Notas iniciais
Oi baby's *------------* voltei logo viram!!! Gostaria de agradecer a Rafa Kane Cahill e a Luce por favoritar a fic... Sem mais delongas ai vem o capitulo...

Olhava para aquele cara a minha frente sem expressão nenhuma, mas por dentro estava muito agitada, não queria ficar de frente ao tal mandante dos meus ataques, estou me controlando de verdade para não partir pra cima dele! Ele me olha por um instante e dá um sorriso.

– Você é muito parecida com seu pai Nora – ele me dirige um sorriso, olha para todos os outros presentes da sala – Podem se retirar todos, me deixem á sós com Nora – e assim todos fizeram, Patch foi o primeiro a sair, espero que ele aproveite para avisar os outros, não quero ficar muito tempo aqui... – Bom Nora, eu sou um amigo de seu pai – ele se senta no sofá e me mostra o lugar ao seu lado, mas prefiro ficar em pé, ele dá de ombros e continua – Meu nome é Rixon, sou um grande e velho amigo do seu pai na verdade... Eu não sei onde ele está, mas eu decidi trazê-la aqui para te ajudar a procurá-lo, que tal?

Olhei para ele indiferente, mas por dentro estava incrédula. Como ele pode me dizer que não sabe onde está meu pai sendo que foi ele quem o prendeu no Inferno? Sendo que foi ele quem afastou meu pai de minha mãe e de mim! Dou um sorriso para ele e ele me olha com os olhos cerrados.

– Eu agradeço sua oferta, mas creio que não precisarei de sua ajuda... – eu digo indiferente – Descobri uma pista de onde meu pai possivelmente está e estou pensando em procurá-lo para descobrir porque abandonou minha mãe e a mim...

– Interessante – ele diz dando um sorriso de canto – E onde seria essa possível localização?

– No Inferno – falei na lata e ele arregalou os olhos minimamente e deu uma leve tosse – Mas não sei se é verdadeira essa informação...

– É falsa! – ele disse rápido, sorri internamente, mal sabe ele que minha mãe e meu pai estão muito bem... – Seu pai está bem longe daqui... Talvez do outro lado do globo terrestre...

– Pode ser que você tenha razão – eu disse ainda o encarando – Mas me diz aí, se você somente queria me trazer aqui para me ajudar a procurar meu pai... Rixon – eu disse o olhando seriamente nem piscava direito – Então porque seus comparsas, capangas, companheiros, sei lá o que eles são, me atacaram?

Ele me fita por um instante e começa a gargalhar, mas gargalhar com gosto – Realmente Nora, o que o Traves me disse sobre você é verdade – ele me olha raivosamente – Eu a trouxe aqui para te manter presa, para nunca mais encontrar sua mãe e nunca procurar aquele idiota do Connor! – ele se levanta e me empurra no sofá, me olhando de cima – Não era pra você existir, não era para você ter nascido e nem a puta do sua mãe ter tirado Connor da escuridão, ele devia ter enlouquecido, mas não, Blythe teve que atrapalhar meus planos e minhas vontades! – ele me olha bem fundo nos olhos – Era pra eu ter ficado com o lugar do seu pai, com o reconhecimento dele, e até mesmo com sua querida mamãe... – ele não conseguiu terminar, não depois do soco que eu dei bem no meio da cara dele.

– NÃO OUSE DIFAMAR A MINHA MÃE! – eu disse raivosa, sei que não devia revidar, mas ninguém fala mal da minha mãe e saí impune! – Nunca mais fale nada dela! — mas também não falei mais nada, levei um soco que me lançou contra a parede, mas não sem antes arrebentando o velho sofá.

– E você querida Norinha não torne a me bater novamente – eu me levantei limpando o sangue que escoria na lateral de minha boca e sorri desafiadora – Não vou fazer nada agora com você, mas me aguarde... – saiu por uma porta lateral que eu não tinha visto ainda e logo Traves aparece sozinho.

– É Nora, você conseguiu irritar o cara – ele se aproxima e vê meu rosto machucado – é uma pena ele ferir um rosto tão lindo quanto o seu... – ele tenta me tocar e eu recuo – Continua me rejeitando – ele sorri de canto – pois saiba que eu amo uns joguinhos assim... É mais emocionante domar a fera... – e se afasta de novo. – Me siga, vou te levar ao seu mais novo aposento...

Ele seguiu pela mesma porta em que Rixon seguiu, quando ele a abriu eu pude ver uma escada com pouca iluminação, mas era bem fácil de enxergar, descemos por essa escada e ele virou a direita no corredor, eu o seguia sem reclamar. Ele destrancou uma porta e me deu passagem, entrei em uma espécie de quarto, só tinha uma cama velha, muito velha...

– Essa é sua nova casa querida Nora – ele diz entrando no quarto, se é que podemos chamar assim e fechou a porta, mas não a trancou. Ele se aproximou de mim e segurou em meus pulsos os forçando para cima de minha cabeça – Vamos continuar com o que paramos? – e veio em direção aos meus lábios para me beijar, mas se ele acha que vai me beijar está muito enganado, sem controlar minha força dei um chute na perna dele que o fez arfar, e afrouxar o aperto de minhas mãos, fechei a mão em punho e meti um soco nele, ele foi lançado contra a porta e a mesma rangeu em protesto ao impacto.

– NÃO OUSE TOCAR EM MIM!!! – eu disse muito nervosa – Eu te disse aquele dia que eu não queria que você se aproximasse de mim novamente – eu somente o encarei seria.

– Nora, Nora, você está mexendo com quem está quieto! – ele se levantou e seguiu em minha direção, ele me deu um soco no rosto e depois pegou em meu pescoço com as duas mãos me levantando do chão, apertando um pouco e quase me apoiando na parede – Nunca mais bata em mim, eu te disse que você não está em condições de nada aqui... – ele apertou mais um pouco, me concentro na minha respiração e dei um chute no peito dele, usando a parede como escora, ele me soltou e eu caí de costas no chão, mas não tive tempo de levantar, ele me deu um chute no estomago que me fez perder o fôlego, ele me deu mais um e quando ele ia me dar o terceiro.

– Traves, o que está acontecendo aqui? – pergunta Rixon sério parado no batente da porta – Saia, eu já falo com você – e assim ele fez, saiu sem dizer mais nada – Nora, você tem que se comportar... – ele se aproxima de mim – Se não se comportar, ficará trancada aqui sem nada... – ele me olha severamente – Você me entendeu?

Somente acenei com a cabeça. Ele se virou e saiu em seguida fechando a porta, mas não a trancando. Eu olhei para o projeto de cama e dei de ombros me dirigindo até ela, me deitando em seguida. Olhei para o teto e logo fechei meus olhos, não teria nada melhor para fazer mesmo, então acabei adormecendo, pois quando meus pais e amigos chegassem, eu deveria estar bem descansada.

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Pov’s Autora.

Estavam todos na casa dos Grey, não fazia nem um minuto que Vee tinha chegado com Scott e Luce. Cam e Connor já tinham chegado, como eles voaram tinha sido mais rápido do que de carro, mesmo tendo passado na casa de Connor para pegar a espada dele. Blythe estava sentada no sofá com os pensamentos longe, mas não muito longe, eles estavam todos voltados para sua pequena.

– Blythe – disse Connor gentilmente a retirando de seus devaneios – Vee acabou de chegar.

Blythe se levanta do sofá e segue para a entrada da sala onde Vee, ainda muito abalada está abraçada a Scott.

– Olá minha linda – diz Blythe se aproximando de Vee e a abraçando – Já está em segurança agora não precisa ficar assim – afaga os cabelos de Vee gentilmente – Vamos resgatar Nora, não se preocupe.

– Tia, eles querem fazer muito mal a ela – diz Vee ainda abalada – Mas eu estou cansada, com fome e com dor – ela olha para Blythe – Tia posso ficar aqui?

– Pode, aliás, eu já liguei para sua mãe e disse que você ia dormir aqui em casa para participar de uma festa do pijama com Nora e os outros e ela aceitou – Blythe sorri para Vee – Mas você ficará sozinha aqui porque vamos resgatar Nora, mas não se preocupe, eles não virão até aqui, pode ter certeza.

– Tudo bem, eu vou tomar um banho, tenho roupas minhas no quarto de Nora e vou dormir um pouco, essa tensão me fez mal – ela diz indo em direção as escadas.

– Daqui a pouco subo Vee – diz Scott e ela assente, subindo as escadas em seguida – Bom, Nora acabou de ser levada e logo Patch entrará em contato, vou explicar a situação a Vee, qualquer coisa me chamem – e subiu as escadas em seguida.

Todos os restantes se dirigiram até a sala Luce e Cam se sentaram em um sofá e Blythe e Connor no outro. Todos preocupados, até mesmo Connor, pois sabem do jeito impulsivo de Nora.

– Será que eles já chegaram ao local do esconderijo? – pergunta Luce, para quebrar o silencio que se instalou na sala.

– Não sei... – diz Cam abraçando a mulher – Creio que não, ele não ficaria perto da praia, pelo menos não muito perto – ele para pensativo – Eles não devem ter chegado ainda. Como vamos invadir o local?

– Provavelmente os mais silenciosos possíveis – diz Blythe friamente, ela sabe que não pode deixar os sentimentos tomarem conta dela – Não podemos chamar atenção antes de Nora ou Patch perceberem nossas presenças – ela dá um suspiro – Nora tem que estar longe de Rixon e de Traves.

– Sim, Blythe tem razão – diz Connor pensativo – Vamos entrar por cima, mas precisamos que Patch entre em contato primeiro.

– Ah, Cam, ia me esquecendo – diz Luce pegando o celular de Nora e entregando a Cam – Nora deixou, pois Patch pode fazer contato por aí.

E assim que Cam pegou o celular o mesmo tocou. Ele olhou para visor e estava escrito restrito, ele deu um suspiro e atendeu – Alô?

Sou eu – disse Patch do outro lado da linha.

– Já descobriu onde é o esconderijo? – perguntou Cam esperançoso.

Sim, é um pouco longe – ele diz para Cam explicando – Precisaremos nos encontrar na praia, o esconderijo é naquela direção. Venham voando, vocês conseguirão trazer dois Nefilins voando – ele fica quieto um instante – Mas que merda!

– O que aconteceu? – pergunta Cam preocupado e chamando assim a atenção de todos da sala para ele.

Aquele bastardo do Rixon está batendo em Nora! – Patch diz raivoso no outro lado da linha, ele respira fundo para não perder o controle e volta a falar com Cam – Em quanto tempo vocês estão aqui?

– O mais rápido possível – diz Cam irritado – Agora são 16h00min então as 17h00min te encontraremos na Praia.

Estarei lá – e desligou.

– O que Patch falou? – pergunta Blythe aflita.

– Para encontrarmos ele na praia as 17h00min – diz Cam controlando a respiração – Disse para irmos voando, então vamos fazer o caminho pela mata.

– Certo – diz Blythe se levantando e indo em direção à escada, mas para antes – Alias, Cam porque tanta irritação?

– Porque eles estão batendo em Nora – todos ficam tensos em seus lugares – Por isso vamos logo...

– Vou chamar Scott e pegar minha espada – e se virou novamente para a escada e subiu.

– Vou pegar as adagas de Nora no carro dela – e Cam seguiu para o carro de Nora.

Connor se levanta e segue até o escritório de Blythe voltando de lá com sua espada e Luce segurava a sua adaga e a de Cam. Em pouco tem Scott desceu as escadas também segurando uma, Vee ficou dormindo. Blythe também desceu segurando sua espada, ela colocou um cinto próprio para portar a espada e jogou um para Connor, que colocou na cintura de prontidão. Logo Cam volta com as adagas de Nora.

– Vamos? – perguntou Cam.

– Sim – todos responderam e saíram pelos fundos da casa de Blythe.

Connor, Cam e Luce colocaram suas asas para fora. Blythe e Scott os olhavam encantados, mas não ficaram assim por muito tempo, logo Connor pegou Blythe e Cam pegou Scott. Os três levantaram voo. Seguiram em direção à praia pela floresta, mesmo indo por ali, Scott e Blythe puderam ver o quão bonito era a paisagem vista de cima. Passaram-se mais ou menos 15 minutos até chegarem à praia, logo avistaram Patch, ele já estava sem o Paria.

– Onde está o Paria Patch – perguntou Cam assim que pousou.

– No Inferno – ele disse indiferente – Vamos, eles podem tentar algo contra Nora – e assim novamente, todos colocaram suas asas para fora novamente e levantaram voo em direção ao esconderijo.

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Pov’s Nora.

Acordei num sobressalto. Olhei em volta sem reconhecer, mas aí me lembrei, estava num cômodo estranho, em cima de um projeto de cama e com calor. Sentei-me na cama calmamente, olhei em volta e estava sozinha. Queria sair daquele quarto, então me levantei e fui em direção à porta abrindo a mesma, olhei pelo corredor estava vazio, segui até a parte das escadas e subi até a sala novamente, mas ao invés de ir em direção à porta fui em direção ao interior da velha casa, precisava ir ao banheiro. Encontrei, ufa, usei o mesmo e assim que sai dei de cara com Traves.

– O que você faz aqui em cima? – ele pergunta irritado.

– Usando o banheiro não está vendo? – eu pergunto irônica.

– Não era para você sair do seu quarto – ele diz ainda irritado – Mas já que você está aqui, temos contas a acertar – ele pega no meu braço fortemente e me leva para uma escada que vai para a parte superior da casa. Ele entra em um quarto, que tem uma cama aparentemente macia e ela se encontra em baixo de uma janela de tamanho considerável, Traves me joga com força em cima da cama ficando por cima de mim em seguida, sério que ele está fazendo isso de novo? Eu tentei sair e ele me prendeu mais – Porque você resiste Nora?

– Eu já disse que não quero ficar com você e muito menos que você me toque! – eu disse lhe acertando um chute nas partes baixas dele, ele fez uma careta e acabou afrouxando o aperto, eu peguei o mesmo pela gola da camiseta e forcei minhas pernas, dando impulso e o joguei pela janela, a quebrando. Ele caiu no quintal e eu fiquei o olhando pelo parapeito da janela, foi quando eu os vi, ainda estavam longe, dei um sorriso, agora a diversão ia começar. Pulei da janela do segundo andar e cai em cima de Traves, fazendo o chão afundar a sua volta, ele cuspiu um pouco de sangue. Alguns Parias surgiram e eles vieram para cima de mim – Peguem ela, não deixem ela solta aqui fora! – disse Traves assim que se recuperou um pouco.

– Tentem a sorte – eu disse dando um soco certeiro em um Paria. Antes de voltar à ativa, escutei aquela voz que tanto amo “Anjo... Você está bem?”, ele me perguntou visivelmente preocupado, e eu para acabar com o sofrimento dele respondo “Sim, meu amor”, desviei de um Paria acertando o mesmo com um chute “Que bom” foi tudo o que ele me respondeu, sou tirada dessa nossa conversa por um questionamento raivoso.

– O que está acontecendo aqui? – Rixon aparece na porta e vê aquela confusão entre mim e os Parias.

– Você esqueceu-se de trancar a porta do quarto de Nora – diz Traves irritado – ela estava andando pela casa!

– Nora, Nora – ele diz vindo em minha direção – Você terá que se castigada por essa afronta – ele vinha caminhando, mas para de repente e olha para cima, arregalando os olhos em seguida – O... O que você, faz aqui? – apontando para cima.

– Ora, vim resgatar Nora – a voz imponente de meu pai faz com que todos olhem para cima. Meu pai e os outros descem lentamente e ele para próximo de mim – O que mais seria?

– Mas... – ele procura as palavras, mas parecem que as mesmas fugiram de sua boca – Como?

– Simples, eu te disse que tinha uma ideia de onde estaria meu pai – eu disse chamando a atenção de todos para mim – Só não te contei que eu já tinha ido resgatá-lo. – dei de ombros.

– Uma simples Nefilim foi ao Inferno resgatar um Arcanjo? – ele pergunta em deboche – Faz-me rir!

– Mas ao contrário do que você diz ser possível ou não, eu fui – eu digo debochada – quer que eu descreva a cela em que meu pai estava preso? Aquelas chamas diferentes? Ou como era a tranca da cela dele? – ele me olhava espantado, de olhos arregalados e com um “o” perfeito em sua boca.

– Mas isso não é possível – ele diz espantado – Você foi mesmo resgatá-lo? – eu aceno que sim. – Por quê? – ele pergunta ainda espantado – Ele te abandonou!

– Eu já sei toda a verdade Rixon – eu digo indiferente – Eu sei o que você fez para meu pai e minha mãe – eu o olho mortalmente – Sei que você sempre ia torturá-lo e ficava fazendo ameaças a nós, a mim e a minha mãe – eu disse o encarando muito irritada – Sei também que foi você mandou Traves se aproximar de mim e de meus amigos para descobrir nossas rotinas, nossos medos, o que não deu muito certo né? Já que ele e Cipriano não se dão muito bem... – olhei para ele superior – então recorreu aos Parias para atacar a mim e aos meus amigos.

– Nora, você é muito inteligente – ele diz dando um sorriso de canto – Você a educou muito bem Blythe, pensei que sua filha seria uma largada, já que não tinha uma presença masculina para colocá-la nas rédeas, mas parece que me enganei – ele a olha sério – Uma pena, pois seria mais fácil se Nora não tivesse se envolvido com esses daí.

– Ora Rixon – minha mãe diz debochada – Você sabe que fui criada com padrões conservadores, mas não quer dizer que as coisas mudem... – ela dá um sorriso de canto – Nora não poderia ter melhores companhias para uma amizade.

– Você está errada – diz Rixon duramente – Nora não devia ter se envolvido com Arcanjos, era para ela ser um alvo fácil para mim!

– Por quê? – pergunta meu pai angustiado – Porque fazer mal a minha filha e a minha esposa? – ele ainda o olha magoado – eu confiei e você e você me traiu! – Meu pai volta ao olhar indiferente de sempre – Só quero saber seus motivos para isso...

– Simples Connor – diz Rixon superior – Se quer tanto assim saber, eu te conto – ele deu um sorriso para o meu pai, mas não era um sorriso que você dá a um amigo, é um sorriso que você dá a um inimigo – Tudo o que eu queria era seu status, ser superior a você, ter tudo o que você tinha tão facilmente – ele dá um olhar rancoroso ao meu pai – Mas eu sempre ficava a sua sombra, sempre era deixado para trás e sempre era visto como um imprestável chega um dia que cansamos sabe Connor? Ai Blythe surge em sua vida e lhe dá a bastarda, vocês iam fugir para viver esse amor e viver como uma família, não queria que você fosse feliz, por isso quando você me disse que ia embora, eu vi que você estava com a guarda baixa, então fui até sua casa e o restante você já sabe – deu de ombros.

– Eu só me pergunto como um dia eu pude confiar em você! – meu pai da um suspiro e volta a sua expressão fria e indiferente – Hoje vejo que somente eu fui o amigo... Mas a partir do momento que você ameaçou a paz e o conforto de minha família você passou a ser meu pior inimigo, também nunca se refira a minha filha como bastarda, isso ela nunca foi! Reconheço que não sabia da existência dela porque não tive tempo de saber a verdade, por sua culpa Rixon! – meu pai levanta o punho e pega sua espada no cinto, passando sua lamina na palma da mão arrancando sangue – Agora, esse sangue é a marca de juramento que eu faço, eu vou te fazer pagar por ferir minha filha!

– Como é lindo seu amor de pai Connor – ele diz em deboche — Mas a questão aqui é você voltará para sua cela Connor! – e partiu pra cima de meu pai.

Meu pai e Rixon trocavam socos e chutes, mas não ficamos observando por muito tempo. Traves partiu pra cima de Patch e os outros Parias partiram para cima de nós, os restantes.

– Nora! — Cam olhou pra mim e me jogou as duas adagas, agora sim, estou com minhas lindas. – Faça o que você sabe fazer de melhor! – e me deu um sorriso.

– Você também irmãozão! – e ele partiu pra cima de um Paria qualquer.

Um Paria ia me acertar pela direita, mas eu desviei e o acertei na lateral de seu corpo com a adaga, a puxando para cima abrindo a lateral do corpo dele, um pouco exagerado, mas descobri que quando eles sentem muitas dores, eles desmaiam.

– Scott – eu disse assim que me aproximei dele o suficiente para só ele me escutar – Como Vee está? – dei um soco em um Paria que voou longe e bateu de costas em uma arvore.

– Está bem, na medida do possível – Scott girou e deu um chute em um Paria que estava distraído, Deus sabe com o que. Scott olhou pra mim e fez um gesto pra baixo, me abaixei e ele acertou um soco num Paria que ia me acertar – Vamos a diversão maninha!

Olhei para minha mãe e ela manejava sua espada com tanta leveza e graciosidade que parecia que ela estava sempre com ela em mãos. Acertei um Paria que tentava me acertar, mas não conseguia desviar a atenção de minha mãe, claro que não fui muito até porque uma daquelas adagas foi enfiada em minhas costas, e a dor é muito, mas muito forte! Virei no mesmo instante e dei um chute bem dado naquele que me enfiou a adaga, Luce era a mais próxima de mim, me aproximei dela. – Luce, você pode tirar pra mim? – e virei às costas.

Ela acertou um Paria o nocauteando e viu do que eu falava – Nora, você sabe que vai doer não é? – eu somente acenei – Só não desmaia... – ela pegou no cabo e a lamina se mexeu minimamente em minhas costas, o que já fez uma dor insuportável surgir, mas eu não ia fraquejar, Luce deu um suspiro e puxou de uma vez. Não aguentei, dei um grito horrível de dor, essas adagas são feitas com serras, quando elas entram não doem tanto, mas quando saem elas rasgam a carne. – Nora, você está bem? – Luce me pergunta preocupada.

– Não se preocupe, eu vou ficar – e dei o meu melhor sorriso que eu conseguiria naquele momento. Cam e Scott estavam cercados e eu vi que precisavam de ajuda, ainda com minhas duas adagas em mãos, corri na direção dos dois, os Parias não tinham percebido minha aproximação, então enfiei a adaga nas costas de dois Parias – que agora eu descobri doer muito – e puxei para as laterais – um para a esquerda e o outro para a direita – caíram ambos desmaiados. Cam e Scott também foram para cima deles mais ativamente, agora dava para se mexer melhor.

Meu pai e Rixon estavam lutando assiduamente, não sabia quem estava sendo melhor, mas ai que está à questão, ambos se conhecem e sabem suas formas de lutar e seus pontos fracos, então não tem como ser pego de surpresa, mas sei que meu pai vai ganhar! Eu acredito nisso! Agora a minha questão mais intima era de onde Rixon tinha tirado aquela espada? Prefiro nem saber...

Traves e Patch já estavam um pouco mais machucados, ambos com alguns cortes provenientes das adagas, Traves estava mais cansado, também depois de eu ter pulado em cima dele não é natural que ele estivesse bem né? Um Paria se aproximava de mim por trás, mas eu percebi e dei um chute no meio da cara dele, ele voou e bateu a cabeça em um tipo de bancada que estava na lateral da casa.

Um Paria veio pra cima de mim com uma arma diferente, essa era uma espada. Ela era prata também como as adagas, mas seu cabo era de ouro, acho que eles curtem uma ostentação, sua folha era larga e também era composta de serras em sua lamina, acho que essa dói mais do que as outras. Eu desviei do mesmo com minhas adagas, mas elas não eram páreas para uma lamina de espada, elas são muito pequenas! Ia tentando me afastar do mesmo, mas ele apenas investia cada vez mais sobre mim, ele estava tentando me encurralar, eu percebia isso. Ele conseguiu me desarmar, e quando eu pensava que ia ser acertada em cheio, o golpe não veio. Olhei para frente e vi que minha mãe tinha parado o golpe com sua espada.

– Meu anjo, que tal deixar esse daqui com a mamãe? – ela pergunta dando um sorriso enorme.

– Tudo bem mamãe – eu disse dando um sorriso tímido e pegando novamente minhas adagas do chão. Afastei-me para que ela pudesse dar tudo de si.

– Agora, vamos lutar de igual para igual! – minha mãe parte pra cima dele dando alguns golpes que o obrigam a se defender e sem brechas para um ataque bom. Não pude admirar minha mãe em luta por muito tempo, logo fui atacada por mais Parias, então que venha a diversão!

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Pov’s Autora.

Estavam todos em suas lutas, todas ocorrendo simultaneamente, umas mais fáceis e outras muito mais difíceis. Cam, Luce, Blythe e Scott estavam se saindo bem nas batalhas, Scott era o mais cansado por não estar acostumado, mas quase não estava machucado.

Todos eles estavam tentando o máximo possível manter Nora fora das lutas, não queriam que ela se machucasse ainda mais, todos quando lhes eram permitidos, observavam para ver como ela estava, mas como sempre, Nora estava se saindo muito bem, a única vez que parecia que ia sair algo grave, Blythe decapitou o paria em sua frente e foi socorrer a filha.

Cam e Luce estavam em perfeita sincronia, sem palavras, seus corpos se conheciam mutuamente, ambos se ajudavam a defender a retaguarda do outro, além de um casal, eram parceiros de lutas no Céu, por isso conheciam muito bem os pontos fracos um do outro.

Patch e Traves estavam com alguns machucados pelo corpo, Patch somente tinha um grande corte no braço esquerdo, seguido de alguns arranhões, já Traves além de estar dolorido pela pequena luta com Nora, estava extremamente cansado, pois quando saiu do quarto de Nora, Rixon o puniu, o deixando gravemente ferido, seus machucados conseguiram se recuperar rápido, mas seu corpo, não.

Já Patch não conseguia se concentrar de forma correta na luta preocupado com sua namorada, não que ela não soubesse se virar, era mais o instinto protetor agindo. E num momento de descuido procurando por Nora ocasionou na ferida em seu braço, então decidiu que acabaria com aquilo o mais rápido possível para voltar aos braços de sua Nora, seu Anjo.

Rixon e Connor, lutavam de igual para igual, nenhum dos dois estavam encontrando brechas em suas defesas, e as poucas que houveram causaram pequenos arranhões que se curavam rapidamente, pelo menos os de Connor. Rixon, já estava ficando cansado de lutar, fazia muito tempo que não lutava, ao contrario de Connor, que até antes de ser aprisionado no Inferno estava sempre treinando para não perder suas habilidades com a espada, e graças a essa condição física melhorada, ele conseguiu uma brecha na defesa de Rixon. Abrindo um grande corte em seu peito.

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Pov’s Nora.

A noite já estava caindo e se não fosse pelas luzes da casa que estavam ligadas, estaríamos, em um breu total. Olhei em volta e percebi que tinha muitos Parias caídos em minha volta e não parava de surgir mais. Meus amigos já estavam ficando cansados eu podia perceber minha mãe e Patch também estavam, se continuar assim, vamos perder e eu não quero isso! Queria apenas ser livre como qualquer outra adolescente de minha idade, sair, namorar, curtir, mas não.

Tinha que ser metade Anjo! Somente queria que tudo isso acabasse, não quero mais ninguém se machucando por minha causa, já não bastou Vee? Duas vezes ainda por cima? Mais Parias surgem do campo de batalha e isso é péssimo, pois nós estamos lutando contra vários deles, varias vezes e já estamos cansando, eles estão brotando Deus sabe de onde descansados e sem nenhum arranhão, isso não é justo!

Acabo ficando com uma raiva imensa! Como eles ousam continuar a atacar aqueles que eu amo? Como eles ousam pensar em ferir essas pessoas? Como eles ousam tentar me afastar de meus pais? Novamente não consigo controlar mais a minha raiva, acabo fechando os olhos em busca de controle ou de algo que me acalme, mas não encontro, a verdade e que eu quero acabar com cada um que está presente aqui tentando machucar minha família! Minhas asas saem sem que eu as ordene tamanha é minha tensão, elas rasgam a camiseta que eu estou usando, nas costas, coisa que já aconteceu antes.

Nesse momento, todos os presentes param de lutar e olham para Nora, pois suas asas chamaram a atenção dos mesmos, Traves e Rixon olhavam aquilo espantados, se perguntando como podia uma simples Nefilim ter asas. Já Connor, Blythe, Cam, Luce, Scott e Patch olhavam para Nora preocupados, pois sabiam que tinha acontecido algo com a mesma.

Continuei de olhos fechados e bati um pouco minhas asas. Levantando voo a uma altura não muito alto, estava na altura da janela que arremesse Traves, sabia, pois tinha aberto os olhos novamente, tentei novamente me acalmar, usando a respiração para esse meio, mas minha raiva só fazia aumentar, eu não conseguia perdoar o que Rixon fez aos meus pais, não conseguia perdoar Traves por me enganar e não conseguia perdoar a mim mesma por ser tão tola!

Minha respiração que antes eu tentava controlar estava descontrolada, fechei os olhos soltando um gemido de raiva em seguida, eu não ia conseguir me acalmar enquanto não acabasse com eles, isso eu tinha certeza! Novamente sinto aquela mesma sensação me inundar, a mesma que eu tive na cela de meu pai, quando o vi preso e perdi o controle de minhas emoções, aquela que surgiu bem no fundo do meu peito e novamente acabo dando passagem para aquela sensação que me conforta e que me faz sentir capaz de tudo. Sinto meu corpo ser tomado por uma força incrível, novamente meus olhos estão reluzindo, posso ver meu reflexo no que sobrou da janela, meu corpo está todo tomado por aquela luz, mas dessa vez, minhas asas não estão tensas, elas estão batendo levemente, para me manter no ar.

– O... O que é isso Connor? – escuto minha mãe perguntar espantada, olho na direção dela e a mesma me olha com espanto e admiração.

– De alguma forma, Nora possui um poder único dentro dela que surge nos momentos mais oportunos – diz meu pai dando um sorriso de canto em seguida.

Começo a descer lentamente até pousar suavemente ao chão. Tudo a minha volta está claro, e por um segundo dei um sorriso, me senti a luz da salvação, a luz no fim do túnel. Voltei a minha expressão indiferente, sem expressar nenhum sentimento aparente a não ser a raiva.

– O que está acontecendo aqui? – eu pude ouvir Rixon perguntar assustado – O que ela é?

– Minha filha! – diz meu pai indiferente – Aquela que você achou que poderia manter presa a você... – ele dá um sorriso de canto – Tente, se for capaz!

Bato minhas asas minimamente e levanto poucos centímetros do chão. Minhas adagas estão ambas em minhas mãos, prontas para serem usadas. Passo o olhar pela clareira contando quantos inimigos estão presentes. 52 inimigos, entre Parias e os dois Anjos. Dou um sorriso, será rápido.

– “Por favor, cambada” – eu disse pela mente de todos de uma vez – “Não se mexam, nenhum músculo se quer, e pai, quando eu parar de um jeito de segurar Rixon, Cam e os outros te ajudarão, Patch e eu daremos um jeito em Traves.”.

– “Tudo bem” – todos responderam.

Olhei em volta, todos me olhavam assustados ainda, então aproveitei a distração deles e tão rápido, bati minhas asas partindo para atacar todos os inimigos o mais rápido possível. Passava por eles os cortando, retalhando e até arrancando alguns membros, cansei de ser trouxa! Por onde eu passava só se via os Parias caindo e quando o próximo pensava em reagir ou fugir, já era tarde. Em menos de dois minutos eu já tinha acabado com os 50 Parias, praticamente num piscar de olhos. Parei de frente a Traves. Meu pai e os outros foram para cima de Rixon.

– Olá – eu disse dando um sorriso acabei voltando ao normal, não tinha mais necessidades de meus poderes – Você ainda está muito limpinho não está? – eu digo me referindo as roupas com quase nenhuma marca de sangue – Temos que resolver isso, não temos? – ele fez menção de correr, mas eu o segurei – Patch, amor, será que você poderia me ajudar aqui?

– Claro Anjo – ele disse se aproximando de Traves com um olhar de muita raiva – Com todo prazer, meu amor!

– Eu sabia! – diz Traves tentando fugir de meu aperto, sem sucesso – Sabia que vocês estavam juntos! Como você pôde Nora? – ele diz irritado – No final das contas, você não é nada diferente de Dabria! – ele se calou, pois Patch deu um soco na cara dele.

– Nunca mais, ouse se quer compará-las! – ele disse muito irritado – Nora não é e nunca foi como Dabria! – ele pega Traves pela gola da camiseta e o leva em direção as arvores – Anjo acho que você não vai querer ver isso...

– Tudo bem, eu esperarei aqui – dei um sorriso e me dirigi a Traves – Ah, e Traves dê um olá a Dabria por nós... – e Patch o levou para o meio das arvores, num local muito escuro, meu pai, Cam e Scott se aproximam com Rixon, indo na mesma direção que Patch foi, dou de ombros e me aproximo de minha mãe – Mãe, você está bem?

– Sim, meu Anjo, e você? – ela pergunta preocupada e me analisando em todas as partes de meu corpo, mas que exagero.

– Estou – eu disse revirando os olhos – Mãe! Olha eu estou bem viu? – eu disse dando um sorriso – Que bom que todos estamos bem...

– É verdade – diz Luce se aproximando de mim calmamente – Agora tudo acabou, e tudo se resolverá – ela dá um sorriso lindo – Todos seremos como éramos antes, sem nada para nos atrapalhar e nem nos impedir Raio de Sol.

– Verdade... – eu disse. Finalmente poderia ter um relacionamento normal e uma possível vida de adolescente.

Meu pai e os outros voltam sozinhos – Está feito – diz meu pai parando ao lado de minha mãe, mas pude perceber que o mesmo a analisava – Sem nenhum arranhão – ele diz depois, então ele estava procurando algum possível ferimento.

– Sim, sem nenhum – ela diz dando um sorriso em seguida – Connor, me leva pra casa, estou cansada e Vee já deve ter acordado – ela pega na mão dele.

– Vamos – ele diz a pegando no colo.

Cam se aproxima de Scott e o pega, todos nos cinco colocamos as asas para fora e antes que eu levantasse voo junto com os outros, Patch me segura.

– O que foi Jev? – eu pergunto confusa.

– Só queria ver se você também está bem – ele dá um sorriso – Mas tenho que fazer um exame detalhado em cada centímetro do seu corpo – ele me dá um beijo no pescoço – Mas não aqui... – e me beijou, de forma carinhosa e apaixonada. Um beijo que eu estava ansiando tanto que nem se quer tinha percebido. – Agora sim vamos Anjo... – ele bate as asas e eu também – Eu te amo Nora.

– Vamos Jev – eu disse enquanto subíamos e quando começamos a nos dirigir em direção aos outros eu o respondi – Eu também te amo Jev – e sorri. Tive um pensamento e falei para ele – Sabe, eu estava pensando, agora somos os Anjos Branco e o Anjo negro... – dei um sorriso de canto — Claro que eu não sou Anjo...

Ele dá um sorriso e me olha – Mas é o meu Anjo Nora – ele me faz parar, ficando reto em minha frente, me obrigando a fazer o mesmo e quando menos espero, ele me beija de forma doce e apaixonada, ele posiciona suas mãos em minha cintura e eu o abraço pelo pescoço, nossas asas batendo lentamente nos mantendo no ar, nosso beijo continua lento e apaixonado, quando nos separamos ele continua a fala – Eu sempre quis ter um beijo assim com você Nora – ele dá um sorriso – E agora tivemos – dou um sorriso, seguro em sua mão e volto a voar.

Voamos todos até a minha casa, mas todos aliviados e enfim, sem nada nem ninguém para nós impedir de sermos felizes com as pessoas que amamos e nos importamos! Finalmente poderia viver meu amor com Patch e mais nada, nem ninguém irá me impedir. Nem a nós e nem aos meus pais. Isso é uma promessa!

Notas finais
Finalmente foi mostrado o real mandante e somente a Miss B acertou quem era o mandante... Rixon, alguém mais - fora ela - tinha pensado nele? Nora mostrou que pode ser diva também *----* Espero que tenham gostado ♥ Bom baby's sinto lhes dizer, mas a fic só tem mais uns três ou quatro capítulos :/ Então estamos na reta final da fic u-u Bjos baby's, até mais *----*