Anjo Caído
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Capítulo 1
Em um dia qualquer, meu pai resolve nos criar primeiro (anjos), antes éramos só nós, treinávamos e estudávamos, às únicas coisas que não tínhamos acesso era: ter um sentimento de desejo pelo próximo e entrar na sala proibida. Certo dia meu pai criou a terra, os animais, as plantas, as arvores e os humanos. Primeiro ele criou o Adão (o primeiro ser humano na terra), com o passar dos dias ele viu que Adão precisaria de uma companheira e decidiu cria a Eva, nesse dia foi a primeira vez que eu pude ter um sentimento que eu não conseguia descrever, com o primeiro casal no mundo, eles eram felizes até um deles desobedecer à ordem e comer o fruto proibido, como meu pai não volta com a sua palavra, ele os expulsou do jardim, porém ele não consegue ficar com raiva de ninguém e os perdoou, e todo dia que passava aquele sentimento crescia dentro de mim, teve um dia em que Adão e Eva tiveram dois filhos (Caim e Abel). Certo dia Caim matou Abel por ciúmes, porque Deus aceitou a oferenda de Abel e o de Caim não, nesse dia Caim chamou Abel para conversar no alto da colina, ao chegar lá Abel vira de costas para Caim para poder apreciar a vista, enquanto Abel estava distraído Caim pegou uma pedra e matou Abel, nesse instante eu estava lendo, foi quando senti que algo tinha acontecido, quando me concentro vejo que Caim matou Abel, nessa hora fico tonto e penso em o porquê de a vida ser assim, e é quando resolvo ir até a sala proibida onde se encontra o Livro Da Vida, só que a sala é protegida pelo meu irmão Miguel, para poder entrar formulo um plano, com horas já se passado finalizo-o e coloco em ação, com muito esforço consigo entrar, ando sem rumo, até que me deparo com um livro grande de capa branca com letras de ouro, quando vejo melhor percebo que o mesmo é o Livro Da Vida, ao abri-lo procuro a historia de Adão e Eva, antes de chegar à história deles, percebo que este livro contém as histórias de todos, porém não tenho tempo para lê-los então passo ate chegar à de Adão e Eva, ao lê-lo entendo de o porquê Caim ter matado Abel em seguida com o coração acelerado procuro a minha história, antes de chegar nela vejo que meu pai tem uma irmã, mas já não tenho mais tempo a perder, sigo até chegar à minha, com a mesma em vista começo a ler, a cada palavra que leio o meu coração acelera, parando na metade começo a pensar no meu destino, na pessoa que vou me tornar, logo escuto vozes do outro lado da porta, sem saída espero eles entrarem, ouço um forte som e logo vejo os guardas entrarem, me pega e leva-me para meu pai, para termos uma conversa a sós (essa conversa só acontece quando algum de nós quebra alguma regra), ao chegar na sala, entro e começamos a conversa.
— Filho por que você entrou na sala? – o indagou
— Porque queria saber o porquê de os humanos matarem uns aos outros!
— O que te levou a ter essa curiosidade?
— Cedo vi Caim matar Abel, e isso me levou a o pensar o porquê de ele ter feito isso!
— Tá bom, porém é muito cedo para vocês entenderem os humanos! Você leu a sua história? – o indagou com um tom de preocupado
— Li até a metade. Por que o senhor não me falou antes para mim? Não era melhor ter me dito antes?
— Eu pensei que você não estava preparado para saber da verdade. Tive medo de você se revoltar e me odiar. Eu só escondi porque a sua historia é muito complexa e você pode não gostar dela.
— Ótimo! – falei com um tom de irônico – Aquilo que você não queria vai se cumprir. Estou com ódio do senhor, sempre amou mais os outros do que eu sabia que tinha alguma coisa que o senhor não gostava em mim, entendo agora o porquê de Miguel e Gabriel (meu terceiro irmão o mais novo) nunca terem gostaram de mim, eles sabiam da verdade, não é?
— Filho não fale assim comigo, não é verdade eu amo todos vocês igualmente, não dou nem muito amor para um e nem pouco amor para outro, só o que muda é a minha forma de demostrar o meu amor por vocês, sim é verdade, Miguel é o único que sabe da verdade e você sabe que o Gabriel se espelha no Miguel e faz tudo o que ele faz, Miguel é o único que sabe sobre você, porém ele foi contra em esconder de você a sua história.
— Já não vale mais apena continuar aqui. Vou fazer com que se cumpra o meu destino, vou me torna aquele que todos temem, esperarei ansiosamente o dia em que batalharei com o seu filho, como diz na escritura sagrada “o verbo se fez carne”, até lá estarei ocupado me fortalecendo e ganhando almas!
— Filho, por favor, não vá, nós te amamos, não queremos que você fique vagando por aí sozinho! – disse ele com a voz triste
— De quê adianta eu ficar aqui se eu não sou feliz. Estou indo embora veja consegui o que queria.
Dou tchau, essa é a ultima vez que vejo a expressão na face, viro-me de costas e saio da sala, vou até o meu quarto para pegar minhas coisas. No meio do caminho alguns amigos que me apoiam ficaram sabendo que eu estava conversando com o pai.
— Lúcifer o que você fez agora? Por que eles te levaram para conversar com o pai?
— Calma Uriel, eu entrei na sala proibida e o pai queria saber o porquê que eu tinha feito isso.
— Você é louco, sabe que é o único lugar que ninguém ousa entrar, nem Miguel que é o queridinho do papai ousaria em entrar lá.
— Não se engane, Miguel já entrou lá, ele e eu comparados a vocês somos os únicos, que sabe o que existe naquela sala.
Todos se surpreenderam em saber que Miguel já havia entrado lá. Lúcifer sem pensar nas consequências resolve falar para eles sobre a existência do livro que se encontra na sala proibida.
— Naquela sala existe um livro com todas as histórias de nós, sobre quem vamos ser o que vamos fazer, e o que o nosso destino nos aguarda. Agora sei que o meu lugar não é aqui, irmãos estou indo embora, vou para a terra, o céu não é lugar para mim. Se você quiserem podem vir comigo...
Sem mais nada a dizer dou adeus e continuo a ir para meu quarto, chego, entro e começo a arrumar as minhas coisas, com a minha mochila nas costas me dirijo para a porta, percebo que Lilith está em pé perto da porta.
— O que você está fazendo aqui?
— Soube que você vai ir embora, por quê? – indagou com um tom de tristeza
— Porque eu descobri algumas coisas sobre mim e tenho certeza que o meu lugar não é aqui.
Digo adeus para Lilith, me direciono para a porta principal. Ao chegar percebo que já está noite, sem nada a perde sigo o meu caminho para terra.
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