Notas iniciais
Só um dos muitos contos de terror que escrevi, espero que gostem e desculpe se o que descrevi aqui não coincide com o que vocês acreditam, a história não tem o propósito de irritar ou magoar ninguém.

Cante minha canção,

Anjo da Morte

Levante sua foice,

A guerra foi declarada

Cante minha canção,

Anjo da Morte

Acalme as almas que carrega nas costas

Mostre-as à escuridão

Cante minha canção,

Anjo da morte

Toque piano, música solitária

Me faça dormir,

Anjo da Morte.

De repente me vi numa escuridão completa, sem sequerme lembrar do porque estar ali, apenas ouvia gritos e pedidos de socorro.

-Que lugar é esse? — perguntei a mim mesmo e tropecei em algo, um enorme tronco de pinheiro em decomposição, soube assim que tateei o escuro a procura daquilo que me derrubara e formigas subiram na minha mão, passeando pelo meu braço.

"Me solta! Para! Por favor!" Gritava uma voz feminina estridente e desperada, não muito longe de mim, mas mesmo assim não descobri de onde vinha, tudo o que eu enxergava era breu, eu parecia até estar cego (não que eu soubesse como era ser cego).

Andei vários minutos e nada, continuava sem enxergar, a escuridão tomava tudo. As únicas coisas que eu sentia eram as teias de aranha no meu rosto, ratos passando por cima dos meus pés e insetos voadores zumbindo no meu ouvido. Então tropecei novamente, desta vez em um homem caído, chacoalhei-o.

-Ei amigo, sabe onde estamos? — perguntei mas ele não respondeu e quando fui chacoalhá-lo de novo,encostei em uma enorme poça de um líquido viscoso que se formava em baixo da sua cabeça. Levei os dedos até o nariz, inalando o cheiro de ferro e sal. Sangue. Verifiquei a pulsação do homem, estava morto, só podia, com o tanto de sangue que havia perdido.

Passei mais um bom tempo andando, tentando encontrar algo ou alguém que estivesse vivo. Tudo em vão. Cansei e encostei em algo, uma árvore úmida e cheia de lodo, terra, formigas e minhocas, mas eu pouco me importava, só queria sair dali e voltar para casa. Acabei por adormecer ali mesmo.

Acordei com uma voz feminina me chamando. A lua saíra detrás das nuvens iluminando minha visão, pouquíssima coisa mas já ajudava.

-Ei, acorda, não pode dormir aqui — era uma voz suave e aveludada, pertencia à uma bela jovem de olhos azuis e longos cabelos brancos, pelo menos foi o que vi, como disse, a lua ajudava pouquíssima coisa.- Logo ele vai chegar. — Ela retornou a falar.

-Quem vai chegar? — perguntei passando o dorso da mão na testa suada.

-Meu senhor, o dono deste mundo e de todos que aqui residem — ela respondeu parecendo preocupada — Vamos, levante!

-Quem é você e onde estou? — fiz as duas perguntas clássicas que tanto me atormentavam.

-Ora, ainda não me apresentei? — a jovem se levantou e eu pude perceber que ela tinha enormes asas negras que pareciam de corvo, escuras como a visão que eu tinha antes — Desculpe, sou seu Anjo da Morte — ela deu um sorriso melancólico que assustaria até o bicho-papão — E onde você está? Bom, vou direto ao ponto: Bem-vindo ao inferno, sua nova casa.

Notas finais
Tentiva de por medo em vocês: fail.
Mas espero que tenham gostado e pra quem não leu as notas do autor lá em cima e está aí me julgando, peço que leiam aquelas poucas palavras antes de me processar u.u
Até outra história e mandem reviews fantasminhas porque ás vezes sinto que estou escrevendo para o vento.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!