Anjo Protetor
25 Explicações
Notas iniciais
*POV EDWARD*
A casa estava silenciosa, mas parecia que tinha uma fanfarra dentro da minha cabeça. Não era pra ser desse jeito. Eu não queria que minha família descobrisse sobre o meu relacionamento com a Bella dessa maneira. E pensar nela mais uma vez fez meu coração ficar apertado. Onde será que ela está? Eu liguei pro meu prédio e o porteiro disse que ela não está lá, ele disse que me ligaria se ela aparecesse e até agora nada. Foi tudo tão rápido que não deu tempo de ver pra que lado a Bella foi, mas se eu demorasse a ter notícias eu colocaria Londres de cabeça pra baixo para achá-la.
Depois que não consegui alcançá-la eu subi direto pro meu antigo quarto, não parei pra falar com ninguém no caminho ignorando a todos que ainda me olhavam com caras estranhas. Eu sabia que tinha feito merda, mas a Alice fez uma merda ainda pior. Eu confesso que repensei e estava mesmo sendo hipocrisia da minha parte, eu sei que a Alice é madura quando ela quer, e Jasper é meu amigo, sempre foi e eu sempre confiei nele, mas é inevitável sentir ciúme, foi diferente com a Rose, afinal ela é mais velha que eu, já a Alice sempre foi a minha garotinha, e ver ela com alguém é muito estranho, eu acho que teria essa reação de qualquer maneira, independente de quem fosse o cara. É claro que eu não tinha nada contra a idade dela e do Jasper, porque como ela mesmo jogou no ventilador na frente de toda minha família, era o mesmo caso meu e da Bella, mas foi a única coisa que me veio na cabeça no momento, a única desculpa que eu consegui encontrar para ser contra. E só agora me dou conta do quão ridículo eu fui. E agora a merda já estava feita e como diz
o ditado “Não adianta chorar pelo leite derramado”. E em pensar que toda a minha idiotice pois meu relacionamento em jogo, tenho certeza que quando a Bella aparecer a última coisa que ela vai querer é olhar na minha cara.
Respiro fundo mais uma vez. Acho que está na hora de descer e encarar minha família, ou talvez eu possa deixar isso pra outro dia, pela hora se eu tiver sorte eles já vão ter ido dormir.
Mas se eu parasse pra reparar nos últimos acontecimentos eu perceberia que sorte foi o que eu menos tive hoje. Quando desci as escadas encontrei meus pais, Emmett e Rose na sala, agradeci mentalmente porque Alice e Jasper não estavam ali, eu não estava preparado para falar com a Alice agora, apesar de ter entendido que me comportei de maneira errada, ela não tinha o direito de falar o que falou. Assim que coloquei os pés no último degrau, todos me lançaram aquele olhar “Estamos esperando explicações”. Eu caminhei lentamente até um sofá vazio o mais distante possível deles e me sentei. O silencio na sala era desconfortável. Por que o Emmett não fazia nenhuma piada como sempre? Mas após alguns minutos, meu pai falou.
– Acho que eu e sua mãe merecemos uma boa explicação Edward. — respirei fundo antes de responder.
– O que vocês querem saber exatamente? — perguntei mesmo sabendo qual seria a resposta, mas responder a uma pergunta direta seria mais fácil pra mim.
– O que Alice falou é verdade? — minha mãe perguntou.
– É mais que isso mãe, do jeito que a Alice colocou fez parecer que o fato de eu estar com a Bella é algo errado. — respondi. Do jeito que ela falou parecia que eu estava me aproveitando da Bella, ela sabia muito bem que eu a amava, não precisava ter falado desse jeito, mas eu não posso julgar também falei coisas erradas essa noite.
– E não é?! — meu pai perguntou. Eu ergui a cabeça olhando nos olhos dele.
– É errado amar alguém? — perguntei.
– Não, amar nunca é errado. — ele disse agora com um tom mais suave. — Mas então se você sabe que amar não é um erro porque aquele escândalo todo por causa do namoro da sua irmã?
– Ciúmes. Na hora eu não pensei direito, eu só agi, mas eu me arrependi. — eu me sentia cada vez mais aliviado em finalmente poder contar a verdade pra minha família.
– Filho, porque você não contou a verdade pra gente desde o começo? A quanto tempo você e a Bella estão juntos? — minha mãe perguntou vindo se sentar ao meu lado segurando minha mão entre as suas.
– Eu tive medo de vocês pensarem mal de mim. De me julgarem e julgarem a Bella, sei que vocês não são do tipo de pessoa que faz isso, mas só de pensar em perder a Bella eu... eu me apavorei. — senti meus olhos encherem de água. Só de pensar que agora eu corria o risco de perdê-la... — Eu a amo tanto, me apaixonei assim que pus os olhos nela, e depois tendo que estar tão perto, tendo que ajudá-la a superar a perda dos seus pais, eu me apaixonava a cada dia mais, mesmo sem perceber.
Mas quando descobri que ela me amava... eu até tentei ficar longe, tentei lutar contra o que eu sentia, mas foi mais forte que eu, e desde então eu tenho vivido os meses mais felizes da minha vida.
– Isso explica as inúmeras vezes que você cortou esse dedo picando as coisas lá no restaurante. — disse o Emmett num tom mais descontraído.
– Eu sempre soube. — Rosálie disse com um pequeno sorriso. — Vocês eram grudados demais, você faz tudo pela Bella e ela faz tudo por você, quando um tá mal, o outro também está. Vocês são péssimos atores.
– É verdade. — disse minha mãe.
– Você também sabia? — perguntei a ela surpreso.
– Não, saber eu não sabia, mas pelo modo como vocês dois se comportavam um perto do outro eu vi que formavam um casal perfeito, e sempre tive certeza que a Bella era a garota certa pra você. E você sabe que coração de mãe não se engana. — ela sorriu apertando minha mão.
– Eu quero pedir desculpa por não ter contado antes, mas não dá pra esquecer o fato de que sou o tutor da Bella e que manter um relacionamento com ela é considerado um crime. E por isso combinamos de manter nosso relacionamento em segredo, para que ninguém pudesse nos separar. Agora só faltam dois meses e aí o mundo todo vai poder saber que pertencemos um ao outro.
– Filhos nós sempre te apoiamos em tudo que te fazia bem. — ele sorriu. — E não é agora que vamos fazer o contrário, não há nada no mundo que faça melhor a uma pessoa do que o amor, eu sei bem o que é sofrer por amor – ele olhou pra minha mãe — e nunca desejaria isso pra nenhum dos meus filhos. — Eu já havia ouvido a história dos dois, inúmeras vezes, e eu até que tinha sorte, pois pra mim e Bella ficarmos juntos não precisamos esperar cinco anos.
Pensar na Bella fez meu coração apertar mais uma vez, eu sentia que ela não estava bem. É obvio que ela não estaria bem depois de tudo que aconteceu, mas sei lá... era uma sensação diferente, eu sentia que ela está precisando mais de mim agora. E com esse pensamento me levantei. Não ia ficar aqui parado enquanto minha menina estava vagando pelas ruas de Londres decepcionada comigo.
– Vou atrás da Bella! — falei a todos que me olhavam estranho por ter levantado repentinamente.
– Você quer ajuda mano? — Emmett perguntou se levantando também. Rosálie o acompanhou.
– Não precisa, só fiquem atentos ao telefone, caso ela tente contato. — eu duvidava muito que a Bella ligasse pra alguém da minha família, mas quem sabe...
– Você tem ideia de onde ela pode ter ido? — minha mãe perguntou aflita. Ela já tinha a Bella como uma filha.
– Na verdade não, ela não conhece muita gente aqui, acredito que ela deve estar por aí. — eu mais que ninguém sabia o quanto a Bella relutava em pedir ajuda quando necessitava.
– Tome cuidado filho, e nos avise assim que ela aparecer, certo? — ela falou vindo até mim e me beijando no rosto.
– Pode deixar mamãe.
***
Já se passava das 5h00min da manhã e nada da Bella, eu rodei quase a cidade inteira nas últimas seis horas e nem sinal dela, fui a parques praças, bares, restaurantes, e até pedi pro meu pai ligar pra alguns hospitais. Eu não sabia o que fazer o aperto no meu peito era tão grande que estava ficando difícil até respirar. Há muito eu não segurava as lágrimas, estava desesperado, pensando em mil coisas ruins que poderiam ter acontecido com minha Bella, eu sabia que não podia ir em uma delegacia por que ainda não havia passado as 24h que ela sumiu. Sentia vontade de me socar por isso, por que se acontecesse algo com ela a culpa seria toda minha. Sentia tanta raiva de mim por ter quebrado minha promessa. Eu não sabia o que fazer, não sabia a quem mais pedir ajuda a essa hora da madrugada, minha mãe me ligava de meia em meia hora querendo saber da Bella, a Rose não fazia muito diferente. A cada minuto que passava a dor ia ficando maior, minha cabeça doía tanto. Mais que merda eu fui fazer. Levantei me servindo de mais uma dose de whisky. Parei o copo a caminho da boca. Ficar bêbado agora não iria melhorar nada e num gesto de raiva lancei o copo com a bebida na parede a minha frente. O chão perto da porta ficou uma bagunça de cacos de vidro e bebida. E eu aos poucos fui escorregando na parede atrás de mim, me sentindo um inútil por não poder fazer nada enquanto a minha Bella estava por aí só Deus sabe onde, sem que eu pudesse
protegê-la.
*POV BELLA*
Eu me sentia descansada apesar da dor de cabeça irritante que eu sentia. Abri os olhos estranhando o lugar onde estava. E como um flash a noite passada veio em minhas lembranças. Logo senti vontade de chorar, por que o Edward fez aquilo? Por que ele foi tão hipócrita. Se ele não acreditava em um relacionamento como nosso quer dizer que ele nunca assumiria o que tínhamos. Mas eu sentia que ele me amava, ele sempre demonstrava isso, então por quê? Eu estava muito chateada com ele e não sei qual seria a minha reação ao vê-lo. Olhei o relógio ao lado da cama onde estava e pude constatar que já era de manhã. Levei mais uns minutos deitada, eu me sentia envergonhada, eu estava num lugar estranho, apesar de ser a casa de um amigo, amigo esse que tinha me cedido o seu quarto e dormido desconfortavelmente no sofá, um sentimento de culpa me abateu, só Deus sabe como eu odeio dar trabalho as pessoas, mas eu agradeço aos céus por ele ter me encontrado naquela praça, se não, não sei o que teria me acontecido. Resolvi me levantar de uma vez, já havia dado trabalho demais, era hora de ir pra casa, e enfrentar o que quer que eu tivesse que enfrentar.
Minhas roupas estavam um caos, toda amarrotada, meu cabelo nem se fala, fui até o banheiro que havia no quarto e fiz o possível pra ficar apresentável. Ao sair do quarto senti um cheiro de bacon e ovos vindo de onde deveria ser a cozinha, minha boca se encheu d'água no mesmo instante. Ao chegar a cozinha vi Jacob colocando os ovos mexidos em dois pratos.
– Bom dia Bella adormecida! — ele veio pro meu lado colocando a mão em meus ombros e me guiando até a mesa de café da manhã. — Está melhor? — ele perguntou ainda sorrindo, mas vi um vislumbre de preocupação em seu sorriso.
– Sim, não foi nada. — eu tentei deixá-lo despreocupado.
– Como assim não foi nada? Você desmaiou sozinha na rua Bella! Você imagina o que teria acontecido se por uma enorme coincidência eu não estivesse por lá? — eu sinceramente não gostaria de imaginar o que teria me acontecido.
– Mas eu estou melhor agora Jake. Não se preocupe foi apenas estresse pelos acontecimentos da noite passada. — eu havia conversado com ele após acordar em seu carro na praça onde estava, e insistindo que o desmaio tinha sido por causa da confusão de ontem, o que é verdade, eu sempre tive tendência a desmaiar quando sofria algum estresse forte. E depois disso ainda não me sentindo muito bem pedi que ele me deixasse passar a noite aqui. Não estava me sentindo bem para voltar pra casa ainda. E é claro que ele não negou em me receber em seu apartamento, que descobri que era bem próximo ao prédio em que eu morava. E depois de uma longa conversa e de ter ouvido ele xingar o Edward boa parte da noite eu consegui dormir.
– Bem se você está dizendo eu acredito em você, mas não exite em dizer caso sinta qualquer coisa ouviu? — ele disse preocupado
– Pode deixar. — respondi.
– Agora vamos comer. Eu não sou nenhum chefe nos padrões que você está acostumada, mas acho que de uns ovos e bacon eu dou conta. — ele disse rindo. E por um instante eu me permiti esquecer minhas angustias e ter um café da manhã agradável com meu amigo.
***
Eu estava parada na porta do meu apartamento, ou melhor, do apartamento do Edward. Eu podia sentir que ele estava parado do outro lado da porta, podia ouvir sua respiração forte, e também tinha reparado que o porteiro pegou a interfone assim que eu entrei na garagem. Contei de um a dez e finalmente abri a porta.
Edward estava parado com uma expressão de alívio, mas ele parecia ao mesmo tempo destruído, seus cabelos estavam muito mais revoltos que normalmente, seu rosto manchado de lágrimas e os olhos muito vermelhos, suas roupas estavam piores que as minhas quando acordei essa manhã. Meu coração ficou apertado ao vê-lo nesse estado. Um segundo depois eu sentia seus braços em minha volta e seu corpo se convulsionou em um soluço.
– Bella... Bella... Bella... — ele repetia meu nome como uma ladainha. Parecia não acreditar que eu realmente estava aqui. Por um momento eu pensei em retribuir o abraço, mas aí todas as suas palavras do jantar vieram a minha mente e eu me afastei o empurrando. Eu estava com raiva, não queria conversar com ele agora. E todo o mal-estar que eu passei ontem a noite, voltou como uma força ainda maior. — Bella onde você estava? — ele perguntou se aproximando com um misto de acusação e preocupação.
– Eu não tenho que... eu não quero falar com você! — saí correndo até meu quarto de faixada batendo a porta e a trancando na chave. Ouvi ele começar a me chamar esmurrando a porta, mas não prestei muita atenção, a única coisa que fiz foi correr para o banheiro e colocar todo meu café da manhã pra fora.
*POV ALICE*
Já havia se passado quase uma semana desde o jantar desagradável na casa dos meus pais. Eu estava muito triste pela reação que meu irmão teve, eu jamais esperava isso dele. Logo ele que sempre me apoio em tudo, e logo ele que se dizia apaixonado pela Bella, que tinha a mesma idade que eu. Eu não consegui entender sua reação. Ele nunca foi tão hipócrita na vida, como ele pode ter mudado assim do dia pra noite e eu não percebi? Mas a pior burrada da noite foi eu quem fiz. Tudo bem que eu estava morrendo de raiva do Edward. Mas jogar a verdade daquele jeito em cima da minha família foi muito cruel com a Bella. Eu não pensei, apenas agi por impulso, não pensei nas consequências para minha amiga.
Na segunda feira quando encontrei com a Bella na escola ela não estava falando comigo, e eu tenho que admitir que ela estava no seu pleno direito de não querer olhar mais na minha cara. Mas eu reconheci meu erro e como sou a pessoa mais insistente quando eu quero uma coisa, bastou e seguir a Bella pela escola o dia inteiro que ela aceitou minhas desculpas e desabafou. Meu irmão era um idiota! A Bella me disse que achava que ele nunca assumiria o namoro deles se eu não tivesse contado a verdade a minha família. Eu também achava isso, não tinha outra explicação. Eu cogitei que ele poderia ter reagido assim por ciúmes, afinal eu sou irmã mais nova dele e nunca tinha apresentado nenhum namorado pra família, mas se fosse apenas isso a essa altura do campeonato ele já teria me pedido desculpas.
A Bella também me falou que não estava falando com ele, e só não pegou as coisas dela e foi lá pra casa porque estava com vergonha dos meus pais, eu disse a ela que não era preciso, porque eles aceitaram numa boa o relacionamento deles e até ficaram felizes. Foi quando ela me disse que não sabia se existia mais algum relacionamento entre eles. Isso me apavorou. O Edward era um idiota era? Era. Mas ele também era meu irmão e a Bella era minha melhor amiga. Não dava pra imaginar os dois separados. Eles faziam tão bem um ao outro. Eu precisava urgentemente fazer alguma coisa. E como se pudesse ler meus pensamentos meu irmão cabeçudo me liga nesse exato momento. Parece que ele tinha tomado coragem pra ouvir as verdades que ele precisava.
– Allie. — ele disse timido assim que eu atendi o telefone.
– Oi Edward. — falei num tom mais formal, eu ia ajudar, mas ainda estava magoada com ele.
– Alice eu ligando pra pedir desculpas. Antes de começar a me esculachar, deixa eu me explicar ok?– ele falou já prevendo o sermão que eu pretendia dar.
– Eu estou ouvindo Edward. — eu disse e ele começou a falar.
– Eu só queria dizer que eu não tenho nada contra o seu namoro com o Jasper, bem desde que as intenções dele com você sejam as mais puras. — ele ressaltou. E eu tive que rir.– Mas isso eu terei que conversar com ele depois. Aquele papo de idade foi apenas uma desculpa que minha mente arranjou na hora pra justificar que você não poderia ter um namorado, eu inventaria qualquer coisa pra quem quer que fosse, mesmo que fosse um adolescente da sua idade, só foi difícil ver minha garotinha arrumar um namorado, eu senti ciúmes, não calculei minhas palavras e acabei magoando pessoas importantes. Você me desculpa? — ele falou de vez.
– Eu tenho outra alternativa? — perguntei brincando. Bem se ele fez isso apenas por ciúmes a minha teoria da Bella estava errada. Sendo assim seria mais fácil ajudar o casal.
– Por favor Alice, não se faça de difícil, eu te amo e apesar de você ser muito irritante eu sinto sua falta.– ele disse manhoso.
– Não é muito inteligente chamar uma pessoa de irritante quando você quer que ela o perdoe. — eu falei divertida.
– Estou sendo apenas sincero.– ele disse já sabendo pela brincadeira que estava perdoado.
– Ok irmãozinho. Está perdoado.
– Obrigada Alice. Prometo que não vai se arrepender.– ele falou empolgado. — Agora preciso que me ajude.– ele disse suplicante. Regra número um da convivência entre irmãos: quando eles te pedem desculpas é porque querem te pedir alguma coisa. Mas eu já sabia o que ele queria.
– Eu vou conversar com ela Edward. Só não sei se vai resolver muita coisa. — ele respirou aliviado do outro lado, por eu ter aceito ajudá-lo.
– Qualquer coisa que você consiga Alice já é de grande ajuda, há dias ela nem olha na minha cara.– ele disse triste.
– Você está no restaurante? — perguntei já com um plano em mente.
– Sim, por quê?– ele perguntou.
– Nos vemos mais tarde maninho. — desliguei assim vi a Bella saindo do ginásio com o Jacob a tira colo, eu tinha matado a aula de Ed. Física pois estava com um pouco de cólicas. Caminhei ate eles.
– Matando aula baixinha? — Jacob perguntou assim que me viu.
– Não estava a fim de ver desmaios falsos hoje. — brinquei sabendo que essa era uma das táticas das meninas para o Jacob as levar no colo até a enfermaria. Ele riu.
– Hoje não teve falsos desmaios, foi torção no tornozelo. — ele falou zoando.
– Bem o papo está bom mas eu preciso estudar pra últimas provas, estou indo pra biblioteca. — Bella falou começando a se afastar.
– Nada disso! — eu disse a segurando pelo braço. — Você vai almoçar comigo hoje. Você não almoçou a semana toda. — eu a repreendi. A Bella não estava muito bem esses dias, andava enjoada com tudo.
– Concordo com a baixinha. — o Jacob disse. — Então onde vamos? — ele perguntou.
– Eu e a Bella vamos almoçar, você eu não sei. — tratei logo de tirar esclarecer que ele não estava convidado.
– Alice! — Bella me repreendeu.
– Jacob não me leve a mal, mas quero ter um papo de garotas com a Bella. E acho que você não vai se interessar.
– Sendo assim... acho que vou pra casa. — ele disse desistindo. — Vejo vocês amanhã meninas. — e saiu andando em direção ao seu carro. Bella foi comigo no meu carro, pois ela havia vindo caminhando pra escola, segundo ela para espairecer. E isso facilitou ainda mais as coisas.
Ao chegarmos ao restaurante do meu irmão e primo Bella me olhou de cara feia.
– Não esquenta, ele não está aqui. — ela ficou um pouco mais aliviada, mas também dava pra notar uma tristeza em seu olhar. Fomos até uma das mesas do primeiro ambiente do restaurante, e nos sentamos. Discretamente eu mandei uma mensagem para o meu irmão não sair da cozinha.
Após nossos pedidos chegarem Bella perguntou:
– Como sabia que seu irmão não está aqui?
– Ele me ligou. — bem hora de começar...
– E o que ele disse? — ela perguntou curiosa.
– Ele queria me pedir desculpas. Disse que não tinha nada contra me namoro com o Jasper e que só agiu daquele jeito por causa de ciúmes de irmão. — resumi.
– E você acha que ele foi sincero? — ela perguntou.
– Bella o Edward pode ser meio idiota as vezes, mas ele é tão bom mentiroso quanto você. — ele riu.
– Isso é verdade. — ele confirmou. — Você o desculpou?
– Sim. Ele deixou bem claro que não tem nada contra a minha idade e a do Jazz, porque a mulher que ele ama tem a mesma idade que eu. — senti ela vacilar.
– Se ele não tinha nada contra, por que falou aquelas coisas? — ela perguntou.
– Ele disse que foi a primeira coisa que passou na mente dele. — respondi. Era hora. — Bella, ele agiu como um bobo, mas ele te ama e não vale a pena vocês ficarem brigados, ainda mais agora que todo mundo sabe, tá na hora de você perdoá-lo. — ela ficou em silencio por um tempo.
– É... acho que você tem razão. Pra ser sincera eu não aguento mais de saudade. — ela começou a fungar como se estivesse tentando segurar o choro. Ultimamente tudo era motivo pra Bella chorar, essa briga realmente tinha deixado ela bem abalada.
– Não chore Bella. Eu vou chamar ele. — falei me levantando.
– Mas... mas você disse que ele não estava aqui. — ela me olhou apertando os olhos.
– As vezes é preciso de uma mentirinha básica pra ajudar os outros. — ri me encaminhando a cozinha.
*POV EDWARD*
Eu caminhava afoito até onde Alice disse que a Bella estava. Quando ela me mandou a mensagem dizendo que não era pra eu sair da cozinha eu logo imaginei o motivo, minha Bella estava aqui. Depois ela invadiu a cozinha falando que a Bella estava me esperando pra conversar. Essa semana eu mal tinha visto pois ela sempre se trancava no quarto quando eu estava em casa, me deixava falando sozinho, e nem se quer olhava pra mim.
Avistei-a de costas pra mim sentada na mesa revirando sua comida.
– A refeição não está ao agrado da senhorita? — perguntei tentando começar com um clima mais leve.
– Na verdade eu não estou com fome. — ela disse. Eu me sentei na cadeira a sua frente segurando suas mãos.
– Bella me perdoa? — pedi olhando dentro de seus olhos.
– Me responde uma coisa? — ela perguntou.
– O que você quiser. — falei prontamente.
– Você pretendia mesmo contar pros outros sobre a gente quando eu ficasse maior de idade? — ela perguntou.
– Bella tudo que eu mais quero é que o mundo saiba que você é minha. Quero poder andar na rua com você de mãos dadas, poder te beijar na frente de todo mundo, poder te manter bem colada a mim quando esses caras ficam olhando pra você. — eu disse sincero.
– Pensei que você não acreditasse de verdade no que nós temos. — ela falou olhando pra nossas mãos
– Bella a coisa que eu mais acredito no mundo é no nosso amor! Eu te amo Bella! Até quando vai duvidar disso? — perguntei.
– Eu não duvido. Só acho que as vezes parece bom demais pra ser verdade. — eu vi uma pequena lágrima escorrer por seu rosto. Nessa hora eu não me importei com nada, eu apenas me levantei de onde eu estava, peguei em sua mão para que ela levantasse, e a beijei. Não importava quem tivesse olhando, não importava mais nada além de que eu era dela e ela era minha.
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