Angels Of Darkness

4 • The Invitation


Notas iniciais
Teve um pequeno hiato entre o cap. 3 pra esse porque ocorreu um problema com meu not, então aqui vai mais um capítulo >< Espero que gostem...

– Ah, prazer meu nome é Jackson. – Lara pronuncia ao abrir seus olhos que estavam brancos como a neve.

Houve um silencio constante por um determinado tempo até dar o período de Lara retornar a consciência.

– Como assim? O Jackson? – Karl indignado permanecera com as mãos dadas.

– Responda você Katherine. – Lara permanecia com seus olhos brancos olhando para os três. – Foi assim que ele se apresentou, não foi?

– Ele estava amarrado no ventilador e eu o salvei. – Kat se manifesta em sua defesa. – Não suportava o cheiro de sangue naquele corredor.

– Ele te esbarrou indo pra aula de química. – Lara revela. – Jackson fez uma cesta de três pontos, onde Karl se mordeu de inveja e desejou a morte do rapaz.

– Ele se esnoba com aquela cesta, mas não fui eu que o pendurou no ventilador.

– Não disse que foi você.

Karina apenas observava seus filhos e a sacerdotisa com muita atenção. Com o livro ainda aberto e o pentagrama sobre o mesmo, Lara ordena que os três soltassem a mão. Fazendo o desfecho da magia com algumas palavras em latim, Lara se senta e puxa o livro aberto próximo a si, retirando o colar de cima do mesmo e devolvendo para a dona do objeto.

– Podem sentar. – Com uma respiração profunda, Lara se manifesta.

– Então quer dizer que o Jackson é quem nos trouxe a vida? – Kat questiona.

– Dessa vez tenho que agradecer aquele mauricinho.

– Vocês não fará nada. Lara é quem dará ordem de como e quando agir. – Karina se retira da mesa e circula o objeto de madeira. – Não conheço esse rapaz, mas terei o prazer de conhecê-lo. – Ao terminar, seu olhar se encontra perdido nos traços do rosto de Kat.

– Não tenho certeza do que farei, mas quando algo estiver concreto avisarei todos vocês. – Lara franziu a testa e se retira, junto com Karina da sala.

– Quero que descubra tudo desse tal de Jackson. – Karina ordenou.

– Estou indo pra casa, tentarei tirar o máximo de informações sobre ele da internet.

– Fico aguardando qualquer tipo de noticia. – Karina abre a porta principal e Lara sai. – Sua avó teria orgulho de você.

No corredor do colégio Katherine avista Jackson de longe, ou melhor, sente o cheiro do perfume que o garoto usa a distância. O mesmo cheiro que ela o salvou naquela sala. O garoto chamara atenção de qualquer jeito de Kat, a garota que despertou em século errado não sabe o caminho certo a seguir. Confusa? Talvez, mas Kat nunca demonstrará algo. Uma jovem que os mortais a vê e de cara imagina a frieza que está na alma de Kat.

Perto de soar o sinal do começo da aula naquela manha, Karl envia um sms para sua irmã e para Lara, marcando de se encontrar na biblioteca na hora do intervalo. Karl, naquela altura do colegial, já estava cercado de “amigos”, mas nenhum mais confiável que sua irmã. Karl e Kat se encontram na porta da sala de aula quando toca o sinal e ambos sentam próximos.

– O que você quer? – Kat questiona o irmão.

– Uma coisa pra mostrar. – Com um sorriso irônico no rosto, Karl a encara. – Sabe que ano Jackson está?

– Não... – Kat é interrompida com a entrada do diretor na sala.

– Pessoal esse é o novo companheiro de vocês. Stan, Jackson Stan. – Ao ser pronunciado o nome do rapaz, os Hampton trocam olhares. – O filho do prefeito de Kentfield.

Jackson observava cada pessoa da sala. Loiro de olhos claros, todas as garotas ficaram encantadas quando o garoto se direcionou até uma mesa. Uma mesa a frente de Kat. Depois de alguns minutos já sentado, Jackson vira pra trás, em direção de Kat, a mesma percebi o olhar do rapaz para si e sem resistir, Kat retribui o olhar e ambos sorriem um para o outro. Karl chama a irmã ao perceber que Jackson não para de olhar pra garota.

– Que? – Kat sussurra.

– Nada.

.

– O que você quer? – Lara questiona Karl a encontrar ele e Kat na porta da biblioteca no intervalo.

– Jackson caiu na nossa sala. – Karl fechou a cara. – Mas não é isso que preciso falar.

– Ele já não estava já em alguma turma? – Retruca Lara.

– Isso não vem ao caso. – Kat fica zangada. – Falo logo Karl.

– Então, não é nada de falar, vocês vão ver. Entre.

Karl abre devagar sem fazer barulho e os três adentra na biblioteca.

– Sem passos fundos, vamos de leve até a penúltima prateleira. A coisa está na ultima prateleira.

Devagar, os três caminham até a tal prateleira desejada do Karl. Minutos antes do começo das aulas naquela manha, Karl tinha ouvido uma conversa de Jackson pelo telefone e na conversa Karl ouviu que Jackson iria encontrar com alguém na biblioteca. Antes de chegar à penúltima prateleira, eles já começavam a ouvir uma conversa, alguém falando no celular e seus passos param imediatamente. Era o Jackson.

– Consegui tio. Vamos ver até aonde isso vai.

Houve uma pausa, talvez a pessoa do outro lado da linha esteja falando muito.

– Eu sei disso, vou ter cautela. Também meu pai nunca desconfiará disso. Vou ter que desligar, tchau. – Termina Jackson.

Para disfarçar, Karl pede pra Lara ir até lá, mas olhando os livros e depressa. Ela vai.

– Ah, oi. Você é novo aqui né? – Lara tenta puxar papo desviando olhares para os livros.

– Sim. Você estava aqui muito tempo?

– N-não... – Lara, sem disfarçar, olha em direção dos Hampton.

– Tem alguém ai? – Jackson caminha até Lara e olha em direção que a mesma olhara segundos atrás. Os irmãos Hampton já estavam escondidos. – Bom, preciso ir.

.

Lara pediu que Karina a encontrasse fora da mansão, Lara quer ter certeza que Karl e Kat não ficarão por perto então decidiu que Karina viesse até sua casa. A casa da Lara tem um feitiço de proteção, “non exaudiam” que não permite que os vampiros escutem absolutamente nada do que é dito no local. Karina concordou com o acordo da sacerdotisa e foi o mais rápido possível na casa da jovem.

– Vamos lá, qual foi dessa vez?

– Não sei direito qual é a dele, mas pelo fato de ser um Stan a coisa não é boa não.

– O que um Stan faz num colégio publico? – Indignada, Karina questiona algo que não terá resposta.

– Disso eu não sei, mas a conversa dele com uma pessoa que ele nomeou de tio...

– Preciso dessa família mais perto de mim.

– O retorno dos Hampton. Isso. – Lara teve uma ideia. – Vocês, Hampton, foi uma das três famílias fundadoras de Kentfield, é seu direito de ter uma volta triunfal.

– Você está falando de...

– Isso mesmo. De uma confraternização, e claro, chamando todas as famílias fundadoras para o evento. – Lara cruza seu braço e franze a testa.

– Stan também é uma das fundadoras. – Karina pensa alto. – Acho que essa semana enviarei os convites.

Com um sorriso sutil, Karina agradece Lara pela ideia e se retira da casa da sacerdotisa, desejando uma boa noite a garota.

Notas finais
Aviso 05/04/2015. Estou aqui para me desculpar aos leitores por não haver continuidade após esse capítulo. A fic continuará no Nyah! porque não sei se um dia qualquer eu voltarei a escrevê-lo. Obrigado a todos que leram.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.