Anjo da Salvação

11 Capitulo 11 - Acuada


Notas iniciais
Oii amores, mil desculpas pela demora. Espero que n queiram minha cabeça servida numa bandeja de prata. O motivo é que eu queria que o cap causasse arrepios em vcs. Por isso eu o escrevi varias vezes até achar que estava bom. Espero muito que esteja do agrado de todos vcs e que talvez tenha superado expectativas. E tamebm minha internet ta um CÚ. Sobre os reviews, so uma coisa a dizer... DIVINAMNETE MAGNIFICOS. Gente como vcs conseguem?? Um melhor que o outro.. Me emocionaram demais TT_TT Muitisssimo obrigada pelo carinho, de verdade. Me sinto muito querida e amada por vcs. Cap de hoje dedicado as minhas DIVAS, sim divas: HARUKA SEMPAI, MISS VALENTINA, LU, GUARANA COM ROLHA. É pra vcs GATAS.

Os olhos de Sasori brilham, e ele sorri com desdém ao lançar um olhar malicioso para meu corpo. Imediatamente me lembro do pesadelo, do homem escondido nas sombras do meu quarto. Seu sorriso malicioso. Em seus olhos, vejo um brilho de desejo.

O medo me paralisa. O que ele quer? Em algum lugar dentro de mim, apesar da palidez tomar conta do meu rosto, reúno coragem para balbuciar algumas palavras.

_ O que faz aqui? – digo calma ou, pelo menos, tentando.

Ele para de brincar com a Kunai. Com elegância, se levanta da poltrona e começa a andar ao meu redor. Mecanicamente, começo a traçar um círculo imaginário, deixando- o a uma distância segura de mim. Sinto seu olhar me perfurando. Que Deus me ajude, por favor.

_ Vim ver você. – sua voz sai rouca.

Me ver? Ele veio me ver, como assim? Olho nervosa pela sala, procurando uma possível rota de fuga. Pelas janelas não, pois meu apartamento é quase no último andar. Não, não, não tem que ter outra saída. Se acalme Haruno, você vai encontrar outra saída.

_ Está com medo, Sakura – chan? — pergunta. Sua língua acaricia meu nome ao pronuncia-lo.

_ Não. – minha voz sai rouca, me expondo.

Ele sorri, e é um sorriso divertido. Andando calmamente ao meu redor, ele gira a Kunai nos dedos. Seus olhos estão escuros, e sinto o medo crescer dentro de mim.

_ Acho que está sim – diz entre dentes – você não para de tremer, mesmo estando com o casaco do Uchiha. – ele pronuncia o sobrenome de Sasuke com desprezo.

Merda. Não percebi que estava tremendo. Seus passos se aproximam de mim, da linha imaginaria de segurança. Uma onda de adrenalina atravessa meu corpo, fazendo com que eu me encolha ainda mais no casaco.

_ Você e o Uchiha estão juntos? – pergunta com irritação.

O que? Juntos? Não.

Parando na minha frente, ainda fora do círculo, ele espera por minha resposta. Abro a boca, mas as palavras e minha voz desapareceram. Me sinto como um passarinho pego por uma arapuca.

_ O que foi Sakura – cham, está com medo de mim?

Seus olhos brilham de excitação e divertimento. Estou acuada, e ninguém pode me ajudar. Meu coração bate forte, num ritmo frenético, martelando em meu peito. Ele vai me matar. Algo dentro de mim diz que ele vai me matar.

Tenho que manter ele falando. É o único jeito de ganhar tempo, ganhar tempo para pensar em uma rota de fuga.

_ Como entrou aqui? – minha voz sai quase inaudível.

_ Foi muito fácil. Eu segui todos os seus passos, desde que coloquei os olhos em você. – ele aponta a Kunai para mim, a lamina negra brilha assustadoramente sob a luz fluorescente da sala.

_ Desde a faculdade?

_ Não Sakura – cham – um sorriso debochado surgi em seus lábios – desde que a vi pela primeira vez.

Nani? A primeira vez que ele me viu foi na faculdade, antes disso nunca. Sasori continua andando em volta de mim, segurando a Kunai assustadoramente. Seus olhos castanhos estão frios, e sua boca se curva num sorriso irônico, debochado.

_ Sasori, eu vi você na faculdade. – balbucio.

_ Você me viu na faculdade, mas eu te vi antes.

_ Antes?

_ Sakura – cham, eu quero você desde o dia em que você ficou na minha casa.

_ Na sua casa? – olho incrédula para ele.

_ Sim, quando seus pais morreram.

Como numa avalanche, uma lembrança toma conta da minha mente. Uma lembrança a muito esquecida.

Flashback On

Estão me levando para uma casa, uma casa na vila da areia. Estou num carro com a assistente social. Ela sorri para mim, em sinal de conforto. Faz 2 semanas que meus pais morreram e, desde então, pulo de casa em casa. Meus parentes não quiseram ficar comigo, pois disseram que não podem mais alimentar uma boca. Eu disse a assistente social que poderia cuidar de mim sozinha.

Chegamos a uma casa bonita, suntuosa.

_ Elas chegaram. _ diz um senhor muito simpático ao abrir a porta para que entremos.

Uma mulher muito bem vestida se levanta do sofá. O barulho dos seus saltos ecoam sobre a grande sala branca. Seus olhos de ressaca caem sobre mim, e não sei o que ela está pensando.

_ Por aqui por favor. – diz evasiva.

Olho para a assistente social. Ela me dá um sorriso cumplice e segue a mulher dos olhos de ressaca.

Ela nos conduz até os sofás cor de creme da sala. A luz do sol entra pelas grandes janelas, dando vista para o deserto de areia. Assim que me sento no sofá, noto a presença de um garoto sentado numa poltrona lendo um livro. Pela altura, acho que é um pouco mais velho que eu, deve ter uns 19 anos. Mesmo sentado ele é alto, seu corpo é atlético. Me sento e ele parece não notar minha presença.

_ É aqui que vou ficar? – murmuro.

No canto da sala, a assistente social conversa séria com a mulher dos olhos de ressaca, parecem que estão discutindo.

_ Oi. – diz o garoto.

_ Oi. – sussurro.

Olho seu rosto e ele bonito, muito bonito. Nariz arrebitado, olhos de ressaca castanhos suaves. Em sua boca, se abre um sorriso debochado. Seus cabelos revoltos vermelhos caem sobre a testa, contrastando com a pele branca.

_ Sou Akasuma no Sasori. – diz caloroso.

_ Haruno Sakura.

_ Irá morar aqui? – seus olhos estão acessos de curiosidade.

_ Parece que sim. – digo.

Seu olhar é intenso, e vejo uma sombra passar por eles. Estremeço na mesma hora. Algo nesse garoto me deixa desconfortável, com medo. Me remexo no sofá.

_ Vamos nos dar bem, Sakura – cham.

Seu olhar agora é lascivo, cheio de desejo. Seus sorriso debochado dá lugar a um sedutor, malicioso. Perigoso. Um alerta soa na minha cabeça, mandando eu me afastar dele e, é isso que vou fazer. Tenho que ficar longe desse garoto, pelo meu próprio bem.

Flashback Off

Fico pasma. O sangue se esvai do meu rosto e, me sinto tonta. Não pode ser, não pode ser. Então o garoto que tanto me assustou aquele dia era Sasori. Por isso eu tinha a sensação de que o conhecia de algum lugar, aquele sorriso malicioso.

_ Desde aquele dia, você não sai da minha cabeça Sakura – cham. – diz com a voz rouca, evidenciando seu desejo.

_ Não.

_ E quando você disse a assistente social que não queria ficar conosco, eu fiquei com tanto ódio.

Ele tem ódio de mim porque eu não quis ficar com sua família? O mundo está acabando e eu não sei.

_ Sasori, vá embora e me deixe em paz. – balbucio.

_ E então, eu jurei que iria te encontrar. Segui todos os seus passos. – diz, ignorando o que acabei de dizer – Descobri que você estava fazendo medicina, na UFPF e então, fiz de tudo pra entrar, ser da sua turma. Tudo isso no intuito de que você me reconheceria.

Sua voz vai aumentando gradativamente de tom, ele irradia raiva, ódio. A cada frase, ele se aproxima de mim, a passos lentos. Seu olhar me fuzila. Eu permaneço em pé, no meio da sala, com meus olhos atentos a todos os movimentos dele. Ele para no limite do círculo imaginário de segurança.

_ Sasori, por favor. – digo num fio de voz.

Num rompante, ele entra no círculo imaginário. Colocando a mão em volta do meu pescoço, ele me empurra fortemente até a parede. Sua mão se fecha ameaçadoramente em meu pescoço, apertando- o. Meu coração bate na velocidade máxima.

_ Mas você não me reconheceu, não é Sakura – cham. E sempre que eu me aproximava, você fugia. – sussurra com o rosto muito próximo ao meu.

Tento me desvencilhar dele mas, seu corpo prensa o meu fortemente contra a parede. Seus olhos percorrem meu corpo e me arrependo amargamente por estar usando saia.

_ O que tem a dizer em sua defesa, Sakura – cham? – diz com um sorriso debochado.

Quando abro a boca para responder, sou surpreendida com um tapa. O golpe violento e gratuito faz meu rosto queimar.

_ Você se acha uma princesa, não é? Uma princesa intocável, esculpida do mármore. – grita fazendo com que gotas de saliva caiam em meu rosto.

Em seguida, ele me joga violentamente no chão. Com o impacto, bato com a cabeça e a dor invade meu corpo. Meus olhos se enchem de lagrimas, fazendo minha visão ficar turva. Sasori se agacha, ficando bem perto de mim novamente. Meu rosto queima, meu corpo e minha cabeça latejam de dor.

_ Fique quietinha ai que eu já volto. – sussurra na minha orelha, fazendo com que meus pelos se ericem.

Ouço- o se afastar e fecho os olhos. Só um milagre poderá me salvar. Levanto a cabeça vagarosamente. As náuseas juntamente com a dor me deixam tonta. Olho por cima do ombro e percebo que a porta está aberta. Isso a porta. Cuidadosamente, me arrasto até o sofá revirado e me apoiando nele, me levanto com dificuldade. Meu coração bate pesadamente em meu peito, a adrenalina toma conta do meu corpo.

_ É agora.

Cambaleando, vou em direção a porta, a minha salvação. Ela nunca pareceu estar tão longe como agora. Minhas pernas parece que foram feitas de chumbo. A cada passo, minha cabeça lateja, meu corpo protesta em continuar.

_ Vamos Sakura, você está quase lá.

Quando estou prestes a sair do apartamento, meu rabo de cavalo é puxado violentamente, me derrubando no chão.

_ O que pensa que está fazendo? – Sasori grita. Seus olhos estão queimando de fúria.

Fechando a porta num chute ele me arrasta pelo chão do apartamento revirado. Tento me soltar, me libertar dele mas não consigo. Minhas pernas ardem, pelos cortes sofridos pelos cacos de vidro da minha mesinha ao longo do caminho. Arfo de dor.

_ O que pensa que estava fazendo? – grita me colocando de bruços e, logo em seguida, sentando em cima dos meus quadris. Com agilidade, ele desferi um corte em meu rosto com a Kunai.

Estou ofegante, minhas pernas ardem, minha cabeça lateja. O corte queima meu rosto e sinto o sangue quente escorrer sobre minha pele fria. Sasori faz pressão com seu corpo em meu quadril, impossibilitando que eu mexa as pernas. Seu olhar frio e carnal, percorre meu corpo demoradamente. Não consigo mexer minhas mãos. Elas estão atadas acima da minha cabeça, meus pulsos sendo fortemente apertados por sua mão.

_ Agora você não tem como fugir. – sussurra entre dentes.

O pouco do sangue que me restava no rosto vai embora.

_ Sasori, por favor pare com isso. – choramingo.

Sasori continua, divertindo- se com meu desconforto.

_ Não, você é minha Sakura- cham. – diz se inclinando sobre mim.

Devagar, ele acaricia com o polegar meu pescoço, sempre com os olhos fixos nos meus. Ele continua o trajeto, levando o polegar até o pequeno decote da minha camiseta. O pânico toma conta de mim. Uma lágrima solitária cai de meus olhos.

É o meu fim. Sasori vai me matar.

_ Se vai me matar, que seja rápido. – digo com o coração na boca.

Ele sorri, e é um sorriso cínico, como se dissesse “vamos brincar” e ele reflete em seus olhos. Sasori se aproxima ainda mais de mim, quase encostando o nariz no meu. Seu perfume doce e enjoativo se apossa das minhas narinas, o cheiro me dá náuseas.

_ Não faz ideia do que eu vou fazer com você, não é Sakura- cham. _ sussurra em meu ouvido. Seu hálito glacial me faz estremecer.

Ao meu lado, jogada no chão, a Kunai manchada de vermelho brilha. Meu sangue pinga, formando uma pequena poça no chão. Sasori a apanha e a empunha. Olho para cima. Ele sorri sadicamente para mim, seus olhos brilham de excitação. É isso, chegou a minha hora. Fecho os olhos. As lagrimas correm como uma enxurrada pelo meu rosto.

Sasori me beija ternamente nos lábios, e com a Kunai, começa a rasgar minha camiseta.

Está tudo bem, eu vou para casa. Para meus pais. Penso tristemente.

Ele beija meu pescoço. Tento me esquivar mas isso só faz com que ele continue com mais vontade. Jogando a Kunai no chão, ele agarra minha blusa com o intuito de rasga-la com as mãos.

_ Essa noite será inesquecível. – sua voz sai rouca, me dando calafrios.

Que seja rápido, que seja rápido. Penso.

É isso, esse é o meu fim. Só um milagre pode me salvar agora.

Uma batida na porta faz Sasori parar imediatamente. Olho aflita para a porta. Meu milagre. Eu só preciso gritar.

Como se pudesse ler minha mente, Sasori tapa minha boca com a mão que antes explorava meu corpo. Não, não, não. Começo a me debater embaixo dele. Ele segura com mais força meus pulsos, numa tentativa de me conter. Meu olhar se foca no dele.

_ Fica quieta, porra. – sussurra me apertando ainda mais.

Seu olhar me assusta. Com o maxilar trincado, ele pressiona a mão na minha boca com força. Continuo me debatendo. Tenho que me soltar, tenho que me soltar. Minha respiração está acelerada e sinto que se não me soltar logo, vou desmaiar. Essa é minha chance.

Outra batida na porta. Meus olhos se enchem de lagrimas. Tento gritar mas minha voz não sai, em vez disso, da minha boca sai apenas gemidos, gemidos abafados pela mão de Sasori. Não vou conseguir me soltar. Sasori em cima de mim olha irritado em direção a porta, depois para mim. Seu sorriso sádico aumenta à medida que me debato embaixo dele. Maníaco.

Quero gritar, me libertar. Meu corpo dói com cada tentativa fracassada de me soltar. Minhas pernas estão dormentes por causa do peso de Sasori em cima dos meus quadris. Ele aperta tanto meus pulsos que eu quase não os sinto mais. Paro de me debater. Não vou conseguir sair, é isso. Lágrimas rolam pelo meu rosto, emitindo toda a dor, angustia e medo de dentro de mim. Sasori sorri triunfante e relaxa um pouco a mão em minha boca. Uma onda de adrenalina me invade trazendo uma ideia que pode ser minha chance.

Fico imóvel embaixo dele. Relaxo o corpo e deixo ele pensar que venceu. Ele afrouxa a mão em torno do meu pulso e da minha boca, sempre atento a qualquer movimento vindo do lado de fora. É agora. Com habilidade, me desvencilho da mão que cobre minha boca e a mordo. Mordo com toda a força que tenho. Sinto o gosto metálico, o gosto de sangue.

_ Filha da puta. – Sasori urra de dor, retirando com força dos meus dentes.

Isso me dá o segundo que precisava. Reunindo toda a força que me sobrou, grito. Um grito alto de socorro.

Com a mão ensanguentada, Sasori me estapeia com força em cima do corte em minha bochecha. Com o impacto o corte queima de dor.

_ Sua vadia. – grita pegando a Kunai mas é tarde demais.

Segundos depois, ouço um estrondo e pedaços de madeira voam pela sala, minha porta está no chão. Sasori se levanta rapidamente, me deixando largada no chão. Ouço disparos e passos rápidos vindo em minha direção. Um homem se aproxima de mim. Não consigo ver pois minha visão fica turva por causa das lagrimas.

Ele se ajoelha no chão ao meu lado e me segura ternamente no colo. Olhos ônix olham aterrorizados para mim, procurando alguma lesão. Me debruço no corpo dele e inspiro seu perfume.

_ Sakura. – a voz de Sasuke sai preocupada, com medo.

E em algum plano inconsciente, tudo o que penso e que quero pensar é: Ele está aqui. Meu amor está aqui.

Notas finais
E ai, o que acharam? E uma observaçãozinha: Amores estou indo viajar para comemorar as festas de fim de ano, e para onde eu vou, não tem internet. Eu sei , é o fim do mundo TT_TT. E para compenssar vcs, assim que eu chegar eu vou compensa- los, não se preocupem. E tambem, eu vou atualizar a fic SEMANALMENTE, Todo sabado tera um cap novo, Okay?? No mais meu amores, Tenham um Natal maravilhoso e o Ano Novo regado de champanhe e skol beats senses para todos.. :*.. Morrerei de saudades... Superbjuuuuuss e até mais.