Anjo Protetor

8 E a vida continua...


Notas iniciais
Oi! Dessa vez eu não demorei né?! Tava inspirada! Tanto que o capítulo saiu bem grandinho! E tbm acabou a copa, então não tenho mais jogassos pra assistir todo dia :( (sou fanática por futebol) mas agora vou ter mais tempo pra escrever. Eeeee! A fic recebeu sua primeira recomendação! E a segunda logo em seguida! Eu fiquei tão feliz!:) Muito feliz mesmo! :) :) :) Então quero dedicar esse capítulo a Fer Pattinson e cassia_zajac que deixaram suas lindas recomendações! Eu amei meninas! Muito obrigada, a fic ainda tá no começo e vocês apostaram suas fixas em mim, eu vou fazer de tudo pra não decepciona-las. Quero agradecer também os reviews! Adoro saber a opinião de vcs! Acabei de escrever o capítulo agora e estou meio sonolenta, então perdoem-me se tiver alguns erros. Nos vemos lá em baixo!

*POV EDWARD*

É impressão minha ou os dias estão começando a ficar cada vez mais bonitos? Eu não sei por que motivo, mas nessas ultimas duas semanas a vida estava bem melhor de se viver. Ou melhor, eu sabia o motivo sim, e ele tinha nome e sobrenome: Isabella Swan, ou só Bella como ela prefere.

A cada dia que se passou desde a nossa conversa ela tem estado cada vez melhor, é claro que ela ainda não esta totalmente bem, pois a perda de seus pais esta muito recente ainda. Mas ela esta se esforçando, e tem se saído muito bem.

Eu sabia que por trás daquela menina depressiva tinha uma garota cheia de vida, e estava adorando conhecer esse lado da Bella, ela é uma pessoa incrível, ouso dizer que uma das melhores que eu já conheci. Ela é uma pessoa de bom coração, daquelas que faz de um tudo pra ajudar o próximo, e a gente tem tanta coisa em comum, nossos gostos por livros e música são bem parecidos, gostamos de crianças, entre outras coisas, eu realmente fiquei surpreso quando ela me contou do trabalho voluntário que fazia em Seattle, geralmente garotas na idade dela só querem saber de meninos e fazer compras. Mas Bella era diferente, ela era muito madura pra sua idade, há aqueles que podem dizer que foi porque ela perdeu os pais cedo, mas não é isso, um mês não é tempo o suficiente para uma pessoa amadurecer assim, por mais que sejam extremas as circunstancias. Isso é uma característica dela, e uma característica que eu admiro muito em uma mulher.

Nós nos tornamos amigos e eu estou muito feliz com isso. No começo eu estava morrendo de medo de ter que conviver com uma mulher todos os dias que não fosse minha mãe ou minhas irmãs, mas estou gostando de ter Bella morando no meu apartamento, mais do que eu deveria até. Ela é uma pessoa alegre e que não consegue ficar parada, também é tímida e fica envergonhada com qualquer comentário meu. Se eu soubesse que uma simples conversa ia despertar a Bella daquele estado depressivo que ela se encontrava eu teria tomado essa atitude muito antes.

Nós dos dávamos muito bem, estávamos sempre conversando ou fazendo qualquer outra coisa juntos, é como se fossemos amigos de longa data, estávamos em uma sintonia tão perfeita, parecíamos um quebra-cabeça, duas peças que se encaixam, tínhamos pensamentos parecidos, entendíamos o que outro queria dizer antes mesmo de falar. Era uma coisa extraordinária, eu não tinha uma relação assim nem com o Emmett que era como um irmão pra mim, meu amigo da vida toda e nem com a Vic que conquistou seu espaço na minha vida alguns anos atrás e se tornou minha confidente.

O que mais me assustava, era o sentimento de proteção que eu tinha com a Bella, sentimento esse que é mais forte que o que tenho pelas minhas irmãs, eu as protegeria com a minha vida se fosse preciso é claro, mas com Bella era diferente, era como se eu tivesse uma missão, e a minha missão era fazer com que ela fosse feliz sempre, que nenhum mal acontecesse com ela, essa foi a promessa que eu fiz a ela e eu faria de tudo pra cumpri-la mesmo que custe a minha própria felicidade, ninguém nunca faria a Bella sofrer.

– AI! — estava picando alguns ingredientes enquanto pensava e acabei cortando o dedo.

– Olha só, o Ed tá com a cabeça no mundo da lua hoje! Pode ver que tá pensando em mulher. Esse é meu garoto! — o Emmett é sempre o Emmett, não perde uma oportunidade.

– Ed é a sua…

– Olha o que você vai falar em! — ele me interrompeu.

– Eu nem vou te dar moral tá! — disse indo até a pia pra lavar o meu dedo que estava sangrando, o corte foi pequeno, mas isso arde. Ai.

– Tudo bem Ed, não vou nem perguntar quem é, eu descubro, tenho minhas fontes. — eu apenas lancei um olhar mortal pra ele, que calou a boca e voltou a fazer o que estava fazendo. Ele sabia que eu odiava que me chamassem de Ed, e fazia isso só pra me provocar, só tinha uma pessoa que me chamava assim, mas só ela podia, a Bella.

# FLASH BACK ON #

Tinha se passado uma semana desde que eu e Bella tínhamos conversado e a nossa convivência era uma maravilha, estávamos nos conhecendo melhor e sempre tínhamos perguntas um pro outro. Virávamos a noite conversando no sofá da sala e a gente nem percebia até o sol aparecer, e eu sempre cometia o mesmo erro, chama-la de Isabella, às vezes saía, apesar dela não gostar eu achava o nome dela muito bonito. E toda hora ela me corrigia, como agora por exemplo.

– Eu sinceramente não sei mais o que fazer com você. — ela falava sentada no balcão da cozinha comendo as panquecas que eu fiz para o café da manhã. — Por que você insiste em me chamar de Isabella? — ela fez um biquinho. Eu ri.

– Desculpa, é que eu esqueço você tem um nome tão lindo, não sei por que você não gosta dele.

– Eu não sei por que eu não gosto, só não gosto ué! — ela ficava tão linda quando estava irritada, sua aparência tinha voltado quase ao normal nessa ultima semana, ela estava se alimentando melhor e só precisava recuperar alguns quilos perdidos e estaria perfeita. — Por acaso não existe nenhuma maneira pela qual você não goste de ser chamado? — eu fiquei quieto. — Hum, pelo visto existe sim. Fala, qual é?

– Eu não gosto que me chamem de “Ed”. — falei simplesmente.

– Por quê? Ed é bonitinho, carinhoso e combina com você. — eu arquei uma sobrancelha e olhei pra ela. — A partir de agora só vou te chamar de Ed.- Ah não! Eu mereço! — Ah, não faz essa carinha não Ed, só eu vou te chamar assim tá, e eu te deixo me chamar de Isabella de vez em quando. — Ela riu. Ela gostava de me provocar de vez em quando e a gente se divertia com isso.

– Tudo bem então, mas você vai ser a única pessoa no mundo que pode me chamar assim. — eu disse sorrindo pra ela. Eu não gostava, mas tudo pra fazer ela feliz né? Promessa é divida. — Agora vai pra escola, que se não vai chegar atrasada Isabella. — ela mostrou a língua pra mim e saiu.

# FLASH BACK OFF #

Ela era especial demais pra mim, e isso às vezes confundia muito meus pensamentos e sentimentos, às vezes eu me pegava pensando coisas que eu não deveria pensar dela, mas era inevitável.

– Sabia que tem muita gente morrendo de sede pelo mundo a fora pra você ficar aí meia hora com esse dedo debaixo d’água? — dessa vez foi a Vic quem me tirou dos meus devaneios, nem tinha a visto entrar na cozinha. Desliguei a torneira e sequei minha mão.

– Bom dia Vic. Só estava pensando.

– Posso saber pensando em que? — ela veio até mim abraçando minha cintura, eu dei um beijo em seus cabelos.

– Estava pensando na Isabella, em como ela melhorou nesses últimos dias. — se a Vic descobrisse que eu deixava a Bella me chamar de Ed o circo estava armado! Às vezes ela é meio possessiva comigo.

– Hum, e como ela está? — ela perguntou interessada no assunto.

– Ela melhorou bastante depois de uma conversa que tivemos. Está sendo ótimo conviver com ela, ela é uma pessoa muito especial. — falei com um sorriso.

– Quem te viu quem te vê mano! Edward Cullen descobrindo sua vocação paterna. — nem preciso dizer que esse foi o Emmett né?

– Emm, a Bella não é uma criança. Ela já tem dezessete anos. — ela não parecia nem um pouco com uma criança.

– Humm, dezessete é? Ela não é muito mais nova que você então. — ele fez cara de pensativo. — Então e quando eu vou conhecer a sua Bella?

– Primeiro ela não é minha, e segundo você vai conhecê-la quando tiver oportunidade. — espero que essa oportunidade demore a chegar, pois do jeito que o Emmett é ia deixa a Bella vermelha o tempo todo com as suas palhaçadas.

– Que bom que ela esta melhor, você tá sendo muito importante na vida dessa menina Edward, é ruim não ter ninguém pra cuidar de você. — a Vic falou a ultima parte com uma voz triste.

– Ei, você tem a mim pra cuidar de você, não faz essa carinha não em! — dei um beijo na bochecha dela. A família dela morava no Canadá e ela se sentia sozinha às vezes.

– Ela precisa é de um namorado Edward! — Emmett disse. — Ou vai ficar pra titia Vic. — Victória jogou alguma coisa nele.

– Nesse ponto ele tem razão Vic, você precisa mesmo de um namorado. — desde a época da faculdade eu nunca tinha visto ela com nenhum cara.

– Mas eu não quero qualquer namorado. — ela falou fazendo bico. — Quero um lindo assim igual a você. — disse segurando no meu queixo e me dando um selinho.

– Sinto muito em te decepcionar, mas lindo como eu você não encontra por aí não.

– Convencido! — ela riu e me deu um tapa no ombro.

E assim passamos o resto do dia entre risos, brincadeiras e trabalho.

Estava me preparando para ir pra casa, passei a ficar só a parte do dia no restaurante para que a Bella não ficasse sozinha em casa, nos finais de semana que tinha mais movimento eu revezava com o Emmett, ou às vezes deixava por conta dos meus funcionários, que eram muito competentes. Já estava entrando no carro quando um carro muito conhecido estacionou ao lado do meu. Fechei a porta do meu carro e esperei.

– Indo pra casa tão cedo? — ela me perguntou, saindo de seu carro.

– Mamãe! — falei a abraçando e tirando do chão. — Eu estava morrendo de saudades.

– Eu também meu amor. Deixa-me olhar pra você. — falou se afastando. E me analisando.

– Eu estou bem mãe, apesar de tudo. — seu semblante ficou triste de repente.

– Ah meu amor, eu fiquei tão triste com o que aconteceu com seu padrinho e a Reneé. — ela disse me abraçando de novo. — Como esta a Isabella?

– Ela esta bem, as primeiras semanas foram as mais difíceis, mas ela esta bem melhor agora, é uma pessoa maravilhosa. — eu disse com o sorriso que sempre aparecia quando eu falava ou pensava na Bella.

– Que bom meu filho, desculpe não poder esta aqui pra ajudar vocês nesse momento difícil. — ela tinha viajado com o me pai que foi pra uma conferencia médica na Ásia e aproveitaram pra descansarem um pouco. Quando a tragédia aconteceu eles quiseram imediatamente voltar, mas eu os convenci a ficarem por lá mesmo, era bom que a minha mãe se distraia um pouco.

– Tudo bem mãe, já passou. Quando vocês chegaram?

– Hoje de manhã. Eu vim aqui pra matar a saudade e te chamar pra jantar lá em casa amanhã. Quero matar a saudade da minha família.

– Tudo bem então, amanhã estaremos lá. A Bella vai gostar de rever a senhora.

– Mande um beijo pra ela filho, eu vou entrar pra chamar seu primo. Estou morrendo de saudade daquele cabeça oca. — ela me deu um beijo na bochecha e entrou no restaurante.

Eu entrei no meu carro e segui pro meu apartamento. Essa era a melhor hora do dia pra mim, a hora que eu ia pra casa descansar e ficar na companhia da Bella.

*POV BELLA*

Eu não entendo como uma pessoa pode ser tão maravilhosa a ponto de fazer a outra sair de um estado depressivo somente com seus sorrisos e conversas. Mas apesar de não entender sou totalmente grata a Edward por isso, eu estou me sentindo bem melhor agora, é claro que ainda dói, e acho que vai doer para o resto da vida, mas eu já estou conseguindo viver.

Nessas duas ultimas semanas minha vida tem sido totalmente diferente das minhas primeiras duas semanas aqui. Eu não sei bem o porquê, mas desde que o Edward conversou comigo e disse que ia me proteger e faria de tudo pra me fazer feliz ele não estava brincando. Eu não posso dizer que não chorei nenhuma vez desde aquele dia, estaria mentindo se o fizesse, eu chorei sim, mas aos poucos isso estava diminuindo, essa tristeza, essa vontade de morrer, pelo contrario agora eu tinha vontade de viver. Nossa vida é tão curta pra gente a deixar passar e só ficar olhando. E o Ed me fez enxergar isso, ele era um amigo maravilhoso, se antes eu não conseguia sorrir, agora eu vivia sorrindo; se antes eu não tinha vontade de comer, agora como tanto que estou ficando obesa. Além de ótimo amigo ele era um chefe de cozinha magnifico. Ele não podia me ver desanimada ou triste em algum canto que logo inventava coisas pra fazer, ele era alegre sempre, e ficava muito engraçado quando tentava me dar bronca alegando ser meu responsável, no começo ele fazia um bico toda vez que eu o chamava de Ed, mas depois ele começou a sorrir quando o chamava assim. Ele é um homem sensível, cavalheiro, carinhoso e incrivelmente lindo. Eu ainda não estava acostumada a ver a beleza encarnada na minha frente todos os dias e às vezes ele me pegava suspirando olhando pra ele e eu ficava toda vermelha. Como uma única pessoa pode ser tão perfeita? Edward era a perfeição e mais um pouco, ele não parecia humano, estou começando a achar que ele é realmente um anjo, é a única explicação.

– Será que tem alguém apaixonada aqui? — levantei a cabeça pra ver Alice saltitando na minha frente. — Tantos suspiros… da até pra sentir o amor no ar!

– Quem estava suspirando Alice? — sabia que provavelmente eu estava fazendo isso sem ao menos perceber, tenho que parar de ficar pensando no Ed durante as aulas ou vou acabar perdendo o ano.

– Você ué! Tá ai a aula toda com cara de quem tá no mundo da lua e soltando suspiros apaixonados. — ela estava com um sorrisinho bobo nos lábios.

– Eu? Apaixonada? Não viaja Alice! — tentei desconversar. — Vem vamos logo pra casa que eu estou com fome. — me levantei segurando a mão dela e puxando pra fora da sala de aula. A Alice também me ajudou muito, ela era uma amiga maravilhosa, um pouco doida e invasiva, mas sabia ser um doce quando queria, eu não esperava criar laços tão rápidos, mas parece que essa família tinha algo de especial, algo que encantava as pessoas. Fomos andando até o estacionamento, eu estava vindo pra escola todos os dias com a Alice, ela passava no apartamento do Ed pra me pegar e me dava uma carona na volta também.

– Ah, fala sério Bellinha! Ninguém fica suspirando pelos cantos atoa. — Entramos no carro. — Então que é ele? — ela não desiste.

– Não tem ninguém Alice. Dá onde você tirou isso? Eu não saio pra lugar nenhum e só conheço você e seu irmão aqui. Se eu conhecesse alguém você saberia, já que passamos o tempo todo junto aqui na escola. — quando ela mete uma coisa na cabeça não há meio de tirar.

– Humm, interessante. — ela disse pensativa.

– O que tem de interessante nisso? — não entendi essa.

– Vamos ver… você disse que não sai pra lugar nenhum, e isso é verdade, aqui na escola também nunca vi você conversando com nenhum garoto, certo. Mas…

– Mas o que Alice? — é acho que ela é realmente doida.

– Mas você passa grande parte do seu dia com um homem lindo, não muito mais velho que você, solteiro, e que mima você de todas as formas que ele pode. Como não se apaixonar? — ela disse e deu uma piscadinha pra mim.

– Do que você tá falando Alice? — eu entendi exatamente o que ela queria dizer, mas me fiz de desentendida.

– A questão não é do que eu estou falando e sim de quem eu estou falando. E eu estou falando do Edward é claro! — minha cara ficou vermelha, eu realmente passei a manhã toda pensando no Ed, acho que essa menina tem poderes psíquicos. Mas ela falou que eu estava apaixonada por ele, mas eu não estou apaixonada pelo Edward. Ou estou? Eu não podia estar.

– Não fique pensando besteiras Alice, seu irmão é meu tutor e apenas um ótimo amigo, eu não estou apaixonada por ninguém! — percebi que tínhamos tomado um caminho diferente do de casa. — Pra onde estamos indo Alice?

– Pra casa da minha irmã. Combinamos de ir ao shopping. — ela disse dando de ombros.

– E você não podia me deixar em casa primeiro, ou deixar que eu fosse a pé? — perguntei a ela.

– É claro que não! Você já esta fugindo de mim a dias, hoje você vai fazer compras comigo e com a Rose. — ela disse determinada.

– Mas Alice eu nem estou com dinheiro aqui pra fazer compras. — tentei argumentar.

– Na verdade está sim. O Edward mandou fazer um cartão de crédito pra você e pediu que eu te entregasse. — um cartão de crédito pra mim? Isso já estava ficando meio exagerado não? Ia ter uma conversa com ele sobre isso.

– É eu me rendo! — disse levantando as mãos em sinal de rendição. Paramos em frente a um prédio bonito e uma loira com aparência de modelo estava esperando na frente. Ela entrou no carro sentando no banco de trás.

– Você demorou em! — ela disse pra Alice, que mostrou a língua através do retrovisor. — Oi, você deve ser a Bella né? Meus irmãos falam muito de você, quando eu digo muito é muito mesmo, principalmente o Edward. — o Edward falava muito de mim? Por que será que eu fiquei tão feliz em saber disso?

– Oi, é um prazer te conhecer Rosálie. — eu disse com um sorriso, ela me pareceu muito simpática.

– Me chame de Rose, por favor.

– Claro.

– E então também gosta de fazer compras? — Rose perguntou.

– Bem, na verdade a Alice meio que me sequestrou.

– Bem a cara dela mesmo. — ela riu e Alice fez um bico.

– Tira esse bico da cara Alice eu estou aqui não estou? -ela desfez o bico e sorriu.

– Quer dizer que você vai me acompanhar sempre nas compras? — ela perguntou com os olhos brilhando.

– Sempre que eu não conseguir escapar! — eu e Rose caímos na gargalhada e Alice fez um bico de novo.

Eu nunca pensei que um dia no shopping podia ser tão cansativo, geralmente é um lugar que as pessoas vêm quando querem relaxar. Mas Alice entrou em praticamente todas as lojas, ela não se contentava em comprar roupas, sapatos e acessórios só pra ela, ela comprava pra família toda, nós não tínhamos mãos o suficiente para carregar tantas sacolas, fomos e voltamos varias vezes ao estacionamento para deixar as sacolas no carro. A rose não ficava muito pra trás não, mas ainda assim é bem mais controlada que a Alice. Ela me obrigou a comprar varias roupas, coitado do Edward devo ter estourado o cartão dele.

Agora estávamos a caminho do apartamento da Rose, Alice estava passando uns tempos com ela enquanto seus pais estavam viajando, mas eles chegaram de viagem essa manhã e ela estava voltando pra casa.

O Apartamento da Rose era muito bonito e ela dividia com o noivo o Emmett que era o sócio do Edward e primo dele e dá Alice já que a Rose era irmã deles só por parte de pai. Ficamos na sala conversando e tentando separar as sacolas que se misturaram todas na mala do carro, quando olhei no relógio já se passava das 18h00min. O Edward já devia ter chegado a casa e não me encontrado lá. Será que a Alice tinha avisado a ele que iriamos sair depois da aula? Mas antes que eu pudesse perguntar a campainha tocou, a Rose foi atender.

– Vim ao resgate de alguém. — o Ed entrou na sala com seu lindo sorriso torto.

– Pensei que tivesse vindo me ver irmão desnaturado. — disse a Rose dando um tapa no ombro dele.

– Ai! Não precisa me bater maninha, também estou com saudade. — ele deu um beijo na bochecha dela. — Mas eu vim só buscar a Bella, cheguei em casa e ela não estava imaginei que a Alice tinha sequestrado ela.

– Ela me torturou a tarde toda Ed! — falei fazendo manha. Alice e Rose trocaram um olhar significativo.

– Não te disse?! — a Alice falou pra Rose que riu.

– Não disse o que? — perguntei pra ela.

– Eu estava certa sobre o que eu disse no carro, e pelo visto é reciproco. — ela falou com um ar de convencida.

– Vamos Edward, eu estou muito cansada. — me levantei e tentei pegar as dezenas de sacolas que a Alice me obrigou a comprar. — Acho que vou precisar de uma ajudinha aqui. — falei olhando pro Edward que veio e pegou o resto das sacolas. Despedimo-nos das meninas e fomos pro carro, Edward guardou as compras no porta malas e seguimos pra casa em silencio.

Quando chegamos ao apartamento cada um foi tomar o seu banho e depois jantamos conversando sobre coisas amenas, na verdade eu estava contando a tortura que foi com Alice no shopping e ele ria.

– O que a Alice disse pra você no carro que fez você praticamente fugir de lá quando ela tocou no assunto? — ele quis saber.

– Nada não, só doideira da Alice. — eu disse tentando encerrar o assunto.

– Hum. — ele ficou um pouco em silencio e depois pareceu se lembrar de alguma coisa. — Ah, amanha nós vamos jantar na casa dos meus pais, eles chegaram hoje de viajem, e minha mãe planejou um jantarzinho pra matar a saudade. Ela mandou um beijo pra você.

– Estou com saudade da tia Esme, faz muito tempo que não a vejo.

– É ela também disse que esta com saudades suas.

– Vai ser bom ver ela. — uma coisa que eu nunca tinha pensado antes passou pela minha cabeça. Por que o meu pai determinou que o Edward fosse o meu tutor e não a Esme? Ela seria a pessoa mais indicada não, casada e tinha uma filha da minha idade. Não que eu tivesse reclamando, mas é que parece coisa do destino, o Edward vir à cabeça do meu pai e não a Esme e agora eu sinto essas coisas confusas em relação a ele. É tão estranho, será que a Alice estava certa sobre o que ela falou no carro? Mas eu não posso esta apaixonada por ele, isso ia afastar ele de mim e eu ia perder a ultima pessoa que me resta. E eu não podia perder o meu Ed.

Fiquei mais um tempo conversando com o Edward e depois fui dormir tinham varias coisas martelando na minha cabeça, eu estava tão confusa nunca tinha sentido nada parecido antes e nem esperava sentir, ainda mais nessa situação e pensando nisso adormeci.

Eu estava em um tipo de parque e ele estava cheio de gente, tinha música e varias crianças correndo. E o melhor de tudo: meus pais também estavam lá, meu pai estava abraçado com a minha mãe que segurava a minha mão. Nós estávamos felizes e sorriamos um pro outro, meu pai contava histórias engraçadas fazendo eu e minha mãe rir.

De repente sinto uma mão pegar na minha que estava livre, olho para o lado e lá esta Edward, ele faz um carinho nas costas da minha mão com seu polegar e me dá um lindo sorriso. Em sua outra mão ele tem um balão em forma de coração e ele me oferece, eu solto a mão da minha mãe e pego o balão da mão dele e retribuo o sorriso. Mas de repente um vento muito forte com um assovio meio sinistro carrega o balão que esta na minha mão, eu me encolho, mas levanto a cabeça e acompanho o balão que vai subindo cada vez mais alto.

Um silêncio assustador toma conta do lugar o que me causa outro arrepio, eu olho na direção dos meus pais e eles não estão mais lá, olho em volta e o lugar esta vazio, estava tudo meio cinzento e com aparência sombria, mas eu ainda sinto a mão de Edward na minha, olho pra ele e ele esta olhando pro balão que continua subindo, eu acompanho o seu olhar e o céu esta com uma cor negra assustadora, sinto a mão de Edward soltando a minha devagar, ele me olhava com uma cara de reprovação e ia se afastando de mim cada vez mais, eu tentava ir atrás dele, mas meus pés não saiam do lugar. Então eu comecei a chorar, chorar muito, e ele se afastava… De repente um raio cortou o céu fazendo um estrondo ensurdecedor.

AAAH! — eu acordei com um grito. Foi só um sonho, foi só um sonho, eu repetia como um mantra. Percebi que realmente estava tendo uma tempestade e o barulho estrondoso do trovão foi o que me fez acordar do pesadelo.

Eu não ia conseguir dormir novamente, tanto por causa do pesadelo quando pelo barulho dos trovões, é nessa hora que meus pais mais fazem falta, eu me enfiaria entre eles e dormiria protegida. Mas eles não estão aqui. Eu estou sozinha não tem ninguém pra me proteger.

Não. Isso não é verdade, eu tenho sim, tenho o Edward. Sem pensar muito eu sai de baixo das minhas cobertas, tentei enxugar as lágrimas que ainda teimavam em cair e fui em direção ao quarto do Ed. Parei em frente a sua porta e dei batidas tímidas, logo um Edward sonolento vestido apenas com uma calça de moletom veio abrir a porta.

– Bella? O que houve? Você esta bem? — ele perguntou preocupado.

– Eu tive um pesadelo. — disse o abraçando sem conseguir conter choro. Ele fechou os braços protetoramente a minha volta.

– Foi só um sonho Bella, só um sonho ruim. — ele disse tentando me acalmar.

– Mas eles foram embora, me deixaram… você foi embora. — eu não conseguia dizer nada concreto, eu não queria que ele fosse embora, no pesadelo ele ia embora.

– Eu nunca vou te deixar Bella, eu prometo. Nunca mais vai ficar sozinha. — ele falava tentando me acalmar me levou pra sua cama e me deitou ali, ele deitou ao meu lado e me puxou pra junto do seu peito. Eu me senti tão protegida. Era como se ali fosse o lugar mais seguro pra mim no mundo.

– Promete que não vai embora? — perguntei a ele, depois que consegui parar de chorar.

– Prometo. Eu nunca vou abandonar você. — dizendo isso ele me deu um beijo nos cabelos e me apertou mais contra si. E ali nos braços do meu anjo, eu adormeci mais uma vez, sem pesadelos, sem medos… Porque ele nunca ia me abandonar.

Notas finais
E então gostaram? A Bella tá melhorando, apesar desse pesadelo no finalzinho do capítulo. O nosso querido e palhaço Emmett entrou na história e a Rose e a Esme também... E o Ed pensando o tempo todo na Bella. Será que ele vai demorar muito pra sacar o que ele tá sentindo? A Bella já tá começando a entender o sentimento. Até a Alice já percebeu! Mas ela sabe ver o futuro né?! então n vale! kkkkk Comentem muito! E recomendações são muito bem vindas e inspiradoras! Próximo capítulo provavelmente no próximo final de semana, e posso dizer que vai acontecer algo muito esperado nele. Oq será em? ;) Beijinhos e até a próxima!