Angels Cry
43 Capítulo 43: Um Pequeno Pedaço de Nada
Notas iniciais
bem, percebi que vocês parecem que madrugam, porque assim que ue posto capitulo novo, já tem review. nao estou reclamando, pelo contrário: queria mesmo agradecer a vocês por acompanharem *o* vocês me fazer feliz a cada review >.
anyway, mais um capitulo, nao tao grande :S
bj bj
POV. Marianne (mãe da Lisa)
Lisa estava devastada. Ela sempre sonhou em ser mãe, pelo incrível que pareça.
Avril acabou soltando que Lisa estava grávida quando viemos correndo para o hospital.
Sinceramente? Minha filha nunca foi ajuizada.
De repente, escutei Avril dar um berro. Quando olhei, Brian e Dean estavam se atracando no meio do corredor do Hospital.
Ah, Jesus.
-HEY! Os dois, parem!
Gritei, me levantando, segurando o longo vestido.
-Ela não é a sua namorada, por que continua aqui?
Dean gritou, dando um soco no estomago de Brian, que revidou com um soco na cara.
-Por que ela não ama você!
-AH, é? Então explica o fato de que ela está grávida de mim!
-Peraí, meninos, parem de brigar! Estamos em um hospital. Parem de brincadeira!
Gritei, e em seguia dois médicos apartaram os dois. Mas foi preciso um enfermeiro e o médico para por Brian no lugar.
-Lisa está esperando um bebê, e ele não é seu! Você só está atrapalhando!
POV. Avril
Menina, as coisas estão esquentando por aqui, tenho que admitir.
Sem contar que Brian está enlouquecendo de ciúmes. Imagino a tortura que ele deve estar passando.
Tia Marianne agora sabe e tudo. Está num canto bem afastado da gente no corredor, conversando com Lisa. Tia Marianne não é brava, ela não iria dar um esporro na Lisa numa situação dessas.
-Awn, Brian, não chora. Você fica feio.
-Não estou chorando, pigmeu.
-Pigmeu é a Lisa, sou três centímetros mais alta que ela, me respeite.
Falei, me sentando de seu lado no chão erguendo um copo e refrigerante e um hambúrguer.
-Não quero.
-Ótimo, fique anorexo, to nem aí.
Dei de ombros, mordendo o hambúrguer.
-Por que saiu se atracando com Dean?
Perguntei, olhando para Dean ao longe, encostado perto de um bebedouro. Syn suspirou, encostando a cabeça na parede, fechando os olhos.
-Ele veio me falar que a Lisa transou com ele por que quis, e que foi ela que começou. Fiquei irado, só de imaginar que ele a tocou e...
-Mas a Lisa estava bêbada. Você sabe disso.
Brian riu de desdém.
-Eu sei. Só...
-Você sabe que ela prefere você. Conheço minha amiga, colega. E não é preciso ser nenhum gênio pra saber isso.
Falei, sendo lógica. Brian me encarou, interessado, seus olhos com uma pinta de esperança.
-Você não tem acesso permito ao diário dela, por isso pensa o contrario.
Falei, dando uma piscadela.
-Ela ama você. Só esta nessa com Dean pelo bebê.
-Ela sabe que isso não é problema, eu assumiria com...
-Ela não sabe. Ela não sabe por que você não fala.
Mordi mais um pedaço do hambúrguer.
-Segundo o “Brian” que ela descreve no diário, você é ainda um livro fechado.
-Isso não é verdade. Eu já contei que...
-Ela nunca viu seus pais. Nunca viu sua irmã. Não sabe sua cor favorita. A lista é infinita, quer que eu continue?
Ele ficou quieto, olhando para frente, tenso. Balancei os pés e um lado para o outro, falando:
-Ela acha que você não escuta ela. E diz que sempre que vocês vão tentar ter algum dialogo serio você dá um jeito de escapar. Syn, pare com isso. Lisa não é uma das suas peguetes de esquina, ela é esquentada demais, precisa se abrir com ela. Mostrar que a ama, e não só falar e pronto.
Engoli o refrigerante.
-Ela precisa de um homem, não de um garoto pegador. Alem disso, não agüento mais ler as reclamações dela sobre você.
-Ela só reclama?
Fiz uma careta.
-É obvio que eu pulei a parte da pegação e etc, é nojento. Não quero saber como é seu beijo ou se você tem pegada, na boa.
Ela riu, puxando-me para um abraço de um braço só.
-O que seria da minha vida...
-Sem eu? Eu sei, nada.
Quando eu me levantei para jogar fora a lata de refrigerante e ir ao banheiro, vi dean sentado no chão, com um olho vermelho. Sem emoção, falei:
-Já foi ver isso?
-Já.
Olhei para um lado, olhei para o outro e me agachei a sua frente, falando, em baixo tom:
-Olha aqui, Dean, se eu fosse você, não arrumaria confusão.
Ele sorriu.
-Por que? Acha que aquele idiota consegue me derrubar?
-Não, mas eu tenho certeza que a Lisa põe um fim na sua amizade com ela se você fizer mais uma gracinha.
Falei, ameaçadora. Dean fechou a cara.
-Não tem mais bebê nenhum que a prenda com você, então, ela não vai ser tão paciente. Ou você pára de bancar o playboyzinho, ou então vai embora.
-Ela não faria isso.
-Você não sabe do que ela é capaz pelo Syn.
Ele me encarou com ódio, vendo-me levantar e jogar a latinha de refrigerante fora.
Um medico se aproximou, quando eu estava sentada com tia Marianne.
-A Srta. Lisa está acordada de novo. Alguém quer vê-la?
-Eu, por favor, eu!
Falei, me levantando; tia Marianne me colocou sentada, assim que Brian apareceu, abatido, as mãos nos bolsos da jaqueta. A voz baixa e triste, ele falou:
-Lisa está acordada?
Tia Marianne assentiu, sorrindo, os olhos com lágrimas.
-Eu posso...?
O médico, meio duvidoso, perguntou:
-Você é o tal... Brian?
Syn assentiu com a cabeça.
-Olha, não sei não, ela vive falando seu nome enquanto dorme, seria uma descarga emocional muito grande. Acho melhor esperar um pouco para poder entrar, até ela se manter estável com a cirurgia.
A expressão dele caiu, e ele apenas balançou a cabeça, assentindo tristemente. Então, dean veio correndo até nós.
-Posso ir?
O médico assentiu, guiando Dean.
Quando olhei para o Brian, ele socou a parede, grunhindo, escorregando pela parede, enterrando o rosto nas mãos.
Me levantei, indo consolá-lo.
-Me sinto um pequeno pedaço de nada.
Ele falou, limpando algumas lágrimas que caíam.
-Não fale isso, Syn.
-Não estava com ela. Confiei naquele babaca pelo menos para ficar de olho nela... Se eu estivesse pro perto, se eu nao tivesse tanto ciume dela...
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