Anjo Protetor
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Notas iniciais
*POV BELLA*
Eu estava feliz novamente. A felicidade é uma coisa tão boa que me pergunto porque deixamos coisas bobas tirá-la da gente. Graças aos céus tudo tinha ficado perfeito novamente. As coisas estavam se ajeitando, e o melhor de tudo: Falta menos de dois meses para meus tão esperados dezoito anos! Não que isso tivesse muita relevância agora. Porque o motivo de eu querer tanto fazer dezoito anos era assumir meu relacionamento com o Edward pra família dele, e pro resto do mundo, mas não estamos mais nos escondendo de ninguém. Bem, da família do Edward, depois que a Alice contou tudo no jantar, eu sabia que não iriamos esconder mais nada, já do resto eu não imaginava. Na verdade eu nem sabia se iria perdoá-lo, ou melhor, se ele realmente queria me assumir, mas depois de um dedinho mágico da Alice para a gente se resolver tudo está como eu sempre quis que estivesse.
# FLASH BACK ON #
Ele estava me beijando... Na frente de todo mundo. E eu estava parada, assustada, sem conseguir retribuir o beijo. E ele não demorou muito pra perceber isso.
– Princesa, não quer me beijar? — ele disse afastando seus lábios dos meus milimetricamente.
– Tá... tá todo mundo... olhando. — eu consegui dizer.
– E? — ele perguntou com aquele sorriso.
– E... eles... nós... o beijo... — eu estava tão confusa, surpresa, nem sei mais o que eu estava, eu não conseguia pensar direito.
– Eu quero que todos vejam que eu sou o homem mais sortudo do mundo. Quero que todos saibam que eu te amo, e que eu cansei de guardar isso aqui dentro. — ele disse colocando minha mão em seu peito, seu coração batia acelerado. — Eu quero gritar pro mundo inteiro que você é a mulher da minha vida e que nada e nem ninguém vai me impedir se ser feliz com você. — ele disse isso em alto e bom som. E as pessoas que estavam nas outras mesas, que não eram poucas devido ao horário, nos encaravam.
– Edward... eu... — eu tentei falar algo coerente, e mais uma vez não tive sucesso.
– Você não quer me beijar aqui na frente de todo mundo? — ele perguntou confuso e tinha um tom mais triste em sua voz. E pra completar fez aquele biquinho que me faz fazer tudo o que ele quer.
– Ah! Dane-se! — falei agarrando pelo pescoço e puxando pra mim num delicioso beijo, digno de cinema. Ele sorriu nos meus lábios e aprofundou ainda mais nosso beijo. Foi então que uma chuva de aplausos, assovios e gritos encheram o restaurante o que me fez ficar mais vermelha que um pimentão.
– Nunca mais vamos precisar esconder nosso amor de ninguém! — Edward disse me beijando dessa vez no rosto. E segurando minha mão me levou pra casa, porque o nosso amor já tinha ultrapassado o limite que era permitido mostrar ao mundo. Agora seria só nós dois.
# FLASH BACK OFF#
Depois daquele dia vi tudo que eu sempre quis virar realidade, eu e o Edward agimos de como um casal de namorados normalmente, na frente de qualquer pessoa, com direito a andar de mãos dadas na rua, e até amasso no escurinho do cinema. E isso já faz uma semana.
Com um sorriso no rosto levanto da minha cadeira e entrego a prova ao professor. É a última, e como eu tenho certeza que eu fui bem em todas, já posso considerar o Ensino Médio, uma página virada na minha vida. Eu não acredito que acabou. Bem, agora viria a faculdade, a parte mais complicada, mas em compensação, na faculdade você estuda o que você gosta, e não o que é obrigado a estudar, tipo: Física, Trigonometria e Ed. Física.
– Acha que passou? — Alice me interceptou assim que eu saí da sala. Era de se imaginar que ela estaria me esperando pra falar sobre a prova.
– Acho que sim. — eu disse confiante. — E você?
– Física não é o meu forte, mas da pra chegar na média. — ela riu.
– Já recebeu as cartas de admissão? — ela perguntou.
– Fui aceita em Oxford. — disse sorridente. Eu fiquei superfeliz quando recebi a resposta da universidade, eu tinha todo meu sonho com Columbia, mas era aqui que o Edward estava e é do lado dele que eu pretendo ficar pra sempre, e também era Oxford. Eu dei graças a Deus que meus pais deixaram dinheiro suficiente no meu fundo universitário, eu nem sabia que eles tinham todo esse dinheiro, devem ter juntado desde quando eu ainda estava na pré-escola. E eu seria imensamente grata aonde quer que eles estejam, por não ter que depender do Edward pra pagar a minha faculdade, isso já era demais, ele já fez muito por mim até aqui e já estava na hora de começar a caminhar com as próprias pernas. Daqui a algumas semanas ele não será mais meu tutor, e não vai ter mas nenhuma responsabilidade comigo além da que um namorado tem com a namorada.
– No que está pensando? — Alice perguntou.
– Em como vai ser daqui pra frente, a faculdade e tudo mais. — respondi.
– Vai ser tão difícil não te ver mais todos os dias. — ela disse fazendo bico.
– Vai mesmo. Apesar de que vai ser legal não precisar ir ao shopping toda semana. — disse brincando. E a bandida me deu um tapa no braço. — Ai!
– Eu aqui dizendo que vou sentir saudades e você aí querendo se livrar de mim. — ela disse se sentindo magoada.
– Você sabe que eu to brincando boba! Vou até Paris te visitar. — vi seus olhos brilharem.
– Serio?! Nós faremos compras em Paris! — ela disse animada.
– Não me faça voltar atrás nas minhas palavras Alice.
– Deixa de ser estraga prazeres Bella.
– Sabe você deveria levar a Mel com você. — eu disse pensando em como aquelas duas eram parecidas quando o assunto era compras. Mas logo vi o bico voltar no rosto da minha amiga.
– Eu vou sentir tanta saudade do meu capitão e da minha princesinha! — ela estava mesmo triste. Não dava pro Jasper se mudar pra Paris assim do nada. Por ser militar ele tinha que estar onde o governo determinava, mas prometeu que depois desse trabalho que ele veio fazer aqui pediria transferência para França, mas até lá ele e a Alice não se veriam muito. Eu não acho que conseguiria ficar num país diferendo do meu anjo, seria terrível.
– Allie, não fica assim, logo, logo o Jasper consegue a transferência. E vocês vão ficar juntinhos. — falei tentando consolá-la. Ela conseguiu melhorar um pouco a carinha tristonha.
– É você tem razão! Vai passar rápido. — ela disse com um pequeno sorriso.
– Agora chega de conversa que eu preciso muito comer umas panquecas. — disse com água na boca. Eu estava a quase uma hora sonhando com panquecas.
– Panquecas? Mas está na hora do almoço. — Alice disse.
– E daí? Eu estou com vontade de comer panquecas ué! — eu disse me encaminhando pra saída, eu estava com muita fome mesmo, mas tinha que ser panquecas.
– Eu acho melhor você fechar um pouco essa boca, percebi que ganhou um pesinho de uns tempos pra cá! — ela comentou. O que me fez parar.
– Você por acaso está me chamando de gorda?! — como assim gorda? Eu sempre me achei muito magra, mas sempre gostei de ser magra, eu não quero ficar gorda. Será que o Edward ainda iria me querer se eu ficasse gorda?
– Não viaja Bella! Eu não to dizendo que tá gorda. Só que não dá pra negar que seu bumbum tá maior, que garota não gostaria de aumentar seu bumbum? — ela perguntou retoricamente.
– É você tem razão. — deixei pra lá, nunca me preocupei com peso, não vai ser agora né?!
– O bumbum de quem tá maior? — nós duas pulamos de susto. Jacob chegou não sei da onde com a sua pergunta indiscreta, deve ter pegado o final da conversa.
– O da Bella.
– Alice! — isso é coisa que se converse com homens.
– É verdade. Já tinha reparado! Aí! — Jacob reclamou. Mas também eu acertei sua cabeça com força.
– Como assim você reparou?! Fica olhando pra minha bunda? — perguntei irritada.
– Desculpa Bells, mas sou homem fazer o que?! — ele disse com um sorriso sacana.
– Tarado! — ele riu.
– Você não desiste mesmo, né Jacob? — a Alice perguntou.
– Se eu não posso ter, não significa que eu não posso admirar! — ele respondeu com um tom brincalhão.
– Se você não parar com essa história de admirar Jacob, nem amiga você vai ter mais! — o olhei zangada.
– Não tá mais aqui quem falou! Então como foram as provas? — ele mudou bruscamente de assunto, para minha felicidade.
– Foram boas. — respondi.
– Então as senhoritas podem se considerar formadas. Precisamos comemorar! — ele disse animado.
– Agora não dá Jacob, preciso matar as saudades do meu Capitão, temos pouco tempo juntos. — Alice disse.
– E eu preciso urgentemente comer essas benditas panquecas! — disse.
– Panquecas? — Jacob perguntou confuso.
– Sim, panquecas. Nós comemoramos outra hora ok?! — falei me encaminhando até o meu carro, deixando a Alice e o Jake pra trás. Mas logo tive uma surpresa maravilhosa que me fez esquecer momentaneamente as panquecas.
Encostado no meu carro, estava o homem mais lindo do mundo, com seus cabelos bagunçados caindo nos olhos esmeralda intensos e meu sorriso torto preferido, meu coração perdeu uma batida e depois acelerou, será que nunca ia parar de acontecer isso?
– Oi Princesa. — Edward disse se aproximando, deu uma rápida olhadinha atrás de mim, e me pegou pela cintura me dando um beijo de tirar o folego. Nossas línguas duelavam deliciosamente. Quando não conseguíamos mais respirar ele encerrou o beijo com selinhos. Como isso era bom!
Percebi que ele deu mais uma olhadinha pra trás de mim, e deu um sorrisinho. Me virei pra ver o que ele tanto olhava, e não fiquei muito surpresa ao ver o Jake com cara de poucos amigos olhando em nossa direção.
– Não precisava ter feito isso! — reclamei.
– O que? Não gostou do beijo? — ele perguntou com a maior cara de inocência.
– Eu gostei do beijo, só não gostei do motivo.
– Não posso ficar com saudades? — ele perguntou ainda se fazendo de inocente.
– Você sabe muito bem do que eu estou falando Edward. — o olhei de cara feia.
– Desculpa amor não deu pra controlar, é que agora que eu posso mostrar pra todo mundo que você é minha, não iria deixar de fora a pessoa que mais necessita saber disso, não é? — ele disse piscando.
– As vezes você é tão infantil! — eu reclamei.
– Desculpa amor. Prometemos que não brigaríamos mais por coisas bobas, então que tal a gente ir pra casa e eu preparar uma coisa bem gostosa pra você? — ele parecia realmente que não queria brigar, e isso era maravilhoso.
– Só se você fizer panquecas. — minha boca de encheu de água novamente.
– Panquecas? — ele me olhou confuso.
– Sim. — respondi. — O que todo mundo tem contra panquecas?
– Nada. É que tá na hora do almoço. — ele justificou.
– E tem alguma lei que proíbe comer panquecas na hora do almoço? — perguntei meio irritada.
– Não meu amor. E também não precisa ficar irritada, eu faço o que você quiser. Vamos? — ele disse abrindo a porta do carona pra mim.
Meia hora depois eu estava saciada, nunca comi tantas panquecas na minha vida. E o Edward me observava com uma cara engraçada, mas deixei quieto, não queria brigar com ele, e hoje eu estava me irritando muito fácil.
– Matou sua vontade de panquecas amor? — ele perguntou depois de um tempo.
– Sim. Meu estômago tá doendo. — eu não deveria ter comido tanto.
– Acho que você comeu demais. — ele disse brincalhão.
– Você acha que eu to gorda? — perguntei de repente. Será que ele iria me deixar porque eu to comendo demais? E se eu ficasse gorda e ele não me quisesse?
– Claro que não Bella. Acho que você tá a cada dia mais gostosa. — ele disse me puxando pra sentar em seu colo. Senti um enorme alívio.
– É que a Alice disse que minha bunda estava maior.
– Hum. Bem isso eu acho que vou ter que conferir. — disse com um sorriso safado, passando suas mãos pelas minhas coxas, eu não me contive e rebolei no seu colo.
– Bella é melhor você parar. — Edward disse com a voz afetada.
– Por quê? — perguntei continuando os movimentos.
– Porque eu fui te buscar pra almoçar porque precisava te contas algumas novidades.
– Novidades? — perguntei curiosa parando de me movimentar.
– Sim. Notícias boas. — ele disse sorrindo.
– Então conta!
– Que menina curiosa! Tá convivendo demais com a Alice. — ele brincou.
– Conta logo Edward! — eu disse dando um leva tapa em seu braço.
– Aí! Calma! Vou contar. — ele disse esfregando o braço. — Bem, a primeira é que eu fui convidado para ser jurado de um Talent show de culinária. — ele disse orgulhoso.
– Nossa isso é o máximo! Parabéns anjo! — disse o abraçando e enchendo de beijos.
– Ainda não acabou. — ele continuou. — O programa vai ser gravado lá no restaurante. — O ataquei com mais abraços e beijos. Era tão bom ver meu anjo feliz.
– Isso é maravilhoso anjo! É muito bom ver você realizando seus sonhos meu amor.
– Eu estou tão realizado Bella. Isso é muito mais do que eu sonhava e vai ser um grande passo na minha carreira. Mas falando em sonhos, eu tenho uma outra notícia. — ele puxou um envelope aberto do bolso e o estendeu pra mim. — Parabéns! Ele disse antes mesmo de eu alcançar o envelope.
Como já estava aberto eu puxei a carta que estava dentro e fiquei estática ao reconhecer o brasão da universidade.
– Edward... isso é... — eu estava confusa.
– Sim, isso mesmo eu quero que você também realize seus sonhos. — ele disse beijando meu rosto. Eu li nervosa o que estava escrito na carta. Eu fui aceita na universidade de Columbia em Nova York. Mas eu não me inscrevi para lá, então como?
– Como? — verbalizei minha duvida.
– Você deveria ler o que assina, sabia? — ele me repreendeu divertido. — Eu preenchi um formulário de inscrição, e a Alice deu um jeito de você assinar sem perceber. — eu estava pasma, sem saber o que dizer.
– Por que você fez isso? — fiz a pergunta que não queria calar.
– Princesa, não é justo você abrir mão dos seus sonhos por minha causa, eu sei que você consegui uma boa universidade aqui, mas eu também sei que seu sonho sempre foi estudar em Nova York e morar lá.
– Mas isso foi antes de tudo. Agora eu tenho você e eu não quero ficar longe. — eu estava dividida. Não fiz a inscrição para universidade para que fosse mais fácil deixar esse sonho de lado, mas agora eu fui admitida, e o Edward quer que eu vá, mas e a gente? São quatro anos, eu não aguentaria.
– Nós não ficaremos longe amor, iremos nos mudar pra Nova York. — ele iria comigo. Eu não poderia estar mais feliz.
– Você vai comigo? — perguntei emocionada.
– Bella me escuta. — ele disse segurando meu rosto em suas mãos. — Eu queria te dizer que não iremos ficar separados nenhum dia, mas isso não é verdade. — eu não estava entendendo, ele iria ou não? — Suas aulas começam no outono, então você tem que ir pra lá no começo de setembro, o que ainda nos dá um mês e alguns dias, eu não posso me ausentar agora, por causa do programa ele vai começar a ser gravado daqui a quinze dias e vai durar dois meses, o que quer dizer que no meado de outubro eu já posso me mudar. — ele explicou.
– Então você tá querendo dizer que... — precisava saber se entendi, ele falou tudo tão rápido.
– Que nós vamos nos mudar pra Nova York, mas eu não vou poder ir junto com você. Teremos que ficar algumas semanas longe vai ser difícil, mas o que são algumas semanas perto da eternidade juntos? — ele perguntou.
– Eu jamais vou poder agradecer tudo o que fez por mim anjo! — eu disse o abraçando.
– Não tem o que agradecer Bella, tudo que eu faço é por amor. Eu que nunca terei como agradecer a Deus por ter te colocado em minha vida. — e dizendo isso ele me beijou. Um beijo cheio de amor.
– Mas e o restaurante? — perguntei. Ele largaria tudo pra trás por minha causa?
– Eu vou abrir uma filial lá. — ele disse feliz.
– E onde vamos morar? — perguntei.
– Seus pais deixaram um apartamento pra você perto do Campus da faculdade, ele sabiam o seu sonho e cuidaram pra que se realizasse. — eu não aguentei segurar as lágrimas, de felicidade, de saudade dos meus pais que mesmo longe arrumaram um jeito de cuidar de mim, de emoção por ser tão amada. Era, tantos sentimentos. — Shhh! Não chora meu amor. — Edward pediu me embalando.
– Eu só estou feliz meu anjo. — tratei logo de dizer o motivo do choro pra não deixá-lo preocupado.
– E isso é tudo que eu quero Bella, só quero que seja feliz. E de preferência comigo. — ele disse me beijando.
***
Meus nervos estavam a flor da pele, eu não conseguia ficar parada no lugar, sempre tinha que arranjar alguma coisa pra fazer. É talvez o Edward esteja certo, eu tenho passado tempo demais com a Alice, mas isso era o mínimo que eu podia fazer, afinal só tinha mais uma semana na companhia da minha baixinha. Ela era muito irritante, mas eu a amava e sem ela eu não passaria por essa fase da minha vida, foi um ano e tanto.
– Bella, não vai parar pra almoçar? — Alice perguntou.
– Eu não estou com fome, vou adiantar aqui, trás uma coca pra mim, por favor. — pedi.
Estávamos arrumando o ginásio da escola para a cerimonia de formatura que aconteceria amanhã, e a decoração ficou por conta dos alunos, então praticamente a turma toda estava aqui no ginásio arrumando tudo, e alguns funcionários do colégio, isso incluía o Jacob. Mas aos poucos todos foram saindo pra almoçar, e agora o ginásio estava quase vazio.
– Não vai almoçar Bella? — Jacob perguntou me assustando, ele tinha a irritante capacidade de não fazer barulho ao se aproximar, ou seja, ele sempre me assustava.
– A Alice acabou de me chamar, mas eu não to com fome. — respondi.
– Você não tem se alimentado direito ultimamente. — ele acusou.
– E o que você tem com isso? — perguntei ácida.
– Só me preocupo com você Bella. Não precisa falar assim comigo. — ele fez uma carinha de magoado.
– Desculpa Jake, é que eu to com um humor do cão nesses últimos dias, é muita coisa pra fazer. — lhe ofereci um sorriso. Eu andava dando umas respostas malcriadas sem motivo nos últimos dias.
– Tudo bem. Quer ajuda? — ele perguntou.
– Quero sim, preciso pendurar esses enfeites na parede, eu vou subir na escada e você vai me passando os enfeites. — eu disse já subindo na escada que eu já havia posicionado no lugar.
– Certo. — ele me passou o primeiro enfeite. Eu o coloquei no lugar.
– E então, como vai os preparativos pra faculdade? — ele perguntou.
– Eu vou pra Columbia. — falei animada.
– Sério?! Pensei que tinha desistido. — ele falou surpreso.
– Sim, eu tinha, mas a Alice e o Edward me inscreveram sem eu saber, e eles me admitiram. — expliquei.
– Isso é muito bom Bella! Vai voltar pros EUA. — ele disse feliz por mim.
– Sim, vou começar uma nova etapa da minha vida. — falei sonhadora.
– E você pretende voltar pra cá depois da faculdade? — ele perguntou interessado.
– Não sei, depende de como tudo correr por lá, o Edward vai abrir uma filial do restaurante em Nova York.
– Então, ele vai com você? — sabia que ele estava enrolando para perguntar isso.
– É claro que vai. Não conseguimos ficar longe um do outro.
– Hum. — ele resmungou simplesmente.
– Jake, me passa mas um enfeite? — pedi olhando pra baixo. Mas isso não foi uma boa ideia, porque minha cabeça começou a girar e tudo foi escurecendo, e a última coisa que eu ouvi foi o Jacob chamando meu nome.
***
Tinha um cheiro estranho e forte. Eu sabia que eu detestava esse cheiro, mas não conseguia identificar era cheiro de quê? Eu me mexi, o colchão abaixo de mim não era nada confortável, essa não era a minha cama, onde eu estava? Tentei abri os olhos, mas a claridade me fez fechá-los novamente, automaticamente tentei levar minha mão ao rosto para diminuir a claridade, mas algo me impediu e senti dor no braço, isso era uma agulha? Com a outra mão eu bloqueei um pouco a claridade no meu roste e abri os olhos novamente, aos poucos consegui ajustá-los a luz forte do ambiente. Olhei em volta. Eu estava sim em um hospital, e tinha uma intravenosa no meu braço, me mexi desconfortavelmente mais uma vez.
– Bella? — uma voz preocupada me chamou.
– Jake. O que eu to fazendo num hospital? — perguntei nervosa.
– Você desmaiou de novo, quase caiu da escada, se eu não tivesse perto você se machucaria gravemente. — ele falou preocupado.
– Mas você sempre está por perto pra me salvar. — brinquei tentando acalmá-lo.
– Eu não sei o que essas meninas têm que adoram desmaiar nos meus braços. — ele brincou agora mais tranquilo.
– Por que me trouxe pro hospital? — perguntei.
– Dessa vez você não demorou pra acordar. Tá apagada a quase uma hora. — ele explicou. Eu estava começando a ficar preocupada, eu não estava bem nos últimos dias, sempre vomitando e me sentindo fraca, já havia desmaiado duas vezes. Será que eu estava com alguma virose?
– Eu não tenho me sentido muito bem nos últimos dias. O médico que me examinou disse o que eu tenho? — perguntei aflita.
– Ele disse que você teve uma queda de pressão, mas retirou um pouco de sangue pra fazer um exame de praxe. Ele desconfia de uma anemia. — Jacob explicou. E come se adivinhasse o médico entrou no quarto com papéis na mão.
– A mocinha acordou. — ele disse descontraído. Ele era relativamente novo para um médico, provavelmente tenha acabado de se formar. — Isabella eu sou o Dr. Mike Newton, o médico da emergência e te atendi quando chegou. — ele me pareceu simpático.
– Então doutor, deu alguma coisa nos exames? — Jacob perguntou.
– Sim. — ele respondeu com um meio sorriso.
– Então eu estou doente? — perguntei assustada.
– Não, o que você tem não é uma doença. — ele respondeu misterioso.
– Se não estou doente o que deu nos exames doutor? — eu já estava quase desmaiando novamente de tanta ansiedade.
– Você está gravida. — eu senti que eu ia desmaiar de novo, tinha certeza que se eu não estivesse deitada teria caído. Eu não conseguia acreditar no que o médico dizia, não fazia sentido pra mim.
– Como isso foi acontecer? — perguntei a mim mesma. Só que falei isso em voz alta sem perceber.
– Bem... — começou o Dr. Mike. — Eu acho que a senhorita sabe melhor do que eu como isso aconteceu. — eu corei.
– Dr. o que eu faço agora? — perguntei perdida.
– Primeiramente, acho que deveria pensar sobre isso antes de decidir fazer alguma besteira, eu sei que a senhorita é bem nova pra ser mãe, mas procure conversar com a sua família. — ele disse calmo.
– Esse jovem é o pai? — ele me perguntou apontando pro Jacob.
– Infelizmente não. — foi o Jacob que respondeu com um sorriso amarelo. Isso deixou o médico constrangido por ter feito a pergunta.
– Ele é meu amigo. — esclareci.
– E a senhorita sabe quem é o pai? — ele perguntou meio sem graça. Teria como não saber?
– Sei, é o meu namorado. — respondi rapidamente. Pensar no pai do meu bebê me fez ser atropelada por um turbilhão de pensamentos. Eu nunca imaginei ser mãe tão jovem, nem fazia a mínima ideia de como isso foi acontecer, Edward sempre usou camisinha e eu não me lembrava de nenhuma vez que nós não usamos. O que ele pensaria? Será que iria ficar feliz com a noticia de que vai ser pai? Eu não estava nenhum pouco preparada pra isso, mas só de pensar que tem um bebezinho do Edward na minha barriga era inevitável ficar feliz. Eu precisava pensar com calma. Como eu contaria isso pro Edward? Eu não tinha a mínima ideia de qual seria a sua reação. E se ele não quisesse ser pai agora? Será que havia alguma chance disso acontecer? Eu estava tão nervosa. — Jake eu vou ter um bebê. — falei pro meu amigo esperando que ele pudesse me ajudar em alguma coisa, ele sempre me ajudava.
– É, um bebê. — ele falou como quem testa a palavra. — Você está feliz Bella? — ele perguntou.
– Acho que sim. Eu não esperava, mas agora que aconteceu, eu já amo meu bebê. — falei colocando meu braço livre sobre minha barriga ainda lisa. — Por que tá com essa cara Jake? — reparei que ele olhava pro nada, tinha uma coisa triste no olhar.
– Nada. É que eu pensei que tava tranquilo quanto ao que eu sinto por você, mas, no fundo, eu ainda tinha alguma esperança. — ele disse se sentando na cama ao meu lado. — Eu te amo Bella, não importa de que forma, mas se você ama essa criança e ela já faz parte de você eu a amo também, e prometo que não importa o que aconteça eu estarei do seu lado e vou ser o melhor tio que esse bebê terá.
– Jake assim você vai me fazer chorar. Você vai ser mais que tio, vai ser o padrinho. — eu apertei sua mão. Ele sorriu.
– Tudo pra te ver feliz Bells. — ele abaixou e beijou minha testa.
*POV JACOB*
Um pigarro interrompeu nosso momento. Lembrei-me de que o médico ainda estava no quarto.
– Eu vou providenciar sua alta. E vou pedir pra enfermeira vir tirar o soro. E aconselho que procure um especialista pra começar o pré-natal o quanto antes. — ele disse saindo do quarto.
A minha ficha parece que não tinha caído. A Bella estava grávida. A mulher que eu amo vai ter um filho com outro cara. E eu estava aqui a apoiando, e ainda seria o padrinho da criança. Eu só posso ser masoquista. Tudo bem que eu disse que não ia investir, que eu não tentaria nada, mas na teoria tudo é mais fácil. Ela amava outro, pertencia a outro, e eu nunca tive como competir com isso, mas eu o que pode tirar a esperança de um homem apaixonado? Eu no fundo torcia pra que de alguma forma o senhor perfeito pisasse na bola, e eu estaria no lado dela como sempre, mas uma criança muda tudo. Foi inevitável pensar na hipótese de que talvez o Cullen não quisesse a criança, eu assumiria sem problemas, mas ele era perfeito demais, e quem não ia querer formar uma família com alguém como a Bella?
Talvez o certo fosse eu me afastar, mas eu só me via fazendo mais promessas. Sorri amargamente ao lembrar de que mesmo que quisesse eu não poderia me afastar. Isso era o meu trabalho. Eu tinha que ficar perto da Bella de qualquer maneira. Isso me fez pensar em uma coisa mais complicada. Eu estava de certa forma negligenciando meu verdadeiro motivo pra tá aqui. Primeiro eu estava negando informações, tipo o fato da Bella e Edward estarem juntos. Eu não queria complicar ainda mais a vida da Bella, mesmo que essa informação pudesse me favorecer de certo modo, eu me perguntava o que a chefia ia achar disso. E agora que a Bella estava grávida, eu deveria contar? Se eu fosse contar isso teria que falar sobre a primeira informação, mas isso eles não estão escondendo de ninguém. Eu acho melhor eu não falar nada, não quero estragar tudo, a missão é muito importante, a Bella é muito importante.
– No que tanto pensa Jake? — Bella perguntou. Já sentada na cama, uma enfermeira estava retirando o soro.
– Nada de mais. Coisas do trabalho. — respondi. Não era mentira.
– Mas seu estágio acabou. — ela falou confusa.
– Por isso mesmo. Agora tenho que arrumar um trabalho de verdade. Vou voltar pra casa, quero dizer, pro nosso país. — respondi.
– E pretende ir pra onde. — perguntou.
– Não sei, será que teria uma vaguinha em sua vida pra mim em Nova York? — perguntei rindo.
– Sempre tem vaga pra você na minha vida Jake. Você é o melhor amigo que alguém poderia ter. — ela sorriu. O que eu não faço por esse sorriso.
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