Angels Also Die

2 Capítulo 2 - Quando tudo começou.


P.o.v Lucy Smith

Nunca achei que iria me apaixonar por meu vizinho, mais ultimamente estou começando a aceita essa hipótese.

Um dia normal como todos os outros, acordei, me vesti, tomei café da manhã com meu pais e meus irmãos. Entrei no carro, com a mesma animação de segunda, sentada no banco de trás, ao lado de Collin. Papai de a arrancada e eu quase caio do banco, eu realmente estava com muito sono. Então, quando estamos quase virando a rua, vi um garoto saindo de um sobrado, que ficava quatro casas depois da minha. Ele era alto, forte, loiro de olhos verdes. Vestia um suéter branco com patinhas vermelhas, um jeans azul escuro, um all star e o cabelo levemente bagunçado pelo vento. O que lhe deixava realmente mais bonito do que já era. Babei por uns estantes, e me vivei. Diego, me olhava atentamente, com uma cara de que se eu me movesse ele ia me dedurar. Um tempo depois, papai me deixou na escola. Um dia normal como sempre, apesar de que segunda sempre me irritava. Todas aquelas pessoas, com caras de zumbis, isso era no mínimo depressivo.

O sinal tocou, anunciando o final das aulas. Sai da sala, e desci as escadas e fui de encontro a Daisy. Sentamos na mesma mureta de sempre onde esperávamos nossos pais. Só que ao contrario do que esperava papai não chegou. Meu celular tocou, com o nome escrito na tela: " Papai lindo " . Atendi.

- Filha, eu esqueci de te avisar, mais não vou poder ir te buscar, e sua mãe disse para você aproveitar que vai a pé e pegar sua irmã na escola. Desculpa por te avisar atrasado. Juro que te compensarei.

- Tá bom pai, vai ficar tudo bem.

Mais não ia, eu odiava andar, e a escola da Collin ficava realmente mais longe do que parecia. Desliguei o celular. Coloquei os fones, cliquei no play, uma musica qualquer começou a tocar. Comecei a andar.

Chegando à escola dela, procurei-a, mais não encontrei, então fiquei esperando encostada em uma árvore. Até que a vi, ela estava de mãos dadas com um garotinho, um sorriso bobo surgiu em meu rosto ao ver aquela cena. Então gritei por seu nome e ao meu lado um garoto loiro gritou ao mesmo tempo que eu pelo nome " Kaleb ". Olhamos-nos ao mesmo tempo, e um sorriso tímido surgiu no rosto dele, e ao mesmo tempo no meu e foi ai que eu percebi que aquele garoto era o mesmo garoto que eu tinha visto hoje de manhã. Olhei para frente, e Collin correu em minha direção.

- Como foi seu dia, Lin?

- Legal! — Ela disse com aquela voz fofa.

Quando olhei para o lado, o tal Kaleb, estava abraçado com o garoto. Então virei-me para Collin, que sorria.

- Vamos?

Ela afirmou com a cabeça, e então quando íamos andar, ela soltou minha mão e correu em direção aos dois garotos. E abraçou o pequeno, que retribuiu o abraço com um sorriso no rosto. Então ela se virou para mim e pegou minha mão.

- Ele é seu amigo? — Perguntei

Ela afirmou com a cabeça novamente. Então olhei para os dois garotos que sussurravam algo entre si, e sorri, o mais velho chegou perto de mim.

- Oi!

- Oi!

Falei com um sorriso idiota no rosto.

- Parece que eles se gostam mesmo. — Disse ele.

- Pois é.

- Você mora aqui perto?

- Na sua rua, eu vi você saindo hoje de casa quando passei de carro. Não que eu tenha reparado.

Senti meu rosto ficando quente. E ele riu.

- Que tal a gente ir juntos?

- Acho uma ótima ideia.

Então começamos a anda, e Collin e Kaleb começaram a brinca enquanto andávamos.

- O nome dela é Lin?

- Collin!

- Ata.

- Então, eu ainda não sei seu nome. — Falei meio envergonhada, por ser a primeira a perguntar.

- Ah claro, que estupidez minha, meu nome é Peter, Peter Jones e o seu?

- Lucy Smith.

- Bonito nome.

- Obrigado.

Continuamos andando, e conversando, falando sobre nossos interesses. Até que chegamos a nossa rua. E a casa dele vinha primeiro que a minha, então paramos na frente dela. E ele disse:

- Então, err , foi um prazer te conhecer Lucy Smith. — Ele disse com uma voz, extremamente sensual, então percebi que podia ouvi-la para o resto de minha vida, que mesmo assim não enjoaria dela.

- O prazer foi meu, Peter Jones.

Sorrimos por sermos tão formais, afinal , adolescentes não se tratam assim por aqui. Então o Kaleb pegou na mão de Peter, e eles andaram, até que em um movimento rápido, Peter soltou a mão de Kaleb e correu até mim, e me deu um beijo na bochecha, fechei os olhos e sentei que um sorriso surgiu em meu rosto.

- Na-não se-sei porque fiz isso, mas eu gostei. — Ele disse tímido e gaguejando.

- Digo o mesmo! Que tal na sorveteria, sexta?

- As quatro?

- As quatro!

Sorri, e ele virou-se e segurou novamente a mão de Kaleb, e entrou na casa. Meu sorriso se abriu mais do que já estava aberto. Então virei-me para Collin, que me olhava curiosa. Então soltei um gritinho, peguei-a, e a girei no ar. Ela ria enquanto eu a girava. Então a coloquei perto do meu rosto e disse:

- Você tem bom gosto, Lin!

Então a coloquei no chão e continuamos a andar, até que meu irmão aparece magicamente do meu lado.

- Maninha!

Diz ele com aquele sorrisinho irritante.

- O-o que você está fazendo aqui?

Eu estava tentando não parecer apavorada. Mais os meu únicos pensamentos eram: " Será que ele nos viu? O que será que ele vai fazer? Será que ele vai me dedurar? "

- Voltei da faculdade mais cedo.

- O que você viu?

- Tudo o que era necessário para crer que você está afim do filho dos Jones. E que ele está afim de você, é claro.

- Aff, você vai me dedurar não é?

" Droga, droga, droga."

- Quer saber? Não vou te dedurar, vou te dar uma chance irmãzinha ...

" O que??? Quem é você e o que você fez com o meu irmão? Ah tá, saquei saquei, cadê as câmeras? " Mais para minha surpresa acho que pela primeira vez ele estava sendo sincero e fazendo seu papel de irmão, e ele continuou falando:

- O Peter, parece ser um cara legal e certinho, quem sabe o jeito dele não muda o sei jeito rebelde de ser ? — Ele deu uma risadinha, que me irritou um pouco. Mais decidi ficar calada, porque pela primeira vez ele estava sendo legal comigo, mesmo que não parecesse.

Então continuamos andando, até chegar em casa.