Angel's Blood
5 A festa do arcanjo
Notas iniciais
Como prometido ... o capitulo do lemon chegou!!!
Desculpem a demora, mas a idiota da Himea esqueceu de enviar o lemon mais cedo e so enviou agora.
Fiz uma capa nova e um trailer pra fic. Aqui vai o link.
http://www.youtube.com/watch?v=Vn2r6Rhjpik
Imagens:
1 - Zero
2 - Ikuto
3 - Link e Dark
Angel’s Blood – Capitulo 5
Link gritou … e caiu de costas numa superfície dura, as mãos procurando o contacto hostil dos luxuosos mosaicos.
-Hum … — praguejou m silencio contra o grito que a surpresa lhe arrancou ficando sentado no chão a recuperar o folego
Dark estava de pé ao seu lado numa visão que fazia lembrar uma pintura representativa do céu ou do inferno. Ou ambos até. Percebia que os seus antepassados os tivessem visto, na sua espécie em geral, os guardiões dos deuses, mas Link não estava certo se ele era ou não um demónio.
-Isto não é a Guilda. – consegui em fim dizer alguma coisa
-Decidi que teríamos aqui a nossa conversa. – disse Dark estendendo a mão a Link
Este ignorou a ajuda e pôs-se de pé sozinho, disfarçando a vontade de massagear o seu tornozelo dolorido.
-Largas sempre assim os teus passageiros? – perguntou entre dentes – Não é lá muito elegante.
-Há séculos que não transporto um ser humano. – respondeu ele com os olhos rubi ainda mais escuros devido a escuridão da noite – Não me lembrei que eras tao frágil. Tens o rosto a sangrar.
-O quê?
Link levou a mão ao rosto, encontrando um pequeno corte na sua bochecha esquerda. Mas, mesmo sendo pequeno, o corte sangrava demais para o eu tamanho.
-Como?
-O vento, o teu cabelo … — sugeriu Dark enquanto se aproximava do loiro com passos leves
Link não se mexeu. Os olhos de Dark eram mais paralisantes que veneno de cobra no momento, mas continuando belos e sedutores. O arcanjo segurou o rosto do loiro, passando a língua na ferida, o que fez com que todos os pelos do corpo de Link se eriçassem e sentir um leve formigueiro no seu baixo ventre.
-Não quero que os meus vampiros façam do meu caçador a sua ultima bebida. – disse Dark dando enfase as palavras “meu caçador”
O anjo voltou-se. Link esfregou o rosto com a manga do seu casaco negro, depois fechou as mãos e deitou um olhar furioso as costas do moreno, que se afastava em passos leves.
-Se pensas que vou andar atras de ti como um cachorrinho …
O moreno olhou o loiro por cima do ombro.
-Se eu quisesse fazia-se rastejar Link.
Nem sinal de humanidade no rosto dele. Nada a não ser o brilho do poder de que Link tanto queria resguardar-se. Foi com um grande esforço que Link conseguiu não recuar um passo para trás com o tamanho do poder do maior.
-Queres que te obrigue a pores-te de gatas como um cachorrinho obediente que balança a cauda ao dono pedindo por atenção?
Naquele instante, Link percebeu que era exactamente isso que ele iria fazer. Qualquer coisa que tinha dito ou feito fizera finalmente Dark ultrapassar os seus limites. Se Link quisesse sobreviver com a alma intacta, teria que engolir o seu orgulho … ou o mais provável seria o arcanjo acabar com a existência do loiro. Ao pensar nessa possibilidade, sentiu qualquer coisa arder dentro de si e o seu coração apertar dentro do peito. Era algo que nunca tinha sentido por ninguém. Será que o arcanjo era insuportável ao ponto de fazer um novo tipo de ódio correr dentro dele?
-Não. – respondeu jurando a si mesmo que se alguma vez a hipótese disso acontecer lha aparecesse a frente, enfia ria a sua faca na garganta do moreno por aquele insulto
-Ajoelha-te e suplica. Talvez eu reconsidere.
Link não o tinha feito no passado. Não o faria agora, custasse o que custasse. Dark era agora a pessoa mais odiada em todo o universo do loiro.
-Se que quisesse fazia-te rastejar Link.
Cerrou os dentes com tanta força que os seus maxilares protestaram.
As portas do elevador por onde Dark e Link tinha descido abriram-se. Apressou-se a sair sem esperar por Dark, para logo se deter absolutamente. A alcatifa era de um preto refinado, tal como as paredes luzidias. As únicas peças de mobiliário que Link via dali, umas pequenas mesa decorativas, eram da mesma cor exótica e elegante. Em cima das mesmas mesas haviam lindas rosas vermelho-escuras, dentro de lindas jarras de cristal ornamentadas, que ofereciam um contraste luxuoso ao ambiente do pequeno corredor.
Link sentiu os dedos de Dark no seu ombro.
-Zero tem talento.
-Não me toques.
As palavras saíram da boca de Link como um fragmento de gelo. Afiado e mortal.
-Onde estamos? – perguntou virando-se para olhar o moreno de frente, fazendo um grande e concentrado esforço para não puxar de uma arma
Chamas rubras vibraram nos olhos vermelhos, mas estas sem nenhuma violência.
-No piso dos vampiros … eles usam-no para … bem … já vais ver.
-O que é que eu preciso de ver? Já sei tudo o que há para saber sobre vampiros.
Nos lábios de Dark, um leve sorriso.
-Então não vais ficar surpreendido com o que vais ver.
Ofereceu-lhe o seu braço. Link recusou, mas o sorriso não desapareceu do rosto do perigoso arcanjo de Tokyo.
-Mas que rebeldia. Herdaste-a de quem? Dos teus pais não foi, de certeza.
-Mais uma palavra sobre os meus pais e é-me indiferente que me desfaças em mil bocadinhos. – disse o loiro entre dentes — Corto o teu coração aos pedaços e dou-os aos cães vadios que andam pelas ruas.
Dark franziu o sobrolho.
-Tens a certeza de que eu tenho coração?
E com estas palavras, Dark avançou em direcção ao corredor. Não querendo ficar para trás, Link aumentou o passo até alcançar o moreno.
-Físico talvez. – respondeu – Mas emocional? Nem nos teus maiores sonhos.
Dark parou de repente, prensando Link contra a parede. Os lábios do moreno estavam perto ao ponto de sentir a respiração dele e as suas asas estavam projectadas para trás, deixando que algum pó de anjo se espalhasse no ar.
-Então não me poderias ceder um pouco do teu “coração emocional”? – perguntou com o seu habitual sorriso de lado e aproximando-se com a intenção de beijar o loiro, mas Link virou o rosto – O que é preciso para fazer-te ceder? Ou, pelo menos, o que é preciso para que sintas medo de mim? – parecia genuinamente curioso, como se todos os atos dele até ao momento não tivessem sido apenas uma brincadeira com os sentimentos do loiro
-Nasci caçador. Poucas pessoas sabem o que isso significa e quais são as incontáveis consequências.
Dar parou em frente a uma grande porta de madeira escura, sorriso para Link antes da a abrir. Sorrisos, gargalhadas e copos a tinir. Parecia um convite. Os olhos cor de rubi de Dark desafiaram-no a entrar. Idiota como era, aceitou o desafio, transferindo uma faca que tinha escondido na manga do casaco negro para a palma da mão, e entrou, consciente da presença do arcanjo atras de si, da vulnerabilidade total da sua preciosa coluna … até … a sua boca abrir de choque formando um “o” perfeito.
Os vampiros estavam a dar uma festa.
-Bem vindo Link.
Um vampiro caminhava em direcção ao loiro com um copo de vinho na mão. Pelo menos ele esperava que fosse vinho. Aquele liquido vermelho-escuro podia muito bem ser sangue.
-Vampiro porteiro. – sussurrou com a garganta seca
Só quando deu por si preso contra o calor vivo de Dark se apercebeu que recuara face a caricia invisível do vampiro de cabelos prateados e, pelo o que parece, Dark não tinha gostado nada. Se Link não conhecesse as crueldades que ele comete até podia dizer que o arcanjo estava com ciúmes.
-Chamo-me Zero.
Ele sorriu exibindo uma fila de dentes imaculadamente brancos sem uma única presa a vista. Um vampiro antigo. Um vampiro com experiencia.
-Vem dançar comigo.
O calor desceu-lhe pelas pernas, uma reação involuntária ao perfume de Zero. Um perfume especialmente atraente e erótico para um caçador nato. Mas antes que Link pudesse puxar uma faca ou dizer alguma ameaça para o vampiro, a asa de Dark colocou-se no meio dos dois, com Dark segurando o braço de Link. O cheiro dissipou-se no ar como se Zero o tivesse recolhido.
-Ele está aqui para aprender. O Link não percebe o fascínio que vocês exercem ns humanos.
Zero franziu o sobrolho.
-Mostro-lho com muito prazer.
Será que só Link tinha notado no duplo sentido das palavras do vampiro?
-Hoje não, Zero. Nem hoje nem nunca.
-Desculpe patrão. É como o senhor desejar.
Baixando levemente a cabeça, Zero retirou-se.
-Ele é suficientemente velho para já ter pago a divida de cem anos varias vezes … para não falar no seu considerável poder pessoal. – disse Link lembrando-se que nunca conhecera um vampiro com tanto magnetismo – Porque continua contigo?
A mão de Dark no seu braço ardia como ferro em brasa, incendiando o tecido do casaco e da camisa verde ate lhe mancar a pele.
-O Zero é um dos meus melhores amigos. Alem disso, ele precisa de desafios constantes e trabalhar para mim é uma oportunidade de satisfazer essa necessidade.
-Essa e outras. – murmurou Link vendo Zero abraçando um loira pela cintura
-Não sou alcoviteiro. – disse Dark divertido e até um pouco relaxado – Os vampiros desta sala não precisam desse tipo de serviços. Olha a tua volta. Vampiros e humanos que buscam a mesma droga sem a qual não conseguem sobreviver. O Prazer.
Link olhou a sua volta, constatando que era verdade. Não se via medo ou desespero nos rostos dos humanos na sala, apenas feições regadas de prazer e o cheiro a sexo no ar.
-Pronto. Retiro o que disse. Os vampiros e os seus fãs são gente boa e sã.
Dark soltou uma gargalhada.
-Não. Não são gente boa. Mas também não são maus
-Nunca disse que o eram. – retocou o loiro – Sei que são apenas pessoas. O que eu queria dizer era …
Link calou-se quando sentiu as mãos de Dark acaricias a sua cintura por debaixo da camisa verde e do casaco preto.
-Querias dizer que?
Dark ria com o rosto no pescoço de Link, alternando entre beijos e lambidas.
Link soltou-se dele num raio, perguntando a si mesmo como tinha ido parar aos braços do arcanjo.
-Não gosto que os vampiros usem a suas aptidões para escravizar os seres humanos.
-Mas e se os humanos quiserem ser escravizados? Viste algum a queixar-se?
Não. Via apenas pinceladas de um quadro sensual, uma erótica mistura de machos e fêmeas, vampiros e humanos.
-Decidiste trazer-me a uma orgia?
Dark voltou a rir, mas desta vez era uma gargalhada quente, liquida, que pareceu caramelo quente a escorrer sobre a sua pele.
-Já vi o suficiente. Vamos embora.
Dark apertou Link nos seus braços e escondeu-o com as asas, o seu peito quente e solido nas costas do loiro.
-Tens a certeza? – murmurou com os lábios junto a pele sensível do pescoço de Link
-Ou vamos embora, ou aceito a oferta do Zero.
-Pensas que isso me interessa?
-Claro. Se aquele vampiro enfiar a sua presa em mim deixarei de poder andar e trabalhar por algum tempo.
-Nunca ouvi alguém chamar um pénis de presa.
-Pénis, presa, qual é a diferença? Tudo é sexual para um vampiro.
-Mas não para um arcanjo. – disse Dark mordendo o lóbulo da orelha de Link – O meu pénis cumpre uma missão muito especifica.
O desejo apertou o peito de Link com tanta força que ele mal conseguia respirar. O seu rubor desapareceu, pois o calor que sentia tinha mudado de lugar para as suas partes de baixo. Quem olhasse poderia ver uma leve excitação entre as pernas do loiro.
-Não duvido. – a sua voz saiu rouca contendo o desejo – Prestar serviço a todas as tuas fãs vampiras deve ser cansativo.
Por alguma razão, a sua voz saiu com um leve tom de ciúme.
-Irias para a cama com Zero de boa vontade? – perguntou-lhe com a voz afiada como uma espada desembainhada – Chorarias e suplicarias?
-Nem pensar. Ele é como bolo de chocolate com cobertura de chocolate. Tem bom aspecto, apetece-me come-lo todo, mas na verdade é tao doce que se torna enjoativo.
(Himea: Errado. O bolo de chocolate com cobertura de chocolate da Rose é mais viciante que a droga, o tabaco ou a bebida. *-*)
-Se ele é o bolo, eu sou o quê? –perguntou ele com os lábio muito próximos dos de Link
-Veneno. – sussurrou com a voz rouca – Um veneno belo e sedutor.
Dark segurou a cintura dele firmemente, circulando-a com um dos seus braços.
-Mas algo me diz que preferias afundar-te no veneno do que empanturrares-te de bolo de chocolate. Não estou certo?
As asas impediam que os outros vissem o que se passava entre eles e Link tinha a certeza que ninguém era curioso o suficiente para enfrentar um arcanjo.
-Se eu te deitasse no tampo da minha secretaria e enfiasse os meus dedos em ti acho que obteria uma reacção diferente da que estas a ter agora.
Link corou com o comentário. No seu interior sabia que concordava com Dark. O arcanjo era sem sombra de duvidas sedutor.
-Podemos ter a tal conversa antes que eu adormeça?
-A minha cama é muito confortável.
Apeteceu-lhe bater-se a si mesmo por ter dado aquela deixa, sobre tudo quando o seu cérebro começou a fornecer-lhe visões de Dark na cama … de asas estendidas … corpo despido … ancas destapadas … cerrou os dentes repreendendo-se a si próprio por ficar quase excitado só com a sua imaginação idiota.
-O que querias conversar comigo?
Dark tinha os olhos brilhantes, mas apenas sussurrou um «Vem.» no ouvido de Link e dirigiu-se para o corredor. Link correu para alcança-lo, irritado por ele fazer sempre com que ele pareça o cachorrinho dele.
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Zero saiu da Torre do Arcanjo, respirando o ar fresco. Verdade que aquelas festas eram da sua autoria, no entanto elas já não eram para ele. O vampiro agora procurava apenas alguém com quem ter uma relação constante, já que todas as mulheres que com quem ele ficava nas festas só queriam divertimento por uma noite. Ele queria alguém que não quisesse apenas divertimento.
Zero estava tao concentrado nos seus pensamentos que não notou que algo corria na direcção da Torre. Era um vampiro que tinha fugido do seu mestre anjo. Se bem se lembrava, ele era da Argentina e a ordem era de o matar.
O albino estava prestes a capturar o sujeito usando a sua arma que não reagia ao seu corpo vampiro quando um vulto negro apareceu a luz da lua. Foram apenas uns segundos para que o vampiro se transformar em cinzas.
-Quem és tu? – perguntou o albino com a arma mirada na cabeça do moreno
-Ele era o meu trabalho.
Zero olhou bem para o jovem caçador moreno. Cabelos azul-escuros e olhos arroxeados com duas orelhas de neko na cabeça e uma cauda longa e fina. A roupa que ele usava, na cabeça de Zero, devia ser um crime, pois eram curtas e coladas ao seu corpo, o que resultou num Zero quase excitado.
-Posso saber o teu nome caçador? – perguntou Zero baixando a arma
O caçador dirigiu-se a uma moto, colocando o capacete na cabeça.
-Ikuto Tsukiyomi.
Antes mesmo de Zero poder falar mais alguma coisa, Ikuto ligou a moto e arrancou a alta velocidade. Zero ficou a ver a moto a afastar-se com o nome do outro na cabeça. Ikuto Tsukiyomi. Por alguma razão, aquele nome não saia da sua cabeça.
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A viagem de elevador foi curta e desta vez quando saiu, Link encontrou um ambiente branco e limpo. Com certeza o branco era o dominante no ambiente com certos detalhes de ouro branco aqui e ali. Mas quando Dark se dirigiu ao seu gabinete é que percebeu que a sua secretaria era um grande bloco de pedra vulcânica polida.
-Se eu te deitasse no tampo da minha secretaria e enfiasse os meus dedos em ti acho que obteria uma reacção diferente da que estas a ter agora.
Não. Definitivamente não. Será? Antes mesmo que ele pudesse pensar numa forma de sair dali, os lábios de Link foram selados pelos de Dark de forma desesperada. Link bem que tentou resistir, sentir-se são, mas foi só sentir a língua do maior a pedir passagem entre os seus lábios. Foi aí que a ultima partícula de sanidade do loiro se dissipou. Ao ver que a passagem tinha sido concedida, Dark aprofundou o beijo segurando bem firme a cintura de Link. Já o loiro não evitou circundar o pescoço do moreno com os braços, sentindo a língua quente acariciar a sua.
E com isso a sua mente despertou. O beijo parou quando os pulmões de ambos não aguentaram a falta de oxigénio e Link aproveitou o facto de ter recuperado a respiração mais depressa para ser a vez dele de atacar os lábios do moreno.
-Nem penses que me podes controlar assim tao depressa.
Dito isto foi a vez de Link atacar os lábios do arcanjo. Desta vez o beijo estava regado de paixão e fúria. Uma luta pelo controlo do beijo e Link bem sabia que estava em desvantagem. A boca de Dark tinha o leve sabor de chocolate negro. Doce e viciante, mas não ao ponto de enjoar e sim ao ponto de viciar.
Dark empurrou Link de leve, fazendo com que o loiro se sentasse numa superfície dura seguindo-se do barulho de papeis a cair no chão. Espera! Quando e que eles tinham chegado a secretaria dele? E quando é que Dark tirou o casaco negro do loiro?
As mãos do arcanjo entraram pela camisa verde do loiro. As suas mãos apertavam cada pedaço do corpo do loiro que encontravam pelo caminho até chegarem ao seu destino. Os mamilos róseos de Link. Ainda beijando o loiro, Dark sorriu, apertando os pequenos e sensíveis mamilos.
-Ah!
Link gemeu contra os lábios do moreno arqueando o corpo para trás. Dark sorriu ainda mais, aproximando o rosto do ouvido de Link.
-Então os mamilos são sensíveis. – e sorrindo, mordeu de leve o lóbulo da orelha do menor
-N-não. – tentou dizer com a voz falha
Dark voltou a apertar os mamilos dele.
-AH!
O moreno aproveitou que ele tinha virado a cabeça para atacar o pescoço desnudo dele, alternando entre lambidas, mordidas e beijos.
-D-Dark … por favor … não …
-O quê, Link? Não me digas que não queres porque eu sei que é mentira. Eu nunca te controlei para dormir contigo. Isso é uma escolha tua.
Dito isto o maior saiu de cima de Link sorrindo maliciosamente. Num sussurro, Dark recolheu as suas asas o suficiente para tirar o seu longo manto branco. Uma coisa que Link achava interessante era o facto de Dark vestir roupas pretas como o seu nome sugere mas ter o manto branco, símbolo do grupo dos dez, por cima destas. Dava-lhe uma certa autoridade.
Ao vê-lo sem o manto, Link só pode ver o quanto ele se parecia com um humano. Ele tinha de admitir que sem aquela peça, o moreno ficava ainda mais bonito aos seus olhos.
-Lindo. – saiu num sussurro
Link já não pensava em nada. Já não era o caçador de vampiros com uma personalidade fria. Era só Link. Era só ele e aquele arcanjo que ele … a palavra “atracção” não era suficiente, mas ele tinha medo de usar a palavra “amar”. Ele só pensou … eram eles ali e mais ninguém. Ninguém para dizer que era errado. Ninguém para os afastar. Ninguém para os impedir de cometer aquele pecado … nem que fosse só por essa vez.
Foi com esses pensamentos em mente que Link voltou a beijar o moreno. Desta vez com calma, e ate, quem sabe, com um pouco de amor. Dark sorriu contar os lábios de Link parando o beijo por uns segundos para poder tirar a camisa verde e ficou mais alguns segundos a admirar o corpo do seu loiro. Era magro com alguma massa muscular, mas não demasiado, pele macia e lisa sem nenhuma marca a mancha-la e os dois pontos rosados que tanto davam prazer ao loiro.
Link era lindo. Claro que Dark nunca o diria em voz alta. Aos seus olhos o loiro era delicado como uma rosa que usa os seus espinhos para se proteger e Dark queria ser ele o primeiro a retirar os espinhos da rosa.
Com isso em mente, o arcanjo dobrou-se sobre Link e deu uma lambida nos mamilos já um pouco rígidos do loiro.
-Gha! … Dark …
Dark sorriu.
-Eu só toquei nos teus mamilos e já estas assim Link? – perguntou ele acariciando o volume por cima da calça do loiro
-C-calado. – disse o loiro corado
Dark soltou uma gargalhada alta.
-É incrível como consegues manter essa personalidade nesta situação. – perguntou invadindo a calça do loiro com a mão – Sem nada por baixo? Já estavas preparado para quando eu te trouxesse aqui?
Link corou ate as orelhas.
-N-não digas disparates. Eu durmo assim. Se bem te lembras eu estava prestes e ir dormir quando me raptaste. – resmungou o loiro tropeçando nas palavras e mais vermelho que um tomate
-Então tenho de te raptar mais vezes.
Dark deu o sorriso mais malicioso que tinha, afastando-se do loiro.
-Se queres que eu continue tens de cooperar também.
-Co-como assim? – perguntou o loiro corado com o sorriso do moreno
-Tira as minhas roupas. – disse o arcanjo como se não fosse nada de mais
O loiro engoliu em seco com o pedido do maior. Ele iria tirar as roupas de Dark? Se o fizesse será inevitável tocar nas asas dele. Link não se sentia merecedor de tal ato e Dark percebeu isso.
-Não penses em nada. – disse ele pegando na mão do loiro e levando-a ate as suas asas – Não tenhas medo de as tocar. – segurando ainda o braço do çoiro, aproximou o rosto do seu ouvido – Vou dizer algo que nunca disse a ninguém … eu realmente apaixonei-me por ti Link. Não me perguntes como ou porquê. Porque nem eu mesmo sei a resposta. – ele olhou nos olhos do loiro – Eu sou todo teu Link e as minhas asas também.
-Dark …
Link não conseguia ver mais nada por causa das lagrimas que se acumulavam nos seus olhos.
-Eu também te amo Dark.
E dito isto o loiro arrancou a camisa negra de Dark rasgando-a em dois começando a beijar o pescoço do moreno.
-Hum … apressadinho … — disse o maior com a voz rouca
Link foi descendo os beijos pelo pescoço, tórax, barriga e por fim chegou ao local desejado. O loiro deu um visível sorriso malicioso empurrando o maior para se sentar na secretaria antes de abrir o ziper das calças do moreno, atirando-as para algum lugar do escritório.
-O que e que tu … AHHH!!!
A frase morreu na garganta de Dark ao sentir o loiro abocanhar todo o seu membro … para logo depois deixa-lo, mordendo a virilha do moreno.
-Link … anda lá … — gemeu o maior
-O quê? – perguntou o loiro de forma inocente – Ah! Falas disto?
Logo Link voltou a abocanhar o membro do maior sugando-o com força. Dark não pensou duas vezes em levar uma das mãos aos cabelos dourados de Link, fazendo o menor quase engasgar. Enquanto isso a outra mão de Dark foi ate a gaveta da secretaria, tirando de lá um pequeno tubo.
«É a primeira vez que fico agradecido por o Zero guardar aqui as coisas dele.» — pensou
Dark untou dois dedos com o lubrificante ate ficarem bem melados e dirigiu-os a entrada do menor. Link gemeu em protesto ao sentir um dedo entrar em si, mas sem parar o seu “trabalho”, visto que Dark ainda segurava a sua cabeça, este sendo mais controlado nos seus gemidos. Mas não conseguiu evitar gemer alto ao gozar na boca quente do jovem caçador, que lambeu os lábios com gosto. Dark sorriu, puxando o loiro para o seu colo.
-Hum! A tua boca e deliciosa Link, mas estou desejoso de entrar aqui. – disse Dark com a voz rouca antes de introduzir o segundo e terceiro dedo
Link gemia contra o membro do outro ao mesmo tempo que se empurrava na direcção dos dedos do arcanjo.
-Dark … Ah! Por … favor … vem …
Dark sorriu sussurrando na orelha do loiro.
-De certeza?
Link olhou-o irritado.
-Ou tu enfias-me o teu pau ou eu penso melhor sobre a oferta do Zero.
Isso foi o suficiente para a chama do ciúme arder dentro de Dark. O arcanjo virou o loiro por cima da secretaria entrando nele de uma só vez.
-Ah!
Link soltou um gemido doloroso mas um tanto prazeroso.
-Hum! Nem penses em voltar … a falar dele enquanto estamos juntos Link … Tu és só meu entendeste?
-Eu … haum … não sou …de ninguém. – disse o jovem caçador com um olhar desafiador
Dark sorriu com os olhos rubis em chamas.
-Isso veremos nós meu querido Link.
E com isso, o jovem arcanjo começou a mover os seus quadris. Os movimentos ao inicio dolorosos foram ficando mais necessitados. Tanto que Link se surpreendeu a si próprio indo contra aos quadris do maior. O vai e vem continuo levava Link tanto ao céu como ao inferno, dependendo de como Link encarava agora o anjo de cabelos negros.
Sabendo que estava a beira de gozar, Dark levou as mãos ao membro de Link masturbando-o. O menor não aguentou muito tempo gozando na mão do moreno, levando o maior atras de si.
Link deitou-se na secretaria de pedra exausto pensando apenas numa coisa …
«Dark conseguiu o que queria.»
Realmente, nunca se sabe o que vai acontecer na “Festa do Arcanjo”.
Continua …
Cap. 6 — Perseguido
Notas finais
Esperemos que tenham gostado.
Vejam o trailler e a nova capa e deem a vossa opiniao ok?
Ate a proxima minna n.n.
Fale com o autor