não sabe de nada. Ela está com raiva. Mais do que a Midori, eu a entendia como ninguém, eu já tentei entrar nos sonhos dela, mas ela também está me bloqueando.” Akane pausou e continuou. “Não é culpa sua, entendeu?”

“Isso é o que você quer que eu pense.”

“Teimoso. Eu amo você.”

“Eu também te amo Akane, sempre amei. Queria que soubesse.”

“Eu sei agora.”

Akane chegou perto de Shindou e o beijou. Shindou ficou surpreso, mas não demorou em corresponder. Ele não podia negar que a amava. Ele teria sido o namorado de Akane, com a maior honra, mas não podia perder o respeito do pai. O que foi um completo erro, vendo agora. Mas... Ele a amava. E parecia que ela sabia disso há muito tempo.

Foi um beijo intenso e apaixonado. Porém, rápido. Ela se separou.

“Você já vai?”

“Você está acordando.”

“Vai voltar?”

“Quando me quiser.”

“Sempre.”

Akane sorriu. E depois disso, Shindou só viu o raio do Sol ultrapassar a sua janela. Foi a primeira noite que dormira por completo.

Ele ligou para Kirino.

“Pode vir aqui?”

“Claro. O que houve?”

“Preciso falar com você.”

“Algo urgente? O que aconteceu?”

“Não... Eu só... Não dá para explicar pelo telefone! Vai me achar lunático! Vem aqui logo!”

“Tá bom, seu mandão... Dê-me 10 minutos e eu estarei aí.”

Shindou tocou seus lábios sorriu. Foi o melhor sonho que já tivera. Ele ainda sentia os lábios de Akane nos seus.

Isso podia até não ser saudável para ele de alguma forma. Mas a mãe dele tinha razão, isso tinha.

Anjos existem.

Notas finais
Entãão, o que acharam?
Comentários são muito bem vindos!!^^
Até mais!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!