Angel's Love
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Sei que demorei a postar, mais o capítulo de hoje ficou um pouco grande,
Roupa da Luce:
http://www.polyvore.com/em_casa_luce_lendo/set?id=97865978
Quando bateu o sinal de ir embora, coloquei meus cadernos na mochila e desci as escadas, ao lado de Ariane.
– Ariane, você mora perto da escola? – pergunto á ela.
– Sim! Venho a pé todos os dias. – ela responde.
– Você mora em condomínio fechado? – faço outra pergunta.
–Não, moro naquela rua ali. – ela responde, apontando para a mesma rua que a minha.
– Nossa que legal, eu moro ali também. – respondi, então do nada começamos a rir juntas.
De repente, um silêncio tomou conta do lugar, e quando digo o lugar, foi praticamente todos os que estavam por ali.
– Luce sabe... – Ariane começou a falar.
– O que? — pergunto.
– Quando todos ficam em silêncio dizem que é por que um anjo passou.
– Só você mesmo. Acreditar em anjos? A única coisa que passou aqui agora foi aquele garoto que me mostrou o dedo do meio.
– Lá vem o Remus! – dia Ariane animada.
– Quem é esse? – pergunto.
– É um garoto todo atrapalhado, e que só pensa em estudar.
– Que mal tem em estudar!? – pergunto.
– Oi? – diz o garoto parando na nossa frente.
– Oi, tudo bem? – Ariane pergunta na minha frente.
–Tudo. Sabe eu vim aqui para comentar, sobre a reabertura do teatro onde vão ter as apresentações, incluindo danças, músicas, recitação de versos, em geral tudo que você sabe fazer. Mais o principal será o clássico "Romeu e Julieta" só que em outra versão.
– Nossa que legal, na minha outra escola tinham esse tipo de apresentações. – eu digo. — O.k.! Bem, Remus, gostaríamos muito de continuar conversando, mas temos que ir, então depois nós damos uma passadinha lá.
Ele ficou olhando para Ariane, que só faltava babar nos olhos dele, que tenho que admitir, eram lindos.
– Então, desculpa por ter atrapalhado. – falou Remus, já se retirando.
– Não precisa se desculpar Remus, é que a Luce aqui, está meio apressadinha hoje. – fala Ariane me dando uma cotovelada.
Ao sair da escola, Daniel ficou me encarando, fiquei até sem graça, e Ariane como sempre começou a ficar cantarolando.
– O Daniel tá apaixonado pela Luce! – ela cantarolou baixinho.
– Para não gosto disso. – falo olhando pra ela.
– O.k. – ela diz colocando as mãos pra cima em sinal de rendição.
Parei em casa, fui direto para meu quarto coloquei minha mochila na cama e fui tomar um banho.
Logo depois, coloquei minha favorita blusa de moletom do Mickey, um short, amarrei meu cabelo e peguei me celular na mochila, vi que Mellina tinha me ligado, mas como eu estava na escola, não pude atender. Retornei para ela
– Mellina o que foi? – pergunto preocupada, assim que ela atende.
– Eu te liguei par te avisar que fui para casa da Lory, mamãe foi trabalhar e que tem comida na geladeira. – ela responde.
– A mamãe sabe que você está ai na casa da Lory?
– Sim foi ela que me trouxe. Só liguei pra avisar, tchau.
Ela nem me deu tempo de responder, então desci as escadas. E fui para a cozinha, coloquei a comida no micro-ondas, peguei meu livro do Percy Jackson e meus óculos.
Coloquei minha música favorita e fiquei sentada no sofá. Até que senti um cheiro estranho, cheiro de queimado, logo me lembrei que eu tinha posto a comida no micro-ondas.
Fui para a cozinha e retirei a comida toda queimada; Desliguei o micro-ondas e peguei o leite na geladeira, e preparei um achocolatado bem gelado, como sempre gostei. Quando estava indo para meu quarto, a campainha toca.
– Quem será? – pergunto pra mim mesma.
Quando fui atender não tinha ninguém, quando fechei a porta encontrei uma carta sem remetente peguei ela, e subi para meu quarto. Lá abri a carta e comecei a ler em voz alta:
Não te desejo mais, estarei mentindo se disser, que ainda te quero. Como sempre quis, nem tudo foi em vão, sinto cada vez mais forte que como um espaço marcante já te esqueci. Não usarei mais para você a frase "Te Amo!" Tarde demais, sinto, não posso esconder. — AD
–Ah!? – pergunto novamente para mim mesma. — Quem foi o garoto que me enviou isso? S pode estar doido.
Depois de um tempo deitada na minha cama, fiquei pensando quem podia ter me enviado essa carta, fiquei lá a tarde inteira. Acabei dormindo com aquela carta nos meus braços.
. . . .
De manhã troquei minha roupa, coloquei a carta em cima da minha escrivaninha. Enquanto na cozinha, meu pai começou a ficar me fitando.
– E os namoradinhos Luce? – ele pergunta.
– Pai! Claro que não tem! Por favor vamos parar com esse assunto. – respondo.
– O.k., parei. – ele diz se rendendo, mas parecia estar achando aquilo engraçado.
– Luce, você não está atrasada não? – pergunta minha mãe.
– Estou sim mãe, tchau. – respondo, pegando minha mochila já pronta pra sair de casa.
– Ah só pra te avisar... – ela começa a dizer.
– O que? – pergunto.
– Nada não. – ela responde, me deixando curiosa.
. . . .
Na escola, contei tudo para Ariane, que também achou aquilo tudo estranho, mas como sempre...
– Jura?!, que romântico! – ela diz.
Quando abri meu armário, um papel caiu lá de dentro, Ariane o pegou.
– Luce? – ela me chama.
– Oi? – respondo. – O que foi?
– Tem um bilhete que caiu do seu armário!
– O que?! – pergunto.
– Um bilhete. – ela repete.
–Me dá aqui o tal do bilhete. – falo puxando ele da mão dela.
– Abre logo! – ela fala ansiosa.
– Calma Ariane!
– Sem remetente? Espera, leia de baixo pra cima.
– Como? – pergunto, mas ela já pegou o bilhete das minhas mãos. — Ariane! Não!
– Lê o bilhete de baixo pra cima, o que está escrito, não é o que parece. – ela diz lendo o bilhete, e depois começa a rir.
– Só você mesmo para fazer eu rir com este mistério! – digo começando a rir também.
– Vamos logo para aula de biologia! – diz ela me apressando.
– Olá, sou Jeremy, professor de biologia substituto. Hoje vamos fazer um análise de células em duplas.
– Luce, você faz dupla comigo? – Ariane pergunta, mesmo que a resposta esteja um pouco óbvia.
– É claro...que sim.
– Luce? – ela me chama de novo.
– Fala.
– Sabe o Daniel? — ela pergunta.
– Quem?
– O que te mostrou o dedo do meio. – ela responde.
– Ah, não me lembrava mais sobre esse "garoto"! Fala o que foi com esse garoto sem educação.
– Ele não para de te olhar deste da hora que nós chegamos.
– Que bom pra ele! – simplesmente respondo.
– Na hora do intervalo vou dar uma palavrinha com ele. – ela diz pensativa.
– O que você vai falar com ele? – pergunto curiosa.
– Você vai ver só! – ela responde, negando-se a me dizer.
. . .
Desci para o intervalo e Ariane foi ao meu lado, porém ela tinha o olhar fixo em Daniel.
– Daniel? – ela o chama.
– Quem tá me chamando?! – ele pergunta olhando pro céu.
– Ariane olha só, ele é super lerdo, ele tá olhando para cima!! – eu digo pra ela, na esperança dela deixar aquilo pra lá.
– Sou eu aqui na sua frente. – ela diz, me ignorando.
– Ah! Oi me desculpa, eu estava distraído. – ele diz olhando para mim e logo em seguida pra ela.
– Deu pra ver! – diz Ariane.
– Suas desculpas são de agora ou de ontem? – pergunto um pouco irritada.
– De ontem? O que eu te fiz? – ele pergunta pensativo.
– Só me mostrou o dedo do meio! – exclamo indignada.
– Ah!, me desculpa eu estava estressado.
– Desculpado. Mais eu não vim aqui para te falar isso. Então, por que que você está me olhando e me vigiando? – vou direto ao ponto.
– Eu?!!
– Não, minha avó! – respondo ironicamente.
– O que eu fiz?
– Nada não. – digo tentando encerrar o assunto. — Quer saber de uma coisa? Para de me vigiar, caso goste muito que olhar para mim, tire uma foto que ela dura mais!
Ele me encarou por alguns segundos. Depois fez menção de ir embora.
– Espera aí! Não acabei. – começo a dizer novamente, atraindo sua atenção.
– Você é Lucinda Price? – ele pergunta.
– Não, meu nome é Lucinda Williams!
– Tchau, você me disse tudo que eu queria saber! – ele diz acenando com a mão e indo embora.
– O que você falou com Daniel? – pergunta Ariane, voltando pro lado, o engraçado, é que nem vi ela saindo de perto de mim.
– Tudo que eu estava me engasgada!
– Não me diga que você xingou ele?
– Claro que não! Não sou louca!
Depois do intervalo não vi mais Daniel na escola.
Em casa, assim que cheguei, encontrei Mellina mexendo nas minhas coisas e ela estava com a carta na mão.
– A LUCE TÁ NAMORANDO, A LUCE TÁ NAMORANDO!! – ela começa a gritar pra toda a casa ouvir.
– Me dá essa carta agora. – peço calmamente a ela.
– Não.
– Por favor me entrega. – peço de novo.
– Vem pegar então. – ela diz, saindo correndo e começando a gritar de novo. — A LUCE TA NAMORANDO !!!!
Saio correndo atrás dela pela casa, e ficamos rodeando o sofá, ela de um lado, e eu do outro.
– MÃE! – ela grita correndo pra perto da nossa – Mãe, a Luce que me bater! – ela choraminga.
– Mentira! Ela que pegou a minha carta!
– Parem as duas! Não sei qual é a pior, se é você Luce, ou se é você Mel! – ela nos repreende. – De quem é a carta?
– Da Luce. – Mel responde.
– Entrega para ela Melzinha? – minha mãe pede
– Há-há-há você não vai saber o que está escrito! – ela diz me mostrando a língua.
– Me dá logo! – digo pegando a carta de sua mão e lhe mostrando a língua também, começo a subir mas escadas, e entro no quarto, mesmo assim, dá pra ouvir ela e Mel conversando.
– Vem aqui Mel? O que estava escrito no papel? — nossa mãe pergunta.
– Não era um papel, era uma carta. – Mel responde.
– Tá, mas o que a carta falava? O que está escrito? – ela pergunta curiosa.
– A Luce está namorando! – diz Mellina animada.
– Como?!
– O que você ouviu mesmo! A Luce está namorando! – Mellina repete.
– Com quem?
– Eu não sei!
Comecei a ficar com mais medo por que estou namorando...
De repente minha mãe aparece na porta, sem dizer uma palavra, ela vem na direção da minha cama e se senta na ponta.
– Oi mãe, aconteceu alguma coisa? – pergunto, com mais medo ainda da resposta.
– Não nada, só quero saber uma coisinha.
– Fala? – peço.
– Que história e essa de que você está namorando?
– Mãe, não estou namorando, é por que eu recebi uma carta com apenas uma sigla de AD, mais não quer dizer que estou namorando pois vocês seriam os primeiros a saberem.
Ela me olhou, deu um pequeno sorriso, se levantou e saiu do meu quarto.
– Mel? – chamo minha irmã, sabendo que ela estava atrás da porta.
– Oi, sem mais comentários. — ela diz entrando no quarto.
– Por favor, me deixa sozinha? — peço á ela, que logo se retira.
. . . . . . .
No outro dia, quando cheguei na escola, saí a procura de Ariane, e contei tudo a ela.
– Estranho sonhei com Daniel... Só que.... — começo a falar novamente.
– Só que...? Pode ir falando.
– Bem, parecia ele mas ao mesmo tempo era um Anjo!
– Como? Você disse, um Anjo?! — ela pergunta incrédula.
– Sim, eu disse um Anjo. Não é estranho?
– Você, que sonhou com o Anjo, e é você que não acredita em Anjos, lembra?
– Tá, tá bom. Ariane, vamos para aula?
– Vamos. — ela responde dando de ombros.
. . .
– Eu sei por que você está assim! — ela começa a cantarolar quando passar algum que estou olhando para a porta. — Eu sei que você percebeu!
– Sim, percebi que o Daniel não veio.
– Não é isso que ia te falar. O que eu ia dizer, é que a professora cortou o cabelo. Você está muito atenta com o Daniel, que coisa.
– Ah! Tinha que ser você para acabar com a felicidade das pessoas! — eu falo e ela começa a rir.
. . . .
Dois dias se passaram, Daniel não veio mais a aula, além de ficar preocupada, fiquei me sentindo culpada... Não me aguentei, e saí a procura de Molly.
– Molly, — eu a chamo quando chego perto dela. — P-por que Daniel não está mais vindo a aula? — pergunto, mas escondendo a parte do "É por minha culpa?".
– Fique tranquila! Ele só está... hum... ocupado. Mas, quer uma dica? — ela diz se aproximando mais.
– É só dizer.
– Fique longe dele. E eu só digo isso para o seu bem!
– Mas por que? — pergunto, a preocupação voltando.
– Por nada, só uma dica que estou de dando, sou apenas amiga dele, só isso. — ela explica, o que fez parecer que ela havia lido meus pensamentos sobre a possibilidade dela sentir algo por ele. — Mas, fique longe dele; Isso, é para o seu bem!
Ela mal acaba de dizer e já vai embora, me deixando com algumas dúvidas na cabeça.
1) Será que Daniel parou de vir por minha causa?
2) Por que será que ela disse para eu ficar longe dele?
3) Será que ele poderia me fazer mal?
Notas finais
Beijos!
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