Angels of darkness
1 Prólogo
Notas iniciais
Esta não é minha primeira fic e é originalmente minha com algumas inspirações em Fallen e Hush Hush. Os personagens são meus, o cenário é meu, o ar que eles respiram é meu. É tudo meu-me haha oquei só que não.
Bom, espero que gostem :D
Inglaterra, 1821
Era uma manhã fria de inverno, Liv usava um casaco comprido branco e um gorro vermelho para aquecer-se do frio que fazia na rua. Enquanto andava sozinha pelas ruas cobertas de neve, pensava em como dizer a seu querido Hunter que mudaria-se pela manhã.
A decisão já estava tomada. Mas antes de partir, ela diria aquelas três palavras. Sabe aquelas palavrinhas que embrulham seu estômago e você tem dificuldade em dizê-las? Essas mesmas.
Não havia muitas pessoas na rua. Fazia -18ºC, quem seria o louco de estar na rua senão Liv?
Com um graveto retirou um pouco da neve no banco e sentou-se a espera de Hunter.
"Oi, estamos nos mudando pela manhã. É o fim. Foi bom enquanto durou." — pensava enquanto rabiscava um coração na neve com o mesmo graveto.
Desde cedo ficara imaginando o que diria a Hunter quando o visse. Chegou a escrever uma carta contando-lhe tudo, mas sabia que seria pior. Não se despediria dele caso apenas largasse a carta no banco e partisse. E não teria certeza se ele a pegaria. Mas foi o que ela fez. Retirou o papel dobrado do bolso interno do casaco, destinado à Hunter, largou-o no banco e correu pelo caminho que fizera até ali.
Deitou-se em sua cama e pôs-se a chorar. Suas malas já estavam prontas e não havia mais nada que pudesse ser feito.
Lembrando-se de todos os momentos que passaram juntos, ela adormeceu.
Após algumas horas, ouviu o que pareceram ser pedrinhas sendo atiradas na janela. Levantou-se no escuro, com medo de que fossem os pivetes intrometidos que lhe atormentam, espiou pelo canto da cortina e não viu nada. Abriu a janela e um vento gélido bateu em seu rosto. Ao ver que não havia ninguém lá embaixo, fechou a janela. Ao virar-se, seu corpo encontrou o de outra pessoa. Estava escuro e Liv temia que fosse um assaltante ou até mesmo um estuprador. Mas bem no fundo do seu peito sabia que aquele calor que emanava do corpo a sua frente, não lhe faria mal.
Mesmo escuro, ela podia ver o contorno de seu corpo, e conhecia cada detalhe daquele corpo perfeito. Hunter media aproximadamente 1,90 metro e pesava mais de 100 kg. Cabelos pretos e olhos azuis.
Liv e Hunter haviam se conhecido a dois meses quando o rapaz havia se mudado para a casa no final da rua. Morava sozinho e não conversava com muitas pessoas, no máximo o moço da vendinha ou o moleque que varria a neve dos quintais por trocados. Eles tinham se cruzado na rua algumas vezes e sempre que se viam, um sorriso tímido brotava em ambos os lábios. Até que, em uma destas festinhas que faziam, trocaram o primeiro 'olá'. E desde então, se viam todos os dias no final do dia.
Recentemente o pai de Liv foi assassinado e ela e sua mãe seriam as próximas. Por isso a mudança tão repentina. Para onde iriam? Para a casa de sua avó, no Brasil. Como? Do jeito que conseguissem, já que a família de Liv nunca teve grandes aquisições.
- Você não pode ir. Não pode me deixar. — Hunter disse abraçando-a como se não quisesse mais soltá-la.
— Não posso ficar. Meu pai foi morto, e mamãe e eu seremos as próximas se não partirmos imediatamente. — as lágrimas já rolavam pelo rosto da garota.
— Não posso deixá-la ir. Você é tudo que tenho.
Hunter fez uma pausa e então sugeriu — Fuja comigo?
— Você está louco? Não posso abandonar minha mãe.
— Ela ficará bem, mas precisamos partir imediatamente.
Um estrondo ecoou no andar de baixo seguido de um grito agudo de dor.
— Mamãe! — Liv gritou e correu até a porta de seu quarto abrindo-a. Apavorou-se ao ver que o andar de baixo estava destruído.
- Você não pode ir até lá. É tarde, temos que ir. — Hunter puxou-a antes que descesse.
- Mas minha mãe-
- Está morta. E você também estará se não partirmos imediatamente.
Ele pegou-a em seus braços e correu em direção a janela, saltanto contra ela. Estavam no segundo andar, esborrachariam-se ao tocar o chão, mas não foi o que aconteceu. Ainda com a garota em seus braços, continuou correndo numa velocidade não-humana.
- Para onde estamos indo? — ela perguntou mas não obteve resposta. Olhava por cima do ombro dele vendo sua casa pegar fogo enquanto fugiam.
Após correrem floresta a dentro, por longos minutos, Hunter parou e colocou a garota no chão.
— Onde estamos? É perigoso aqui a noite. Há animais que podem nos matar, vamos dar o fora.
— Não há animais na floresta. Não que possam nos fazer mal. — respondeu e continuou andando, parecia estar procurando por algo.
- Espere. Precisamos voltar. Minha mãe pode estar precisando de ajuda. Não posso simplesmente abandoná-la.
Então ele parou e virou-se para ela.
- Meu amor, sua mãe está morta. Eles a mataram assim como mataram seu pai.
- Eles quem?
- Os Arcanjos.
- Quem são Arcanjos? Porque eles mataram minha família?
- Não posso te explicar. Seria demais para você e com certeza eu a perderia.
- Você está envolvido com as mortes, não é mesmo? Você conhece quem matou minha família.
Ele envolveu-a com seus braços e então abraçou-a forte. Sabia que não havia mais nada que pudesse dizer ou fazer. O fim estava próximo. Ele não podia mais lutar.
- Entregue a garota e deixaremos você em paz. — soou uma voz rouca vinda da escuridão.
- Não posso. Vocês sabem que não farei isso.
- Será sempre assim, Gabriel. Você não pode tê-la.
- Hunter, quem é Gabriel? — a garota estava assustada e trêmula.
- Não contou a ela irmão? — disse o rapaz de voz roupa aproximando-se.
- Deixem-nos em paz Azrael. Ela não sabe de nada dessa vez. Viveremos longe de vocês.
- Vocês mudaram a ordem natural das coisas. Não podemos permitir isso.
- Hunter, do que ele está falando?
- Deixe-me explicar — a garota junto ao cara de voz rouca começou a falar — Eu sou Bath Kol e esse é o Azrael. Esse garotinho ai com cara de bobo ao seu lado, chama-se Gabriel e não Hunter sei lá o que como diz ser-
- Pare. Vai matá-la se contar. — Hunter gritou
- Vamos matá-la se não contarmos também. Pelo menos ela morrerá e saberá porque.
- Deixem que eu medespeça dela.
Não sabia como dizer, então apenas abraçou-a.
- O que está acontecendo? — sussurrou ela.
- Não posso explicar. Por favor não pergunte. Apenas saiba que a amo mais que minha própria vida. Não importa quanto tempo demore, eu sempre irei atrás de você e darei um jeito de quebrar a maldição para que finalmente fiquemos juntos. Eu te amo Olivia Collins.
- Eu também te amo Hunter.
Seus lábios tocaram os dele. E então, não havia mais nada além do clarão que emanava de seu corpo que em seguida dissipou-se em cinzas. E por fim, a escuridão de seu coração vaziosem ela novamente.
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