Angels Of Darkness

1 • Welcome To Life. Again.


Notas iniciais
Desfrutem da minha imaginação *-*
Sempre o primeiro capitulo é um tédio, mas também é importante :3

Vestida uma blusa agarrada em seu corpo, um short jeans curto e escuro agarrado na coxa e uma meia calça preta cobrindo sua perna e um salto de grife preto, com seus cabelos louros jogados ao vento, Katherine – preferivelmente chamada por Kat – desfila na entrada do colégio de Kentfield, Califórnia.

Todos a olhavam com um olhar de espanto e medo, talvez, mas muitos, principalmente os rapazes a desejava com apenas um olhar. E as garotas, com inveja. Apenas uma garota caminhava em seu encontro, vestida uma blusa larga, saia rodada até o joelho e uma sandália dourada, combinando com seu brinco circular também dourado.

— Acho que nos encontramos. Espero que você e o restante dos Hampton não estraguem a minha época.

— Por que os Gardner sempre recuam ao ver um Hampton? – A loura questiona com tom de ironia.

— Você não sabe o que fala. – Um sorriso tão raivoso nunca fora visto desde então. – Ou talvez vocês recorressem a nós com insultos, ameaças e sangue. – Soava do pé do ouvido da loura.

— Só estou aqui para respostas, quero saber o que aconteceu. – Kat cruzara seu braço. – E por que esse lugar? Esses mortais, a partir de hoje, estão correndo risco.

— Esse colégio nos escolheu, tem coisas aqui. Nossas coisas. Só espero que não traga o tolinho do seu irmão, — Lara Gardner permanecia parada.

— Tarde demais, — Sorria de lado – Deveria ter pedido antes, quando mama te ligou.

Karl, Karl Hampton entrara por onde sua irmã havia entrado poucos minutos antes. Segurando um capacete e vestido uma jaqueta de couro, dessa vez as garotas o desejava e os rapazes o invejavam. Sua irmã, Kat, caminhara em direção do garoto, cumprimentando com um toque de mãos em cima de ambas as cabeças.

— Vindo para uma diversão sem seu irmão? Onde fica o negocio de “parceiros até que a morte nos separe”? – Questionava.

— Desculpa irmãozinho, estou aqui para descobrir que diabos estamos fazendo nessa época e não pra diversão. – Puxava o garoto pelo braço, ajeitando seu braço entre os dele, cruzando-o.

Os irmãos Hampton caminhavam em direção a Lara, prontos para começar uma vida de adolescente que sempre quiseram. Para Karl, estar ali era pura diversão, mortais em todo lado, sangue a hora que quiser, mas para Katherine aquilo não passava de uma tarefa que seus antepassados não tinham resolvidos direito e foi escolhida pela sua mama.

— Ela é uma Gardner? – Karl olhava pra sua irmã enquanto apontava o dedo pra Lara.

Kat balançava a cabeça dizendo que sim.

— Karl, escuta direito, qualquer erro seu, não apenas seu, mas de sua família, o equilíbrio da natureza podem se rebelar contra... – Lara engole seco. – Esqueça. Vão!

Soava o sinal para o começo das aulas. Lara sabia que aquele semestre do primeiro ano dela seria difícil, ficar de olho nos Hampton não será fácil, ainda mais se os sobreviventes voltar para vingança. Também o fato de que sua avó tinha falecido e seus ancestrais vieram e convocaram para que ela tome conta dos negócios da família. Uma tarefa muito complicada, mas nada o torna impossível de ser realizada. Um pensamento da garota vagava em sua mente.

Quem removeu as estacas de todos Hampton não está ciente do risco que Kentfield correrá. Ou sabe, e esta pessoa apenas quisera fatos para perturbar Kentfield.

Kat e Karl não eram populares naquele colégio, mas quando cortava o corredor, todos se afastavam para que ambos passassem. Medo? Não era. Ninguém sonha do que eles são capazes de fazer. Respeito? Sim. Como Kentfield é uma cidade pacata e pequena, todos conheciam todos, inclusive a historia dos Hampton.

Na sala de aula Kat começara a sentir uma dor de cabeça, não era uma dor de cabeça normal, era alguém tentando falar com ela. Kat abandonou a sala de aula e correu para o banheiro. Karl tentou ir atrás, mas Mrs. Colleng, professor de filosofia, o impediu.

— Garotos não podem entrar no banheiro feminino. Sente e fique quieto, se precisar uma menina irá atrás dela.

Kat gritava de dor no banheiro, capaz de até mostrar seus caninos e mudar a cor de seus olhos para vermelho sangue. Karl, que conseguira ouvir seus gritos a distancia, queria ir atrás da irmã, mas o garoto não quis quebrar o código de sua mama.

— O que você quer? Já entendi, não precisa disso. – Kat tentava se comunicar com quem a perturbava, interrompendo seus gritos.

— Tire seu irmão daqui, afaste ele do que você procura. – Uma voz perambulava em sua mente. Kat reconheceu a voz, era de Lara Gardner.

— Kat, alguém?! – Uma garota entrara no banheiro feminino atrás de Kat.

Kat demorou pra sair, uns quinze minutos depois que a garota a procurava bateu cinco vezes em todas as cabines do banheiro.

— Obrigada, mas não precisava vir.

— Seu irmão fez questão que viesse, só pedi para o Mrs. Colleng e ele autorizou.

— Então agora pode ir. Não gosto de companhia.

A garota se retirava do banheiro quando Kat se olhou no espelho dizendo:

— Sorte que eles voltaram ao normal. – Kat admirava a rapidez que seus olhos e dentes voltavam ao normal. – Até tinha esquecido como o corpo reage a isso.

E a garota? Observava e escutava tudo.

A mansão ainda estava reconstruindo, havia muita sujeira, muito pó. A escada fora construída no meio do salão de entrada, onde para o lado esquerdo encontrava a cozinha e a porta que dava acesso aos fundos, já pro direito, o salão de festa e a sala de jantar e lá em cima se encontram os quartos e banheiros. Karina Hampton ainda vivia no século que foi criada, vestindo aqueles trajes antigos. Um vestido longo, cor verde apagado, apertado na cintura e rodado dali pra baixo. Também prendia seus lindos cachos dourados como era de costume na sua época, e com um enfeite no cabelo todo cheio de diamante, que só pegava um lado da cabeça. O que chamara atenção de Lara era o colar que Karina estava usando. Não muito bem visto direito de longe o que de fato era, mas Lara o conhecia de algum lugar, algum livro. Lara entrara na mansão dos Hampton com Karl e Kat apunhalados pelos braços. Lara o arremessou ambos na beira da escada e Karina se encontrava no alto da escada.

— Tome conta dos seus sangues sugas, por favor, quero nenhum noticiário local dizendo que um corpo qualquer perdeu totalmente o sangue e que a mordida parece de um animal.

— Pedi apenas pra Kat ir atrás de você – Karina observava Karl e Kat se levantando do chão. – Se vocês fizerem alg...

— Alguma coisa, o equilíbrio da natureza se rebelará contra as criações da Karina Hampton. – Kat interrompeu sua mãe olhando para a mesma.

Os olhares falavam entre os quatro e suas bocas se calaram.

— Ela já está ciente disso, apenas deixe ciente seu filho que não é nem um pouco esperto. – Lara acompanhava com os olhos Karina chegando ao fim da escada.

— Pede pra sua avó comparecer aqui na minha mansão amanha. – Karina segurava seu longo vestido enquanto Karl e Kat permacenera calado atrás da mesma.

— Ela morreu. Na primavera passada.

— Lamento pela morte de uma excelente sacerdotisa. – Rodeava Lara enquanto falava. – Mas precisamos descobrir quem tirou as estacas de nós.

Lara era nova nos negócios de família e não tinha total conhecimento da consequência que eles podem trazer. Antes que sua avó morrer, Dona Margot Gardner havia mostrado alguns feitiços que ela poderia usar se caso o outro lado da dimensão não quisesse ajudar se os sobreviventes acordar, mas o processo de reverso começara desde quando as estacas enfiadas nos corpos dos Hampton haviam arrancadas, já que foi fora da época. Nada ainda se sabe, e um dos feitiços não ensinados por Margot, Lara ainda não aprendeu e que é o único que pode ajudar nesse mistério.

O ‘Cortar e Recortar’.

— Já sei como vamos descobrir Srta. Hampton.

Notas finais
O que acharam? Reviews?