Angelic Novel

3 Esmeraldas & Safiras


Notas iniciais
Desculpem-me pela pausa, minhas anotações sumiram todas e eu desanimei por um tempo >.< Mas, haja o que houver, eu vou terminar essa historia, rs :p. Esse capítulo tá meio pequeno, mas é que se eu continuar escrevendo, provavelmente vou amanhecer aqui :p
Ah! Para não confundir ninguém, resolvi organizar um pouco as falas e os pensamentos das personagens e do narrador.
Em Itálico: os pensamentos das personagens.
Normal: fala do narrador
Travessão:fala das personagens.

(Annabel)

Dizem que quando você está a beira da morte, sua vida passa diante dos seus olhos. Que grande mentira. Uma moto estava prestes a me atropelar e minha mente estava em branco.Talvez eu devesse fechar os olhos e esperar pela morte, que nem uma idiota...

...Não. Eu vou sobreviver. Eu tenho que sobreviver! Pela minha mãe, que me espera todos os dias em casa pacientemente, e sofre em silêncio, para que não perceba sua dor, sorri para que eu sorria. Por Diana, que mesmo tendo acabado de conhecê-la, sei que seremos grandes amigas para o resto de nossas vidas, até depois. E principalmente por mim, que depois de tudo o que eu fiz, não posso morrer tão inutilmente, sem sequer ter feito justiça em nome de meu pai.

Annabel rapidamente olhou para todos os lados, mas não havia escapatória. Haviam outros motoqueiros vindo, e todos em alta velocidade. Ela, furiosa por não ter escapatória, colocou seus braços em frente de seu corpo, em posição de defesa.

Sua vontade de viver queimava. Literalmente. Por dentro, ela sentia como se alguém tivesse acendido um isqueiro dentro dela, seu corpo todo formigava. Foi quando o motoqueiro passou por ela. Não houve batida, ou atropelamento. Ele passou do seu lado, raspando por ela. Nessa hora tudo ficou devagar, como se o tempo tivesse parado para eles.

O motoqueiro virou levemente a cabeça, e, como estava de capacete e todo vestido de preto, só se tinha a visão de seus olhos. Ele encarou Annabel, e a garota fez o mesmo.

Wow! Que belo par de olhos. Se os meus eram como safiras naquele sonho, os desse cara são esmeraldas. Eu babaria, se não fosse pelo estranho fato dos nossos olhos terem brilhado quando se encontraram (não no sentido figurado). Ele arregalou os olhos em um segundo, mas depois, quando nossos olhos voltaram ao normal, ele tornou a olhar para frente, quebrando meu contato visual com ele ( o que foi muito rápido por sinal, ou melhor, tudo foi muito rápido ).
Minha admiração pelo meu quase assassino durou pouco. Aquela sensação de estar queimando por dentro estava se espalhando, e a dor estava triplicando. Havia ignorado essa dor por um tempo, durante o meu quase atropelamento, mas agora estava impossível aguentar.
Diana, que estava desesperada na calçada, viu que eu não tinha me machucado e se aliviou, mas logo se desesperou de novo quando percebeu que eu estava em agonia. Me abracei, sentindo minha consciência esvaecer-se.

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(Diana)

Ah, Deus! Justo quando eu acabo de reencontrar minha única e melhor amiga uma coisa dessa acontece! Será que o selo havia sido rompido apenas por causa daquela troca de olhares com aquele estúpido an...

—Diana? É você mesmo?

—Annabel?! —olhei-a espantada, não esperava que despertasse tão depressa.

Quando a vi, todas minhas dúvidas desapareceram. Aquela era a minha amiga, aquela que me salvou de um destino terrível. A abracei com todas as minhas forças e ela retribui o abraço.

—Onde estamos?—ela questionou assim que nos soltamos.

—Na minha casa.

—Está camuflando meu poder, né?

—Obviamente. Pelo que deve ter visto no seu corpo humano, a cidade esta cheio Cinzas. Se eu não a tivesse trazido para cá, provavelmente eles teriam sido atraídos pelo seu poder e tentariam absorvê-lo.

—Obrigada.—ela me deu um sorriso meio contido e eu sorri de volta.

Ficamos algum tempo nos encarando. Eu tenho tantas perguntas. Mas... tenho medo das respostas...

—O que quer saber?- disse ela percebendo o que eu queria. Seu semblante era triste. Percebi que ela estava diferente

—Como?

—O que?

—Como veio parar aqui? Quem fez isso com você?Por que não quebrou o selo e voltou pra casa?—meus olhos se encheram de lágrimas.—Você sabe quantas dificuldades eu enfrentei para poder ser a indicada a te procurar?—seu olhar mudou quando fiz essa última pergunta.

—Quem te mandou aqui, Diana?—havia medo e raiva em sua voz.

—Elena.—ela grunhiu.

—Você está servindo a Elena?!

—É, por que está tão furiosa? O que sua irmã fez?

—Foi ela que me selou!

—O QUE? COMO ASSIM?

—Se acalme. Eu vou explicar.

Notas finais
Ainda hoje eu posto o resto. >.
Qualquer erro me corrijam, qualquer dúvida me perguntem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.