Anjo da Salvação

18 Capitulo 18 - Todo mundo se Zanga as Vezes


Notas iniciais
Oiii amados, olha quem voltou..... Em primeiro lugar: Mil perdoes pela demora, não queria atrasar tanto assim o cap. Como disse nos comentários, estou atolada de trabalho e por isso demorei um pouco ( pouco nada, demorei horrores eu sei) para postar o cap. Segundo: Eu nunca, em hipótese alguma irei ABANDONAR a fic, disso vcs podem ter certeza. Eu posso atrasar, sumir uns meses, mas ABANDONAR NUNCA. JAMAIS. Terceiro: BOA LEITURA E NOS VEMOS NAS NOTAS FINAIS.

Entro em casa e me deparo com Sasuke andando de um lado para o outro conversando com alguém no celular. Fecho a porta tomando um cuidado absurdo para que ela não faça barulho, mas falho miseravelmente.

— Ligo para você mais tarde. – diz desligando o telefone.

Fico parada enquanto ele caminha até mim com passos rápidos, com fúria estampada nos olhos.

— Onde é que você estava. – ele segura meus ombros com força. Puta merda, isso dói.

— Eu apenas fui caminhar um pouco. – digo piscando para afastar as lagrimas que teimam em aparecer.

— Caminhar um pouco? Sakura você ficou o dia todo, o dia todo fora. – sua voz sai grave e ele aperta meus ombros com mais força. Isso vai deixar uma marca.

— Já ia ligar para o Naruto agora. Tem ideia de como isso seria prejudicial para nós? – diz me encarando.

— Prejudicial para nós? O que ele quer dizer com isso?

— É Sakura, prejudicial para nós. Será que você não tem ideia do que esta colocando a perder? – pergunta me encarando como se eu fosse burra.

— É claro que eu sei Sasuke, é minha segurança, minha vida que está em risco. – digo com escarnio.

Ele dá um riso abafado e me olha como se eu fosse uma tola. Estou odiando esse olhar.

— Você acha que é só sua vida que está em risco se essa missão falhar?

— E tem algo mais? – digo encarando seus grandes ônix transbordando irá para cima de mim.

—Como acha que ficaria minha reputação caso alguma coisa acontecesse com você?

Pisco uma, duas vezes. Ele não estava preocupado comigo, mas sim com sua reputação. Que tipo de ser humano ele é?

Com um puxão, tiro meus ombros de contato com suas mãos, me afastando dele. Ele me encara perplexo e eu com raiva. Como ele ousa? Meus ombros latejam um pouco e sei que mais tarde isso vai virar uma marca. Mais uma para minha coleção.

— E como você acha Sasuke que eu ficaria em? Por que tem um maníaco atrás de mim e você se preocupa com sua reputação.

— É. Tem um maníaco atrás de você sim, mas penso que se esqueceu desse fato pois simplesmente você sumiu por horas. – ele grita e passa as mãos pelo cabelo.

— Não, eu não me esqueci. Porque essa marca não me deixa esquecer nunca. – grito também, apontando para a cicatriz no meu rosto.

Lagrimas rolam pelo meu rosto mais eu nem me preocupo em limpa-las. Abraço meu corpo e o encaro. Como pode ser tão lindo, tão sedutor e ao mesmo tempo tão insensível e quase cruel? Ele se recosta na bancada da cozinha e solta um suspiro. Ambos estamos exaustos, e pelo menos eu, com o coração machucado.

— Dá próxima vez que quiser sair, me avise antes. – diz se recompondo, com a voz fria e o rosto inexpressível. O verdadeiro Sasuke voltou.

— Não se preocupe, pois isso nunca mais irá acontecer. – digo limpando as lagrimas. Olho para ele uma última vez e antes de sair digo com a voz igualmente fria.

— Sua reputação está e sempre estará intacta no que depender de mim. Pois não sou e nem quero ser fardo para você carregar. E eu sei sim, muito bem alias o que pode custar caso falhemos nessa missão Sasuke – minha voz sai fria e inexpressiva ao dizer o que está entalado na minha garganta – Custará minha vida.

E com isso, saio da sala em passos largos.

Assim que entro no corredor, corro. Corro como se estivesse fugindo de um animal feroz e me tranco no banheiro. Me encosto na parede e me deixo escorregar até o chão. Abraço meus joelhos e apoio minha cabeça neles e choro. Como eu pude acreditar que ele gostaria de mim, ou que existisse um pingo de afeto, carinho da parte dele por mim? Para ele não passo de um fardo, mais um caso que ele tem que resolver. É só isso que eu era para ele, mais um caso. “Ai Sakura, como você pode se deixar enganar assim? Como? Garotos iguais a ele nunca irão amar garotas como você minha querida. ” Meu inconsciente me olha com compaixão.

— Meu Deus, me ajude. Tira essa dor de mim. – peço entre soluços, apertando o peito como se eu pudesse arrancar meu coração.

Sasuke

Sakura saiu da sala e me deixou como um completo idiota. Deus o que aconteceu aqui? Passo as mãos no rosto e vou atrás dela, mas ela já desapareceu pelo corredor. Será que ela saiu de novo?

Ao fundo, bem baixinho ouço soluços. Devagar caminho pelo corredor a fim de não fazer barulho, não quero que ela saiba que eu estou aqui. Chegando perto do banheiro os soluços ficam mais altos e eu paro de frente a porta, com os punhos erguidos pronto para bater, mas uma suplica me faz parar o ato. Uma súplica que fez com que meu peito se enchesse de dor, vergonha. Como pude dizer aquilo para ela. Ninguém, ninguém nunca gritou comigo desse jeito e a sensação é a pior que se pode imaginar.

Desconcertado saio do corredor e vou até a cozinha. Abro a geladeira e pego um vinho e bebo da garrafa mesmo. Merda. Meu dia vai de mal a pior e penso que não tem como piorar. Preciso falar com ela, me desculpar, mas não sei como fazer isso.

— Uma hora ela vai ter que sair de lá. – penso.

Devagar vou até a sala e me jogo no sofá, ligando a televisão. Vou ficar aqui até ela decidir dar o ar da graça e sair do banheiro.

Estou quase no final da garrafa de vinho quando Sakura finalmente sai do banheiro. Seu rosto está inchado e molhado pelas lagrimas, seus cabelos róseos incomuns bagunçados. Tão linda e ao mesmo tempo de partir o coração. Não movo um musculo enquanto, com passos curtos e hesitantes, ela vem até mim e se senta ao meu lado.

— Sakura eu...– começo tentando me redimir, mas ela me cala, colocando o indicador nos meus lábios para que eu me cale.

— Não precisa dizer nada, Sasuke. – diz se aproximando de mim.

Fico paralisado e ela chega mais perto, como uma feiticeira me seduzindo. Não sei o que fazer e pela primeira vez fico desarmado.

— Sakura, o que você – não consigo completar a frase, pois ela coloca novamente o indicador nos meus lábios.
Ela está tão perto que consigo sentir o cheiro de sabonete sair de sua pele.

— Eu sei que você quer Sasuke – sua voz é rouca e chega aos meus ouvidos como um chamado de sereia. Puta merda, estou sendo seduzido. Eu Sasuke Uchiha sendo seduzido.

Nossos lábios estão tão próximos que sinto o aroma de hortelã, chá e um pomar de frutas doces me chamar para explorar, descobrir o que ela tem a me oferecer e, eu como um cavalheiro, me deixo seduzir. Ela morde o lábio e fico de pau duro, instantaneamente. Minhas pálpebras pesam como uma suplica, e obedecendo, fecho meus olhos. Suas mãos pequeninas e delicadas acariciam meu rosto e um arrepio gostoso desce por minha nuca.

É agora. O momento o qual tento esperei desde o dia em que a vi. Minha adrenalina sobe e as batidas do meu coração estão tão fortes, que receio que ela as ouça. Fico imóvel, pois não sei o que fazer. Pela primeira vez em anos eu não sei o que fazer. Fecho meus olhos e deixo que seu perfume me embriague e me faça entrar em um frenesi, o frenesi que esperei desde o momento em que Haruno Sakura, cruzou meu caminho no corredor do prédio onde moro. Sinto sua respiração, seu hálito de hortelã. Suas mãos sobem devagar pela minha nuca até chegar aos cabelos, onde com os dedos, ela brinca com algumas mechas me fazendo soltar um gemido de prazer.

—Não tenha medo Sasuke-kun, eu vou te fazer feliz.

Não, essas palavras não. Abro meus olhos num sobressalto e o que vejo fez a escuridão voltar de onde quer que ela tenha se escondido. Na minha frente, no lugar de Sakura está Karin. A mulher que eu mais amei nesse mundo, a mulher que fez com que eu fosse do céu ao inferno num piscar de olhos. A mulher que destruiu a minha vida.

—Não. – digo em pânico empurrando- a para longe de mim. Você não.

Ela sorri, cheia de malicia e deboche. Ela joga seus grandes cabelos ruivos para trás, os cabelos que eu amava afagar depois de nos perdemos em paixão, enrolados um no outro na nossa cama.

— Você sempre será meu Sasuke-kun.

E ao dizer isso, as palavras que me levam de volta ao abismo que eu havia saído, ela avança sobre mim e eu acordo.

Estou ofegante e suado. Meu Deus, isso foi só um sonho, foi só um sonho. Olho para o lado e não tem ninguém, rapidamente, dou uma olhada na sala e me certifico que ela não está aqui. Respiro aliviado. Estou sozinho. Olho para o relógio e ele marca 2horas da madrugada. Dormi no sofá esperando por Sakura. Sakura.

Com um salto, saio do sofá e corro até o banheiro e e giro a maçaneta. A porta está destrancada. A abro e me deparo com o banheiro vazio, Sakura não está lá. Devagar para não fazer barulho, vou em direção ao quarto e para minha surpresa, a cama está arrumada e vazia também.

—Ela deve estar no closet. – digo indo até lá.

Mas ela também não estava lá. Medo começa a crescer dentro de mim e mil e uma possibilidades começam a surgir na minha mente. Será que ela fugiu? Não ela não fugiria, não com a ameaça que Sasori representa para ela. Mas depois do ocorrido de hoje ela pode ter fugido sim. Porra.

Saio do quarto a passos largos e começo a vasculhar a casa em busca de Sakura. Olho em todo lugar e a cada cômodo que entro e não a vejo, meu coração se aperta e o medo começa a crescer. Ela não pode ter fugido. Por favor, não pode ter fugido.

Volto para a sala e começo a andar de um lado para o outro, passando as mãos pelos cabelos. Estou desesperado, confesso. A situação saiu do meu controle e controle é tudo o que eu tenho. Não posso perde-lo.

—Calma Sasuke, respira e pensa. Tem que ter mais um lugar que você não foi. Tem que ter. – digo andando de um lado para o outro.

Na minha mente, refaço o trajeto que fiz pela casa. O quarto, banheiro, sala, a biblioteca.... É isso, a biblioteca. Como uma flecha, corro até a biblioteca e vejo uma suave luz sair do cômodo. Devagar e controlando a respiração, caminho até entrar na pequena biblioteca. Num canto qualquer da sala, lá está ela, encolhida numa poltrona com um livro repousado no colo. Respiro aliviado e me aproximo da pequena a minha frente.

Ela dorme tranquilamente, um sono de um anjo. Suas bochechas estão levemente coradas e seus olhos um pouco inchados e vermelhos devido ao choro. Droga. Seus cabelos caem como uma cascata no braço da poltrona e se eu não a tirar dali, no outro dia ela terá uma baita dor de pescoço. Então com todo o cuidado do mundo, a coloco nos braços e caminho em direção ao quarto, como se estivesse pisando em ovos para não acorda-la. Ela se aconchega mais no meu peito e respira profundamente. Estou hipnotizado. Simplesmente não consigo para de olhar para ela. Algo em mim está mudando, eu sinto, mas não sei se essa mudança é algo bom ou ruim. Ela está mexendo comigo. Mexendo profundamente.

Com cainho, a coloco na cama e a cubro com o edredom. Ela resmunga alguma coisa e sua expressão se torna triste. Então ela se vira na cama e se encolhe em posição fetal, ficando pequena e vulnerável.

—Durma bem. – digo beijando seu cabelo.

—Sasuke – resmunga de olhos fechados – não me deixe.

—Não deixarei anjo.

E assim, me dispo de minhas roupas e vou até o closet vestindo apenas uma calça de moletom preta e me deito ao seu lado. Com as costas do indicador, afago seu rosto e durmo, embriagado pelo perfume da flor de cerejeira.

Notas finais
Bom amados, o que acharam? Fortes emoções em. TT_TT Bem vcs já sabem né, comentem, favoritem, recomendem. Me façam ir para as NUVENS MAGICAS DE ALGODÃO DOCE *_*. Mas brincadeiras a parte, espero de coração que vcs me perdoem pela demora. Não foi minha intenção fazer vcs esperarem tanto tempo assim. E que vcs tem gostado do cap de hoje e prometo que vou fazer o possível e o impossível para não demorar tano assim. Aos leitores maravilhosos que comentaram e comentam sempre, meu muito obrigada pelos reviews fantásticos. Superbjuuuuuuusss e até mais amados.