Notas iniciais
Boa noite, meus brigadeiros! Desculpem a demora, eu estava de férias *__*

‘’ Entre a paz e o perigo. Entre a vida e a morte. Entre a civilização e
a revolução. Liberdade de expressão...
Por entre becos e vielas se esconde a verdade.
Por entre palcos e palácios se fala a mentira.
De feras ás belas,
De glórias ao fracasso.
A justiça injusta predomina. ”

POV Regina (Amara)

De tarde irei me consultar com um médico. Preciso saber o que tenho o mais rápido possível. Esses meus desmaios e sangramentos nasais não são nada comuns, há algo de errado comigo. Preciso me cuidar por que há algo de bom por vir. Não sei exatamente o que é... A sensação que eu tive a tempos atrás voltou. Uma sensação de que estou incompleta, mas que existe algo ou alguém me esperando. Uma sensação de estar fora do ninho e longe do meu lar.

—Senhorita Regina?—Uma criada me chama e eu tenho meus pensamentos interrompidos.—Tem um homem na sala a esperando. Disse que se chama Fernando.—Fala e eu rapidamente começo a me arrumar.

—Diga que eu já vou descer.—Falo e ela se retira. Coloco um pouco de maquiagem no rosto.—O que será que ele quer?—Pergunto para mim mesma e logo vejo meu celular vibrar. Era Leandro.—Ah não.—Falo e fico indecisa se atendo Leandro ou Fernando.—Já chega.—Falo deixando o celular de lado.

Saio do meu quarto com um peso nas costas por ter deixado Leandro de lado. Mas eu seria uma falta de educação minha deixar Fernando esperando. Afinal, o que ele quer?

—Sabe que você fica mais linda a cada dia que se passa?—Fernando fala me elogiando e eu sorrio.—Como está?

—Bem.—Falo me aproximando dele.—O que te trouxe até aqui?—Pergunto.

—Precisava te ver. Assim que Fernando fala eu sinto um calafrio. Mas não é medo ou qualquer sentimento de solidão que eu sinto. O olhar dele prendeu o meu com um sentimento que eu nunca havia sentido sobre mim. Os meus olhos procuravam furtivamente o olhar dele.

—Os seus olhos são tão...—Fernando fala se aproximando de mim e erguendo as mãos em meu rosto.—Seus olhos são uma obra faraônica, senhorita Gutiérrez.—Fernando fala enquanto eu sorrio envergonhada.—Uma obra a qual devo contemplar.—Fala segurando o meu rosto com suas mãos.

Foi nesse instante que me esqueci de tudo o que sou e de meus objetivos. Os olhos de Fernando me hipnotizavam me prendiam e me faziam pensar apenas nele e olhar para ele. Meu coração bate tão forte que penso que vou desmaiar nos braços de Fernando.

—Os seus olhos são bem mais bonitos, Montenegro. —Falo sendo irônica e ele sorri. O sorriso dele foi o suficiente para eu me sentir nas nuvens.

—Presumo que esses olhos já tem dono. —Fernando fala se aproximando
mais. —Eu seria mais feliz se você me desse uma chance. —Ele fala e eu me afasto dele bruscamente.

Leandro... Ao pensar nele volto para a realidade e acabo com o encantamento do momento e não me deixo levar mais pela emoção.

—Você é bem ousado. —Falo de costas para ele. Sinto o nervosismo dele e ignoro-o.

—Eu diria sincero. —Fernando fala e eu sorrio de canto. —Você não sai da
minha cabeça.

—E eu caibo ai dentro?—Pergunto com humor e Fernando sorri nervoso. É um jogo, e eu vou ganhar ele.

—Cabe sim. Cabe na minha cabeça e no meu coração. —Fernando fala e eu
me viro para olha-lo. —Tudo bem... Eu não falo mais nada. —Ele fala levantando os braços e desviando o olhar de mim.

—Não deve mesmo. —Falo brava. —Saia da minha casa agora mesmo. —Falo
transmitindo mais raiva.

Meu coração pertence apenas á Leandro. Eu o amo e não posso dar mais
nenhuma chance para ninguém. O meu relacionamento com Leandro é muito
delicado, não posso piorar as coisas.

—Tudo bem, Regina. —Fernando fala com a voz mais baixa. Ele se retira da sala e
eu desabo no sofá.

Eu tenho que dar um jeito de falar para os meus pais sobre mim e
Leandro. Não posso ter um relacionamento as escondidas com Leandro
pelo resto da vida. Se bem que isso é muito bizarro, um irmão vendo
uma irmã como mulher. E pior ainda... Uma irmã vendo seu irmão como
homem!

Não vou falar com os meus pais, vou falar com Leandro. A única solução
é terminar com Leandro de uma vez e viver longe dele. Eu preciso matar
o amor que sinto por ele. Sabendo eu que isso vai me fazer à mulher
mais infeliz do mundo.

—Regina?—Minha mãe me chama e eu me assusto. —Está tudo bem? Você
parece aflita. —Ela fala eu nego. Por que minha mãe sempre sabe quando
eu estou mal?

—Eu estou ansiosa é isso. —Falo colocando a mão em meu rosto.

—Isso explica o seu rosto vermelho. —Minha mãe fala se aproximando de
mim. Meu rosto está quente e provavelmente vermelho. Fico assim quando
estou nervosa ou ansiosa. —Eu vou sair com sua irmã. Quer ir conosco?

—Não. Eu vou ficar em casa. —Falo mentindo para a minha mãe. —Bom
passeio. —Falo e abraço a minha mãe.

—O que você tem Regina?—Minha mãe pergunta e meus olhos enchem de
lágrimas. —Você está sentindo alguma coisa? Te aconteceu algo?—Minha
mãe pergunta olhando nos meus olhos sem me deixar escapar.

—Não é nada. Não se preocupe comigo. —Falo e beijo as mãos dela.

POV Fernando

Eu preciso me controlar. Em breve Regina vai saber toda a verdade e um escândalo em três famílias será feito. Não posso me apaixonar por Regina, quer dizer, Amara. Não me acostumo com o nome verdadeiro dela nunca.

—Mas eu amo ela. Independente de nome e sobrenome. —Falo batendo com a porta do carro. —Ela é livre, não está presa á nada e nem a ninguém.

—Chegou com raiva?—Rafael pergunta abrindo os braços.—Se acalma.

—Se eu pudesse, meu amigo.—Falo e Rafael sorri. Escutamos um carro entrando no estacionamento em alta velocidade.—Quem é?—Pergunto enquanto o carro estaciona bem atrás do meu carro.

—Sou eu, Montenegro.—Dalila fala saindo do carro com estilo. É bem a cara dela fazer surpresa.—Trouxe Rodrigo também.

—Está perto de Fabiana ser presa?—Rafael pergunta alegre.

—Claro que está.—Falo e Dalila sorri vitoriosa.

—Vou fazer questão de ir com a Lúcia prender Fabiana.—Dalila fala com deboche.

—Antes você do que Letícia.—Falo e Dalila para de sorrir.—Já imaginou
a dor dela?—Pergunto.

—Já imaginei, Fernando. Por isso fiz de tudo para ela nunca saber da investigação que estamos fazendo.— Dalila fala.—Letícia está com o caso do desaparecimento de Amara e Leandro. Enquanto nós estamos cuidando da autora do crime.

—Letícia nunca suspeitaria da própria tia.—Rafael fala pensativo.

—Ela vai levar um choque quando ver Fabiana presa.—Falo pensando na dor de Letícia.

POV Fabiana

—O almoço estava ótimo.—Letícia fala e eu sorrio para ela.

—Parece que temos visita.—Lorenzo fala e eu me viro para ver quem se aproximava.

—Fabiana Santisteban.—Uma mulher fala e eu me viro para ver quem é. Vejo Lúcia e Fernando com outra mulher se aproximando.

—Você está presa.—Fernando fala e eu sorrio.—Você está sendo presa por sequestrar e traficar Amara San Román e Leandro Santisteban.—Ele fala
e eu me levanto assustada.

—Que brincadeira de mal gosto é essa?—Letícia pergunta assustada.

—Como eu imaginei...—Maite fala segurando a mão do meu irmão. Ela me
olhava furiosa, demonstrando sua ira sobre mim.

—Podem parar com a brincadeira.—Falo e os três permanecem me olhando com frieza.

—Não é brincadeira nenhuma. Você está presa.—Lúcia Helena fala ríspida.

—Presa por sequestrar o próprio sobrinho e muitas outras crianças.—Fernando fala com nojo e eu vejo Letícia levar a mão ao
peito.

—Eu não posso acreditar...—Letícia fala sendo amparada por Henrique e Lorenzo.

—E querem saber mais sobre ela?—Lúcia pergunta esnobe.—Fabiana já matou pessoas atropeladas para sequestrar crianças.—Lúcia fala sorrindo e me olha com provocação.

—Atropeladas?—Maite pergunta e me olha com desprezo. Eu vejo ela fechar as suas mãos com ódio e faltar palavras em sua boca.—Não, Fabiana, não.—Maite fala e eu vejo uma lágrima escorrer pelo seu rosto.—Foi você quem me atropelou quando eu estava grávida...—Maite fala nostálgica.

—Você tirou todos os meus filhos.—Lorenzo fala segurando firme a mão de Letícia.—Apenas Letícia se safou.—Ele chora e sorri ao olhar para Letícia. Sua mão acaricia o belo rosto de minha filha enquanto eu crio coragem para falar a verdade.

—Letícia não é sua filha.—Falo e todos se assustam.—A sua filha morreu ao nascer e eu coloquei Letícia no lugar dela.—Falo deixando uma lágrima cair e vejo Letícia me olhar com medo. Ela chora e faz um gesto negativo com a cabeça.

—Cale a boca.—Lorenzo fala enquanto segurava Letícia. A minha filha está destruída e acabada com tudo isso.

—Letícia, me escute bem...—Começo a falar mas sou interrompida por Lorenzo.

—Eu já mandei calar a boca!—Lorenzo exclama com ódio e eu o olho surpresa.

—Vamos.—Fernando fala me algemando. Vejo um sorriso se forma no rosto dele e no de Lúcia Helena.

—Seu reinado de maldade acabou.—Maite fala com deboche. Os olhos dela me desafiam e eu tento me manter forte.

Mas algo me deixava incapaz de ser forte, Letícia. A minha filha está péssima com tudo o que revelei. Mas pior ela ficaria ao saber que eu sou sua verdadeira mãe. Este é o meu fim, esta é a minha queda.

—Está é a sua queda, Fabiana Santisteban.—Fernando Montenegro fala e eu respiro fundo tentando me acalmar. Eu perdi, eu cai...

Notas finais
Me desculpem pela demora, meus doces. É que eu tive que viajar e nessa viagem aconteceu inúmeras coisas : casamento, festa, festa de novo, tive que empurrar um carro depois do casamento, quase bati a moto do meu tio tentando aprender a andar nela, quase peguei o buquê da noiva (Quase por que ele escorregou da minha mão e não tive como explicar para o pessoal) Rsrsrsrsrsrs. Espero que tenham gostado no capitulo! Vamos todos usar #AQuedaDeFabiana kkkkkkkkk´s