Anjo Vingador
34 Vingança: Vida ou morte?
Notas iniciais
Como combinado o capítulo hoje antes de eu viajar. Acho que vocês vão amar o capítulo de hoje. Modéstia a parte está show.
Importante.
Muitas meninas tem me pedido para fazer capítulos tipo, mostrando a primeira vês da Nessie e Jacob. E Emmett e Rose. Bom eu não gosto de fazer Povs de outros personagens. Sou totalmente Beward. (por isso faço os de Elizabeth tão pequenos)
E também me falta tempo. Fora as outras fics que já estão em processo de criação.
Então queria fazer uma proposta a vocês. O que acham de vocês leitoras escreverem estes povs.
Funcionaria assim:
A leitora interessada me manda uma MP dizendo que quer escrever o pov. de tal casal.
Não vou ficar fazendo uma competição entre vocês, então quem me mandar a primeira MP pedindo por tal casal leva.
A leitora terá que usar o pano de fundo da minha fic. Depois que escrever me mande por e-mail, eu faço as correções necessárias envio novamente e se tudo ficar certo eu posto como cena extra em Anjo Vingador dando os devidos créditos e a leitora poderá postar também como uma one em seu perfil.
Outra coisa só vai funcionar se tiver no mínimo 4 leitoras interessadas.
São 4 casais.
Emmett/Rose
Carlisle/Esme
Alice/Jasper
Nessie/Jacob
Deixo livre sobre o que querem escrever desde que sigam mais ou menos o que a fic mostra sobre estes casais.
Bom, meninas se não houver interesse sem problemas. Talvez quando eu estiver com tempo eu possa fazer estas cenas, mas não prometo.
Pensei nessa idéia para promover à escrita.
Para dar a chance a leitoras que também possam a vir a serem escritoras.
Reviews capítulo 32 Vingança: A vida que segue ou... não.
Driih Regazini, alexandra0101, malu93, Andrielli, Ketelly, rosa, Maary_Cullen, Losferato, Dani B, brancabella, Bruna Cardoso, verinha, martita, Janna, Sandra barata, smn, Rafaela Silva, Reh, Mah Mayer, Rafaela Barros, Therose, Lele Cullen, Nana Godoy, matiussi, claudiamon35, Belatrix Cullen, Deserto, nascida do mar, gisarj2, anneheyde, Sully love tvd e twilight, jeomvb, MPR, Marieycullen, Sandy Beatriiz, patricia silva, Becca_Black, KaarenCullen, Sofia_P, lcmorais1, DiCullen, GabrielaCullen, millemouram, elispreta, Mariza, Serenety, ceciliamarlene, Carol Lobo, danivena, HellenCarol.
Obrigado de coração.
Reviews...
Recomendações...
Por falar em recomendação quero agradecer a lindinha juliany jamires que recomendou a fic.
Até breve eu acho.
Beijos ju
Capítulo 33 Vingança: Vida ou morte?
Pov. Edward
Levantei-me cedo aquele dia. Fui ao quarto de Gabriel na casa dos meus pais e o chamei para irmos tomar café. Quando descemos estranhei o silêncio.
– Ola? Cadê todo mundo?
Emmett apareceu na porta da sala que ligava a cozinha com a boca cheia.
Fui atrás dele e o encontrei sozinho tomando café. Gabriel é claro se instalou ao seu lado pegando um pedaço de bolo.
– Onde está o resto do povo desta casa?
– Saiu todo mundo.
– Nossa! Pularam da cama cedo hoje.
– Aham. Mamãe e Nessie foram às compras. O Dr. Cullen já foi pro hospital junto com minha ursinha.
Ele disse. Eu e Gabriel rimos. Gabriel achava engraçado o jeito que Emmett chamava Rose.
– Deixa ela te ouvir a chamando assim. O jogo duro vai piorar.
Ele abriu um sorrisão.
– Acho que não mano.
– O quê?
Não havia entendido até ele fazer uma cara maliciosa.
– Ah, entendi.
Eu disse sorrindo.
– Cara tu não tem noção.
– Por favor, Emmett.
Disse olhando sugestivamente para Gabriel, mas não era só isso. Eu não queria saber das intimidades do meu irmão com a namorada.
– Ta certo. Mas saiba que eu sou o homem mais feliz do mundo.
Ele disse suspirando que nem um adolescente apaixonado.
– Por que tio Emmett? O teu time de futebol venceu?
Gabriel disse e eu e Emmett gargalhamos.
– Não pequeno Ed. Quando você crescer eu te conto. E ai está pronto?
– To sim.
Ele disse se levantado.
– Tchau papai.
– Tchau filhão.
Ele me deu um abraço.
– Vai ficar em casa? Não vai trabalhar?
Emmett perguntou.
– Vou sim, mas antes vou conversar com Alice. Ela já deve estar chegando.
– Ui... então eu já vou. Não quero levar outro sapato na cabeça.
Eu ri. Eles saíram e eu continuei tomando café. Até que Alice chegou se sentando e atacado a mesa de café da manhã.
– Oi Edward. Nossa to morrendo de fome.
Ela comia alucinada.
– Pega leve Alice. Vai se afogar desse jeito.
– Não posso fazer nada se seu afilhado só pensa em comida. Eu vou virar uma porca.
Eu ri.
– Não ria Edward.
Levantei as mãos em sinal de rendição.
Deixei-a comer e quando parecia satisfeita ela me perguntou.
– O que queria falar comigo?
Bom era a hora.
– Eu fui um idiota. Por não ter procurado Bella nestes meses. Eu a amo Alice. Nunca deixei de amar. Acho que fui covarde. Não eu fui um covarde e orgulhoso. Ir atrás dela era admitir que eu errei. Mas agora eu quero ir atrás dela. E quero que você me ajude.
Ela me analisou.
– Ufa! Até que enfim hein. Demorou a cair em si.
Ela sorriu.
– É claro que vou te ajudar.
Eu fiquei aliviado.
– Então vamos começar agora?
– Claro. Vamos tentar achar essa sumida.
Ela disse pegando o celular digitando um número.
– Oi Claire. É Alice. Tudo bem? Ah, que bom. Olha só eu preciso falar com a Bella. – Ela escutou o que a tal Claire falava e fez uma careta. — Eu sei que ela disse que era pra você não dizer onde ela estava, mas Claire eu realmente preciso falar com ela. Nossa você é osso duro, hein. Olha eu estou grávida não posso me estressar. Passe-me o número do local onde a Bella está. — Alice bufou- Olha Claire imagina se a Carmem sonha que a Bella sumiu esse meses todos. Ela vai ficar preocupada. — Alice franziu as sobrancelhas. — Como assim a Carmen não vai se preocupar?... Ah, como eu sou burra. Ok. Claire. Tchau.
E desligou.
– Alice você desligou o telefone na cara da moça?
Eu disse rindo.
– Não importa ela não me ajudou mesmo. Edward como eu sou burra, idiota, estúpida. A Bella está com a Carmem é obvio.
Eu me senti animado com a certeza de Alice.
– Agora vamos torcer para ela não ter achado um Francês saradão por lá.
Ela riu e eu bufei.
– Não teve graça Alice.
– Ah, teve sim. — ela disse rindo – Precisava ver a sua cara.
– Irritante.
Eu murmurei.
Ela sorriu e discou outro numero.
– Oi Carmem é Alice... Sim estou bem. Não adianta mentir pra mim Carmem a Bella está aí não é? – ela parou escutando e eu prendi a respiração aguardando a resposta. – Eu sabia! — Alice exultou. – Que coisa feia ela fazer isso com as amigas. Passa ela ai eu quero xingar ela até não poder mais. Ah... não está? Não está mentindo pra mim não é Carmem?... Ah, bom. Diz pra ela que estou grávida e preciso falar com ela. – ela sorriu — Sim eu estou. Não é maravilhoso?
Ela disse feliz.
Bella estava lá.
Agora era só ir até lá e buscá-la pra mim novamente.
Eu esperava que ela ainda me quisesse.
Alice continuou falando com Carmen, mas eu não consegui ouvir direito.
Por que começou a dor.
Nunca havia sido desta forma. Era muita dor e veio do nada.
Comecei a suar e não conseguia enxergar direito. Uma pressão enorme na minha cabeça.
– Olha só Carmem, eu vou ligar amanhã às 16hs para falar com Bella. Diga isso a ela. Ok beijos.
Eu mal via Alice.
– Olha só que maravilha Ed... Edward?
– Alice... eu não estou me sentindo bem...chame... chame ajuda.
– Ah meu Deus...
A dor estava mais forte eu estava a ponto de perder a consciência.
– Jasper, amor me ajude. Edward está passando mal...
Não ouvi o restante das palavras de Alice.
Somente escuridão.
Pov. Bella
Mais um dia se passou e Alice não ligou.
Eu não sei por que, mas uma sensação de que algo não estava bem tomava conta de mim.
Mas noticias ruim corriam rápido não é?
Então acabei me acalmando.
Sai em busca de mais fotos. Cassis era tão linda. Era uma cidade que fazia você esquecer os problemas observando como a natureza foi generosa aqui.
Cheguei em casa na hora do almoço e Carmem estava na sala.
– Oi Carmem.
Ela estava seria. Parecia preocupada.
– Oi Bella... Alice ligou.
– Ah, finalmente. Ela está bem?
– Sim. Ela vai ligar em seguida.
– Ah, que bom estou morrendo de saudade daquela maluquinha... o que foi Carmem? Por que está com essa cara?
Carmem estava visivelmente nervosa.
– Aconteceu algo.
Eu não perguntei. Eu afirmei. Meu coração começou a trovejar.
Ela assentiu.
– Bella você precisa ficar calma.
– Porque está falando isso? Fala!
Ela respirou fundo se aproximando e pegando minhas mãos.
– E... é o Edward, Bella.
Ela não precisou dizer mais nada.
Não consegui segurar minhas lagrimas e senti uma dor tão forte que quase não consegui respirar.
– Me... me diz...
Eu disse chorando.
– Eu não entendi direito, Alice vai te explicar melhor. Ele está num hospital em New York.
Em seguida ouvi o telefone tocar e voei em cima dele.
– Alô...
– Bella?
Era Alice. Sua voz angustiada.
– Me fala Alice. O que... o que aconteceu?
Eu consegui dizer apesar do choro.
– Ah, Bella ele não está nada bem. — ela chorou. Eu também. — Eu estava com ele quando aconteceu. Foi horrível.
Eu tentei me acalmar.
– Alice me conta.
Eu pedi já desesperada.
– Nós estávamos tomando café da manhã e eu estava falando com a Carmem. E ai quando eu terminei a ligação ele estava se sentindo mal. Ah, Bella ele estava tão empolgado em encontrar você.
Como?
– O que Alice?
Eu disse tentado me acalmar.
– É ele pediu para eu ajudar a te achar. Ele queria falar com você. Ele te ama Bella.
Eu não estava entendendo. Ele estava com Ângela. E queria me procurar? Por quê?
– Bella... ele vai ser operado amanhã ou depois. Estamos todos em New York... eu não entendo muito, mas o Jasper explicou que a pressão do cérebro dele tem que ceder e ai amanhã mesmo eles vão fazer a cirurgia de emergência. Ele está... em coma induzido.
Eu escutava e não escutava. A dor de não estar lá com ele me consumindo.
Ela me disse que após ele passar mal ele foi levado ao hospital em que o pai e o irmão trabalhavam. De lá foi num avião UTI para New York. Jasper e Carlisle foram com ele. Depois todos embarcaram num avião comercial. A família toda estava reunida em New York.
– Bella você...
– Eu vou pra aí. Agora!
Pelo canto de olho vi Carmem já ao telefone tentando um vôo para mim.
– Ah, que bom amiga. Além de nós que precisamos ficar juntos neste momento o Gabe precisa de você.
– Ele está ai com vocês?
– Sim. Não queríamos deixá-lo longe, pois não sabemos o que vai acont...
Eu fechei meus olhos com a possibilidade do que ela estava prestes a dizer.
– Não vai acontecer Alice. Não vai. Ele vai ficar bom.
– Deus te ouça Bella. Precisamos da sua força aqui. Eles estão todos arrasados. — Alice se referia à família de Edward. — Quando você chegar venha direto por hotel Hilton. Ele é próximo ao hospital e Carlisle reservou quase um andar inteiro para nossa família. Há um reservado para você também.
– Será que não tem problema eu ir pra ai?
Mesmo que não me quisessem eu iria de qualquer forma.
– Por que diz isso?
– Sei la Alice. Tudo o que aconteceu. E também por Ângela...
– O que tem ela?
– Ela e Edward estão juntos.
– De onde tirou isso?
– Eu liguei para a casa da Esme em Raymond e a empregada disse que ela estava lá então pensei...
– Ela esta lá por que nós saímos desesperados. Ela está resolvendo as coisas práticas. Pagamento de luz, água, avisando o porquê à família não está cidade. Estas coisas.
Eu não entendia. Por que ela estava fazendo estas coisas se não estava com ele?
– Bella. O Edward te ama. Ele e a Ângela se aproximaram sim, mas só como amigos. Quando eu liguei a sua procura foi ele que pediu. Ele te quer de volta. Disse para mim que te ama. Mas ai aconteceu tudo isso.
Meu coração pulsava de amor e medo de perdê-lo. Só que dessa vez não era perdê-lo para uma mulher, mas sim para a morte.
Carmem conseguiu um vôo naquele fim de tarde. Ela e Alec me levaram para Paris. Despedi-me de meus amigos e fui à busca do meu amor.
O vôo para New York foi tranqüilo, mas eu não estava nada tranqüila.
Eu só pensava nele.
Eu não queria, mas às vezes meu pensamento ia em direção a uma situação que eu sequer podia imaginar.
Ele iria ficar bom.
Ele riria ficar bom
Era o que eu repeti e repeti.
Eu acreditava nisso.
Eu tinha fé.
Ao desembarcar extremamente exausta física e emocionalmente, encontrei Rose e Emmett que me abraçaram. Rose nem me xingou por sumir, o que eu esperava. Emmett estava pálido e com olheiras, certamente de preocupação com o irmão.
Pegamos um táxi rumo ao hotel.
– Eu quero ir direto pro hospital Emmett.
– Bella... você acabou de chegar de uma longa viagem. Precisa descansar comer algo. Hospital não é fácil. Vai precisar estar bem para agüentar.
Eu ia negando tudo o que ele disse, mas o que Rose falou me impediu.
– Bella lá no hospital agora não há muito que você possa fazer. Ele está nas mãos de bons médicos. Mas no hotel há uma pessoa que precisa muito de você.
Eu sabia de quem ela estava falando. Gabriel.
Eu precisava ver Edward. Pelo menos uma vez, mas seu filho precisava mais de mim no momento. Ele ficaria feliz que eu desse a atenção que Gabe precisava. A cirurgia seria amanhã pela manhã, pelo menos era a previsão dos médicos. Então eu tinha tempo. Iria dar atenção ao Gabe hoje.
Chegamos ao hotel e fui para o quarto que estava reservado a mim.
Tomei um bom banho e já me senti mais descansada ao retirar aquela roupa de viagem e colocar uma roupa limpa e confortável. Rose estava comigo e pediu pelo serviço de quarto algo para eu comer. Não seria um almoço já que era quase 16hs.
Após me alimentar, decidi que era a hora de ver Gabe. Emmett estava com ele.
– Como ele está?
Eu perguntei enquanto nos dirigíamos ao quarto em que ele estava. Rose suspirou.
– Ele é uma criança Bella, mas às vezes acho que ele entende mais do que dissemos a ele. Ele sabe que o pai está doente. Ele pergunta o tempo todo por Edward. Já não sabemos o que dizer.
Entramos no quarto onde Gabe e Emmett estavam sentados tentando jogar vídeo game. Por que Gabriel não estava muito animado.
– Ah, que isso Gabe? Você sabe fazer melhor que isso.
Emmett dizia tentando animá-lo.
– Eu não quero jogar não tio Emmett. Eu quero meu pai.
Meu coração apertou ao ouvi-lo dizer isso. Rose já estava com os olhos cheios de lágrimas.
Emmett levantou o rosto e me viu.
– Tem uma surpresa pra você Gabe. Olha lá na porta.
Gabriel olhou para nossa direção e um lindo sorriso surgiu em seus lábios eu também sorri para ele.
Ele veio correndo e eu me abaixei para abraçá-lo.
– Oi lindinho.
– Oi Bella.
Ele disse e ficamos assim abraçados por alguns minutos.
– Eu estava com um montão de saudade de você Bella.
O abracei mais. Fiquei com o coração apertado ele estava triste eu o conhecia.
– Eu também meu lindo, mas agora vamos matar toda esta saudade.
– Bella...sabia que meu pai está doente? Ele ta no hospital. Eu que queria ver ele, mas não deixam criança entrar.
Ele disse tristemente. Eu não sabia o que dizer.
– Ele vai ficar bom né, Bella?
E agora?
– Claro que vai meu amor. Logo ele vai estar aqui com a gente.
Eu disse com uma animação forçada.
– E ai você vai ser a namorada dele de novo. Eba!
Ele sorriu e eu olhei Rose e Emmett que também sorriram.
– Então não está muito animado pra jogar vídeo game? — mudei de assunto- Logo agora que eu vim justamente jogar com você.
– Com você eu jogo Bella.
Ele me puxou e fomos para o sofá e começamos a jogar. Eu precisava distraí-lo.
Ele ficou feliz com minha chegada e acabou se animando um pouco.
Rose que havia saído chegou com uns sanduíches e suco.
– Gabe hora do lanche.
Ela disse.
– Não quero não tia Rose. Vou esperar o papai. Só vou comer quando ele voltar.
Rose e eu trocamos um olhar.
– Querido você não comeu nada hoje. Por favor, coma só um pouquinho.
Rose pediu, mas ele fez que não a ouviu e continuou concentrado em seu jogo.
– Gabe. — eu chamei e ele me olhou — Vamos comer um pouco meu lindo.
– Bella eu quero meu papai.
Era de cortar o coração.
Eu teria que ser forte.
– Querido você sabe que o seu pai esta lá no hospital e que ele não pode vir. Quando ele ficar bom ele virá para cá e vai ficar triste por saber que você não comeu.
Ele ficou quieto.
Tentei outra jogada.
– Sabe Rose eu to com muita fome. — era mentira, mas eu precisava tentar. — Mas se o Gabe não vai comer eu também não vou. Mas eu to com muita fome. Você vai me deixar com fome Gabe?
Bingo.
Ele foi até a mesa se sentando e comendo o sanduíche que Rose havia trazido.
– Quer suco também querido?
Rose perguntou e ele assentiu. O coitadinho estava com fome. Comeu todo seu sanduíche e eu acabei tendo que empurrar um meio sanduíche. O esforço valeu à pena. Ele comeu todo seu lanche.
Gabriel parecia mais animado. Emmett voltou da rua com vários jogos e coisas que o fizesse se distrair. Eles estavam jogando e enfim eu pude conversar com Rose.
– Então você se acertou com ele?
Eu disse me referindo a Emmett.
Ela sorriu.
– Sim. Ele é maravilhoso. Minha vida deu um giro de 180°, Bella. E graças a você que nos levou para Raymond onde eu conheci o homem que mudaria minha vida.
Eu fiquei feliz por ela.
– Que bom amiga. Fico muito feliz por você.
– Não pense que eu esqueci que você sumiu por meses. Deixe passar essa loucura pra você ver. Quando Edward melhorar você vai ouvir Isabella Swan.
Eu suspirei.
– Acha que ele vai melhorar?
Eu perguntei a ela.
– Eu quero acreditar nisso Bella. Mas não sei. Emmett disfarça com este jeito dele, mas está arrasado. Ele ama muito o irmão. E olha só. — ela apontou para Gabriel que sorria de algo — Se o Edward... se o pior acontecer. Como vai ficar este menino?
Eu e ela suspiramos. Eu não queria nem pensar nesta possibilidade.
Alice e Jasper chegaram também ao quarto que estávamos. Jasper era outro que parecia um zumbi.
Alice me abraçou e disfarçou o choro para que Gabriel não visse.
Depois de muito insistirmos Jasper foi descansar. Desde que tudo acontecera, ele não havia dormido. Havia ficado de plantão no hospital. Como era médico ele conseguia alguns privilégios de poder ver Edward mais seguido.
Ele me contou que ele estava em coma induzido. Que esta era uma preparação. O corpo de Edward precisava se preparar para a cirurgia.
Gabriel iria dormir comigo aquela noite e pela manhã todos iriam ao hospital ficando Alice e Gabe. Ela estava grávida não era bom que ficasse muito tempo em um hospital. Além disso, também não era bom para o bebê que ela ficasse nervosa.
Eu estava cobrindo Gabriel que dormiu mal chegamos ao meu quarto.
Alice estava ali comigo.
– Tadinho. Dá uma dó o ver passar por isso.
Alice disse.
– É sim. E você está bem? Não tem sentindo nada?
Ela sorriu passando a mão na barriga de cinco meses de gestação.
– Estou bem, Bella. Meu menininho aqui está bem comportado.
Eu sorri.
– Estou tão feliz por você e Jasper, Alice.
– Sabe que você vai ser a madrinha né? Preciso de alguém sensata par me ensinar a educá-lo.
A abracei.
– Obrigado. Quem é o padrinho?
– Ora... o Edward é claro.
Alice me contou da amizade que surgiu entre os dois. Fiquei feliz.
– Bella, Edward é um homem incrível. É claro que ele demorou até se dar conta da burrada que fez. E o coitado não teve sorte quando decidiu ir atrás de você acontece isso.
– Não consigo acreditar Alice. Ele realmente me perdoou?
– Claro boba. Não sabe que sou a confidente dele. Eu sei de tudo. Ele não se envolveu com ninguém estes meses. E estava tão triste. Ele ama você.
Eu não queria chorar, mas estava difícil.
– Eu também amo ele demais Alice. Estou com medo.
– Todos nós estamos Bella, mas temos que acreditar. Ele vai ficar bom.
Aquela noite foi difícil de dormir. Eu mais velei o sono de Gabe do que propriamente dormi.
Mas em alguma hora da noite o sono me venceu e acabei dormindo.
Acordei com o barulho de alguém batendo a porta. Ao abrir dei de cara com uma Alice com cara de sono e pijama. Ela iria ocupar meu lugar na cama ao lado de Gabe.
Ela foi direto para a cama e em minutos já estava dormindo. Eu fui tomar banho. Já estava na hora de ir para o hospital.
Encontrei-me com Emmett, Rose e Jasper no saguão do hotel. Tomamos café e seguimos para o hospital.
Ao chegarmos senti um desconforto afinal foi ali que minha mãe passou seus últimos momentos. Ao entrar no New York Presbyterian hospital encontrei Esme e Carlisle que esperavam em uma sala privada.
Fui abraçada pelos dois que pareciam arrasados com o estado de saúde do filho.
Em nenhum momento senti qualquer ressentimento da parte de ninguém da família de Edward.
– Que bom que está aqui Bella. – Esme disse — Sei que passou a noite ao lado do nosso neto. Fico muito agradecida por isso.
Esme completou me dando mais um abraço.
– Não precisa agradecer Esme. Estou aqui por amor aos dois.
– Eu sei querida. Eu sei.
Ela sorriu tristemente.
Eu precisava ser forte e dar apoio a eles. Com certeza estavam sofrendo mais do que eu.
– Ele vai sair dessa Esme. Tenha fé.
Ela chorou.
– Acredita mesmo nisso Bella?
– Claro. Tenho certeza.
Eu tinha medo. Mas algo no fundo me dizia que ele iria sobreviver.
Carlisle e Jasper haviam ido até a parte onde somente os médicos podem estar e voltaram acompanhados de um médico. Devia ser o médico de Edward. Dr. Caius Volturi.
– Bom dia a todos. – ele nos cumprimentou. – Bom. O estado de saúde do Edward nos permite fazer a cirurgia hoje. O bloco cirúrgico está sendo preparado para realizarmos a cirurgia daqui à uma hora. Dois dos melhores neurocirurgiões da Europa também irão participar da cirurgia. Bom eu não posso deixar que todos vocês entrem na UTI para ver Edward antes da cirurgia. Eu permitirei três pessoas antes e três depois. Um de cada vez. Dois minutos para cada um através do vidro é o que posso fazer por vocês.
Ele disse serio. Eu nem respirava. Eu queria vê-lo. Muito. Mas a família dele era prioridade no momento.
– Bella?- Carlisle me chamou- Se quiser vê-lo pode ir agora. Eu já o vi hoje. E prefiro vê-lo novamente após a cirurgia.
Minha vontade era abraçar Carlisle, mas me contive em só acenar.
– Eu quero sim.
Então ficou acertado de que eu, Emmett e Esme o veríamos antes da cirurgia e depois seria Carlisle, Jasper e Nessie que até aquele momento eu ainda não havia visto.
Meu coração batia tão forte que achei que meus dentes se quebrariam pela força que eu fazia para manter meus lábios cerrados. Não sei o que eu faria se eu os abrisse. Talvez chorasse que nem uma desvairada. Mas não era o momento para acessos de desespero.
As enfermeiras me ajudavam a vestir a roupa especial para se poder entrar em uma UTI.
A enfermeira me ajudou a entrar em uma sala.
– Pode ir até o vidro.
Ela me disse.
Eu me aproximei e o vi.
Após cinco meses.
*
Run
I'll sing it
One last time for you
Then we really have to go
You've been the only thing
That's right
In all I've done
*
And I can barely look at you
But every single time I do
I know we'll make it anywhere
Away from here
*
Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear
*
Louder louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you
Can't raise your voice to say
*
To think
I might not see those eyes
Makes it so hard not to cry
And as we say
Our long goodbye
I nearly do
*
hmm hmm ..
*
Light up, Light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear
*
Uh Uh
*
Louder louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you
Can't raise your voice to say
*
Uhhhhh, uhhhhhh, ahhhhh ahhhh.
*
Corre
Eu cantarei
Pela última vez para você
Depois nós precisamos mesmo ir embora
Você foi a única coisa
Que é certa
Em tudo que já fiz
*
E mal posso te encarar
Mas toda a vez que eu faço
Eu sei que faremos em qualquer lugar
Bem longe daqui
*
Acenda, acenda
Como se você tivesse a escolha
Mesmo se você não puder ouvir minha voz
Estarei bem ao seu lado, querido
*
Mais alto, mais alto
E correremos pelas nossas vidas
Dificilmente posso falar, eu entendo
Porquê você
Não pode aumentar a sua voz para dizer?
*
Pensar que
Não poderia ver esses olhos
Fica tão difícil não chorar
E enquanto nós dizemos
O nosso longo adeus
Eu quase o faço
*
hmm hmm ..
*
Acenda, acenda
Como se você tivesse a escolha
Mesmo se você não puder ouvir minha voz
Estarei ao seu lado, querido
*
Uh Uh
*
Mais alto, mais alto
E correremos pelas nossas vidas
Dificilmente posso falar, eu entendo
Porquê você
Não pode aumentar a sua voz para dizer?
*
Uhhhhh, uhhhhhh, ahhhhh ahhhh
*
Ele estava deitado como se estivesse dormindo. Com vários aparelhos em seu corpo. Os barulhos característicos deste ambiente de hospital.
Ele estava pálido. Mas ainda o mesmo Edward. Lindo. Com seu cabelo em tom de cobre. Seu maxilar forte. As enfermeiras deviam suspirar por ele. Quase ri do meu bobo pensamento. Isso era hora de ter ciúme?
Olhei o monitor com seus batimentos cardíacos. Os batimentos que mostravam que ele estava ali, mas vivo.
Isso é o que me importava.
Que ele estivesse vivo.
Meu amor.
Meu Edward.
Eu queria tocá-lo.
Eu queria dizer que o amava.
Eu não podia chegar próximo a ele.
Várias pessoas passavam próximas a mim. Enfermeiros, médicos. Eles o estavam preparando para a cirurgia.
Então fixei meu olhar em seu rosto e me concentrei ao fazer uma prece em pensamento.
“Meu amor eu sei que no momento não pode me ouvir, mas sei que pode me sentir, estou aqui do seu lado. Sempre estive e sempre estarei. Eu amo você e sei que sairá dessa. Ficará bom. Todos amam você. Torcemos por você e rezaremos por você. Até breve meu amor. Volte logo para mim.”
A enfermeira me avisou que meus dois minutos haviam terminado. O olhei mais uma vez e sai dando lugar a Esme que entrava.
Voltei à sala onde estávamos e encontrai Nessie e Jacob. Ela veio me abraçar e para minha surpresa Ângela também estava lá.
Fiquei constrangida com sua presença e pelo jeito ela também.
– Oi Bella.
– Oi Ângela.
Rose ficou me olhado com cara de quem diz. “Vocês se conhecem?” mal sabia ela.
Então após todos nos reunirmos, às 9hs da manhã daquele dia começou a cirurgia de Edward. Seriam 8 horas de apreensão, preces e esperança de que no fim tudo daria certo.
Alice nos ligava de hora em hora. Ela havia levado Gabe para passear. Seria bom assim ele se distraia.
As horas foram passando.
Esme e Carlisle sentados de mãos dadas pareciam conversar através do olhar.
Emmett e Jasper tentavam conversar sobre algo relacionado à cidade de New York, mas não estavam muito animados com o papo.
Rose estava ao meu lado me apoiando como a boa amiga que sempre foi.
Nessie, Jacob e Ângela estavam em silencio em um dos muitos sofás daquela sala.
– Eu vou pegar um café. Alguém deseja alguma coisa?
Eu disse quando já eram 13hs.
Ninguém se manifestou.
– Eu vou com você.
Ângela disse surpreendendo a todos até a mim.
Saímos da sala em direção a cafeteria do hospital.
– Eu queria falar com você.
Eu sabia que era algo do tipo quando ela se manifestou para vir comigo.
Pedimos nosso café e nos sentamos.
– Pode falar Ângela.
– Eu e o Edward não tivemos nada. Somos somente amigos.
Ela se justificou.
Eu assenti.
– Na verdade você sabe que eu ainda gosto dele.
É eu sabia.
– Eu vim atrás dele como te falei que faria naquele dia. Mas ele não me quis. Disse que amava você.
Eu continuava quieta somente ouvindo.
– Não vou causar problemas a vocês se tudo der certo na cirurgia.
– Vai dar certo Ângela. Vai. Ele vai ficar bom.
Eu entendia seu sofrimento. Nos duas amávamos o mesmo homem. Que no momento estava com a vida por um fio.
Voltamos à sala e de lá eu não sai até as 16hs.
16hs.
Foi o horário em que começamos a ficar mais nervosos. A cirurgia devia ter acabado, mas ninguém havia vindo nos dar nenhuma noticia.
Jasper saiu em busca de noticias.
Logo ele voltou dizendo que o Dr. Caius logo estaria ali. Ele não havia conseguido falar com ele, mas uma enfermeira o havia avisado.
Não se passaram nem 10 minutos quando o homem que daria a noticia que mais aguardávamos entrou na sala.
Todos fixaram os olhos no médico de meia idade.
– Então Caius? Como meu filho está?
Carlisle foi o único a ter coragem de perguntar.
Nem a postura profissional do Dr.Caius foi capas de segurar o sorriso que se formou em seus lábios.
– A cirurgia foi um sucesso.
Alivio e euforia tomou conta de todos nós. Abraçamos-nos, choramos e quando conseguimos nos controlar Dr. Caius continuou sua explicação.
– Ele está sedado. Ficará assim de 1 a 3 dias. Depois temos que aguardar as seqüelas. Acredito que serão mínimas, mas temos que aguardar. As visitas só vão começar amanhã. Vou permitir quatro visitas por dia, mas serão poucos minutos temos que deixá-lo descansar, mas ao mesmo tempo quero monitorar suas reações já que a sedação será retirada gradativamente.
Ele estava vivo.
Vivo.
Durante aquele e o outro dia faríamos um rodízio para que sempre ficassem duas pessoas. Ao voltarmos para o hotel, Emmett não resistiu e pediu champanhe para comemorar eu achei exagerado. Edward ainda estava sob cuidados, mas não o critiquei. Ele estava feliz pelo irmão.
*
*
Já fazia quase dois dias que a cirurgia havia ocorrido e eu não consegui entrar para vê-lo. Eu acabei ficando mais tempo com Gabe que já era outro menino depois de saber que o pai estava bem e logo ele poderia vê-lo. Edward continuava sedado e dormindo.
Eu cheguei ao hospital naquela manhã e me encaminharam diretamente para me preparar para ver Edward.
Finalmente.
Dessa vez eu poderia chegar próxima a ele.
Entrei em seu quarto. Ainda na UTI. Ele estava como da ultima vez só que agora sua cabeça estava enfaixada.
Cheguei próxima a cama.
Coloquei minha mão na sua. Não agüentei mais. Vários dias prendendo o choro.
– Oi meu amor.
Eu disse chorando.
Senti uma pressão em meus dedos. Edward havia apertado levemente a minha mão.
Ele havia me escutado.
Ele estava voltando.
Voltando para mim.
Notas finais
Mostrem seu amor pela fic.
Beijos.
Spoiler.
.
.
.
- Bella?
- Oi Carlisle.
- Você sabe me dizer se Jasper comentou algo sobre uma reunião que teremos daqui a três dias? É uma reunião importante com varias pessoas quem vem da Europa.
Eu não estava entendendo o que ele estava falando. Por que Jasper iria me dizer algo a este respeito?
- Carlisle eu não estou entendendo...
- Desculpe Bella é que Edward ainda estava próximo.
Agora eu entendia.
- Claro.
- Nenhuma notícia? Falou com a polícia?
- Sim eu avisei sobre o que ocorreu em New York. Eles tinham razão não é? Ela não havia saído do país.
- Sim. Eu fui novamente à delegacia aqui. Mas eles também não têm nenhuma notícia. Como pode? Ela esteve no hospital não pode ter sumido no ar.
Carlisle bufou.
- Será que esta mulher irá nos assombrar pelo resto de nossas vidas?
Ele perguntou.
- Não sei Carlisle. Eu realmente não sei. Edward nem desconfia não é?
- Não. Achei melhor estarmos em Raymond novamente ai contamos a ele.
- Também acho melhor.
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