Anjo Protetor

32 As maiores verdades - Parte II


Notas iniciais
Voltei! Gente mil desculpas por não ter atualizado de madrugada como eu falei, é que eu estava com muito sono e não consegui revisar o capítulo, como vcs repararam a primeira parte está cheia de errinhos, mas vou consertar. Eu sei... sou realmente uma vaca, por parar naquela parte! kkkkk Vcs estão muito curiosas, né?! Talvez nem estejam lendo isso! Conversamos lá em baixo então. Quero saber o que gostarão das surpresas! Apreciem o último capítulo de Anjo Protetor...

*POV BELLA*

Tudo foi rápido demais. Num instante Victória tinha a arma apontada para mim, e de repente ela atirava em Edward. Eu só pude gritar. Meu filho começou a chorar. E eu não conseguia sair do lugar.

Muitas pessoas apareceram, eu não sei de onde elas vieram. Meu filho chorava. Eu sentia cheiro de sangue. Mas meu filho chorava. Meu coração doeu. Tudo ficou escuro.

***

— Bella? – ouvi uma voz me chamando. Não conseguia achar a minha para responder. Eu só conseguia ouvir o choro do meu bebê. – Bella? Amor? – Edward me chamou mais uma vez.

— Edward? – consegui responder.

— Sim, estou aqui. – ele acariciou meu rosto. Eu abri os olhos. Ele sorriu para mim. Ainda podia ouvir um burburinho. Mas o choro de EJ tinha parado.

— EJ? – perguntei.

— Está com a mamãe. – ele me respondeu.

— O que... o que aconteceu? Victória... onde ela está? – meu Deus! Ela tinha atirado nele.

— Com a polícia.

— Céus! Ela atirou em você! Você está bem? Pensei que morreria... – comecei a chorar desesperadamente. Senti seus braços a minha volta. – Tive tanto medo...

— Shhh... calma. Está tudo bem, ela não acertou. Eu estou bem. – ele me tranquilizou. Só de pensar que estive tão perto de perder os homens mais importantes da minha vida...

Sentei-me percebendo que estava deitada num sofá na mesma sala onde tudo aconteceu. Eu ainda estava zonza, não poderia ter desmaiado, meu filho estava chorando e eu simplesmente apaguei.

— Jacob? – ele estava aqui e tinha uma arma. Eu não entendia o porquê disso, mas me lembro de Victória falando algo dele ser da polícia...

— Os médicos estão cuidando dele.

— Por que estão cuidando dele? Ela o machucou? – eu perguntei aflita, se algo tivesse acontecido com ele por causa daquela louca...

— Bella, ela atirou em mim, e ele... ele salvou a minha vida. – ele explicou. Edward tinha uma expressão preocupada.

— Por favor anjo, me diz que o tiro não pegou nele... – pedi.

— Graças a Deus foi só de raspão. Ele está bem, eu garanto. – ele acariciou meu rosto. – Acabou. Estamos todos bem agora, é o que importa.

— Edward, ela disse que os matou. – me lembrei desse detalhe, mesmo sem entender o porquê. Que ligação meu pai tinha com Victória? Ele era delegado, tinha muitos inimigos, mas onde Victória entrava nessa história?

— Eu ouvi. Também não estou entendendo nada nessa história. – ele respondeu suspirando.

— Eu preciso do meu bebê. – tudo que eu precisava agora era ter o meu filho em meus braços, só assim teria certeza de que estava tudo bem.

— Vamos. – ele me ajudou a levantar.

Do lado de fora da sala apenas a família continuava no salão, além de alguns policiais que conversavam com Carlisle. Corri imediatamente até onde Esme estava sentada com meu filho em seu colo. EJ brincava distraidamente com o seu cabelo.

— Oh meu anjinho, você está bem? – perguntei o pegando.

— Mama! – ele me abraçou. Meu coração doeu nesse momento, só de pensar que alguma coisa poderia ter acontecido com ele. Com o Edward... Eu não consegui segurar as lágrimas. Logo soluçava violentamente agarrada ao meu menininho. Senti Edward abraçar a nós dois.

— Shhh, está tudo bem princesa. Nós estamos bem. – ele beijou meus cabelos e os do nosso menino.

— Eu sei, mas quando eu penso que algo poderia ter acontecido a vocês...

— Mas nada aconteceu. Não chore. – ele pediu.

— Bella? – imediatamente olhei para trás ao ouvir a voz de Jacob.

— Jake? Oh meu Deus! Você está bem? – perguntei enxugando as lágrimas. EJ esticou os bracinhos pedindo o colo do pai. Que o pegou.

— Sim. Foi só de raspão. Mas não se preocupe, tinha que acontecer uma hora ou outra. – ele deu de ombros, mas se arrependeu do gesto imediatamente fazendo uma careta de dor.

— Jacob, eu quero agradecer mais uma vez. Se não fosse você... você sabe, essa bala era para mim. – Edward agradeceu.

— Eu só estava fazendo o meu trabalho. O bebê está bem? – ele quis saber.

— Sim, a Tanya o examinou. Ele tinha algodão nos ouvidos para dormir melhor com o barulho da festa, então o barulho do disparo não feriu seus ouvidos. – Edward explicou. Graças a Deus não tinha acontecido nada com o meu filho, se não eu seria capaz de caçar aquela louca no inferno se fosse preciso.

— Fico feliz que ele esteja bem. – ele sorriu para o meu filho que olhava pra ele curioso.

— Jake, o que vai acontecer com Victória? O que ela disse sobre você é verdade? Você é mesmo um policial? – despejei todas as minhas dúvidas sobre ele.

— Bem, a Victória foi presa. Mas essa é uma história muito longa, melhor nos sentarmos. – eu me acomodei num sofá ali perto. Edward ao meu lado, Jacob sentou numa cadeira próxima. Nossos familiares ainda permaneciam por perto, porém em silencio.

— Você é policial? – perguntei novamente.

— Sim. Agente do FBI. – ele respondeu com um suspiro.

— Então tudo que eu sei sobre você é mentira? – perguntei. O Jacob que eu conhecia, que era meu amigo, o cara que estava terminando a faculdade de Ed. Física, que era assistente do treinador Clap, era apenas um personagem?

— Não Bella. Só a parte da profissão. E consequentemente o motivo pelo qual eu vim para Londres. – ele respondeu rapidamente. – Eu ainda sou seu amigo Bella. O mesmo Jacob de sempre.

— Por que veio pra cá?

— Eu tinha uma missão. Proteger você, de Victória ou de qualquer outro membro da 'família' dela.

— Família? Eu ainda não consigo entender. – como ele poderia saber que precisaria de proteção contra Victória se quando eu cheguei aqui não tinha ideia de tudo o que aconteceria entre Edward e eu? E que história era essa de família?

— Victória pertence a uma máfia de tráfico humano. Mais precisamente de crianças, para todos os fins que podemos imaginar, desde adoção ilegal a prostituição infantil. – eu o olhava espantada com a revelação. Mas nada superava a expressão de Edward. Ele que conviveu tantos anos com aquela mulher, jamais poderia ter imaginado esse tipo de coisa.

— Oh meu Deus! – foi tudo o que ele conseguiu falar.

— A família dela comanda essa máfia, mais precisamente o pai dela. E segundo as investigações ela era o braço direito dele. Ela sempre fazia viagens para a negociação criminosa. Charlie estava investigando a quadrilha, e pretendia pegar ela em uma dessas viagens, mas ela se afastou dos negócios de repente, e se fixou em Londres. Mas ele consegui prender um dos capangas da quadrilha. E segundo esse homem, ela já havia planejado matar ele uma vez, porém você estava com seu pai no dia e esse homem não obedeceu as ordens. Ele tinha uma filha da sua idade na época, e não conseguiu. – eu realmente não esperava por isso.

— Então foi isso que ela quis dizer quando falou que eu tinha atrapalhado os planos dela e a feito ficar mal com o pai. – conclui.

— Sim. Mas depois de um tempo ela voltou, e sabotou o carro do seu pai, foi o que causou o acidente. – o ódio que eu sentia por aquela mulher aumentava a cada instante.

— Sim, ela disse isso. – falei chorosa. Esse tempo todo eu tinha convivido com a culpada pela morte dos meus pais.

— Ela andou um tempo desparecida. E depois de toda aquela armação eu tive me afastar de você. Bem, na verdade eu me afastei só na convivência, pois era meu trabalho proteger você, não podia simplesmente te deixar sozinha, por inúmeros motivos. – ele deu um sorriso amargo. – Ela retornou a Londres e voltou a conviver normalmente. Mas depois que eu ajudei o Edward a descobrir sobre ela, ela sumiu novamente. Há pouco tempo pegamos uma pista de onde ela poderia estar, mas ainda assim era difícil de encontrar, ela sabia desaparecer muito bem quando queria. E hoje eu já estava vindo para cá, quando recebi uma ligação sua e pude ouvir toda a conversa. Fiquei aflito pensando que não conseguiria chegar a tempo, mas tudo correu bem. – ele deu um suspiro de alívio no fim de sua explicação.

— Agora finalmente acabou. Eu espero sinceramente que ela tenha crimes o suficiente para apodrecer na cadeia. – Edward disse recostando a cabeça no sofá.

— Sim, ela pagará por seus crimes, mas infelizmente a vida dos meus pais não vai ser trazida de volta. – falei olhando para baixo. Havia coisas que nunca seriam como antes.

— Bella, na verdade...

— Ela precisaria de muito mais que um freio cortado para me matar, querida. – gelei assim que ouvi a voz que interrompeu Jacob. Sem acreditar realmente naquilo, levantei lentamente minha cabeça na direção de onde vinha a voz. Ou depois de toda essa confusão eu havia ficado louca, ou os meus pais estavam na minha frente agora.

— Oh meu Deus! – minha voz quase não saiu.

— Como...?! – Edward estava tão espantado quanto eu. Na verdade todos estavam. Menos o Jacob, que sorria. Eu não sabia o que sentir. Não conseguia acreditar. Isso era impossível, não era? Será que minha cabeça estava me pregando peças? Mas todos ali pareciam ver a mesma coisa que eu.

— Filha? – minha mãe deu um passo a frente e abriu os braços. Eu não pensei em nada, apenas corri me jogando neles. Logo senti os braços do meu pai a nossa volta.

Eu chorava desesperadamente, assim como minha mãe. Era incrível depois desses quase dois anos achando que eles estavam mortos, estar ali novamente. Juntos. Parecia tudo um sonho!

— Eu estou sonhando, não é? – perguntei em meio aos soluços. Era inacreditável demais.

— Não querida, não está. Nós estamos aqui. – papai falou. Apesar de não ter sucumbido às lágrimas, sua voz também estava embargada.

Permanecemos assim durante um longo tempo. O silêncio dominava o local. Esse apesar te toda a confusão parecia ser um momento mágico. Eles estavam vivos, estavam aqui comigo. Nossa família completa novamente.

— Como isso é possível? Eu vi, o velório, eu... – comecei a perguntar, mas a emoção e confusão ainda era grande demais.

— Isso tudo é uma longa história, querida. – minha mãe respondeu secando suas lágrimas com as costas da mão.

— Mas nós vamos explicar tudo com calma. O importante é que pudemos voltar para você. – meu pai disse acariciando meus cabelos como sempre fazia.

Lágrimas se formaram novamente, mas eu as segurei. Minha cabeça estava uma bagunça, precisava saber o que tinha acontecido. Nos afastamos um pouco. Eu olhei em volta. Todos ainda olhavam chocados sem entender o que estava acontecendo. Esme e Edward tinham o rosto manchados por lágrimas.

— Filho? – Charlie abriu os braços para o meu noivo, que ainda com nosso filho no colo veio e o abraçou.

EJ deu um gritinho ao seu espremido entre os dois. Eu logo o peguei para que meu pai e Edward se abraçassem melhor. Agora eu podia ver a força da ligação entre eles. A ficha ainda não tinha caído. Aproximei-me da minha mãe com meu filho no colo. Eu não podia descrever a felicidade ao mostrá-lo a ela, ela que sempre fez muitos planos para os futuros netos que teria. Tudo ainda parecia um sonho.

— Olha meu amor, essa aqui é a vovó. – falei com EJ, ele olhou para minha mãe curiosamente.

— Vó? – ela perguntou. Olhava de mim para o menino. – Ah meu Deus! – exclamou voltando a chorar.

— Quer pegar ele? – perguntei. Ela apenas estendeu os braços ainda emocionada. Meu filho pulou para o colo da vó sem estranhar.

— Oi, bebê! – ela falou entre lágrimas. EJ sorriu.

— Bells? – meu pai chamou olhando para a cena. – Eu não estou entendendo... – ele olhava de mim para o meu filho que estava no colo da minha mãe.

— Ele é o meu filho. Já tem um aninho. – falei sorridente. Ele ainda atônito olhou para o Jacob.

— Acho que eu deveria saber disso. Black? – Jacob apenas deu de ombros.

— Você não...? – interrompi a pergunta com medo da resposta. Meu pai tinha uma expressão estranha no rosto.

— Eu só estou surpreso com a notícia. Você é tão nova, quase uma criança. – ele resmungou olhando para o bebê novamente. Agora parecia encantado.

— O pai? – ele perguntou. Edward engoliu em seco, e Jacob riu.

— Isso vai ser interessante. – meu amigo disse cruzando os braços. Tinha esquecido do quanto o meu pai era ciumento e protetor comigo.

— Não é meio que óbvio? Olha só pra cara desse moleque. – Emmett que até então se manteve quieto se pronunciou.

Meu pai olhou novamente para EJ e em seguida para Edward, arqueando a sobrancelha quando compreendeu.

— Você tem algo a dizer, Edward? – ele perguntou sério.

— Err... eu... – era engraçado ver que o Edward não conseguia falar. Claramente estava com medo do meu pai.

— Era para você protegê-la de todos os garotos, incluindo você. – ele resmungou, fazendo todos rirem.

— Pai!

— Charlie, eu amo a Bella. – Edward encontrou a voz. – Eu lamento não ter conseguido protegê-la sempre, e tê-la feito passar por momentos difíceis, mas eu sempre a amei com todo o meu coração, e formamos uma linda família. – ele veio para perto de mim, abraçando minha cintura.

— E vamos nos casar amanhã!

— Vão? – minha mãe perguntou sorrindo.

— Sim! – Alice respondeu feliz. – Está tudo tão lindo.

— Pai, você vai me levar ao altar amanhã, não é? – perguntei. Um motivo que estava me deixando para baixo com a proximidade do casamento era o fato de que eu não teria meu pai para me levar ao altar. Mas depois desse milagre, que eu ainda não havia compreendido muito bem, eu poderia ter meu pai me entregando a Edward no altar amanhã.

— É claro querida. – ele olhou de mim para Edward e depois sorriu. – E mesmo não tendo me perguntado, vocês têm a minha benção.

— Oh, papai! – o abracei feliz. Agora estava tudo completo novamente. – Agora você pode me contar o que aconteceu? Por que deixou eu pensar que estavam mortos por todo esse tempo?

— É uma longa história, Bells. Mas temos tempo para isso, agora quero conhecer o meu netinho.

***

Eram 19h10min. Eu estava muito ansiosa com o que aconteceria na próxima hora, mas, mesmo estando muito ansiosa, Alice me mantinha presa dentro do carro na porta da igreja, alegando que as noivas deveriam chegar 15 minutos atrasadas na cerimonia de casamento. E segundo ela, eu só estava a 10min. Na verdade, agora 11. Olhei impaciente para o celular em minha mão. Estava contando os minutos. Meu pai riu do meu desespero. Eu ainda não acreditava que ele estava aqui comigo nesse momento tão importante. Ontem foi um dia e tanto.

Depois de toda a burocracia resolvida com a polícia, fomos todas para a casa dos Cullen. Então meu pai explicou toda história por detrás da falsa morte.

Ele trabalhava na polícia desde que eu era criança, mas há cerca de quatro anos entrou para o FBI. Ele estava investigando essa quadrilha de tráfico de crianças, quadrilha da qual Victória fazia parte. Era uma quadrilha muito perigosa, que tinha gente importante envolvida. O pai de Victória comandava tudo, mas recentemente estava passando o comando da facção para a filha. Meu pai começou a descobrir coisas que poderiam destruir eles e ela tentou matá-lo, mas não conseguiu porque eu estava junto e o assassino não quis fazer o serviço. Algum tempo se passou e ela tentou novamente sabotando o seu carro. Eles estavam saindo para jantar naquele dia e caíram de uma ribanceira, o carro explodiu, mas meus pais apesar de machucados conseguiram sobreviver. Com essas tentativas de homicídio em tão pouco tempo, meu pai achou que era melhor fingir sua morte para que ela não continuasse com as tentativas e consequentemente não ferisse a mim e a minha mãe. Então ele convenceu seus superiores a aderirem o plano. Eu enterrei dois caixões vazios, e logo em seguida vim morar com o Edward. O que ele não sabia era que Victória era uma 'amiga' de Edward, que além de muito perigosa, era obcecada por ele. Mesmo sem saber da proximidade de Victória, meu pai deu a Jacob, filho de seu melhor amigo e também um dos agentes novatos sob seu comando, a missão de me proteger caso Victória, ou alguém de sua quadrilha, atentasse contra mim. Segundo meu pai, Jacob tinha que dar a ele informações sobre mim, cada um dos meus passos, mas parece que ele não mencionou minha relação com o Edward, incluindo gravidez e casamento. Isso mostrava o quanto ele tinha sido um amigo fiel e guardado todos os meus segredos.

Então, Victória aprontou aquilo ontem. Quando ela atirou em Edward, Jake o tirou da reta da bala que pegou de raspão em seu ombro. Eu devia a vida do meu futuro marido e meu filho a ele.

Depois que eu apaguei Victória surtou por ter atirado em Edward, facilitando sua prisão. Agora com todos os seus crimes somados e sendo transferida para julgamento nos EUA, Charlie me garantiu que ela pegaria, no mínimo, prisão perpétua, o que me deixava bem aliviada.

Aconteceu de tudo na minha vida após o acidente dos meus pais. E durante esse pouco mais de dois anos aconteceram coisas que eu nunca imaginei que aconteceriam. Eu sofri tanto pensando que meus pais estavam mortos. Mas eu não guardaria rancor por isso, sabia que eles tinham feito isso para me proteger. E sei que se não fosse essa história louca, talvez hoje eu não estaria me casando com o homem da minha vida. E nem teria meu filho, que era a razão do meu viver. Então tudo isso, serviu para alguma coisa no fim das contas.

Acendi novamente o celular. 19h15min. Eu sorri.

— Está na hora! – exclamei. Alice me ajudou a sair do carro, e me posicionar junto com meu pai na porta da igreja. Ela assumiu o seu lugar de dama de honra a minha frente.

Quando as portas foram abertas e a marcha começou a tocar, meu sorriso não poderia ter ficado maior.

Edward me esperava no altar. Ele nunca esteve tão lindo. Seu sorriso torto apaixonante conseguia ser ainda maior que o meu. Senti que as lágrimas começaram a cair, mas estava muito grata por Alice ter me garantido uma maquiagem a prova d'água.

O caminho até o altar parecia longo demais, mas segundos depois meu pai entregava a minha mão ao meu noivo.

— Eu acho que eu já a entreguei a você muito antes, mas agora estou fazendo isso do jeito certo. Cuide bem da minha filha, e do meu neto também. – me pai disse visivelmente emocionado. Este momento não poderia estar mais perfeito.

— Eu prometo que cuidarei deles com a minha vida. – Edward respondeu antes de pegar minha mão e nos virar de frente para o padre.

A cerimonia estava perfeita, as palavras do padre foram perfeitas. E então chegou a hora dos votos.

— Bella, é até difícil colocar em palavras tudo o que eu sinto por você. Minha vida deu uma vira de 360 graus desde que tive em minhas mãos a missão de cuidar de você. Hoje eu sei que eu te amei desde o momento que abriu aquela porta em Seattle, mesmo que inconscientemente. Você estava tão triste e perdida. Tudo o que eu queria naquela época era ser agraciado com um sorriso seu, e quando finalmente tive esse privilégio, eu é que fiquei perdido. E você sabe como foi difícil para mim, tentar resistir a tudo o que você me fez sentir, mas ainda bem que eu não consegui.

Não sei o que seria de mim sem você Isabella. Você realizou todos os meus sonhos, me deu o bem mais precioso da minha vida. Me fez ser o homem mais feliz desse mundo.

Eu sei que eu já te fiz outras promessas, mas uma em especial nos trouxe até aqui. Prometi que seria seu anjo protetor, que te protegeria dos perigos da vida para te fazer feliz. Princesa, eu sei que falhei algumas vezes, talvez eu falhe mais algumas, mas eu sempre vou continuar tentando. Eu estou aqui para isso. Prometo, Isabella Swan, que minha missão nessa vida sempre será te fazer feliz, você, nosso filho e os outros que virão. Prometo te amar para sempre. – Edward chamou meu filho, que estava no colo de Emmett. Meu bebê veio andando em passinhos desengonçados segurando a caixinha com as alianças. Sorri encantada com a cena. Edward abaixou dando um beijo na bochechinha dele que sorriu mostrando seus quatro dentinhos. Eu também abaixei o beijando, formando um sanduíche do nosso anjinho. Edward pegou a caixinha com as alianças. Nosso pequeno permaneceu no nosso meio, agarrado a perna do pai.

Edward se levantou e colocou a aliança em meu dedo, me olhando nos olhos o tempo inteiro, beijando a joia assim que estava em seu lugar.

Meu rosto estava banhado por lágrimas. Eu não estava preparada para ouvir essas palavras, tão lindas e profundas. Edward tinha o dom de me fazer ficar mais apaixonada a cada palavra que dizia.

Eu respirei fundo, antes de começar a falar.

— Edward, meu anjo, eu realente não me importo que tenha defeitos, na verdade, na maioria das vezes é até difícil achá-los, pois para mim você não poderia ser mais perfeito. Você não precisa acertar sempre para me fazer a mulher mais feliz do mundo, basta estar do meu lado pelo resto de nossas vidas.

Desde que te vi naquela porta eu soube que você seria meu porto seguro. Mesmo eu tendo invadido sua vida, você foi o cara mais apaixonante do mundo o tempo todo. Eu me senti em um conto de fadas, tendo o meu próprio príncipe encantado.

De todas as promessas que me fez, o detalhe a que eu mais me apegava era o fato de você prometer estar sempre ao meu lado. Isso sempre será o mais importante meu amor.

Eu não poderia deixar te agradecer Edward. Por tudo o que você fez por mim, por ter aceitado cuidar de mim no momento que eu mais precisava. Eu era apenas uma adolescente perdida, e você foi a luz que me fez achar o caminho. Me deu uma casa, carinho, um ombro amigo, me deu amor, me deu nosso bebê. – olhei pra baixo, meu filho ainda estava agarrado a perna de Edward, olhando curioso para tudo o que estava acontecendo. – O bebê mais lindo do mundo. Obrigada, meu amor. Por ser o anjo que eu precisava, por cuidar de mim e por realizar os sonhos que eu nem sabia que tinha. Eu te amo, e amarei para sempre, em qualquer circunstância.

Eu peguei a aliança e coloquei em seu dedo, beijando sua mão em seguida.

— E pelo poder invertido a mim, eu vos declaro marido e mulher! – sorrimos simultaneamente ao ouvir essas palavras mágicas. Meu marido tinha lágrimas nos olhos, assim como eu. Meu marido. Finalmente. – Você pode beijar a noiva.

Edward se aproximou acariciando o meu rosto, ele sorriu para mim, e encostou seus lábios nos meus levemente, mas como sempre, segundos depois, nos beijávamos intensamente, para delírio dos convidados que aplaudiam entusiasticamente. Mas o que nos fez parar, antes que faltasse o folego, foi o gritinho do nosso filho que estava agarrado às nossas roupas.

Edward o pegou no colo, e me abraçou pela cintura. Nós éramos o retrato da felicidade, agora tudo seria perfeito. E esse era apenas o começo do nosso para sempre.

Notas finais
Gente, ain... nem sei o que dizer! Esse foi mesmo o último capítulo?! :'( Então, curtiram as revelações? Ficou tudo explicadinho??? Preciso muito saber o que vocês acharam!!! Desde o começo da fic eu estava ansiosa para escrever esse capítulo. Charlie e Renné estavam vivos o tempo todo! O Jacob policial! Victória ainda mais bandida! O que acharam do reencontro? Por favor eu imploro a vocês, nesse momento a fic tem 444 pessoas acompanhando, mas nem trisnta comentam. Pelo menos uma vez eu preciso saber a opinião de vocês fantasminhas do meu coração! E pessoas, vamos recomendar!!! Eu fiz a Victória ser presa, o Edward não tomar tiro, e eu ressuscitei duas pessoas!!! Vocês tem noção do quanto isso é difícil? Gente, eu acho que vou surtar, é mesmo o fim??? Preciso da recomendação de vocês!!! Preciso muito!!! Pensem! Grande parte de vcs vão chegar em casa exaustos do Enem e vão achar esse capítulo para relaxar, não é maravilhoso? Eu não vou me despedir agora, vou deixar para o Epílogo, que pretendo postar a noite, ou amanhã. Mas por favor, comentem, favoritem, RECOMENDEM!!!!!! Vou adorar responder os comentários! (vcs viram que respondi todos os antigos, né?) PS: Já que AP terminou, eu espero todos vocês em O Reencontro, ok? Adicionem a fic aos seus acompanhamentos, que eu vou dar uma atualizada nos capítulos já postados e vou voltar a atualizar a fic esse mês. PS²: Gente eu tenho outros projetos de fics, no momento todas mais curtas que AP, mas estou tendo problemas com a produção de capas. Não sou boa nisso. Já pedi ajuda aqui, mas ninguém se prontificou. Mas tiver um bom coração e quiser me ajudar, é só entrar em contato... Nos vemos nos comentários!