Notas iniciais
Depois de muitos incentivos eu voltei, meus anjos. Espero que gostem desde capitulo por que nele tem muitas surpresas...

"A verdade é que nunca houve ódio entre nós. A verdade é que duelávamos com fúria e ferro para provar quem era mais forte. E mesmo depois de tua morte eu continuei duelando com você mentalmente... Mas agora, de meia noite, notei que sempre amei você e você sempre amou á mim. E agora eu digo ‘’eu te amo’’ quantas vezes for preciso.”

POV Regina (Amara)

Escovei o meu cabelo tão rápido que penso que ele está mais do que desembaraçado. Não posso perder tempo, preciso chegar a clinica o mais cedo possível para saber dos resultados. A minha vida está em jogo, preciso saber se o que eu tenho é muito grave. Também sei que se for grave terei que revelar para todos da minha família, não vou poder esconder uma doença grave e até degenerativa de todos sem me preocupar. Se bem que... Não terei o apoio de Leandro, depois de tudo o que aconteceu eu não me vejo mais me relacionando com ele como uma irmã. Leandro Gutiérrez agora está sendo um estranho para mim...

(...)

—Sente-se, senhorita. —Doutor Ortega pede e eu me sento. —Espero que esteja preparada. —Ele fala e eu fico nervosa.

—O que eu tenho é grave, não é?—Pergunto assustada, porém firme. —Pode falar doutor. —Falo e ele desvia o olhar.

—Pedi a tomografia só para ter certeza da minha suspeita, senhorita. —Ele fala e eu sinto meu coração acelerar e em câmera lenta escuto ele falar o meu diagnostico.

—Uma aneurisma. —Doutor Ortega fala e eu sinto as minhas mãos tremerem. —Que pode se romper a qualquer momento. —Ele fala e eu engulo um seco. Abaixo a minha cabeça e fecho os olhos com a intenção de recuperar a minha força. —A senhora fuma, jovem e me falou que sofreu um acidente de moto com sua irmã. —Fala e eu seguro as lágrimas. —Além do mais esse tipo de doença é mais propicio em mulheres...

—Eu posso morrer a qualquer momento, não é?—Pergunto com a voz embargada. Meu coração está á mil por hora, acho que vou entrar em um colapso a qualquer momento.

—Infelizmente sim. —Ele fala entregando os exames para mim. —Mas existe a cirurgia como solução e um tratamento intensivo para... —Ele fala tranquilamente e eu o interrompo bruscamente.

—Para me dar mais alguns anos de vida. —Falo com nojo da ideia de viver somente mais alguns anos. —Talvez dois anos... No máximo cinco!—Exclamo com revolta e ele faz um gesto para eu me acalmar. —Não posso morrer, doutor. Não agora!—Exclamo.

—Precisa realizar a cirurgia o quanto antes, senhorita Regina. —Ele fala dando sua única esperança de eu viver... De eu viver por apenas alguns anos.

—Eu vou fazer, com certeza. —Falo balançando a minha cabeça depois de me passar uma ideia absurda pela minha cabeça. —Me diga uma coisa, doutor. —Falo me preparando para a pergunta que vou fazer. —Uma gravidez agora seria arriscado?

—Antes de uma cirurgia, sim. —Ele responde e me olha curioso. —Depois da cirurgia e do tratamento intensivo a senhorita poderá ter filhos.

—Mas uma gravidez agora seria a minha sentença de morte?—Pergunto.

—Estaria arriscando a sua vida. —Ele responde. —Uma gravidez agora na situação em que está seria a sua sentença de morte.

—Já estou condenada. —Falo e ele nega com a cabeça. —Não?

—Tenha fé, senhorita. Precisa ter fé.

(...)

Ouvir — Camila — Perdón

As palavras do doutor Ortega se repetem pela minha cabeça e me fazem pensar em uma única coisa: Fazer tudo o que pensei em fazer por toda a minha vida em um curto prazo. Ter filhos, me casar e ser lembrada. Não vou saber nunca o que é ser mãe e viver a vida até o primeiro fio branco de cabelo surgir...

Não. Com certeza não haverá tempo de fazer tudo isso. A cirurgia que possivelmente irei fazer vai me custar a vida, eu sei disso! É melhor eu aceitar de uma vez por todas que não terei o que quero. Com certeza serei esquecida com o tempo...

—Vou levar este. —Falo entregando o vestido que levarei de presente para Daniela. Abro a minha bolsa, mas minhas atenções são dadas para duas meninas correndo pela loja com um único vestido longo.

Quando olho para onde elas estão indo percebo que uma mulher sai do provador e mostra para as duas meninas o vestido que ela veste. Certamente as garotinhas são filhas dela. A cena das duas meninas dividindo o vestido para a mãe ver é de emocionar, as duas fazem de tudo para mostrar, mas o vestido é maior que as duas juntas.

—Com licença... —Falo me aproximando da mulher e das duas garotinhas. —Achei linda a dedicação das suas filhas em te ajudar a escolher um vestido. —Falo e a mulher sorri.

—Elas são assim mesmo. —A mulher fala mostrando o orgulho que sente da filhas.—Elas não tem preço.

—Então você é imensamente rica. —Falo e sorrimos. —Parabéns por ter filhas tão lindas.

—Obrigada. —Ela agradece. —Quando você tiver filhos vai saber como é se sentir como eu me sinto agora. —Fala e eu forço um sorriso ao ouvir o que a mulher acaba de falar.

POV Estevão

Amara pode estar viva, pode estar bem. A minha filha pode estar. Do outro lado mundo, mas mesmo assim continua sendo a minha filha. Falta pouco para eu ter Amara junto comigo, com Maria e com meus outros dois filhos. Muito em breve minha família estará completa, estará unida como deve ser. Vou rever a minha filha, vou poder conversar com ela e saber como ela é.

—Pai, me diga que Fabiana não é culpada pelo sequestro de Amara... —Heitor fala sem fôlego e me assusta com a sua presença. —Me diga!—Ele exclama e eu avisto Vivian se aproximar assustada.

—É verdade. —Falo e ele faz um gesto negativo com a cabeça em sinal de reprovação. —Fabiana é culpada por tudo. —Falo e Vivian ampara o meu filho.

—A minha irmã... —Heitor começa a falar e cambaleia. —Ela pode voltar para casa, não pode?—Ele pergunta demonstrando seu nervosismo.

—Estou me segurando na esperança de que ela possa voltar para casa, filho. —Falo.

POV Ana Rita

Não aguento mais! Tenho que falar toda a verdade para Regina e Leandro. Agora Daniela sabe que eles dois não são seus irmãos, já aceitou a ideia de ser filha única. Mas eu preciso falar a verdade! Preciso falar antes que eu fique louca, por que eu estou totalmente descontrolada em relação á isso. Mais cedo ou mais tarde os meus dois filhos saberão da verdade da pior forma possível! Mas eu não vou permitir, eu mesma irei falar a verdade para eles antes que seja tarde demais. Maria e Estevão precisam de Amara da mesma forma que Lorenzo e Maite precisam de Leandro. A vida toda passei por cima de tudo e de todos para ter a minha felicidade, mas agora não consigo ser feliz vendo tantas pessoas infelizes.

Ouvir : Samo — Solo Por Amor

—Calma, Ana. —Francisco fala enquanto ando de um lado para o outro.—Assim vai acabar passando mal.—Ele fala e Daniela entra na sala com um semblante serio.

—Daniela, chame seus irmãos.—Falo e minha filha olha para Francisco com receio.—Vá agora!—Esbravejo e ela me olha espantada.

—O que pretende fazer?—Francisco pergunta se levantando da poltrona.

—O sonho acabou, Francisco.—Falo seria e ele me olha confuso.—Vou falar a verdade para Regina e Leandro.—Falo dando as costas para ele.—Principalmente para Regina... Ela passou a vida toda sendo chamada por esse nome sendo que o verdadeiro nome dela é ‘’Amara’’.—Falo e ele me vira para que eu possa olha-lo.

—Estou pronto.—Francisco fala me dando apoio e eu concordo com ele. Logo vemos três adolescentes entrarem na sala com semblantes preocupados e temerosos.

—O que aconteceu?—Leandro é o primeiro a perguntar.—Aconteceu algo grave?

—Por que estão com essas caras?—Regina pergunta assustada e vai para perto da janela.

—Precisamos contar uma coisa para vocês dois.—Começo a falar e olho para Daniela.—Daniela já sabe da verdade... Faz pouco tempo.

—Que verdade?—Regina pergunta curiosa e aborrecida.—Mãe?Pai?—Ela me chama e chama por Francisco.

—Fale você.—Francisco fala segurando a minha mão e Leandro se prepara para ouvir.

—Leandro...—Falo e olho para o meu filho. O filho homem que tanto amei e cuidei com devoção e força. Que prometi sempre falar a verdade e encarar os problemas por ele...—Regina...—Falo e olho para a minha filha. A minha Regina que na verdade se chama Amara, e que é chamada pelos seus pais biológicos ate hoje. A filha que sempre coloquei no topo, que sempre tratei como uma verdadeira rainha por que trata-la como uma princesa seria um erro. A filha que sempre falei que nasceu para ser rainha e nunca abaixar a cabeça e o tom de voz...

—Sim?—Regina e Leandro falam ao mesmo tempo e lançam olhares desafiadores para mim e Francisco.

—Vocês dois não são nossos filhos.—Falo e olho para Francisco. Ele olha para mim e em seguida fecha os olhos.

—Como é que é?—Regina pergunta ríspida e irônica ao mesmo tempo. Leandro me olha com os olhos marejados e vermelhos de raiva e eu abaixo o olhar.—Então...—Regina começa a falar e olha para Leandro.—Eu e Leandro não somos irmãos?

—Não.—Francisco fala e engole um seco.—Nunca foram.

—Quem são os meus pais verdadeiros?—Leandro pergunta ainda me olhando com raiva.

—Seus pais são Maite e Lorenzo Santisteban.—Francisco responde por mim e Leandro desaba na poltrona.

—A vida é mesmo uma filha da mãe.—Regina fala e me olha friamente.—Então eu sou Amara San Román?— Ela pergunta dando alguns passos pela sala e olha para Daniela friamente.—Alguém mais sabe disso?

—Fabiana Santisteban,Fernando e Lúcia Montenegro.—Falo e Regina para de reagir. Ela simplesmente fixa o olhar em mim e transmite sua raiva.

—Fernando sabia...—Regina sussurra e logo vemos entrar Fernando Montenegro na nossa sala.

—Ah meu Deus, Fernando!—Daniela exclama e eu olho para Francisco.—Regina, eu não sabia...—Daniela fala com pena ao ver o desapontamento de Regina ao ver Fernando. Eles já se conheciam?

—Eles já se conheciam?—Francisco pergunta e eu fico pasma ao ver Regina e Fernando se olhando com raiva e medo.

—Estou me fazendo a mesma pergunta.—Falo secamente e Leandro se levanta para olhar para Fernando.

—Regina...—Fernando começa a falar mais Regina permanece calada. Ele se aproxima dela e ela se afasta automaticamente,

—Sabemos bem que não existe nenhuma ‘’Regina’’ aqui, senhor Montenegro.—Regina fala ríspida e começa a respirar fundo.—Você está de frente com Amara San Román!—Ela exclama e ele deixa algo cair de sua mão.—Agora todos sabem que Regina Maria Gutiérrez nunca existiu de fato.—Ela fala e dá as costas para Fernando e me olha.—E eu vou sair dessa casa agora mesmo.

—Amara, pense com calma!—Fernando exclama e tenta se aproximar dela mais uma vez, mas é inútil, ela se esquiva novamente.

—Eu vou para o lugar que me pertence. —Ela fala e olha para tudo que está em sua volta. —Por que tudo isso não é meu. —Regina fala e dá uma risada nervosa. —Por que nem o nome que levo há tantos anos me pertence...

Notas finais
Amara voltou!!!!