Notas iniciais
Gente, chegamos a marca de 300 comentários! 300!!! Da para acreditar??? Vocês não tem noção de como fiquei animada! Estava enlouquecida para chegar a 300 e fiquei muiitooooo feliz quando alçamos essa meta! Aniquila-me está em uma das primeiras páginas das mais comentadas de Teen Wolf e nem sei como agradecer a vocês, leitores, por todo apoio! Por isso, me esforcei muito para deixar esse capítulo especial, colocando umas coisinhas que eu sei que estavam ansiosos para ver, como uma tentativa de agradecer! É isso, obrigada mais uma vez e boa leitura! * Gente, essas nota inicial foi para outro site, em que eu consegui ficar com mais de 300 comentários, mas coloquei aqui também porque essa felicidade que me motivou a escrever esse capítulo*

Terceira pessoa

Dois dias depois do choro de Stiles, depois de Lydia saber que ela estava sendo procurada e deles brigarem, ninguém tocou novamente naquele assunto.

A garota, estava com medo demais para perguntar, não tinha coragem de falar sobre a possibilidade de voltar para o inferno e o garoto, apesar de aliviado por não esconder nada da menina, tinha o mesmo medo, temendo a reação que a Banshee teria se soubesse algum detalhe.

Assim, eles estavam sentados no sofá, Stiles mudava o canal da televisão, procurando algum filme bom e Lydia, esperava pacientemente que ele se decidisse.

— Esse parece ser bom e vai começar agora. — Ela opinou baixo, fazendo o garoto finalmente parar em um canal.

— Quer pipoca?

— E chocolate. — Respondeu sorrindo, fazendo o garoto rir baixinho e revirar os olhos.

O filho do xerife voltou minutos depois, perto do filme começar, trazendo a pipoca e uma barra de chocolate. Quando voltou a sentar no sofá, Lydia agarrou o braço magrelo e apoio a cabeça no ombro largo.

Estava tudo bem, tudo calmo. Assistiam o filme com interesse, bem perto um do outro, comiam silenciosamente, lambuzando as mãos. O que fez com que Stiles parasse de prestar atenção no filme, foi Lydia estremecer e esconder o rosto em seu peito repentinamente, como se estivesse com medo.

— Lydia, o que foi? Não é filme de terror nem nada.

A garota não respondeu, esmagando os dedos em seu braço magro, afundando ainda mais o rosto no peito coberto pela blusa de malha. O menino, confuso, segurou o queixo de Lydia e fez com que ela o encarasse.

— O que foi, meu anjo?

— No filme, eles estão... — Ela não conseguiu terminar a frase e o humano, finalmente, olhou para a televisão.

No filme, o casal principal se beijava e tirava as roupas.

— O que que tem, Lydia? Eles estão se beijando.

— Mas vão fazer outra coisa. — Ela sussurrou como se fosse um segredo, fazendo o garoto franzir o rosto.

— Você está assim por que eles vão...hum...fazer sexo? — Perguntou, sem saber qual termo usar com a garota.

— Ele parecia gostar dela, então por que vai fazer isso?

— Lydia, olha de novo para a televisão, a personagem quer fazer, eles se gostam.

— Mas machuca, ele vai machucar ela.

A expressão tranquila de Stiles, foi dominada pela dor quando entendeu o motivo de Lydia agir daquela maneira. “Ela tem medo, ela tem medo de sexo”, foi a conclusão aterrorizante que ele chegou.

— Lydia, sexo não machuca.

A garota, conturbada, franziu o rosto, como se ele falasse uma grande ofensa.

Algumas vezes, Lydia conseguia raciocinar que sexo era bom, que antes do inferno ela fazia, lembrava também de quando flagrou Stiles e Malia e em como parecia tranquilo, como eles pareciam confiar um no outro, mas seu medo era tão grande, que tinha crises em que abominava o sexo, associando somente a coisas ruins, a dor.

Stiles suspirou e desligou a televisão, desistindo de continuar assistindo o filme. Se remexeu no sofá, até sentar de frente para Lydia e segurar suas mãos, entrelaçando os dedos com os dela.

— É normal você sentir medo, Lydia, mas tem que entender que sexo é bom, é natural. — Murmurou, decidido a ignorar a timidez por falar abertamente sobre aquilo, fingindo que suas bochechas não estavam rosadas.

— Mas o sexo com ... — A garota engasgou na frase, respirando fundo, encarando as mãos entrelaçadas. — Ele me machucava muito.

— Anjo, o que ele fez com você foi uma violência, uma agressão e não tem nenhuma semelhança com sexo.

Stiles estava convicto que ia convencer a garota de que sexo não era ruim, lembrando, de meses antes, quando Melissa conversou com ele, falando que Lydia podia ter traumas que a impedisse de voltar a ter uma vida sexual ativa. Ele, obviamente, ficou envergonhado quando a mãe de seu melhor amigo, disse que se ele estava disposto a cuidar de Lydia, sozinho, precisava ajudar a garota a vencer todos os medos, inclusive nessa área, mas a partir daquele dia, se preparou para enfrentar o que fosse preciso para cuidar da menina.

Ele esperava que Lydia fosse dizer alguma coisa, mas ela permaneceu calada, os olhos fixos nos olhos castanhos. Stiles não entendia, não sabia, mas a garota procurava encontrar dentro daqueles olhos, a sua sanidade, pois o olhar de compaixão, de carinho, que o garoto lhe dava, fazia com que tudo dentro de si se encaixasse, voltasse ao lugar certo.

— Você não gosta de beijar, não gosta de carinho? Você até pede que eu mexa no seu cabelo. — Stiles falou baixinho, a voz doce e calma.

— Gosto.

— Então, sexo é carinho, é um carinho muito bom. — O garoto não pretendia explicar daquela forma, mas as palavras saíram de sua boca, pois aquele era o jeito que ele, de fato, via o sexo.

— Carinho?

— Sim, meu anjo, você faz carinho no corpo da pessoa e ela faz em você.

— Nem todas as pessoas se conhecem antes de fazer... — Ela murmurou baixo, curiosa para entender os pensamentos do humano.

— Mas elas querem receber e dar carinho, mesmo que com estranhos. — Respondeu, balançando os ombros e acariciando as mãos da menina. — Também é uma forma de demonstrar que ama uma pessoa, de demonstrar com ações, porque é uma coisa boa, gostosa e que exige intimidade.

— Eu nunca pensei assim, nem mesmo antes disso tudo. — Stiles sorriu minimante, percebendo a garota mais lucida, sem medo de falar.

— Porque você nunca ficou com os caras certos, Lydia. Você nunca ficou com alguém que a amasse por tudo que você é, por cada defeito, por cada qualidade, alguém que ansiasse mostrar com cada atitude o amor que sente por você. — As sobrancelhas de Lydia se franziram, seu coração acelerou e Stiles ficou subitamente tonto. — Sexo é um jeito de compartilhar intimidade, de se conectar com a pessoa, de consolar, de se divertir.

— Você faz parecer muito melhor do que é. — Ela já abria um pequeno sorriso, admirando como Stiles falava.

— Ou você nunca fez com alguém que fizesse ser tão bom.

Stiles só percebeu o significado e a ousadia se suas próprias palavras, segundos depois de falar, sentindo o rosto corar de vergonha. Rezou internamente para que Lydia não percebesse, mas infelizmente, ou talvez felizmente, a garota entendeu como a frase soou sugestiva.

— Eu só... as vezes acho que nunca mais vou conseguir... — Lydia abaixou a cabeça, constrangida, sem saber como falar algo tão íntimo.

— Está tudo bem, Lydia, não precisa ter vergonha, pode falar qualquer coisa para mim.

— Eu não consigo nem ficar... — Novamente ela travou, mas respirou fundo, tomando coragem. — Excitada, como se eu tivesse perdido a capacidade de ter desejo, como se Kevin tivesse conseguido estragar meu corpo e ele não funcionasse mais do jeito certo.

Ondas de raiva preencheram Stiles com o desabafo de menina, mas se controlando, ele apertou as mãos dela e respirou fundo.

— Você não vai deixar aquele desgraçado impedir que você tenha uma vida normal! Não tem nada de errado em você, Lydia, escutou? Só precisa de tempo e de um incentivo certo.

— Incentivo? — Quando a garota perguntou, insegura, Stiles se arrependeu de ter falado aquilo.

— Um dia você vai encontrar alguém, ou vai ver alguma coisa que faça você perceber que não perdeu seu...desejo.

Stiles ficou ainda mais constrangido, desconfortável e Lydia, se incomodou com a forma que o garoto disse, arrumando uma maneira de se depreciar, sempre supondo que algum dia ela encontraria algum homem que fizesse seus sentimentos, suas emoções e sensações, voltarem à tona, quando a verdade era que o único capaz disso, era ele e ninguém mais.

Depois daquela conversa, o dia seguiu normalmente, com Lydia muito calada e pensativa, se perdendo ao lembrar das palavras de Stiles sobre sexo e outras vezes, se perguntando se ele de fato não tinha coragem o suficiente para beija-la, ou se não queria.

— Eu quero tomar banho. — Ela sussurrou, já no início da noite, com a cabeça apoiada na perna de Stiles, enquanto ele conversa com o pai por mensagens no celular.

— Você já consegue tomar banho sozinha, mocinha! Posso saber por que mesmo assim você sempre quer que eu vá com você? — Perguntou descontraído, como se falasse com uma criança pequena e sorrindo.

— Eu prefiro, você faz massagem no meu cabelo. — Ela respondeu com a mesma doçura, abrindo um meio sorriso travesso.

Ele soltou uma risada baixa, revirando os olhos e abandonando o celular em cima do sofá.

— Vamos lá!

A garota sorriu, porque Stiles sempre fazia suas vontades, por mais bobas que fossem e juntos, foram até o banheiro.

O humano, sempre agia da mesma forma respeitosa, desviando o olhar do corpo da menina, lhe dando privacidade e continuava ficando completamente constrangido quando seus olhos, sem querer, encontravam algum ponto intimo dela.

Já Lydia, se sentia confortável e segura com Stiles, se despindo sem medo, pois sabia que ele evitava olha-la e que mesmo se olhasse, jamais faria algo contra a sua vontade.

No começo, o banho foi como todos os outros. Lydia entrou debaixo da água morna, fechou os olhos e relaxou, colocando o sabonete líquido nas mãos e esfregando lentamente pelo corpo. O que teve de diferente, foram as reações, tanto de Stiles, como de Lydia.

Ela suspirava, satisfeita com a água, satisfeita com o banho, que era seu momento favorito do dia e Stiles, esqueceu o habitual constrangimento ao ver a expressão leve da menina, que sorria discretamente.

Sentindo uma necessidade enlouquecedora de encostar nela, de ter algum contato, Stiles segurou seus ombros com delicadeza e a virou de costas, afundando os dedos em seus cabelos como estava habituado a fazer. Ele passou o xampu, passou o condicionar e mesmo depois do cabelo estar limpo, continuou massageando o couro cabeludo.

Lydia jogou a cabeça para trás e soltou um pequeno gemido, bem baixinho, como um gato ronrona para demonstrar o prazer. Já era costume a garota gemer daquele jeito que enlouquecia Stiles, mas a diferença, foi que daquela vez, ela gemeu o nome dele, em um sussurro rouco e gentil.

Cada célula do corpo de Stiles se agitou, suas mãos começaram a queimar, o coração acelerou, a respiração ficou falha e o desejo fez sua garganta se fechar. Perdendo subitamente a timidez, o garoto puxou Lydia delicadamente, fazendo com que ela ficasse no final do boxer.

Sem pensar, hipnotizado por aquele som, com os olhos fixos no cabelo molhado, o garoto afastou os fios loiros morangos, deixando o cabelo por cima do ombro esquerdo de Lydia e sua boca, foi em direção ao pescoço úmido. Stiles beijou com delicadeza a nuca da menina.

Ela estremeceu, surpresa, mas relaxou logo em seguida, aprovando a sensação do hálito quente contra sua pele. Stiles beijou mais três vezes aquele ponto, para logo em seguida, arrastar a boca por seu pescoço, deixando os dentes roçarem em sua pele.

Alcançou o ombro direito e depositou novos beijos molhados, a saliva quente se misturando com a água do chuveiro, enquanto suas mãos, grandes, apertavam com delicadeza os braços frágeis da menina.

De acordo que a beijava, Stiles virou Lydia novamente, de maneira que ela voltou a ficar de frente para ele. O humano não desviou o olhar da pele pálida e macia, pois sabia que toda coragem ia se derreter se encontrasse os olhos verdes.

A boca do garoto voltou para o pescoço de Lydia, deslizando até a altura de sua garganta, onde arriscou lamber, sentindo o sabor doce da pele pálida. A garota arfava, estremecia, se arrepiava, fechou as mãos em punho e aproveitou, encantada, as respostas de seu corpo.

Ela sentia o ventre se contorcer prazerosamente, suas pernas pareciam bambas, o estomago girava. Era como se estivesse fora de seu corpo, ao mesmo tempo que recebia um furacão de sensações por suas terminações nervosas, apagando todos seus pensamentos e fazendo com cada pedaço de sua mente se concentrasse somente na visão do cabelo escuro de Stiles, que se molhava com a água que continuava a jorrar do chuveiro.

Depois de alguns segundos, o garoto mordeu o pescoço de Lydia pela primeira vez, bem delicadamente, a fazendo arfar e se arrepiar. Mordeu mais uma vez e outra, mordeu novamente, mordeu mais forte, sugou a pele para seus dentes, chupou, acariciou com a língua.

Enquanto a boca dele fazia movimentos mais intensos, o desejo em Stiles triplicava e Lydia perdia o controle de si mesma, suspirando alto, tendo dificuldades de se manter em pé, sentindo o corpo formigar e a mente entrar em um estranho estado de torpor.

Quando já tinha torturado Lydia o suficiente, a preenchendo de expectativa, a boca fina seguiu o caminho pela garganta da garota, alcançando o maxilar, depositando um beijo ali, para finalmente, alcançar os lábios carnudos.

Stiles, pela primeira vez, tomou a iniciativa.

Seus lábios se selaram e imediatamente, dominado pelo desejo, Stiles entrou no chuveiro, molhando toda sua roupa, empurrando Lydia delicadamente até suas costas colarem na parede.

A língua gostosa do menino, teve coragem de abrir caminho, perfurando a boca de Lydia, movimentando com curiosidade e ânimo. A garota estava encurralada, coagida, mas de um jeito delicioso.

Ela agarrou o pescoço de Stiles com as duas mãos, o puxando para que suas bocas se encaixassem melhor e o garoto, por sua vez, colocou as mãos em sua cintura nua, apertando com gentileza, sem desrespeitar seu corpo completamente exposto.

Eles não sabiam como era possível, mas foi o melhor beijo que compartilharam. Os lábios grossos engoliam os finos, mas ainda assim, eram os finos que comandavam, Stiles guiou o beijo pela primeira vez, de um jeito delicioso, saboroso, prazeroso.

A língua dele sabia o que fazer de um jeito quase engraçado, pois mesmo sendo desastrado, esbarrando a boca, escorregando a língua, tudo fazia ser ainda melhor. Era um beijo intenso, cheio de sentimentos, cheio de desejo.

O corpo nu de Lydia se esmagava contra o de Stiles e isso fazia o garoto lutar para não perder a sanidade. A roupa dele começava a colar no corpo, a blusa grudando e marcando seu abdômen, a calça de moletom ficando cada vez mais pesada, como se fosse cair.

O beijo foi longo e só teve fim, quando Lydia invadiu a blusa de Stiles com as duas mãos, cravando as unhas curtas em sua barriga, arranhando os pequenos músculos definidos que se exibiam. Aquilo foi demais para Stiles, que afastou suas bocas arfando alto, os olhos arregalados, a boca aberta.

Lydia respirava com dificuldade, soltando ruídos altos e estranhos, seus lábios estavam inchados e dormentes, o pescoço marcado de roxo graças ao garoto.

Stiles com as mãos trêmulas, soltou a cintura de Lydia lentamente, enlouquecendo ao lembrar que ela estava completamente nua, grudada em seu corpo.

— V-você conseguiu. — Ela gaguejou, zonza e Stiles, de imediato, pensou que ela falava que ele conseguiu tomar a iniciativa do beijo. — E-eu estou excitada, eu estou muito excitada.

Os olhos do garoto se arregalaram ainda mais com a compressão de que era aquilo que ele tinha conseguido.

— Por minha causa? — Apesar da situação óbvia e do próprio Stiles estar excitado ao ponto de se tornar evidente na roupa, ele sentiu a necessidade de perguntar, por parecer bom demais, impossível demais para ser verdade;

— Sim, Stiles, por sua causa. — Ela respondeu.

Nervosos, constrangidos, os dois riram, soltando pequenas gargalhadas.

— Agora você vai voltar a me beijar? Eu tomei a iniciativa. — Perguntou logo depois, o rosto vermelho de desejo e vergonha.

Lydia, tonta, concordou com o rosto, sorrindo.

Eles ficaram por um bom tempo imóveis, tentando controlar as respirações, sem saber o que fazer, como agir. Stiles queria mais do que aquele beijo, bem mais, mas sabia que não podia tomar nenhuma ação precipitada que pudesse afastar Lydia.

— Você quer que eu saia daqui? — Ele perguntou incerto, depois de alguns minutos

— Não, eu quero que você me beije de novo, porque foi muito bom. — Ela disse, pedindo com um sorriso delicado.

Ele sorriu e dessa vez, teve coragem de unir novamente suas bocas.

Notas finais
Então, gente, o que acharam?? Resolvi colocar em terceira pessoa, porque quando eu pedi para vocês dizerem qual narração preferiam para o primeiro beijo e para a primeira vez, NINGUÉM lembrou que eu já fiz capítulos em terceira pessoa na fic kkkk..todo mundo falando "seria diferente, porque você nunca fez", mas já coloquei no inicio...hahah Enfim, de qualquer forma, quis colocar para vocês lembrarem e para ser um pouco diferente! Espero de coração que tenham gostado, porque estou muito feliz e animada. Beijinhos