Anjo da Salvação

16 Capitulo 16 - Companhias Prazerosas


Notas iniciais
Oii amados, voltei. Mil desculpas pelo sumiço, de verdade mais é que eu estava internada e sai ontem. (explico melhor nas notas finais). O cap de hoje é dedicado a Miwa pela recomendação FANTÁSTICA DE LINDA... Muitissimo obrigada amada, ela é maravilhosa. Boa Leitura e nos vemos nas notas finais.

Acordei com os raios solares incidindo sobre meu rosto. Olho para os lados e não sei onde estou. Por um momento, curto o ambiente estranho e desconhecido, tranquila e serena

— Onde estou? – murmuro e forço minha mente a lembrar de alguma coisa que me permita ter alguma ideia de onde estou.

Vagamente, meu cérebro me faz lembrar de algumas memorias recentes. Há, estou no esconderijo que a ANBU arrumou pra mim, mais precisamente, a toca. Passo a mão no rosto e olho para o relógio em cima de um criado mudo, são quase 9horas. Não me lembro de acordar tão tarde em anos. Me sento ereta, olho em volta e fico praticamente de boca aberta.

O quarto é enorme. Assim como na sala, as janelas vão do chão até o teto, ocupando quase toda a parede e estão meio cobertas por cortinas blackout. O quarto é todo branco com alguns detalhes em preto e os moveis são de uma madeira escura. Devagar passo as mãos sob os lençóis negros e aprecio a suavidade deles sob minha pele. Eles parecem ser de seda, algo muito além do meu mundo. A cama imensa é ultramoderna, feita de uma madeira muito escura e meio rustica com galhos secos, tem quatro colunas mais é sem dossel.

— Na verdade, tudo isso é muito além do meu mundo.

Uma batida na porta me faz pular de susto. Quem será? Meu coração sobe até a boca e fico sem voz. Então a porta se abre e Sasuke entra.

Que inferno, será que estava correndo? Ele está com uma calça de moletom preta caída daquele jeito sob os quadris e ainda por cima, sem camisa. Seu cabelo está suado assim como seu peitoral másculo a mostra. Respiro fundo e fecho os olhos. Pareço uma garotinha de 2 anos. Se eu fechar os olhos, ele não estará mesmo aqui.

— Bom dia Sakura, como se sente?

— Bem. – resmungo.

Olho para ele. Como alguém pode ostentar essa beleza toda as 9 da manhã?

— Isso é muito bom. – diz e caminha em direção as grandes janelas.

O observo enquanto ele caminha. Suas costas largas são uma visão de encher os olhos e sua calça caindo daquele jeito nos quadris então? Mordo o lábio.

“Sakura, você está igual aquelas mulheres desesperadas, controle – se” diz meu inconsciente dando as caras, já estava demorando.

— Como vim parar aqui? – pergunto num fio de voz.

Ele se vira para mim, com o cenho franzido.

— Aqui? – indaga.

— É, aqui nesse quarto. – digo gesticulando com os braços.

Calmamente, ele caminha até mim. Engulo em seco quando meu olhar cai sobre o caminho da felicidade totalmente malhado, definido.

— Não se lembra?

— Não de muita coisa.

Ele se senta na beira da cama. Está perto o suficiente para que eu o toque, para que eu o cheire. Ai meu Deus... suor, sabonete e Sasuke. Um coquetel embriagador.

— Do que se lembra? – murmura.

— De estarmos na sala. – forço minha mente a se lembrar, mas tudo que eu vejo são alguns flashes de memória. — Daí você passou pomada em meu machucado e depois, vimos um filme. – digo pois é tudo que consigo lembrar.

Seus ombros relaxam e seu olhar fica... terno?

— Depois você adormeceu e eu lhe trouxe para a cama. – acrescenta ele, com a sombra de um sorriso brincando em seus lábios.

Ele sorri, aquele sorriso tímido de derreter o coração. Contenho um suspiro.

— Há. – é a única coisa que eu consigo dizer. Uchiha Sasuke me colocou na cama. Meu rosto queima e sinto o rubor tomar conta.

Um silencio mortal toma conta do quarto, o que faz meu rosto queimar.

— Está bem melhor.

— O que? – pergunto confusa.

— O corte. Depois de ter aplicado a pomada, a vermelhidão e o inchaço diminuíram bastante.

— Mesmo? – minha voz sai esperançosa. Tomara que não fique nenhuma marca.

— Sim, ainda dói?

— Não.

Ele sorri ladino e se levanta. Como se eu estivesse enfeitiçada, o observo se movimentar pelo quarto. Abrindo uma porta, ele entra e sai minutos depois com uma toalha e uma muda de roupa nos braços.

Se eu dormi aqui, onde ele dormiu? Olho para o lado oposto da cama e vejo que esta desarrumado. Não pode ser, pode?

— Ele não... – Emudeço e engulo em seco, minha garganta ficou seca inesperadamente.

— Algum problema?

— Sasuke, onde você dormiu? – pergunto já sabendo a resposta, mas na esperança que eu esteja errada.

— Na minha cama. – responde com a expressão imperturbável.

Respiro aliviada, nem percebi que estava segurando o folego, aqui tem outro quarto. Sinto um alivio invadir meu peito e o aceito de bom grado.

— A propósito, você ocupa bastante espaço hem. – diz saindo do quarto com a toalha pendurada nos ombros largos.

Como assim ocupo bastante espaço? Como ele pode saber disso? No meio dos meus devaneios, eis que a resposta surge em minha mente. Não.... Ele não faria isso, faria?

Para falar a verdade eu não sei, pois não conheço nada sobre ele a não ser que ele é um ANBU. Minha vida virou de cabeça para baixo. Ainda ontem eu era apenas Sakura, a estudante de medicina, a menina de cabelos cor de rosa incomum, que mora sozinha e ai, de uma hora para outra, começo a ser perseguida por um homem que eu nem lembrava que tinha conhecido, meu apartamento é arrombado e destruído, ele me agride e tenta me matar e, por fim, acabo tendo que ser protegida por Sasuke, um ANBU que a proposito é ou era não sei mais, meu vizinho de apartamento que eu nunca tinha trocado uma palavra sequer antes. Minha vida fugiu do meu controle.

Divagar desço da enorme cama e me sento na beirada. Olho para minhas pernas e vejo que grande parte dos arranhões estão sumindo. Me levanto e me sinto deslocada dentro do quarto. Nunca tive metade disso tudo. Ando até a janela e abro as cortinas e no mesmo instante, fico paralisada.

A vista é de tirar o folego. Ao fundo, enormes montanhas pintam o horizonte com o verde dos grandes pinheiros. O sol se revela timidamente, deixando apenas alguns raios dourados saírem de trás da montanha. É o tipo de paisagem que se vê nos filmes.

— É maravilhoso. – murmuro acariciando timidamente com as pontas dos dedos o vidro da janela.

E como se fosse por instinto, eu o sinto de pé atrás de mim. Meus pelos se eriçam e meu couro cabeludo coça. Sua respiração ruidosa bate na minha nuca, me dando leves calafrios.

Respiro fundo e me viro para o Uchiha que me observa com curiosidade. Ele está mais tentador do que nunca. Apenas com uma calça de moletom preta, e o tórax todo a mostra, para alegria dos meus olhos. Nunca em toda a minha vida vi alguém tão bonito quanto ele. É até pecado tanta beleza.

— O que está fazendo?

Pisco algumas vezes processando o que ele acabou de dizer. Pelo amor de Deus Sakura, haja naturalmente.

— Olhando a vista, é muito bonito, digo bonita. – mordo o lábio. Ele está me desconcentrando.

— É sim, muito bonita.

Ao dizer, seus olhos escurecem, deixando os ônix ainda mais intensos, sedutores. Dentro de mim, algo que eu nunca tinha sentindo antes tenta vir à tona, se apossar de mim. Seu olhar é penetrante, atraente e me prende. Estou completamente desarmada com apenas um olhar. Será que estou me apaixonando por Uchiha Sasuke, que pra mim é como se fosse um Monte Evereste da vida?

— Acho que vou tomar um banho. – digo quebrando o contato visual.

Ele pigarreia e passa as mãos nas madeixas molhadas. Bem, elas estão um pouco grandes mas, mesmo assim, ainda continua perfeito.

— Tudo bem. Olha fique à vontade para usar o que quiser.

— Obrigada.

Ficamos em silencio por uns instantes. Sasuke parece um pouco desconfortável, tímido até. Sorrio.

— Bom, eu vou preparar o café da manhã.

— Tudo bem.

— O que gosta de comer?

— Qualquer coisa. – digo.

— Certo, fique à vontade viu.

Balanço a cabeça e ele e deixa sozinha no quarto. Vou até a porta onde ele tinha entrado e quando entro, fico pasma. Entro num amplo closet, que é do tamanho do meu quarto. Fileiras e fileiras de ternos, camisas, blusas e sapatos caros. Como alguém precisa de tanta roupa? Suspiro em desaprovação. Preciso de algo para vestir então, desconfortavelmente vou em direção a uma das gavetas e a abro, pensando ser a de blusas mas na verdade, são as de cuecas. Pego uma box preta, pois não tenho roupa nenhuma aqui. Olho a inscrição no elástico e vejo que é da Calvin Klein. Ele é parecido com Ino, até as cuecas são caras. Dou uma risadinha. Agora preciso de uma blusa. Na ponta dos pés, me estico toda para pegar, ou tentar, uma blusa na parte superior do armário do closet. Com muito custo, muito custo mesmo, consigo pegar a blusa. Saio do closet e vou para o banheiro, e gentilmente, Sasuke deixou uma toalha em cima da pia para mim. Suspiro e meu inconsciente revira os olhos.

Abro a ducha e tomo e a agua está quente, prendo o cabelo em um coque e entro embaixo da agua quente. Tomo um banho rápido. Visto a roupa emprestada de Sasuke e olho meu reflexo no espelho. Ele tinha razão, o corte está quase cicatrizado. Sorrio. Olho em cima da pia e meu olhar cai em sua escova de dentes. Droga, eu não tenho escova. Mas Sasuke não vai se importar se eu usar dele, vai? Espero que não. Pego a escova e sinto as cerdas. Estão molhadas. Ele já deve ter usado a escova. Pego-a depressa, espremo a pasta e escovo os dentes rapidinho. Me sinto travessa.

Saio do banheiro e encontro Sasuke, só de moletom preparando o café da manhã. As cortinas estão abertas e o sol entra sem cerimonias, iluminando por completo a cozinha. Sento-me silenciosa na bancada e por um minuto, me deleito com o deus grego há minha frente. Costas largas e malhadas, braços fortes, cabelo molhado. Posso sentir o frescor emanar de seu corpo recém saído do banho. É uma tentação.

— Com fome? – pergunta flagrando-me babando literalmente em seu corpo.

— Si... Sim. – gaguejo. Céus Sakura, respire.

— Baquete e suco de laranja?

— Está ótimo.

Ele serve nosso café da manhã. A mesa está linda. Ele coloca os pratos de porcelana japonesa em cima dos descansos e serve o suco de laranja numa taça, que parece ser de cristal. Nossa, até para o café precisa de louça chique.

— Bom apetite. – diz se sentando a minha frente.

— Bom apetite. – digo e dou uma mordida na baquete.

Está delicioso. Desde quando tenho tanta fome? Devo confessar, é estranho pra mim tomar café da manhã ou fazer qualquer refeição acompanhada, pois sempre as faço sozinha, no silencio do meu apartamento.

— O que foi?

— Desculpe, mas não entendi.

— Você ficou muito pensativa, de uma hora para outra. – diz bebericando o suco.

— Bem, é que é estranho para mim, tomar café acompanhada. – digo.

— Como assim? – pergunta franzindo a testa.

— Desde que meus pais morreram, eu sempre faço as refeições sozinha. – dou um sorriso amarelo – Para falar a verdade, eu sempre faço tudo sozinha.

— Eu sinto muito.

— Tudo bem.

— Eu também faço minhas refeições sozinho. – diz mordendo a baquete.

Olho para Sasuke e não sei o que sinto, O que é isso? ele também é sozinho, mesmo sendo rodeado de amigos. Não sei o que dizer.

— Eu sinto muito. – é tudo que sai da minha boca.

— Morar sozinho tem seus pros e contras não?

— Sim. – concordo.

— E o que está achando da sua companhia para o café, moça? – pergunta sorrindo.

— Não poderia ser melhor. – digo sorrindo também.

— E o que achou do café?

— Está delicioso.

— Vamos fazer um brinde. – diz erguendo sua taça de suco.

Um brinde?

— A primeira de muitas refeições com companhias prazerosas.

— Minha companhia é prazerosa? – minha voz sai sarcástica.

— E muito, por que não seria? – pergunta, prendendo seu olhar em mim.

— Não é obvio? Basta olhar para mim. – Sou malvestida, feia e não tenho nada de interessante.

— Não para mim, Sakura. – murmura ele.

Seu olhar é intenso, agora desprovido de humor, e músculos desconhecidos dentro da minha barriga de repente se contraem. Desvio a vista de seu olhar examinador e tomo um gole de suco. Com o canto de olho, vejo ele sorrir ladino e volta a se concentrar no seu café. Há Sasuke, como você consegue mexer assim comigo? Não é justo. Se você soubesse o quanto eu desejo você, o quanto o quero.

E em silencio, apenas dando leves olhadas e sorrisos um para o outro, tomamos nosso café na ensolarada manhã de segunda.

Notas finais
E então amados o que acharam?? ♥ ♥ Comentem, favoritem, recomendem... me deixem nas nuvens. Bom, eu sei que vcs estão chateados comigo pelo atraso e eu entendo perfeitamente. Quando eu passei mal e me levaram para o hospital, o cap já estava quase pronto. Eu pensei que sairia no mesmo dia, mas o que eu tinha era muito grave e eu fiquei praticamente quase 2 semanas internada e o medico me deu alta ontem. Dai eu fiz o possível pra terminar rápido pra vcs. Espero estar perdoada *_* Espero que tenham gostado do cap. Superbjuuuuuusss e nos vemos nos comentários. ♥