Anjo Vingador
13 Vingança, conversas, verdades e mentiras.
Notas iniciais
Reviews Capítulo 11 Vingança: Encontro a três.
Dani e Vagner, annyhcullen, millemouram, jeomvb, tatiana, Lena_almeida, Reh, rlmela, alexandra0101, matiussi, Serenety,nascida do mar, claudiamon35, Mariza, lcmorais1, sissy, Sandy Beatriiz, Therose, gisarj2, martita, GabsMellark, Cristina Cullen, Lele Cullen, elispreta, yarabastoss, ceciliamarlene, super batatinha, Rafa Mansen, anneheyde, Becca_Black , rlamela, danivena, malu93.
Obrigado minhas lindas amo os comentários de vocês. Mas eu sou gulosa e quero mais. Kkkk
E acho que vocês não acreditaram em mim. Quem recomendar ganha um pequeno spoiler. (autora desesperada por recomendações kkkkk)
Avisos:
As referencias médicas são: Fatos reais+ Greys Anatomy+ mente criativa e louca da autora. Kkkkk
Prestem muita atenção na conversa deles há muita pista do andamento da fanfic.
Serio não sei quando vem o próximo tenho provas e trabalhos até os cabelos
Até... quem vai saber eu sou louca mesmo. Kkkkk
Beijos Ju
Capitulo 12 Vingança, conversas, verdades e mentiras.
Pov. Edward.
Gabriel dormia em sono alto com a cabeça no colo de Bella.
Eu queria conhecê-la e ser conhecido também.
- Posso começar com as perguntas?
Eu disse a ela e percebi seu desconforto.
- Vai ser um interrogatório?
Eu ri.
- Não. Será apenas uma conversa entre duas pessoas que querem se conhecer.
- Tudo bem. Comece Edward.
- Por que se tornou prostituta Bella? Não quero ofende-la, só quero saber o que a fez ir por esse caminho.
Ela pensou um pouco.
- Você falou que sua mãe morreu há pouco, mas não falou nada sobre seu pai.
- Meu pai morreu quando eu tinha 10 anos.
- Do que ele morreu Bella?
- Acidente de carro em Forks onde morávamos.
- Nossa! Deve ter sido terrível perder o pai assim tão pequena.
- É foi. Após isso eu e minha mãe fomos para New York. Não tínhamos familiares e dinheiro. E minha mãe não conseguia emprego. Um dia ela apareceu com uma senhora. Carmem era seu nome, ela deu um emprego a minha mãe e a nossa vida melhorou. Mas eu percebia minha mãe triste e um dia descobri que ela era na verdade prostituta do bordel de Carmem. Ela fez isso por mim. Imagino como deve ter sido duro para ela fazer isso. Logo em seguida ela ficou doente. Eu tinha 15 anos. Ofereci-me para trabalhar no bordel de Carmem, ela não me deixou fazer isso e me ajudou pelos próximos três anos. Pagou pelo meu sustento e pela medicação de minha mãe. Quando fiz 18 anos não me restavam muitas alternativas. Eu fui prostituta dos 18 aos 24 anos. Não vou negar eu detestava aquela vida, mas eu consegui um bom dinheiro. Consegui pagar um bom hospital para minha mãe, o que prolongou sua vida um pouco mais. Há três anos Carmem decidiu se aposentar e me vendeu o bordel de New York e outras propriedades. Então aqui estou.
Ela sorriu tristemente.
- Sinto muito por tudo que você passou Bella.
Ela assentiu.
- Por que escolheu Raymond para abrir seu outro bordel?
- Ahh... foi uma escolha aleatória eu... queria uma cidade pequena, mas não tão pequena. Fugir um pouco da loucura de New York.
Eu sorri. Gabriel se mexeu em seu sono. Olhei para ele.
- Ele é lindo.
Bella disse.
- Como foi quando descobriu que ia ser pai?
Eu respirei fundo.
- Eu era muito imaturo Bella. Fiquei assustado a principio, mas depois fiquei feliz. Eu e Tânia tínhamos terminado nosso namoro há pouco tempo. Eu não a amava eu gostava dela, mas não a amava. Na verdade foi por insistência de minha avó que comecei meu relacionamento com Tânia. Os pais dela são amigos de minha avó.
Bom. Eu não esperava uma gravidez, mas dei meu apoio a ela. E fiquei envolvido com a gravidez. Quando Gabriel nasceu fiquei em êxtase, mas ai...
- O que foi Edward?
- Eu me sinto tão culpado. Eu tinha um filho pequeno e... meu filho tinha poucos meses quando eu a conheci. Ângela. Eu já a mencionei antes.
Ela assentiu.
- Eu fiquei cego de paixão, praticamente deixei meu filho de lado pra viver esse amor. Eu devia ter escutado minha avó na época.
- Sua avó?
- Sim, ela era contra meu relacionamento com Ângela pela diferença social. Não que isso me importasse.
- O que aconteceu Edward? Vocês se davam bem?
- Sim. Para mim nosso relacionamento era perfeito, mas depois de um tempo ela ficou estranha e eu a peguei na cama com outro. Isso dói ainda. Não a traição, mas sim saber que deixei Gabriel de lado por aquela mulher. Por isso prometi que nunca mais nada iria ficar entre eu e Gabriel. Ele é a coisa mais importante na minha vida. Prometi que nenhuma mulher iria ficar entre eu e ele.
- Você está certo Edward. E o vejo como um pai maravilhoso. – ela suspirou — Você e sua avó são muito ligados? Pelo jeito que você fala dela.
- Sim. Somos muito. Eu e ela temos uma ligação que não sei explicar. Ela me entende como ninguém. Quando eu era criança minha mãe tinha quatro filhos pequenos para cuidar, então eu passava muito tempo com minha avó na fazenda. Acho que isso fez com que essa ligação crescesse. Ela até me incentivava a chamá-la de mãe, mas meus pais não gostaram da idéia.
Gabriel resmungou em seu sono.
- Eu vou levá-lo para o quarto e já volto. Espere-me. Não fuja.
Ela sorriu.
- Vai logo Edward.
Eu ri e peguei Gabriel. O levei para seu quarto. O coloquei na cama. Apaguei a luz e sai.
No corredor aconteceu novamente. Só que diferente dessa vez, mas não incomum, eu já havia sentido isso antes. Tontura, e sentia que perdia a força de um lado do corpo. Cai no corredor.
O pânico me atingiu quando me dei conta de que Bella estava na sala.
Pov. Bella
Eu fiquei na sala esperando por Edward e pensando em tudo o que ele havia me contado. Uma voz incômoda me dizendo que ele havia se aberto comigo e eu mentido para ele. Minha historia não era de todo mentira, mas também não era a verdade.
Edward começou a demorar. Eu fiquei tentada a ir atrás dele. Mas seria invasivo demais.
Esperei mais um pouco e comecei a ficar impaciente. O que ele estava fazendo? Estava ficando tarde eu precisava ir embora?
Eu levantei e peguei minha bolsa. Eu iria embora. Mas sem falar com ele? Depois dessa noite maravilhosa.
- Edward?
Eu chamei. Nada. Silêncio.
- Edward eu preciso ir embora...
Nada. Algo estava errado.
Fui andando em direção a um corredor que deveria levar aos quartos quando eu estaquei em choque.
No chão estava Edward.
Eu corri até ele. Ele estava consciente. Mas parecia desorientado. Meu coração saltava. Medo. Eu estava sentido medo. E ali eu tive certeza. Eu já amava este homem. Ao vê-lo no chão indefeso minhas suspeitas se confirmaram. Eu estava apaixonada por Edward.
- Edward? Você está bem? Ai meu deus eu vou chamar uma ambulância.
- Não!
Ele disse.
- Eu estou bem Bella só me ajude a chegar até o quarto.
- Mas Edward... deixe-me ligar para seu pai...
- Não Bella. Por favor?
- Tudo bem.
Eu o ajudei a levantar e fomos até seu quarto. Ele deitou-se na cama.
- Agora. Preciso que pegue esta chave que está aqui no criado mudo e que vá até o armário do banheiro pegar um remédio para mim. É um frasco vermelho o único que é vermelho. Está na porta de baixo, trancado a chave.
Eu assenti e peguei a chave e fui até o banheiro. No armário havia muitos remédios, muitos. Mas realmente só um frasco era vermelho. Eu peguei e levei até Edward. Ele pegou de minha mão o abrindo e tomado duas pílulas.
Ele respirou fundo de olhos fechados. Eu estava paralisada de medo. O que estava acontecendo? Edward estava doente?
- Daqui a pouco já estou bem.
Ele disse me olhando.
- Sente aqui Bella.
Mostrou o lado da cama. Eu me sentei meio no automático.
- Fique calma. Já estou bem.
- Edward o que está acontecendo?
- Eu não queria que você soubesse assim, mas pelo jeito não tenho escolha. – ele fez uma pausa — Vá até aquele mesmo armário e pegue as pastas que estão lá.
Eu fui, e encontrei duas pastas. Voltei e as entreguei a ele.
- Vá em frente, olhe.
Eu fiz o que ele disse. E quase não acreditei no que meus olhos liam. Eu não era médica nem nada, mas ali estava bem claro. Edward tinha um tumor cerebral. Eu já não conseguia mais ler. Meu estômago estava embrulhado e um nó em minha garganta se formava.
- Edward...
- É isso mesmo Bella. Tudo que você leu é verdade. Eu tenho um tumor cerebral.
- Por favor, Edward. Explique-me.
- Vou explicar. Há um ano e meio eu venho sentido fortes dores de cabeça. Vômitos e tonturas. Apesar de meu pai e irmão serem médicos eu só fui descobrir que tinha um problema em uma viagem a trabalho. Eu e minha avó fomos fechar um negocio na Alemanha e lá eu tive uma crise muito forte e cheguei a ficar inconsciente. Ela me levou ao hospital fiquei internado por alguns dias e tive o diagnostico. Tumor cerebral. Temos nervos que saem do cérebro, e podemos ter tumores das bainhas dos nervos que são chamados neuromas ou neurinomas. Esse é o tumor que eu tenho.
Após ser diagnosticado eu procurei o melhor neurocirurgião do mundo que vive em New York, Dr. Caius Volturi, lá eu fiz exames em cima de exames. Há um ano eu faço tratamento com ele, pois ele é o único que aceita fazer cirurgia no meu caso. Os outros médicos se negaram.
- Por que Edward? É perigoso? Precisa realmente de uma cirurgia?
- Bom, se eu não fizer a cirurgia será como andar com uma bomba relógio na cabeça. Eu posso viver 10 anos, 20anos ou daqui a 1 ano esse tumor estourar. E ai é o fim. Na cirurgia é tudo ou nada. Ou fico curado ou eu morrerei.
- E o que você decidiu?
Eu perguntei mal conseguindo engolir minha saliva.
- Eu vou fazer a cirurgia Bella, não consigo viver com essa espada sobre minha cabeça.
- E quando será?
- Bom, além de tudo, esse tumor é... como vou dizer. Ele se move na minha cabeça e pela previsão dos médicos tem um ponto certo que ele tem que estar para que eu possa fazer a cirurgia com maior chance de sobreviver. Ele estará neste ponto daqui a seis ou oito meses.
Eu não conseguia raciocinar direito.
- Não apareci no nosso encontro por isso. Eu tive uma crise forte e fiquei inconsciente. Por sorte minha avó veio até meu apartamento entregar uns papeis e me encontrou. Ela me levou para o hospital. Por isso não apareci em nosso encontro.
Eu não estava entendendo.
- Mas se ela o levou ao hospital como é que Jasper não falou nada para Alice?
- Esse é outro problema Bella. Minha família não sabe de nada. A não ser minha avó e agora você. Ela me levou a outro hospital, um que meu pai e meu irmão não trabalham.
- Por que Edward? Sua família te ama. Não é justo que não saibam.
- Bella, você viu como você ficou assim que me viu ali no corredor? Em pânico. Assustada. Não quero isso para meus pais, para minha família. Quero viver ao lado deles estes últimos momentos que tenho em paz e em felicidade.
- Não concordo com você Edward, mas respeito sua decisão.
- Por isso fugi de você. Você merece algo melhor que um cara doente e com os dias contados. Eu... eu estou apaixonado por você Bella. Mas não é justo com você, que já passou por tantas coisas, que se envolva com um cara como eu. Que não tem nada a oferecer a você. Não tenho um futuro a te oferecer.
Eu sabia que ele estava falando bobagens, mas meu cérebro parou na parte que ele disse que estava apaixonado por mim.
- Você... está... está apaixonado por mim?
- Sim estou Bella, mas...
Eu coloquei minha mão em sua boca não o deixando falar mais asneiras.
- Eu também estou apaixonada por você Edward.
Ele olhou em meus olhos. Eu já quase não enxergava por causa das lágrimas que saiam dos meus olhos. E seu olhar também era emocionado.
- Você não pode. Eu não sou saudável não posso te oferecer nada.
Ele disse triste.
- Só o seu coração já me basta Edward. E acredito que tudo vai dar certo. Você ficará curado. – eu peguei sua mão e ele a levou de encontro ao peito. – Um dia com você vale mais que todos os anos que eu passei sem ter te conhecido. Eu amo você Edward.
Ele me puxou em direção a seu corpo me fazendo deitar sobre ele.
- Eu amo você Bella.
Disse com seus olhos grudados em mim.
Nada mais importava. Somente aquele momento. Em que eu revelei meu amor por ele e ele por mim. Nada mais importava. A minha vingança não mais importava.
Notas finais
spoiler.
- Oi ele disse com a vos rouca.
- Oi eu disse Como está se sentindo?
- Pronto pra outra.
Ele disse sorrindo e isso fez novas lágrimas deslizarem por meu rosto.
- Bella... está chorando? Não chore amor... por favor?
- Desculpe.
Eu disse tentando secar minhas lágrimas.
Ele me puxou para si me aninhando em seus braços.
- Calma Bella, tudo vai ficar bem. Era por isso que eu não queria que ninguém soubesse. Eu não quero que sofra com algo que é inevitável.
- Eu não quero te perder Edward.
- Isso é uma coisa que eu não posso te prometer, Bella. Mas enquanto eu viver prometo te fazer muito feliz.
Eu sabia disso. Eu chorei mais um pouco.
Ficamos abraçados por um tempo até eu ver que já era tarde.
- Eu preciso ir embora.
Edward me puxou mais para cima do seu corpo fazendo com que eu ficasse cara a cara com ele. Seus olhos verdes me enfeitiçando.
- Fique. Fique comigo.
Ele disse me fazendo arrepiar.
- Sim. Pelo tempo que você me quiser.
- Então será pelo tempo que eu tiver de vida.
E beijou-me.
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