Animals
1 CAPÍTULO ÚNICO: Maybe you think that you can hide
Notas iniciais
Baby, I’m preying you tonight
Hunt you down eat you alive
Just like animals, animals
Like animals-mals
Maybe you think that you can hide
I can smell your scent from miles
Just like animals-mals
Baby I’m
Animals – Maroon 5
São exatamente 21h55 de uma quarta-feira. Eu poderia estar em qualquer lugar do mundo (ok, na verdade não poderia por “x” motivos, mas isso não vem ao caso), só que estou em uma academia dando duro depois de uma semana me alimentando de toda porcaria possível que havia na rua. Eu me mudei para Starling City faz só um mês e apenas uma semana que finalmente comecei a trabalhar na Global Merlyn como TI. Consegui o emprego graças a Thea e também moradia, já que estou hospedada no loft dela enquanto não recebo meu primeiro salário para alugar um apartamento.
Infelizmente Thea não mora sozinha, ela tem um irmão. Ele é a definição do diabo e eu o odeio com todas as minhas forças. Tudo o que ele fez durante todo o mês foi me irritar e me fazer ter vontade de fugir para as colinas (desde que tenha wi-fi, obvio). Nem toda beleza que ele possui consegue me fazer odia-lo menos, nem todos aqueles músculos, ou olhos penetrantes azuis, ou o sorriso safado ou... Não importa, nada disso ajuda.
— Anda loirinha, precisa fazer direito se quiser ficar com esse bumbum durinho.
Talvez eu tenha esquecido de mencionar que o diabo é dono de uma academia, para ser mais especifica, da que eu estou e que ele faz questão de ajudar todas (sem nenhuma excessão) as mulheres a treinar. E claro, não podia perder a oportunidade de me irritar. E por que eu não escolhi outro lugar? Diga para mim se você andaria 3km a pé depois de sair do trabalho até chegar em outra academia? Então entenda, eu não tenho escolha e não pretendo virar uma porca gorda.
— Cala a boca. – Parei de divagar e comecei a pedalar direito.
— Muito bom, estou doido para ver logo os resultados.
O ruim de treinar em uma quarta à noite é que não havia mais ninguém além de Oliver, a recepcionista loira gostosa, que é bastante legal chamada Sara e eu. Então ele aproveitava o momento para me azucrinar ainda mais, me fazendo ter vontade de socar sua bela face.
— Ollie, já vou indo, vocês tem muito que fazer aqui ainda e eu não quero ficar para assistir. – Sara disse e eu sabia que ela não estava se referindo ao treino, às vezes ela também me provocava, o que me fazia ter raiva até que ela me lançasse seu sorrisinho fofo.
Acabei minha seção de bicicleta assim que a ouvi dizer que ia embora, não passaria mais tempo do que o necessário perto do meu diabo particular. Fui correndo em direção ao vestiário feminino tomar uma ducha antes de enfrentar o metrô, sendo chamada por Oliver antes.
— Hey loirinha, calma. Eu não vou te morder... – Sorriu cafajeste. – Há não ser que você peça. – Mostrei-lhe o dedo médio, o fazendo soltar uma gargalhada tão sincera que até jogou a cabeça para trás e aquilo foi sexy. Oi? Eu disse sexy? Não, não, eu quis dizer irritante. – Continue seu treino, prometo me comportar.
Analisei bem seu rosto e ele parecia sincero, enquanto passava a mão na barba e lambia levemente os lábios. Parti para o próximo equipamento e iniciei a seção, sendo interrompida um tempo depois.
— Se continuar fazendo assim pode machucar seu músculo da coxa. – Passou a mão na mesma. – Ou joelhos. – Segurou minhas pernas, deixando-as mais flexionadas. – Agora está certo.
Continuei o exercício prestando atenção para deixar a perna como ele tinha ensinado e acabando mais uma seção.
— Tenho uma proposta. – Disse enquanto eu me preparava para iniciar em outro aparelho.
— Qual? – Ainda tive a curiosidade de perguntar, mesmo sabendo que não seria coisa boa.
— Sei que se alimentou muito mal essa semana e com essas seções meia boca não vai perder nem ¼ do que ganhou de gordura.
— Hey! – Ralhei sem saber se era por ele dizer que todo meu esforço era meia boca ou por me chamar de gorda.
— É a realidade baby. – O fuzilei com o olhar. – Estou só te ajudando. – Piscou. – Vamos fazer assim: Se você conseguir fazer 100 abdominais eu nuca mais te irrito, sequer dirijo a palavra a você. – Era uma proposta tentadora, mas vindo dele faltava alguma coisa. – Se não conseguir, você transa comigo por um mês. – Eu disse. – Todos os dias.
— Não. – Não cairia nessa, eu tinha um namorado, quase noivo em Las Vegas, não podia fazer isso.
— Sabia que não consegue. – Desafiou provocativo.
— Vou te provar que posso fazer 101 abdominais e nunca mais quero que você chegue perto de mim, sequer pronuncie meu nome. – Sou um pouco competitiva e odeio desafios.
— Vamos ver Felicity. – Fez questão de dizê-lo para me tirar do sério. – Mas não se esqueça que menos de 101 e nos transamos, bem aqui. – Apontou para um lugar no chão com um daqueles tapetes de e.v.a.
— Fechado.
Posicionei-me no chão e Oliver se sentou ao meu lado. Comecei a subir e descer, usando a força dos braços para me erguer, enquanto irritantemente ele contava cada abdominal. Antes de chegar a 50 eu já estava morrendo e aos 80 meus braços queimavam feito brasa, mas foi aos 100 que eu não aguentei mais e cai. Fiquei jogada no chão esperando a dor passar e a vergonha e vontade de me enfiar em um buraco e nunca mais sair sumir. Como pude ser tão fraca, faltando apenas uma?
Assim que minha respiração voltou ao normal, virei de barriga para cima e logo o senti puxar meu braço para si e massagea-lo com um gel gelado, que ia esquentando conforme ele mexia, fazendo o mesmo processo no outro, aliviando a dor.
— Promessa é dívida. – Lembrou, me fazendo corar de raiva e vergonha ao mesmo tempo. – Mas antes te dou um tempo para se recuperar. Tome um banho.
Levantei apoiando nos meus braços o mais rápido que pude, correndo para o vestiário e me sentando no banco. Minha vontade era procurar uma saída por ali e fugir, mas corajosamente me levantei e entrei no Box, retirando minha roupa e ligando a ducha. Borboletas voavam na minha barriga me deixando enjoada, eu não sabia porque estava tão nervosa, não é a primeira vez que a gente transa, nem segunda, nem terceira... Ops, eu ainda ao tinha contado isso? Talvez seja porque nem eu entenda como posso odiar tanto alguém assim, mas quando estamos sozinhos, de repente explodimos em desejo.
Sai do banho e me enrolei na toalha, nem me preocupando em vestir alguma coisa, afinal eu sabia que não tinha escapatória, fui para fora apenas com a toalha e ousadia cumprir a bendita aposta. Ele sorriu safado ao me ver, vestido apenas em um novo calção, mostrando que ele também tinha acabado de tomar banho.
— Tira. – Pediu e enrolei a toalha em volta do meu corpo ainda mais, fechando a cara. – Tudo bem, então te fazerei implorar.
Veio na minha direção, atacando meus lábios com fome, sua mão indo direto para os meus cabelos, puxando-o, dando assim mais acesso a minha boca, enquanto a outra já apertava minha cintura, reivindicando como sua. Gemi quando ele abandonou meus lábios depois de nos faltar ar e desceu pelo meu pescoço, deixando beijos, lambidas e leves raspar de dentes, que há essa hora já tinha me deixado molhada.
Soltou meu cabelo e apertou minha bunda, me levando mais próxima a ele, fazendo-me sentir sua ereção na minha barriga. Retirei a toalha e a deixei cair aos meus pés, queria senti-lo em cada parte disponível do meu corpo. Segurei seus braços buscando me equilibrar, ora apertando, ora fincando as unhas, já que minhas pernas começaram a se tornar esponjosa. Girou nossos corpos, me encostando a parede, voltou a beijar meu pescoço e apertou um dos meus seios, segurei seus curtos fios loiros enquanto ele trabalhava com sua boca pelo meu corpo. Já não estava mais conseguindo controlar alguns gemidos de puro prazer e nós ainda nem tínhamos começado.
Ele me virou, empurrando minhas costas até que meu tórax e rosto encostassem-se à parede, depois disso, seus toques pararam e quando estava prestes a procura-lo, senti-o puxar minha cintura, deixando-me empinada para ele.
— Hey! – Ralhei sem realmente me incomodar muito com a posição, já que estava beirando a loucura de tanta excitação.
— Isso é o que meninas que reclamam ganham.
Afastou minhas pernas com as suas e senti algo sendo estralado contra minha bunda, soltei um gritinho surpreso, logo depois o objeto foi desferido em minha intimidade, fazendo-me soltar um gemido estrangulado. Definitivamente, eu podia recebê-lo agora.
– Por favor. – Implorei, não reconhecendo minha própria voz repleta de luxuria.
Ele puxou meu corpo para si, depositou um beijo no meu ombro voltando a me virar, jogou uma régua no chão, provavelmente o objeto que ele usou para me golpear e ergueu-me, enlacei minhas pernas em seu quadril, sentindo sua excitação bem na minha intimidade, me remexi, fazendo-o gemer. Voltando a me beijar, ele me colocou sentada sobre um equipamento alto, percebi que estava tão excitada que a única coisa que era capaz de fazer além de gemer, era apertar as partes disponíveis do corpo dele, então desci minhas mãos em busca de abrir suas calças.
— Não ainda Love. – Disse sexy e lentamente. – Temos todo o tempo do mundo.
Segurou meus pulsos do lado do meu corpo e beijou meu seio, logo sugando o bico, deixando o ainda mais intumescido, repetindo o processo no outro, só que desta vez, deixando uma moderada mordida, que certamente deixaria uma marca. Desceu pela minha barriga, variando entre beijos, lambidas e mordidas, ignorando o ponto que clamava para ser tocado e beijando a parte interna das minhas coxas. Lambeu desde o joelho até a metade da coxa esquerda, mordendo forte e depois chupando a pele, mas acima da dor, aquilo era extremamente prazeroso. Sugou durante uns segundos e então lambeu o local, partindo a beijar minha intimidade, me fazendo estremecer por baixo dele e segurar fracamente seu cabelo.
Sua língua trabalhava em movimentos de vai e vem me levando à loucura, enquanto eu gemia roucamente o seu nome, já que essa hora eu não tinha mais controle nem do meu corpo, quem dirá das cordas vocais. Sugou meus pequenos lábios e clitóris, sendo este o motivo do meu gemido mais alto por enquanto. Depois disso senti dois dedos me penetrarem, enquanto sua língua trabalhava ritmadamente na medida de força certa, logo explodi no meu primeiro orgasmo da noite.
Seus lábios voltaram para os meus e pude sentir o meu gosto em sua boca, enquanto ele se remexia por cima de mim se livrando do calção. O ajudei como pude, empurrando para baixo com os pés, logo ele estava tão nu quanto eu e assim pude senti-lo me preenchendo lentamente, enquanto arranhava forte suas costas, deixando marcas avermelhadas. Gemi ao senti-lo completamente dentro de mim, até que saiu quase todo e voltou estocando fortemente, me fazendo gritar. Voltou a se movimentar em um ritmo moderado, logo aumentando a intensidade quando nossos corpos clamavam por mais.
Quando estávamos quase atingindo o clímax, saiu de dentro de mim e me desceu, nos levando até um sofá que havia próximo ao balcão da recepção e se sentou nele. Coloquei minhas pernas uma de cada lado do seu corpo, encaixando seu membro em mim começando a cavalga-lo, enquanto suas mãos seguravam minha bunda me auxiliando no movimento de subir e descer. Segurei seus ombros e o beijei, interrompendo rapidamente, pois não consegui respirar direito nem conter os gemidos que escapavam. Subi meu corpo quase retirando seu membro de mim e desci rebolando, arrancando um gemido de puro êxtase dele, o que o fez me segurar pela nuca e quadril sem nos desencaixar e me deitar no sofá, voltando a assumir o controle estocando de forma rápida, me fazendo gozar pela segunda vez, o sentindo algum tempo depois se libertar dentro de mim.
Enquanto me recuperava do orgasmo, sem sair de mim, beijou meu pescoço, maxilar, queixo e finalmente minha boca, me roubando o ar que eu mal tinha recuperado. Saiu de dentro de mim me fazendo soltar um muxoxo baixo de desaprovação, levantando-se. Fiz o mesmo e fui em busca da toalha para me enrolar enquanto não me vestia.
— Onde pensa que vai? – Disse.
— Para onde acha gênio? Para casa, óbvio.
— Mas ainda não pagou a aposta,
— O que? Nós acabamos de transar. – Protestei deixando-o para trás e entrando novamente no vestiário feminino.
Precisava tomar outro banho, já que o infeliz nem teve a decência de usar camisinha e agora eu tinha gozo escorrendo por minhas pernas. Entrei no Box e o senti atrás de mim, por que eu achei que ele iria respeitar o vestiário feminino?
— Você fica ainda mais gostosa quando fingi que não quer.
E só com isso o diabo conseguiu me despertar de novo. Fui virada para ele e agarrada, o chuveiro foi ligado, caindo água fria sobre nós. Com ódio soquei seu peitoral, que por sinal é muito bem definido, enquanto a água tornava-se gradativamente quente. Logo ele pegou meus pulsos e levou acima da minha cabeça segurando com uma só mão, enquanto a outra passeava pelo meu corpo me arrepiando. Abaixou sua cabeça atacando meus lábios com urgência, me fazendo gemer quando sua mão foi para a minha intimidade e começou a me masturbar, sem nunca aumentar o ritmo.
— Por favor. – Choraminguei.
— Por favor, o que? – Olhei para os seus olhos que estavam escurecidos de desejo e me vi implorando facilmente.
— Me solta, por favor.
Libertou meus braços e o agarrei pelos ombros, puxando-o para mim e mordendo seu lábio inferior, ouvindo um gemido rouco lhe escapar, então o beijei com avidez, explorando seu belo corpo com as mãos e peguei seu membro, massageando-o lentamente em vai e vem, vendo-o fechar os olhos, jogando a cabeça para trás e aproveitando o contato. Beijei seu queixo e o senti estremecer, retirando minha mão da sua intimidade, me encostando a parede fria, o que me incomodou só até que ele puxasse uma das minhas pernas e apoiasse em seu quadril e me penetrasse fundo e forte.
Estava aproveitando cada contato dele e também para explorar todas as partes do seu corpo, seja com a boca ou mãos. Ouvi-lo gemer quando o tocava ou o apertava com minha vagina era delicioso e excitante, que até me fazia esquecer que estava transando com o cara que eu odiava e que me usava apenas como seu brinquedinho sexual quando não tinha outra mulher de pernas abertas. Meu corpo batia contra a parede e tenho certeza que estarei toda marcada quando acabarmos, mas tudo era tão maravilhosamente prazeroso que essas pequenas coisas não incomodavam.
— Você é tão gostosa. – Disse próximo ao meu ouvido. – Tão apertada. – Sussurrou.
Senti algo se formar em meu baixo ventre e ele sabendo que estava próxima, massageou com a ponta do polegar meu núcleo sensível, me fazendo explodir em mais um orgasmo, enquanto ele continuava com os movimentos e assim eu fui mais uma vez e mais outra, tendo pela primeira vez o que acho ser um orgasmo múltiplo. Saiu de dentro de mim e gozou na minha barriga, gemendo meu nome, o que me fez sorrir em aprovação.
— Não me solta. – Pedi, pois não sabia se podia confiar nas minhas pernas ainda.
Ele abaixou minha perna e me segurou com as duas mãos pela cintura, depositando um beijo na minha testa, nos colocou em baixo da ducha para que a água levasse embora nossos prazeres e suor. Assim que percebeu que eu já podia me firmar melhor sozinha, soltou-me e pegou a esponja, colocando sabonete liquido nela, virando-me e esfregando-a deliciosamente por minhas costas, depois me encostou ao seu peitoral e passou a bucha pelos meus seios, barriga e lavou minha intimidade. Assim que acabou, colocou mais sabonete na esponja e começou a se ensaboar.
Peguei na prateleira o xampu que tinha deixado lá da primeira vez, lavando meus cabelos. Ensaboei e enxaguei, logo passando também o condicionador. Assim que acabei o vi estender uma toalha limpa para mim e já estar com uma enrolada na cintura. Sequei-me e enrolei meu corpo, tentando tirar o excesso de água dos cabelos com as mãos, recebendo assim outra toalha para isso. O vi deixar o vestiário e aproveitei para retirar a toalha do corpo, vendo as marcas vermelhas e arroxeadas que ele deixou espalhadas, sendo a mais evidente a do seio e da coxa, onde se eu fosse esperta, ninguém veria. Eu tinha que policia-lo para não deixar marcas e só de pensar nisso minha face esquentou, pois estava pensando em ter mais sexo quente com o irmão da minha melhor amiga, quando além de tudo eu tinha um quase noivo em Vegas, um cara que planejei casar e ter filhos.
Peguei o hidratante espalhando pelo corpo, evitando pensar nisso, passei desodorante e coloquei minhas roupas intimas, em seguida me vesti com uma calça jeans e regata, calcei meus coturnos e penteei meus cabelos longos. Passei minha jaqueta pelos braços e sai do banheiro, vendo-o vestido também.
— Essa calça jeans... Você sabe o quanto te acho sexy nela. – Sorriu de lado. – Vem cá.
Analisei seu rosto em busca de qualquer indicação do que ele queria, mas já caminhando em sua direção. Assim que estava perto, ele colocou a mão no decote da blusa e eu dei um passo para trás.
— Calma, só quero ver. – Entendi que ele se referia a mordida.
O deixei abaixar minha blusa e um pouco do sutiã e olhar, senti seu dedo gelado passar por cima e sem querer me arrepiei.
— Não pode mais fazer isso!
— Isso o que? Te morder ou te foder?
Sei que devia achar grosseiro o jeito como ele fala comigo e na verdade eu acho, só não consigo evitar ficar excitada por mais que ele pareça um animal selvagem às vezes.
— Ambos, você sabe que eu tenho um, bom, um noivo.
— Felicity. – Disse pausadamente. – Que tipo de cara tem uma mulher como você e não se preocupa em pelo menos ligar? Faz um mês que se mudou e eu nunca a vi falar com ele.
Oliver tinha um ponto, eu realmente não tinha ligado para o meu namorado, mas eu realmente estava ocupada e não tinha tempo. Meu subconsciente traidor me lembrou que eu tinha arrumado tempo para transar com Oliver e me senti culpada, mesmo que Cooper também não tenha se preocupada em entrar em contato também e saber como estavam as coisas.
— Não precisa se sentir culpada ou fugir. – Percebi que tinha me afastado de Oliver. – Sei que acha que pode correr, que pode encontrar outros peixes no oceano, que pode fingir que está predestinada, mas sei também que não pode e nem consegue ficar longe de mim. – O olhei de forma incrédula, tentando fingir que tudo o que ele dizia era mentira. – Porque eu me sinto da mesma forma, somos como inimigos, mas nos damos tão bem quando estou dentro de você. – Ouvir isso trouxe lembranças frescas do que acabamos de fazer e senti minhas bochechas esquentarem. – Você é como uma droga que está me matando e eu tento me desintoxicar completamente, mas fico extasiado toda vez que estou dentro de você.
— Não tente me ler, não finja que sabe como me sinto. – Soltei rápido tentando a todo custo disfarçar a verdade.
— Eu amo as suas mentiras, mas não negue o animal que ganha vida toda vez que estou dentro de você.
Abaixei minha cabeça, sabendo que ele tinha toda a razão, eu nunca me comportei assim com ninguém, mas quando estávamos juntos eu me transformava, acabava sendo caçada como uma presa fácil, louca para ser devorada viva. Senti sua mão levantar meu queixo, me obrigando a encara-lo.
— Não precisa admitir nada agora, nós temos um mês para provar qual de nós esta certo. – Deixou um selinho nos meus lábios. – Mas por ora, vamos para casa, Thea já ligou e está desesperada atrás de você.
— Ai meu Deus, que horas são?
— 1h34 da manhã. – Disse conferindo no celular.
— Como vou para casa agora? – Indaguei para eu mesma preocupada.
— Sério mesmo? Acha que eu te foderia e depois te deixaria ir sozinha para casa? – Sabia que ele estava sendo sincero e me senti um pouco babaca. – E de qualquer forma, estamos indo para o mesmo lugar. – Assenti. – E você sabe, não tem como fugir, ainda vou te foder forte e duro bem onde está pisando. – Olhei para o chão sabendo que era obvio que eu estava ruborizada. – Vamos?
Ajeitei minha bolsa nas costas e o segui para o estacionamento da academia, logo estávamos no carro.
— Sabe? – Resmunguei um “hm”. – Amanhã vou abrir a academia apenas para você. Esperar todo mundo sair já estava me dando bolas azuis.
— Safado! – Dei um tapa no seu ombro e me ajeitei no banco, já me acostumando com a ideia de ser de Oliver Queen, pelo menos por um mês.
So it I run it’s not enough
You’re still in my head
Forever stuck
So you can do what you wanna do
I love your lies, I’ll eat’ em up
But don’t deny the animal
That comes alive when I’m inside you.
~FIM~
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