Anjo Vingador
3 Vingança: Os Inocentes.
Notas iniciais
Obrigado pelos reviews e pelas primeiras recomendações da fic.
elispreta e yarabastoss obrigado queridas e fiéis leitoras. O que dizer sobre vocês?
São incríveis.
Não se confundam há duas Ângela nessa fic.
Vamos ao segundo capítulo.
Começam os spoiler.
Bjs. Comentem.
Ju
Capítulo 2 Vingança: Os Inocentes.
Pov. Edward
– Estou louco de vontade de comer o bolo de milho da vovó.
Gabriel disse enquanto estávamos aguardando o sinal abrir. Eu ri. Meu filho era louco pelo bolo de minha mãe, na verdade eu também.
Estávamos indo para casa dos meus pais. Eu iria deixar Gabriel com eles. Como eram todos os dias. Ser pai solteiro às vezes não era fácil.
Eu me dividia entre o trabalho na fazenda, na parte rural de Raymond, e nas empresas da minha avó no centro da cidade. Gabriel não podia ficar sozinho. Morávamos eu e ele num bom apartamento e todos os dias eu o deixava com minha mãe. Ela cuidava dele. Meu irmão Emmett, que era professor, o levava a escola. Minha família me ajudava muito na criação de Gabriel.
Gabriel não foi planejado. Eu ainda era um garoto de 21 anos quando namorei com Tânia Denalli. Eu não gostava muito dela, mas minha avó insistiu e gostava dela, e como eu amava muito minha avó resolvi dar uma chance.
No começo até foi legal, mas logo percebi que não daria certo. Quinze dias após terminar com Tânia, ela me contou estar grávida. Ela queria voltar se casar essas coisas. Eu até queria se eu a amasse, mas não. Então dei todo meu apoio possível a ela, mas não nos casamos.
Gabriel nasceu e logo de cara Tânia se mostrou uma péssima mãe. Não que ela seja má. Ela não tinha jeito mesmo. Assim mesmo Gabriel estava sob guarda dela, e eu tentava ajudá-la. Até ela aparecer em minha vida. Ângela. Foi uma paixão arrebatadora. Gabriel tinha poucos meses quando a conheci. Ela era garçonete da cafeteria da empresa de minha avó. Eu não vi problemas em me envolver com ela. Meus pais sempre nos ensinaram a não ter preconceitos contra ninguém. E só por ela ser pobre e eu rico não iria me fazer desistir dela.
Começamos a namorar e vi que minha avó não aprovava, mas nunca me disse nada. Ela sabia que eu amava Ângela e minha avó jamais faria nada para me magoar. Algum tempo depois Ângela ficou estranha. E um dia chegando a seu apartamento eu descobri o porquê. Ela estava com outro. Ela tentou me explicar. Não havia explicação para isso. Fidelidade era uma coisa essencial para mim.
Meu coração ficou partido e ainda hoje é por causa desta mulher. Logo após nosso termino ela foi embora de Raymond e eu nunca mais a vi.
O que me deu força foi meu filho de apenas um ano. Eu tentei me aproximar de Tânia. Para o bem de Gabriel e para tentar esquecer Ângela. Ficamos noivos. E após quase dois anos de relacionamento, eu vi que realmente não havia jeito. Gabriel tinha três anos. Eu conversei com Tânia e amigavelmente decidimos que a guarda de nosso filho ficaria comigo.
Após isso eu e Gabe fomos morar no meu apartamento e partir daí minha família sempre me ajudou. Eu me orgulhava muito de minha família. Meus pais, os mais apaixonados que podiam existir. Eu sentia até certa inveja deles. Queria encontrar um amor assim. Jasper meu irmão, conselheiro e amigo. Emmett meu irmão crianção e minha adorada e geniosa irmã Renesmee. E claro, minha avó Liz. Que sempre me apóia em tudo. Principalmente agora com esse problema tão difícil que eu tinha que enfrentar.
Só não entendia o porquê de minha família e minha avó estarem sempre em pé de guerra. Eu sei minha avó tinha um gênio difícil, mas era uma mulher maravilhosa.
Meu pai que era uma pessoa sempre tão sensata e bondosa com os outros, geralmente perdia a cabeça quando encontrava minha avó. Ele tinha ódio dela. Eu via isso nos olhos dele. Minha mãe era mais calma, mas tinha uma magoa da própria mãe. Eu sei que minha avó não aceitava seu casamento com meu pai. Deveria ser por isso esse ódio todo.
Eu não entendia o porquê de eles a pintarem como uma bruxa. Sendo que ela me mostrava tanto amor eu nem era neto dela de verdade. Eu era adotado, mas nem por um minuto a minha avó ou minha família me fez sentir menos amado.
– Gabriel! Tire os pés do painel.
Eu pedi, mas meu filho sempre repetia este ato. Ele bufou e fez o que eu pedi.
Ficamos em silêncio uns minutos.
– Por que você estava triste ontem quando chegamos em casa?
Eu perguntei.
– É que eu briguei com a Jane. Aquela menina que eu falei que eu gostava.
– Por que brigou com ela?
– É que eu perguntei ao Tio Emmett como fazia pra conquistar a Jane, ai ele disse “tem que ir pra cima”. — ele disse imitando a vós de Emmett. Eu ri
– Ai eu perguntei pro Tio Emmett o que era ir pra cima e a Tia Nessie disse que quando ele dizia isso ele chegava abraçando uma mulher. Ai eu fui abraçar a Jane, mas ela não gostou e me empurrou eu cai de bunda no chão na frente de todo mundo na escola e eles riram de mim.
Ele disse triste. Eu queria torcer o pescoço do Emmett e da Nessie.
– Filho.
Eu o chamei e ele olhou pra mim.
– Quando quiser perguntar como tratar uma mulher pergunte pra mim, ok?
Ele afirmou com a cabeça.
– Não ouça os conselhos do tio Emmett e da tia Nessie.
– E do tio Jasper?
– O tio Jasper pode, assim como da vovó Esme e do vovô Carlisle. Ok? E quanto a sua briga com Jane eu vou comprar uma flor para você levar para ela amanhã na escola e você vai pedir desculpa pra ela e ela vai achar isso muito legal.
– Sério?
– Sim. É assim que se trata bem uma mulher, no seu caso uma menina.
Estacionei meu carro na frente da casa dos meus pais. Minha casa também, visto que eu e Gabe tínhamos quartos prontos para ficarmos aqui se quiséssemos. Gabe ficava muito quando era necessário que eu viajasse.
Eu nem precisei mandar. Gabriel saltou do carro entrando correndo na casa dos avós. Com certeza iria ser repreendido pela minha mãe. Ela odiava que corressem dentro de casa.
Ao entrar eu vi meu pai se preparando para sair e Emmett jogado no sofá da sala como se fosse um adolescente.
– Bom dia. — eu cumprimentei.
– Bom dia filho.
Meu pai me cumprimentou.
– E ai Edward.
Emmett falou com a boca cheia de bolo de milho. Eu já imaginava onde Gabriel estaria. Na mesa se fartando do seu bolo preferido. Minha mãe entrou na sala me dando um beijo.
– Oi meu filho não quer vir tomar café conosco? O Gabe já está tomando.
– Não mãe obrigada eu estou sem fome.
– Meu filho tem estado com umas olheiras. Não está doente?
Um arrepio passou por mim com a pergunta da minha mãe.
– Que doente mãe? Tenho uma saúde de ferro.
– Edward?- Emmet me chamou — Recebeu um envelope destes?
Ele segurava um envelope vermelho. Eu vi que havia um na minha correspondência quando as peguei pela manhã, mas não tive tempo de abrir.
– Sim. Eu acho que tenho um, mas não abri.
– Cara então não sabe? É a fofoca na cidade. Está dando a maior confusão.
Eu fiquei curioso.
– Por quê?
– É um convite para a inauguração de uma casa de acompanhantes.
– Como?
– Leia você mesmo.
Eu peguei o envelope e li. Tinha uma letra elegante. Era um convite de bom gosto.
Aos homens de Raymond
Querem relaxar após o trabalho?
Tomar um drinque em lugar agradável com boa musica?
Ou quem sabe procurar uma companhia para aplacar a solidão?
Então venha conhecer A casa da colina.
Após isso dizia o endereço e o dia de inauguração. Seria dali a dois dias.
– Isso é um...
– Bordel cara!
Emmett disse animado.
– Fala baixo Emmett. O Gabriel está ali na cozinha.
– Ah! O quê? Quando ele crescer vai querer ir também.
Emmett era sem noção.
– Parece que todos os homens da cidade receberam esse convite. Inclusive o ilustre Dr. Cullen aqui.
Emmett disse olhando para nosso pai. E Carlisle sorriu constrangido por que minha mãe estava perto.
Ela sorriu.
– Eu não me oponho se quiser ir lá “conhecer”. Às vezes a curiosidade é o pior.
Minha mãe disse, mas deixou bem claro que era só conhecer.
Eu me aproximei de minha mãe a abraçando.
– Você acha que com uma mulher como você, ele iria sequer pensar em ir lá?
Minha mãe abriu seu melhor sorriso e me beijou na bochecha.
Emmett rosnou.
– Ta explicado pai. — ele disse aproximando-se de Carlisle — Como é que ele conquista as mulheres. O porquê de elas se jogarem em cima dele. Ele joga charme até pra própria mãe.
Eu ri.
– É – meu pai disse se aproximando e puxando minha mãe para ele — Mas essa aqui já tem dono. Pode achar outra.
Era muito bonita a relação dos meus pais.
– E Edward tem razão, Esme. — Carlisle disse a olhando — Com uma mulher como você, eu não preciso nem pensar em olhar para outra.
– Dois galanteadores. Só o que me faltava.
Emmett resmungava e eu, meu pai e minha mãe riamos dele.
– Ninguém manda não ter o nosso charme.
Carlisle disse divertido.
– Não. Sério pai. Eu não sei o que as mulheres vêem nesse ai. – ele disse apontado para mim. — Ele passa e elas quase jogam as calcinhas na cara dele.
– Emmett!
Minha mãe o repreendeu.
– Não seja exagerado Emmett. — eu disse – Você também faz muito sucesso.
– Sim. Mas nem perto de você. Deve ser essa sua cara de santinho.
Eu de santinho não tinha nada, mas tudo bem.
Um barulho de uma porta sendo batida com violência nos alertou que o furacão havia chegado. Era Nessie.
– Aquela bruxa! Vai ver só. Ai que ódio!
Ela praguejava até nos ver a olhando.
– O que foi Nessie? Por que essa raiva a essa hora da manhã?
– Aquela bruxa que chamamos de avó. Ai que raiva!
Pronto a paz estava desfeita em nosso lar.
Meu pai endureceu a expressão.
– O que Elizabeth fez dessa vez?
– A minha querida avó maltratou o Jacob na minha frente. Ela foi horrível... foi...ela o humilhou.
Eu só escutava. Se eu falasse algo diriam que eu a estava defendendo.
– Ela disse que não permite meu namoro com Jacob. Que ele é um capataz da fazenda. E que ele não é para mim.
Nessie disse furiosa.
– Mas quem ela pensa que é para dizer o que é bom pra minha filha?
Meu pai já estava furioso.
– Não da bola Nessie a vovó Liz é louca.
Emmett disse e eu olhei feio par ele.
– Ela sabe que vou sempre lá à fazenda e não é só pra ver o vovô. Que meu namorado trabalha lá. Ela disse que não é pra eu ir mais lá. Eu a odeio.
– Calma Nessie, sabe que sua avó é assim.
Minha mãe disse tentando acalmá-la.
– Ela assim só comigo com o Edward é toda derretida.
– Ei! Não me coloca na historia. Eu estou quieto aqui.
– Eu vou ligar pra ela. Quem ela pensa que é para fazer isso?
Meu pai disse pegando o celular.
– Carlisle calma!
Minha mãe disse e olhou Gabe que vinha entrando na sala.
Meu pai se acalmou. Sempre cuidávamos pra não discutirmos na frente dele.
Emmett levou Gabe para a escola e eu fiquei, pois queria falar com meus pais. Já sabia que iria ter uma nova discussão, mas não havia jeito. Eu precisava viajar era uma questão de vida e espero que bem longe de morte.
– Pai, mãe eu queria pedir para vocês cuidaram do Gabriel pelo próximo mês eu e a vovó teremos que viajar.
– Eu não acredito Edward! De novo? Não faz dois meses que vocês viajaram e ficaram fora por 15 dias.
Meu pai estava bravo.
– Eu sei, mas são coisas da empresa.
– Que coisas são essas que precisa que vocês dois viajem juntos?
Eu fiquei em silêncio. Minha mãe se pronunciou.
– Querido está acontecendo algo?
Eu detestava mentir par ela, mas era melhor assim.
– Não está acontecendo nada. Por favor, só preciso contar com vocês para cuidar dele por esse período.
– É claro que cuidaremos dele. Quanto tempo?
– Vinte dias ou um mês não sei ainda.
– Tudo isso Edward. Não é bom pra ele ficar afastado de você todo esse tempo, ele já não tem a mãe em tempo integral e agora você.
– Eu sei disso pai, mas é necessário.
– Quando você nos contar, eu vejo se é realmente necessário ou se sua avó o está monopolizando de novo.
– Pare de achar que ela me domina! Não é assim.
– É assim sim Edward. Você que não enxerga.
– Pai eu não quero discutir com você.
– Quando você vai meu querido?
Minha amada mãe perguntou.
– Depois de amanhã.
Era assim sempre que a conversa envolvia minha relação com minha avó. Quase sempre nos desentendíamos. Se o assunto não fosse sobre ela. Nossa família era sempre harmoniosa.
**
Eu fui ao trabalho. Hoje ficaria no centro, no escritório. Não iria até a fazenda. Tinha muitas coisas para resolver para a viagem que faríamos. Meu celular tocou e era minha avó.
– Oi Liz.
– Oi meu querido como está?
– Eu estou bem avó coruja. – eu brinquei com ela. — E o vovô como está?
– Ah! Querido continua na mesma da uma dó olhar pra ele dessa forma, mal comeu hoje. E o Gabe?
– Ele está bem vó, deve estar na escola há essa hora. Ele estava empolgado, iria jogar futebol com o Emmett hoje.
– Seu irmão deveria exercer aqueles músculos não só em atividade física, e sim com outras coisas mais úteis.
– Liz, por favor...
– Ah! Sabe como eu adoro quando me chama de Liz não é. Tudo bem. Não vou falar mais dos seus irmãos. Eles só me dão dor de cabeça mesmo. Ainda bem que tenho você o neto mais maravilhoso do mundo.
– Pare de puxar o meu saco. Por que ligou? Está precisando de algo?
– Não. Eu queria que viesse dormir na fazenda hoje. Peço pra cozinheira fazer seu prato favorito.
Ela disse tentando me convencer.
– Não vai dar vó. Preciso passar mais algum tempo com o Gabe depois de amanhã é a nossa viagem então...
– Está muito nervoso querido? Não se preocupe vai tudo certo dessa vez.
– Eu queria ter a sua esperança Liz.
– Tenha querido vai dar certo.
– Vó? Tem certeza que o melhor é não contar pros meus pais?
– Claro!Não fale nada Edward. Eles só iam se preocupar. E Esme do jeito que é nervosa iria nos deixar loucos. Este é um segredo só nosso. Você não precisa contar para eles eu posso te ajudar. Como sempre querido.
– Tudo bem.
No fim das contas acho que era o melhor mesmo.
Desliguei e voltei ao trabalho, mas em seguida meu celular voltou a tocar, era Emmett.
– Oi Emmett. O que foi?
– Edward? Calma.
– Fale Emmett!
Eu disse já nervoso. Era algo com Gabriel.
– O Gabe se machucou na escola. Ele estava correndo atrás da bola e um colega o interceptou e ele caiu. Machucou a testa. Não é nada grave e já estamos chegando ao hospital.
– Eu já estou indo pra ai.
– Edward. Desculpe mesmo mano, eu não tive tempo de alcançá-lo.
Eu ouvia a vós preocupada de Emmett. Todos amavam muito meu filho.
– Tudo bem Emmett. Não é sua culpa. Eu já estou indo.
**
Entrei no hospital correndo. As enfermeiras como me conheciam indicaram-me onde eu deveria ir. Antes de chegar à sala encontrei Emmett e Jasper.
– Como ele está?
– Não se preocupe Edward. Ele está bem. Estou só esperando os resultados de alguns exames é de praxe quando se bate a cabeça.
Jasper falou em sua postura médica. Ele já era naturalmente sério. Trabalhando sua postura era ainda mais séria e profissional.
– Certo. Eu vou vê-lo.
Quando entrei no quarto eu vi meu pequeno menino deitado numa maca com um curativo em sua testa. Tinha uma moça a seu lado que eu não prestei muita atenção. Eu só queria ver que ele estava bem.
– E ai campeão como está?
– Papai.
Eu o abracei sentindo um grande alivio.
– Oi eu to bom papai, e fiz até uma amiga.
Esse meu filho era uma ferinha.
– Ah! E quem é a sua amiga?
– É a Bella.
Ele apontou para moça que eu nem havia olhado. Ao colocar os olhos nela meu coração deu solavanco e pareceu se abrir novamente. Ela era linda. Tinha um olhar triste, mas ao mesmo tempo angelical. Seus olhos chocolates cravados em mim. Pareciam querer ler minha alma.
– Oi eu sou Edward Cullen. — eu sorri para ela — Parece que você e meu filho se tornaram amigos?
Eu disse simpático me policiando para não soar idiota.
– Oi. Isabella Swan, mas prefiro Bella.
Colamos nossas mãos e eu senti a pele macia de suas mãos imaginando como seria resto do corpo dela. Calma Edward. Repreendi-me por pensar essas coisas. Eu mal conhecia a moça.
– Seu filho é um encanto.
Ela disse olhando Gabriel e sorrindo. Eu me policiei para ver se não babava por ela. Engraçado nunca me senti assim de cara por uma mulher.
– Obrigado. Ele se comportou enquanto esteve aqui?
– Sim, ele foi muito cavalheiro.
– Papai já podemos ir embora? Eu to cansado de ficar aqui deitado.
Eu e Bella sorrimos. Eu queria poder conversar mais com ela, mas a prioridade era Gabriel.
– Já vamos campeão. Bom, Bella não é? Obrigado por fazer companhia ao meu filho.
Ela olhou fixamente para mim me fazendo perder o pensamento do que mais eu iria dizer a ela.
– Bella. — Gabe a chamou — Se você quiser meu papai pode te ensinar a andar de cavalo. Assim você não cai mais.
Bella gargalhou.
– O que eu perdi?
Eu perguntei.
– Eu falei ao Gabriel que estou com o pulso machucado devido a uma queda de cavalo. Então ele está me oferecendo seus serviços como instrutor.
Se ela quisesse com certeza eu seria seu instrutor.
– A oferta está de pé.
Eu brinquei e ela sorriu.
– Obrigado. Mas eu sei montar desde criança. Isso – ela apontou pro pulso enfaixado — Foi só porque eu não conhecia bem o animal.
– Ok. Mas se realmente precisar estou à disposição. — eu falei a ela fazendo charme.
Eu estava me desconhecendo. Desde quando eu dava em cima de uma mulher assim descaradamente e na frente do meu filho? Nunca. Seria a resposta. Mas essa mulher tinha algo diferente. Eu não sabia dizer o que era.
– Obrigado pela oferta.
Ela disse timidamente. Eu tinha certeza. Ela parecia um anjo.
A porta se abriu e Jasper entrou acompanhado de uma moça bonita que se aproximou de Bella. E logo eu presumi ser sua amiga. Sua amiga me olhou parecendo me reconhecer, mas logo desviou os olhos. Ele liberou Gabriel e foi falar com Bella sobre seu pulso e eu que já poderia ir embora me peguei fazendo hora para poder falar com ela mais uma vez.
Mas infelizmente não foi possível Jasper começou a arrumar o curativo de Bella e Gabriel já estava choramingando impaciente.
Despedi-me de todos. Agradecendo mais uma vez a ela por ficar com Gabe e ele me surpreendeu se esticando em meu colo para dar um beijo na bochecha de Bella. Ele estava ficando cada vez mais solto com pessoas estranhas. Mas para ele Bella não era mais uma estranha. Era sua amiga.
Fomos para meu volvo e Emmett já me esperava lá. Após o deixarmos na casa dos meus pais e minha mãe ter certeza que Gabe estava bem. Nós fomos para nosso apartamento.
Tirei o restante do dia de folga para passar com ele. E logo ele estava sendo o menino agitado de sempre. Nem parecia que tinha um machucado na testa.
À noite quando fomos dormir eu falei para ele sobre minha viagem.
– De novo papai.
– Eu sei campeão que você não gosta quando o papai viaja, mas eu prometo que não vou demorar.
– Tudo bem.
Ele disse, mas eu vi que ficou chateado afinal ele só tinha a mim, já que Tânia mal aparecia. Ela era modelo e viajava pelo mundo. Aparecendo esporadicamente.
Se não fosse realmente necessário eu não viajaria. Jamais abandonaria meu menino e era por isso mesmo que eu estava indo a essa viagem. Para jamais deixá-lo.
Em minha cama mais tarde com tantos assuntos para pensar. Eu me peguei pensando na morena de olhos chocolates que vi no hospital. Bella.
Será que algum dia iria vê-la novamente?
Notas finais
Fui em direção a eles e Alice me viu.
- Bella? Olha só quem chegou?
- Seja bem vindo Dr. Cullen.
Eu disse a Jasper. Ele sorriu estranho. Era impressão minha ou ele estava chateado.
- Como vai Bella. Pode me chamar só de Jasper. Eu não sabia que era você a dona.
Ele disse para mim, mas seus olhos estavam presos em Alice. Agora eu entendia o porquê de sua chateação. Era por descobrir o que Alice fazia.
- Não tivemos oportunidade de contar.
Eu olhei Emmett que sorriu.
- Muito prazer senhorita. Emmett Cullen a seu dispor.
Esse sim parecia estar à vontade aqui.
- Bella, o prazer é meu e espero que se divirta.
Eu disse a Emmett, mas com os olhos presos na conversa silenciosa de Jasper e Alice.
- Com certeza eu vou me divertir muito.
Emmett disse maliciosamente e olhando para as meninas que passavam.
Agora eu havia percebido que Edward não estava com eles. Eu tinha que perguntar, mas não podia dar na cara.
- Pelo que me lembro enviei quatro convites aos Cullen. Onde estão os outros cavalheiros?
Emmett sorriu.
- Bom. Nosso pai é carta fora do baralho. É homem de uma mulher só. Nossa mãe.
Eu ri.
- Sua mãe é uma mulher de sorte.
Eu disse ansiosa para que ele falasse sobre Edward.
- Nosso irmão mais velho, Edward teve que viajar com nossa avó. Negócios da família.
Eu tentei disfarçar minha decepção. Não só por Edward ter viajado, mas pela víbora também não estar na cidade. Droga! A minha vingança teria que ser adiada. Tudo o que planejei teria que esperar.
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