Anjo Protetor

23 Ciúmes & Veneno


Notas iniciais
Oi amores! Eu disse que não ia demorar, e aqui estou, acho que vcs vão gostar desse capitulo. Eu n postei ontem pq na hr q eu peguei o note p terminar o capitulo, vi q tinha atualização de Perdendo à linha, sei que tem algumas leitoras aki q acompanham, é minha fic favorita. Quem n lê eu recomendo. Aí n resisti e tive q lê o capitulo, depois meu namo chegou e enrolou tudinho, mas aki estou. Tem uma surpresinha no final, vcs vão amar! Ou odiar… Obrigada a todas q comentaram! Esse capitulo é dedicado a vcs!

*POV EDWARD*

Se tinha uma coisa que eu precisava fazer pelo menos umas cinco vezes na semana era correr. Eu me sentia bem, eu malhava três vezes na semana, mas não gostava de ficar trancado em uma academia, preferia fazer exercícios ao ar livre. Como agora. Eu corria pelo parque em frente ao meu prédio, na verdade o parque influenciou bastante na escolha do apartamento quando resolvi morar sozinho.

Olhei em meu relógio. 6h00min. Já era hora de ir acordar a Bella. Eu geralmente a acordava primeiro antes de vir correr, mas hoje eu a levaria pra escola, então acordei mais cedo para minha corrida matinal. Corri mais um pouco até chegar ao meu prédio, cumprimentei o porteiro e subi.

Bella ainda estava dormindo, toda esparramada na cama. Foi uma luta sair de fininho essa manhã sem que ela acordasse. Tirei minha camisa que estava toda suada e joguei no cesto de roupa suja. Me sentei ao lado de Bella na cama. Ela era tão linda dormindo, ás vezes quando eu acordava no meio da noite ficava horas a observando dormir. Ela falava durante o sono, e na maioria das vezes meu nome, o que me deixava imensamente feliz. Dava pena ter que acorda-la, mas se ela continuasse dormindo iria se atrasar para a escola, e não era bom perder aula agora que estava na reta final. Outra coisa que me dava muito que pensar. Daqui a mais ou menos um mês Bella terminaria os estudos. A parte boa era que logo ela faria dezoito anos e não precisaríamos esconder nosso amor de mais ninguém, porém eu não sabia se até lá estaríamos morando juntos ainda, eu sei que nosso amor continuaria mesmo se ela se mudasse para Marte, mas a distancia poderia nos atrapalhar um pouco. Sei que ela havia se candidatado para varias universidades aqui na Inglaterra, mas seu sonho era estudar em Nova York, mas precisamente em Columbia, e eu não mediria esforços para que ela conseguisse isso. Sei que ela seria aceita lá, porém percebi que ela não se candidatou, e com a ajuda da Alice eu fiz isso por ela. A Alice deu um jeitinho de fazê-la assinar o formulário de inscrição. Ela havia desistido do seu sonho para ficar aqui ao meu lado, mas eu não iria permitir isso. Eu iria me mudar pra Nova York. Não sei se conseguiria fazer isso ainda esse ano, mas eu pretendia estar morando lá até ano que vem. Eu ia sentir falta da minha família, dos meus pais, da Rose e do Emm, do Jazz, da minha irmã nanica que pretendia ir morar na França, das minhas princesinhas Kate e Mel. Foram muitos anos vivendo aqui, muitas pessoas que eu estava acostumado a ver sempre. O meu restaurante. Meu sonho realizado. Eu pretendia abrir uma filial em Nova York, mas isso era uma coisa que teria que ser planejado com calma. De inicio eu deixaria o restaurante somente nas mãos do Emm e iria com a Bella, eu pretendia comprar uma casa legal pra gente, onde tivesse espaço pra toda família quando fossem nos visitar, e pra família que iriamos ter também. Eu a pediria em casamento assim que ela se formasse, queria que tudo estivesse perfeito, eu a amava ela me amava e não haveria mais nada nos impedindo, então pra que esperar? Mesmo que tivéssemos que passar o restinho do ano longe um do outro, teríamos a certeza de que quando pudéssemos ficar perto de novo, estaríamos casados e prontos para começar uma nova vida.

– Pretendia me deixar dormindo por mais quanto tempo em? — Bella me encarava, um sorriso sonolento nos lábios.

– Bom dia princesa! — sorri pra ela. — Eu já ia te acordar, mas me distraí vendo você dormir, tão linda… — ela suspirou.

– Anjo eu tenho certeza que estou com a cara toda amassada, não precisa mentir pra mim. — ela falou.

– Eu não estou mentindo. Mesmo com a cara amassada ainda continua linda. — acariciei seu rosto. — Agora eu preciso de um banho. Me acompanha? — perguntei.

– Se for só um banho sim, não posso me atrasar. Matérias de provas finais. — ela disse.

– Prometo que será só um banho. — fiz minha melhor carinha de anjo.

Realmente foi só um banho, eu também precisava ir logo para o restaurante, não tinha aparecido o final de semana inteiro, pois passamos o fim de semana inteiro trancados dentro de casa, mais precisamente no quarto, por mim todos os dias poderiam ser assim, mas infelizmente o mundo real solicitava nossa presença.

Bella preparou um rápido café da manhã pra gente, eu a deixava cozinhar às vezes, se não ela reclamava.

– Pronta. — perguntei assim que ela voltou do quarto com seus materiais.

– Sim. Vamos. — ela disse segurando minha mão e me puxando em direção a porta. Mas eu não me movi fazendo-a parar. Puxei-a em um abraço.

– Esqueci-me de uma coisa. — disse a beijando apaixonadamente. — Provavelmente eu só te beijarei de novo à noite, é muito tempo pra eu aguentar. — falei assim que nos separamos ofegantes.

– É verdade. — ela disse me beijando também.

– Você vai… se atrasar. — disse entre beijos.

– Sim. — ela disse se afastando. — Melhor continuarmos mais tarde. — ela piscou pra mim. Eu havia criado uma monstrinha. Peguei a chave do carro e saímos rumo ao estacionamento. Dez minutos depois eu parei o carro no estacionamento da escola da Bella.

– Boa aula princesa! — desejei dando disfarçadamente um beijo do canto da sua boca.

– Obrigada amor. Bom trabalho pra você. Pense em mim! — ela disse sorrindo.

– Não precisa nem pedir. — disse. Ela abriu a porta do carro e saiu. Me deu mais um sorriso e caminhou rumo a sua aula.

A manhã no restaurante foi tranquila. O movimento estava ótimos como sempre mais nada que minha excelente equipe não desse conta tranquilamente. Eu não tinha ficado de buscar a Bella na escola, mas já não estava mais me aguentando de saudade. Precisava vê-la. Resolvi fazer uma surpresa. Iria pega-la para almoçar comigo aqui.

Eu sempre sentia saudades dela, mas em alguns dias ela se tornava insuportável, e pra que senti-la se eu posso mata-la? Pelo menos por algum tempo.

– Já vai sair? Você não para mais aqui em! — disse o Emmett quando eu pequei minhas chaves e ia me retirando da cozinha.

– Eu só vou buscar a Bella na escola Emmett. Volto em alguns minutos. — respondi. Não que eu devesse dar satisfações, mas com o Emm tinha que ser assim, se eu não explicasse bem as coisas ele começava a imaginar varias coisas. E eu sabia o quanto ele era criativo.

– Mande um beijo para aquela cachaceira! — ele disse rindo, se referindo ao fato da Bella ter bebido um pouco demais na sexta passada.

– Não chame ela assim Emm! — eu o reprendi. — Eu não a deixarei beber de novo nem tão cedo. — por mais que a noite tenha sido bastante proveitosa, e eu tivesse que dar algum crédito a bebida por isso, percebi que ela tinha pouca tolerância ao álcool, e eu não queria minha garota bêbada por aí.

– Ah! Fala sério Edward! — ele rolou os olhos. — Você faz tudo o que aquela pirralha quer! Não vem com essa de “eu não vou deixar”. — e o pior que ele tinha razão. A Bella me tinha na palma da mão, era impossível negar alguma coisa a ela. Eu não disse nada. — Viu! Quem cala consente. Eu mostrei o dedo do meio pra ele.

– Deixa eu ir logo, se não ela vai pra casa andando. Vou trazer ela pra almoça aqui. — disse e saí não dando oportunidade pra ele fazer mais nenhuma piadinha. O Emmett parecia um bobão ás vezes, mas ele era muito esperto e tinha quase certeza de que existia “algo a mais” entre mim e a Bella, mas ele devia entender os motivos do segredo e por isso não falava nada. Além das piadas é claro.

Saí da cozinha rumo ao estacionamento, fui cumprimentando alguns clientes pelo caminho. Já ia entrar no meu carro, quando a Vic estacionou ao meu lado.

– Boa tarde chefinho! — ela disse saindo do carro.

– Boa tarde Victória! Isso são horas? — perguntei brincando.

– Falou o cara que ultimamente não para aqui. Como agora por exemplo. — ela debochou.

– Eu posso querida. Sou o chefe lembra? — perguntei mais debochado ainda.

– Uh! Foi mal. Não quero controlar sua vida. Mas como é mais forte que eu… Onde vai em plena hora de almoço? — ela perguntou curiosa como sempre.

– Buscar a Bella pra almoçar. — respondi sem mais detalhes. Eu havia percebido que a Vic sentia ciúmes da Bella, eu não a culpava por isso, antes eu dava mais atenção a ela do que agora, e ela deduziu que essa atenção tivesse sido direcionada para Bella, o que era verdade.

– Hum. Então até mais. — ela me deu um beijo na bochecha e caminhou para dentro do restaurante.

– Até. — respondi e entrei no carro antes que eu tivesse que dar atenção a mais alguém. Dirigi mais rápido que o normal pelas ruas de Londres, mas na verdade não consegui resolver muita coisa, pois o transito há essa hora não ajudava, talvez eu tenha conseguido algumas multas.

Vinte minutos depois eu parei no estacionamento da escola, o carro da Alice ainda estava ali, então provavelmente a Bella não tinha saído ainda. Saí do carro e encostei-me ao mesmo. Não precisei esperar muito. Logo pude avistar minha namorada caminhando rumo estacionamento. Minha reação inicial foi sorrir ao vê-la, o que sempre acontecia, algo como um cego que vê o sol pela primeira vez. Mas esse sorriso logo se transformou numa careta ao ver que ela estava acompanhada. Um cara aproximadamente do meu tamanho, moreno e um pouco mais forte do que eu, tinha suas mãos nos ombros da Bella. Eles conversavam distraidamente enquanto caminhavam para fora da escola sem nem ao menos notar minha presença. Eu senti meu sangue ferver naquele instante, raiva, ódio, dor, medo, tudo ao mesmo tempo. Eu tinha vontade de ir até lá e tirar a Bella de perto dele, ela era só minha! Minha! Eu nunca fui um cara muito ciumento, mas com a Bella era tudo diferente, eu não estava preparado para nenhum dos sentimentos que ela me fazia sentir. Por fora eu continuava composto, meu rosto impassível, eu não a deixaria perceber essa fraqueza. Pois era assim que eu me sentia agora. Fraco. Eu sentia que podia perdê-la a qualquer instante e que talvez não fosse bom o suficiente para ela, talvez ela quisesse alguém da idade dela e fosse enjoar de ficar comigo algum dia. Será que isso já estava acontecendo? Será que é por isso que ela estava com aquele cara, parecendo feliz? Ele havia falado alguma coisa que a fez rir. Era doloroso vê-la sorrindo assim para outro cara além de mim. Ele a olhava de uma forma diferente era bem nítido que gostava dela. Não precisava nem ser muito esperto para notar isso. Talvez fosse a isso que a Tanya se referiu ao dizer que deu pra notar que eu amava a Bella pelo meu olhar. Mas ninguém nunca a amaria como eu amo. Nunca. Quando estava há uns cinquenta metros de mim a Bella me viu. Eu queria sorrir pra ela, mas foi impossível faze-lo. Sabia que não havia nada de mais ali, o que eu estava pesando afinal?! A Bella me amava ela diz isso o tempo todo. Ela tinha direito a ter suas amizades, mas por que eu me incomodava tanto?

Ela sorriu pra mim, e eu forcei um sorriso, mas ele não chegou aos olhos. Ela caminhou mais rápido na minha direção deixando o cara pra trás, eu tinha a impressão de conhecê-lo, só não sabia de onde. Ele a seguiu até onde eu estava. Minha vontade era de agarra-la e beija-la, aqui e agora. Maldito segredo! Eu não podia fazer isso. Ninguém podia saber sobre a gente e isso foi o que me impediu de agir como um macho selvagem demarcando território.

No fundo quando se tratava de amor todos nós viramos selvagens.

– Oi. — Bella me cumprimentou sorridente. Seus olhos brilhando desarmaram alguma coisa em mim. Ela me amava e disso eu tinha certeza. Por que eu tenho que ser tão inseguro em relação a ela?

– Oi. — respondi sorrindo também. Assim tão perto olhando em seus olhos era impossível não sorrir.

– Por que não me disse que viria me buscar? — ela perguntou. Será que ela tinha outros planos?

– Quis fazer uma surpresa. — e pelo visto consegui. Só não imaginava que seria um pouco desagradável pra mim. Ela apenas sorriu. E depois pareceu se lembrar do cara que estava parado um pouco atrás dela. Ela se virou pra ele e fez sinal para que se aproximasse.

– Sei que vocês já se conhecem, mas como faz muito tempo acho que nem devem se lembrar. — ela olhou pra mim. — Você lembra que eu te falei do Jacob? — ela me perguntou. Foi aí que eu entendi da onde o conhecia, na verdade eu não me lembrava muito bem dele, pois a Bella era praticamente um bebê da ultima vez que o vi. Então já fazia muito tempo. Saber quem ele era me deu um certo alívio, pois a Bella já havia me falado dele outras vezes e eu sabia que eles eram amigos, porém tinha aquele fato que eu não conseguia esquecer, eles já haviam ficado, sei que já fazia muito tempo e que a Bella me garantiu que não foi nada de importante, mas era impossível não levar em consideração que ele era o único homem na face da terra além de mim que a havia beijado. Talvez se a Bella tivesse mais passado isso se tornasse um fato irrelevante, mas não era esse o caso.

– Sim. — foi apenas o que eu respondi. Olhei para ele que agora estava em minha frente. Olhando-me com curiosidade.

– Jake esse é o Edward. Meu… tutor. — fiquei feliz ao perceber que a Bella hesitou em falar a palavra. Sei que ela preferia dizer namorado.

– Eu imaginei. — ele respondeu. — Faz muito tempo em cara! — ele disse estendendo a mão.

– Bastante. — disse pegando sua mão e lhe dando um aperto firme.

– A Bells falou que mora com você agora… — ele comentou assim que terminamos nosso cumprimento. Bells? Não gostei de vê-lo chamando assim, era o apelido que o tio Charlie usava.

– Sim, ela mora. Eu cuido dela agora. — eu disse a puxando pra perto de mim, passando os braços pelos seus ombros.

– É ela sempre diz que você é como um anjo pra ela. — isso soou meio debochado. Eu não gostei. Mais interpretei como sendo ciúme e não pude deixar de ficar feliz por ela falar essas coisas pra ele. Talvez ele entenda o recado e não ache que tem alguma chance com ela.

– Se ela diz… — eu dei meu melhor sorriso debochado. Ele não disse nada. — Vamos almoçar? — perguntei a Bella.

– Sim, estou com muita fome. — ela respondeu.

– Oi maninho! Resolveu voltar pra escola? — Alice perguntou surgindo nem sei de onde.

– Não, já passei dessa fase pirralha! Quer ir almoçar com a gente? — a convidei.

– Claro! — respondeu animada.

– Então, já que vocês já estão indo, eu também vou. Até amanhã Bells. — ele sorriu pra ela.

– Até amanhã. — ela respondeu.

– Foi bom te rever cara. — ele disse estendendo a mão novamente pra mim. Pena que eu não posso dizer o mesmo.

– Igualmente. — disse simplesmente e ele saiu bagunçando o cabelo da Alice no caminho.

– Tchau baixinha. — a Alice apenas fez uma careta.

– Vamos? — perguntei.

– Sim! — as duas responderam juntas.

O caminho até o restaurante foi mais silencioso que o normal. Pra mim era novo sentir esse negocio de ciúmes, sei que a Bella não tinha culpa de nada, mas era difícil pra mim sentir isso. Eu precisava urgentemente conversar com alguém sobre isso, mas eu não tinha ninguém pra conversar.

O almoço foi rápido. O Emmett se juntou a nós e a maior parte do tempo ficou zoando Bella e a Alice. Eu fiquei mais quieto no meu canto e pouco falava, sei que a Bella percebeu que eu estava estranho, ás vezes ela me olhava analisando, e sabia que em sua cabeça ela tentava descobri o motivo de eu esta assim. Eu apenas sorria para ela, querendo dizer que não era nada demais, na verdade não era mesmo, era só eu tendo ciúmes adolescentes a essa altura do campeonato.

Logo após o almoço a Alice conseguiu arrastar a Bella para o shopping, eu não conseguia compreender como meus pais não estavam falidos ainda, sei que minha família tem muito dinheiro, mas com a minha irmã fazendo compras todo dia, eu não sei não, dinheiro um dia acaba né?!

Depois que eles foram resolvi parar de pensar besteira e fui fazer o que me acalmava. Cozinhar. Porém dessa vez não foi tão eficaz assim. Eu não conseguia parar de pensar bobagens. Uma insegurança se apossou de mim e eu não sei como me livrar dela. Eu tentava colocar a todo custo em minha cabeça que a Bella me amava, ficava repetindo isso varias vezes como um mantra. Eu me sentia traindo-a ao duvidar dela. Se ela não me amasse não teria motivos nenhum pra fingir. Afinal foi ela quem deu o primeiro passo não foi? Mas existia a hipótese dela ter mudado de ideia com o tempo, mas se isso tivesse acontecido não era pra algo ter mudado? O relacionamento esfriado… brigas… sei lá qualquer coisa do tipo… Mas não continuava tudo perfeito como sempre foi, esses últimos meses tinham sido os mais felizes da minha vida. E em momento nenhum a Bella tinha dado nenhum indicio de que não sentia o mesmo, ela vivia sempre alegre, sorridente, dizia que me amava o tempo todo, seu beijo continuava apaixonado como sempre foi, talvez até mais. Então não havia motivo nenhum pra eu ter qualquer tipo de insegurança. Certo? Por que é tão difícil de me convencer disso?! Isso é uma merda!

– Coitada das pobres verduras! O que elas fizeram pra você trata-las com tamanha violência? — eu parei de picar as verduras ao ouvir a voz da Vic.

– Minha cabeça não esta legal hoje. — respondi.

– Quer desabafar? — ela perguntou. Ela era minha amiga não era? Eu sempre confiei nela, então porque não?

– Eu preciso. — disse me rendendo. Eu realmente precisava conversar com alguém.

– Vem. Vamos para o escritório. — ela disse segurando minha mão e me puxando em direção ao escritório.

Eu entrei no escritório e me joguei na cadeira atrás da mesa. A Vic sentou na ponta da mesa de frente pra mim.

– Vamos lá. Pode começar a falar! — ela intimou.

– É a Bella. — eu disse por fim.

– O que tem a Bella Edward? — ela perguntou. — Aconteceu alguma coisa com ela?

– Não, não aconteceu nada com ela. — eu disse. Eu precisava começar contando a verdade pra ela. E sei que ela ficaria chateada comigo por ter escondido isso dela por tanto tempo.

– Então o que houve? — ela perguntou.

– A Bella é a minha namorada Victória. — falei de uma vez, e olhei pra ela. Não vi surpresa nenhuma em sua expressão. De repente ela riu. Eu olhei pra ela sem entender.

– Desculpa eu ri de você Edward. — ela disse assim que parou de rir. — Mas não existe novidade nenhuma nessa revelação. — ela disse calmamente.

– Você sabia? — eu perguntei surpreso.

– Edward, só um cego não vê! Eu te conheço há muito tempo, você acha que eu não percebi que desde que a Isabella veio morar com você as coisas estão diferentes? — ela perguntou.

– Diferentes? — eu perguntei.

– Sim, desde que ela chegou você vive envolta dela, só fala dela, faz tudo por ela, vive distraído por aí e tenho certeza que fica pensando nela. E ela é a mesma coisa, esta sempre grudada em você, sempre olhando pra você, e passou a saber mais da sua vida do que eu… — ela falou a ultima parte com desgosto. — Resumindo, vocês são péssimos atores! — eu tive que ri.

– E por que você não me falou nada? Por que me deixou fazer esse esforço todo para esconder isso? — perguntei. Se eu soubesse que ela sabia poderia ser bem mais fácil, eu não precisaria fingir nada perto dela.

– Talvez pelo mesmo motivo que você achou que eu não deveria saber… — ela fez bico. E eu sabia que ela estava chateada por eu não ter contado nada.

– Me desculpa Vic. Eu só achei melhor ninguém ficar sabendo, você sabe que isso pode me causar problemas. — eu disse.

– E você acha que eu seria capaz de contar isso pra alguém? Até parece que não confia mais em mim. — ela suspirou.

– Você sabe que eu confio em você Victória, é só que… que eu não sabia lidar muito bem com a situação. Você sabe que foi uma coisa nova pra mim. Amar uma pessoa a quem eu deveria cuidar e proteger, apenas isso. Eu tenho responsabilidades, mas eu também sou humano e tenho direito de amar, eu tenho direito de viver isso tudo, eu só quero ser feliz. — terminei meu longo discurso e a Vic olhava pra mim agora sem demonstrar nenhum sentimento. Mas logo ela me ofereceu um meio sorriso.

– Você tem sim direito de ser feliz Edward, só não acho que esta no caminho que vai te levar a isso, mas eu não vou me meter. — ela disse ficando seria de repente.

– Por que esta dizendo isso? — perguntei confuso, porém não surpreso, eu estava acostumado a tê-la contra todos os meus namoros, mas era só preocupação de amiga. Ela não queria que eu fosse magoado por isso reagia assim.

– Pelo obvio né?! — ela respirou fundo e continuou. — Edward a Bella é uma criança, eu sei que você esta encantado e que é tudo novo pra você, sei que parece estar vivendo um conto de fadas, mas na vida real não é assim. — eu a olhava sério, eu não conseguia entender onde ela queria chegar. — Adolescentes mudam de opinião o tempo todo Edward, eu não quero te desiludir não, mas é possível que uma hora ela se canse de você e vá procurar alguém da idade dela, ou sei lá… novas experiências, talvez? — ela concluiu. Eu não sabia oque pensar eu confiava na Bella, acreditava em seu amor por mim, mas tinha essa insegurança que não saia de mim. Mais que droga!

– Vic você não sabe do que esta falando, a Bella não é como qualquer uma adolescente, ela é madura, inteligente, focada, às vezes nem parece ter a idade que tem. E eu sei que ela me ama de verdade. — eu respondi convicto, eu acreditava que a Bella me amava, eu tenho certeza que não amava sozinho, cada ato dela dizia isso, cada vez que fizemos amor, da pra sentir isso. É algo tão forte que às vezes se torna palpável.

– Eu não posso dizer se ela te ama ou não Edward, não estou dentro do coração de ninguém, mas estou dizendo que pode acontecer, que é arriscado de mais confiar cegamente nesse amor. A prova disso é essa conversa que estamos tendo, você queria desabafar, e tenho certeza que não era só isso sobre o qual queria conversar. — ela me olhou séria, às vezes parecia uma mulher de ferro, Victória era inabalável, acho que eu não viveria pra vê-la perder a compostura algum dia. Mas em uma coisa ela tinha razão, não era só isso que eu queria falar, mas agora não sabia mais se deveria ou não valar sobre isso com ela. Respirei fundo algumas vezes tentando me decidir. Ah dane-se! Já que estávamos aqui mesmo…

– Você tem razão. — notei um brilho diferente em seu olhar. — Eu realmente queria desabafar sobre outra coisa, tem a ver sim com a Bella.

– Sou toda ouvidos. — ela disse cruzando as pernas.

– É que hoje eu a vi com um amigo, e eu estou me sentindo muito inseguro. — eu disse.

– Inseguro? — ela perguntou e deu pra sentir o tom de deboche em sua voz.

– Com ciúmes! — eu soltei logo de uma vez. Ela riu.

– Tá vendo! Foi o que eu falei. Você esta tendo sentimentos de adolescentes, é a convivência! — ela debochou.

– Victória! Eu tô falando sério. Se quisesse que alguém risse de mim eu procuraria o Emmett. — disse irritado.

– Desculpa. Mas veja, é o que eu te disse antes, até motivos para ter ciúmes ela já te deu. — ela apontou.

– Ela não me deu motivo algum, é só coisa da minha cabeça. Eu não queria sentir isso, mas é inevitável. — era meio patético esta falando isso para alguém, a Vic tinha razão eu estava mesmo parecendo um adolescente.

– Tem certeza que ela não deu motivos? Talvez aquilo de procurar novas experiências esteja acontecendo. Tem certeza que esse cara era só um amigo? — ela perguntou sugestiva. Tinha horas que eu pensava que a Vic não era minha amiga, ela falava cada coisa. É claro que a Bella jamais me trairia.

– Você não sabe do que você esta falando Victória. — disse me levantando. Não devia ter desabafado com ela. Não ajudou em nada, pelo contrario. — Eu vou pra casa. — caminhei até a porta do escritório.

– Espera, não precisa ir. — ela pediu.

– Eu preciso sim. — disse.

– Tudo bem então, você pode até ter ficado chateado com alguma coisa que eu te falei, mas uma hora ainda vai me dar razão. — eu saí do escritório assim que ela concluiu a frase.

Alguns minutos depois eu cheguei a meu apartamento. A Bella já estava lá, ela assistia a alguma coisa na TV.

– Oi anjo! — ela levantou do sofá e veio me abraçar assim que eu entrei. Enlacei sua cintura e a puxei mais pra mim. Ela aproximou seu rosto do meu e me deu um beijo doce que logo se transformou em algo mais ardente. E o mais longe que conseguimos chegar antes de nos render à paixão avassaladora que nos dominava e atraia nossos corpos como ímãs foi até o sofá da sala.

*POV VICTÓRIA*

Raiva, ódio, nojo! Era tudo que eu sentia ao ouvir Edward falando daquela pirralha! Apaixonado! Ele estava era iludido, deveria sentir vergonha de falar que amava aquela criança! Ele não enxergava que aquela sem sal não era mulher pra ele? Eu era a mulher certa pra ele, por que ele não enxergava isso?! Estou há tanto tempo ao seu lado, posando de amiga perfeita, mas ele nunca me enxergou como mulher, mas eu tinha paciência, pois por mais que ele não me notasse como eu queria eu o tinha em minhas mãos, fazendo todas as minhas vontades, eu conseguia que ele terminasse com todas as piranhas que ele arranjava, até que aquela pirralha resolveu entrar no meu caminho outra vez.

O destino é irônico não é?! Quem diria que aquela pirralha iria atrapalhar meus planos de novo como há um ano atrás? Era muito azar mesmo!

Parece que tem pessoas que vieram ao mundo somente pra atrapalhar, mas eu não iria deixar ela se intrometer na minha vida de novo, ainda mais que agora se tratava do Edward, o meu homem, o homem que eu levei tanto temo tentando conquistar, e quando finalmente estava chegando perto, ela chega achando que vai rouba-lo de mim.

Mas não vou esquentar muito a minha cabeça com a pentelha, o Edward é facilmente manipulável, ele saiu daqui nervoso, mas tenho certeza que com uma pulga atrás da orelha, é questão de tempo pra ele enjoar de comer aquela ninfeta e procurar uma mulher de verdade. No caso, eu. E se isso não acontecer, eu faço o que deveria ter feito desde o começo…

Notas finais
Quem quer matar a Victória levanta a mão! o/ Que cobra né gente?! E aí o que vocês acharam? A Bella já tinha cruzado o caminho da Victória antes? Como foi isso? Mistério… Tenho certeza que essa vcs n adivinham, e olha que tem muitas colegas da Alice aqui que estão sempre prevendo o futuro, e acertando. E o Edward com ciúmes? Sei que muitas esperavam ansiosamente esse momento. O que acharam. Como acham que vai ser daqui pra frente? Me digam! Quantos mais comentários mais inspiração, e olha que eu vou precisar em, e vcs vão amar o próximo capitulo pq vai acontecer uma coisa ruim e boa ao mesmo tempo, mas boa do que ruim. Algum palpite? COMENTEM! FAVORITEM E RECOMENDEM! Quem já recomendou a fic sabe que isso pode trazer benefícios… Beijinhos e até breve! :-*