Aniquila-me
32 Maníaca
Notas iniciais
Ficamos deitados na cama. Eu arfava e sorria, totalmente nua e estirada na cama. Stiles respirava ruidosamente, o rosto completamente vermelho de timidez.
— E-eu preciso, quer dizer, vou só... — Depois de poucos minutos, ele se enrolou na frase.
— Não, fica aqui comigo!
— Eu volto daqui uns minutos, prometo.
O olhei sem entender, vendo-o ficar ainda mais corado. Stiles levantou da cama, segurando um travesseiro na frente da cueca, completamente desajeitado, tropeçando no chão e cambaleando em direção a porta.
— Você ainda está com vergonha da cueca?
— Estou, mas acredite, Lydia, esse travesseiro não é para esconder a cueca.
— Então o que... — Ele foi embora antes que eu terminasse a pergunta.
Aquilo me deixou extremamente incomodada, afinal ele tinha acabado de me masturbar, fez com que eu tocasse em mim mesma e minutos depois saia do quarto?
O que pode ser importante o suficiente para ele me deixar sozinha?
Levantei da cama com dificuldade, meus músculos estavam molengas e se recusavam a se mover. Andei nua, sem me preocupar com a exposição, decidida a encontrar Stiles.
Assim que sai do quarto, me surpreendi, percebendo que a luz do banheiro estava acesa.
Será que ele só teve vergonha de dizer que ia para o banheiro?
A porta estava entreaberta, já que continuávamos com aquele combinado de nunca fecha-la, nem mesmo encostar. Curiosa, andei na ponta dos pés e coloquei parte da cabeça na fresta da porta, escondendo meu corpo.
Stiles estava sentado na ponta da banheira de casal que ficava no canto do banheiro. A única vez que prestei atenção naquela banheira foi quando Stiles me apresentou a casa e ficou envergonhado por ser de casal.
Jamais imaginei que aquela banheira poderia ser útil para nós dois ou que seria o lugar onde presenciaria uma cena extremamente íntima e sensual.
O humano estava sentado com as pernas separadas, os ombros claramente tensos, os olhos bem fechados, a boca entreaberta. Pequenas gotas de suor se formavam em seu peito nu e despencavam pelo abdômen, escorrendo pelas pintinhas espalhadas por seu corpo.
O que me chamou atenção, o que me fez prender a respiração, foi que a sua mão direita estava dentro da cueca, se movendo lentamente.
Incrédula, observei que a intimidade de Stiles estava completamente marcada na cueca boxer e que o volume estava tão alterado que o símbolo do Batman parecia saltar em auto relevo.
Fiquei imóvel, prendendo a respiração, fazendo de tudo para ficar invisível, desejando continuar tendo aquela visão excitante.
A mão de Stiles estava escondida na cueca, eu não conseguia ver sua parte intima, mas assistia o movimento lento de sua mão, que subia e descia com uma lentidão assustadora, como se gostasse de se torturar, ou talvez a intenção fosse prolongar o momento.
Apesar de não saber que eu o assistia, o garoto estava corado e até mesmo sua masturbação parecia tímida.
Fiquei chocada ao perceber que aquela cena não me assustou, nem trouxe qualquer lembrança ruim. Achava que teria nojo ou receio com o corpo masculino e que ficaria apavorada se visse uma cena daquelas, mas tudo o que conseguia sentir era admiração e desejo.
A maneira como Stiles se tocava não era nem um pouco parecida com a maneira asquerosa que Kevin fazia, de um jeito que me causava total repulsa, desespero. O humano ficava até mesmo adorável, sentado de um jeito desajeitado, tímido, completamente silencioso e calmo, a expressão concentrada, fazendo um biquinho quando encontrava um lugar bom para apertar.
Infelizmente, não pude apreciar por muito tempo, pois Stiles abriu os olhos preguiçosamente e de imediato seu castanho derretido encontrou com meus olhos arregalados.
— Oh meu Deus! — Ele exclamou alto e o rosto, já vermelho, assumiu um tom vinho. — E-eu não acredito! Meu Deus!
Fiquei desconcertada, paralisada, vendo a vergonha excessiva do garoto. Ele tirou a mão da cueca e logo em seguida pareceu se arrepender, pois seus dedos estavam melados e o formato de sua intimidade ficou ainda mais explícito, como se o seu desejo quisesse se exibir na boxer.
Ele me encarou com os olhos arregalados e colocou as mãos trêmulas por cima da ereção evidente, tentando esconder de mim. Sua boca abriu e fechou várias vezes, como se tentasse falar, mas não conseguisse.
— Stiles, me desculpa! Eu não devia ter ficado olhando!
O garoto encarou o chão, se remexendo, ainda sentado na banheira, tentando esconder o corpo. Ele murmurou coisas para si mesmo e por algum motivo, não sai dali, continuei parada, escondendo minha nudez, somente com a cabeça visível.
O olhei atentamente, percebendo que sua timidez estava acima do normal. Ele parecia querer entrar na parede para fugir do meu olhar.
— Stiles? Você está chorando? — Perguntei, surpresa, ao ver seus olhos completamente marejados.
Sua expressão demonstrava uma fragilidade inesperada e ao me encarar, senti a culpa recair sobre mim. Eu sempre soube o quanto ele é tímido, não devia ter espiado!
— Stiles, me desculpa! Foi ...
— Você não vai mais querer ficar comigo.
— O que? Como assim?
Desnorteada com a fragilidade dele, sem entender as lágrimas que se acumulavam em seus olhos, entrei no banheiro, insegura, querendo me aproximar.
— Você é tão linda, tão perfeita. — Sussurrou olhando para meu corpo, como se não enxergasse minhas cicatrizes e defeitos. — E eu sou tão... — Ele choramingou, deixando uma única lágrima cair de seus olhos. — Você está me vendo assim, vendo como sou, agora...
Começando a entender o motivo absurdo para aquela vergonha extrema, fui até ele, me inclinei, segurei seu rosto com as duas mãos e o beijei.
Seu rosto estava tão corado, tão quente, que sentia arder nas palmas de minhas mãos, mas ainda assim, ele correspondeu timidamente. Percebendo a insegurança dele, movi a língua com mais força, intensifiquei o beijo, tornei meus lábios rápidos e aflitos.
Ele me acompanhou, ainda inseguro, sem nem encostar em mim. Mordi seu lábio inferior com força e em resposta ele chupou minha língua para dentro de sua boca de um jeito muito agradável. Estremeci com a atitude dele e segurei seus braços magros, puxando até suas mãos encostarem em meu bumbum.
— Aperta, Stiles. — Pedi em meio ao beijo, ansiosa para sentir pela primeira vez as mãos dele agarrando aquela parte do meu corpo.
Não precisei falar mais nada, pois imediatamente Stiles apertou com uma força quase exacerbada, afundando os dedos na minha carne, me puxando para mais perto.
Gemi de frustração, ainda o beijando, pois ainda não estávamos perto o suficiente. Eu queria sentir cada músculo de Stiles se fundindo com os meus e não conseguia na posição que estávamos, com ele sentado e eu em pé.
Parei o beijo bruscamente e Stiles arfou, encarando descaradamente meus seios, com as mãos fixas no meu bumbum. Sem nenhum tipo de cerimônia, sentei no seu colo com as pernas bem separadas, conseguindo a liberdade que queria para juntar nossos corpos.
— L-Lydia não faz isso, e-eu estou...
— Eu sei Stiles, dá para ver de longe o volume na sua cueca.
Ele desviou o olhar, constrangido e eu me ajeitei em seu colo, até sentir sua ereção coberta contra minha intimidade exposta. A sensação foi surpreendentemente boa e excitante.
Não esperei por qualquer reação de Stiles, apenas voltei a beija-lo, mordendo seus lábios gostosos, sugando sua língua para minha boca. Aos poucos, o garoto pareceu relaxar, me beijando de um jeito enlouquecedor, movendo os lábios de um jeito delicioso.
Espremi meu corpo contra o dele e envolvi minhas pernas em seu quadril. Comecei a passar as unhas por suas costas nuas e, em resposta, Stiles soltou meu bumbum para apertar outros pontos do meu corpo, escorregando os dedos, me causando arrepios, tomando liberdade para tocar onde queria.
— Stiles, por que você disse que eu não ficaria mais com você? — Parei o beijo quando percebi que ele estava completamente entretido, apertando meu bumbum com uma mão e esmagando meus seios com a outra.
— O que? — Ele sussurrou confuso, me encarando de um jeito que me fez sorrir.
— Você disse que eu não ficaria mais com você.
Ele encolheu os ombros e beijou meu maxilar, tentando fugir do assunto.
— Stiles, você não vai conseguir me distrair.
— Tem certeza? — Ele sussurrou rouco, fazendo com que eu estremecesse.
— Tenho.
— E se eu fizer isso?
Fui pega de surpresa e não consegui reprimir um gemido quando Stiles soltou meus seios e deslizou a mão até minha intimidade, colocando um dedo dentro de mim.
— E-eu ...
Não tive tempo de formular alguma frase, pois aquela mão começou a estimular minha fonte de prazer, ao mesmo tempo que o dedo se movimentou, saindo e entrando novamente em mim. A partir daquele momento, os únicos sons que saíram da minha boca foram gemidos baixos e prolongados.
O garoto ficou o tempo todo com a boca em meu pescoço e minhas mãos se fixaram em seus ombros, apertando com força.
Stiles só parou quando as contrações surgiram no meu corpo e eu alcancei meu limite, me desfazendo sob o toque de sua mão. Ele sorriu para mim, tímido novamente, como se só depois do meu último gemido, chamando o seu nome, tivesse percebido o que tinha feito.
— Você vai acabar me transformando em uma maníaca sexual. — Murmurei arfando, encarando seus olhos tímidos e divertidos.
— Não é minha culpa. — Ele sussurrou, erguendo as mãos em forma de rendição.
Nós vimos ao mesmo tempo que a mão direita dele estava molhada com o meu desejo. Percebendo a intenção dos olhos castanhos, fui mais rápida e agarrei o seu pulso, trazendo sua mão para perto do meu rosto.
Coloquei seu dedo indicador dentro da minha boca, sugando maliciosamente e o encarando. Stiles arfou, me olhando com incredulidade, enquanto eu sentia meu próprio sabor.
Fiz o mesmo com cada dedo, depois lambi lentamente a palma de sua mão, deixando o garoto com a respiração acelerada e pupilas dilatadas. Sorri quando acabei, passando as mãos pelas bochechas rosadas do humano.
— Claro que é sua culpa. — Sussurrei, me sentindo relaxada, segura. — Você é muito lindo, Stiles. Não tem como resistir.
Ele deu um sorriso nervoso, desviando o olhar, o que me fez lembrar do seu desespero quando o flagrei se tocando.
— Por que você disse aquilo? Por que você disse que eu não ia mais ficar com você? — Insisti baixinho.
— Você está se aproximando demais de mim, Lydia, me conhecendo muito. — Ele não olhava para mim ao falar. — Então eu fico esperando o momento que vai perceber que não vale a pena ficar comigo.
— Stiles...
— Você só começou a ficar comigo por estar se sentindo mal consigo mesma, por estar frágil, mas agora você está voltando a ser você e logo não vai mais precisar de mim. — Senti minhas sobrancelhas se franzirem, analisei o rosto do garoto. — E ainda me vê... — A vergonha pareceu impedi-lo de dizer o que estava fazendo. — Isso só vai fazer com que você perceba mais rápido o quanto eu sou ...
— Lindo? Sexy? — Interrompi a sua fala, segurando seu queixo para o obrigar a me encarar. — Stiles, eu podia ter ido embora, mas fiquei parada olhando porque achei muito excitante. — Ele pareceu ficar com mais vergonha, mas eu não senti nenhum tipo de timidez ao falar daquela forma. — E você sabe o que eu percebi com isso? Percebi o quanto você me respeita e que é um homem maravilhoso.
— Por quê?
— Porque em nenhum momento você se preocupou com suas próprias... Hum... Necessidades. — Olhei sugestivamente para o volume abaixo de mim. — Você só se importou que eu aceitasse a mim mesma, que eu perdesse meu medo e sentisse prazer.
Ele balançou os ombros, como se fosse uma coisa normal e que qualquer pessoa faria, contudo eu sabia muito bem que nem todos os homens eram capazes de ser como ele.
— E Stiles, eu não estou com você só porque está cuidando de mim. — Suspirei e desviei o olhar. — Eu gostava de você antes do inferno.
— Impossível. — Foi a resposta incrédula dele. — Você nunca...
— Você sabe que eu te beijei durante o ataque de pânico porque quis, não é? Não fazia ideia se aquilo ajudaria, eu só entrei em desespero e quis beijar você.
— Pensei que você não lembrava mais disso. — Foi o sussurro dele.
— Claro que lembro, Stiles, porque depois disso fiquei com muita vontade de beija-lo de novo.
— Mas você nunca demonstrou nada, nunca tentou nada.
— Você começou a namorar Malia, Allison e Aiden morreram, não conseguia controlar meus poderes, vários assassinos vieram para Beacon Hills, então não era exatamente o momento para isso. — Lembrei, soltando seu rosto, deixando minhas mãos caírem ao lado do meu corpo exposto. — E depois veio o inferno.
Nós ficamos em silêncio. Stiles encarou meu rosto por longos minutos, todavia depois de um curto intervalo de tempo, percebi que ele se distraiu com meu corpo, encarando meus seios como se não percebesse o desejo que transmitia no olhar.
Ri baixinho, lembrando que ele precisava terminar de resolver seu problema e a contragosto, sai de seu colo. Em resposta, Stiles gemeu baixinho de insatisfação.
— Eu nunca vou parar de querer ficar com você, porque eu te amo, Stiles. — Falei já saindo do banheiro, enquanto ele me observava, confuso. — Vou deixar você ter privacidade para... Ahn.... Você sabe, continuar o que estava fazendo.
Antes que o garoto tivesse uma crise de timidez, sai rapidamente, voltando para o quarto dele e me jogando na cama.
Stiles era tão quebrado e destruído como eu. Ele não passou pelas mesmas coisas que eu, mas ao ver a sua fragilidade, sabia que ele enfrentava os próprios infernos, as próprias lembranças e sentimentos que não conseguia esquecer, que não conseguia vencer.
Isso fazia com que eu tivesse a certeza que éramos moldados um para o outro.
Os dois feridos, fechados, sem compartilhar as dores, como se fossemos feitos de cacos de vidros e nossos pedaços se encaixassem, se completassem.
**
— Você está falando com o Scott? — Perguntei naquele mesmo dia, de noite, quando encontrei o garoto sentado no sofá, com o celular na mão.
— Estou. — Respondeu para mim e logo em seguida explicou para Scott. — A Lydia acabou de entrar na sala.
— Coloca ele no viva-voz. — Pedi.
— Acho que ela quer falar com você. — Murmurou para o celular, me olhando desconfiado.
— Lydia? Lydia? Lydia? — Scott berrou do outro lado da linha, me fazendo rir.
— Olá!
— Você está querendo falar comigo? Eu estou com tanta saudade de vocês dois! Na última vez que vi você, ainda estava querendo me matar.
— Desculpa por isso. — Respondi baixo, encarando Stiles que tinha uma expressão curiosa. — Eu estava pensando se você não quer vir aqui.
— Sério? Você tem certeza? — Stiles foi o primeiro a falar, abrindo um sorriso gigantesco, os olhos brilhando.
— Se eu quero? Eu estou implorando para esse idiota me deixar ver vocês!
— Então por que não marca com o Stiles? Nós não temos nenhum compromisso mesmo. — Balancei os ombros e sorri, feliz ao ver a expressão animada de Stiles.
— Você tem certeza, Lydia? Está pronta para outra visita? Da última vez não deu muito certo. — Stiles falou inseguro.
— Você não vai transar na sala com o Scott, vai? — Perguntei sugestivamente, fazendo Scott gargalhar.
— Lydia, eu prometo que se ele tentar me agarrar, vou castrar ele! — Foi a resposta do lobisomem.
— Então vê um dia bom. — Falei como despedida, mas Stiles não deixou que eu saísse da sala, segurando meu braço.
— Por quê?
— Porque eu sei que você está com saudades dele e amo ver esse seu sorriso.
O sorriso dele aumentou o suficiente para eu me perguntar se suas bochechas doíam com aquele movimento.
— Eu amo você. — Ele falou sem som, só movendo a boca.
— Eu sei. — Respondi, assoprando um beijo em sua direção.
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