Notas iniciais
Gentneys, boa tarde a vocês! ♥ Quem chegou com mais um capítulo de Angel of Light? Adivinharam certo :3 Gente, estamos chegando perto do fim do arco, mas estamos ainda bem longe do fim da história ;) Apenas a título de informação: os capítulos 39, 40 e 41 se passam todos no mesmo dia apesar de serem postados em datas diferentes, okay? Então é provável que ainda essa semana o 40 já saia e semana que vem saia o 41, que vai ser um pouco maior (igual como o final do arco The Toy Master) :v Agradecimentos a Lidia Albano pelo comentário no capítulo anterior ♥ Apreciem a leitura ♥

Na mensagem de Danny, ele havia sido bastante específico que esse dia seria deles e só deles para poderem fazer tudo o que tinham vontade fora de casa. Fora as vitaminas que tomava e o sol que pegava no comecinho da manhã no terraço do Sanctum, era verídico que precisava de mais raios solares e também ver os movimentos da rua se sentindo parte deles verdadeiramente. Havia vestido um casaco fino por cima do vestido preto, calçou meias grossas e as suas botas surradas. Danny também havia ficado um pouco desapontado quando havia dito que, antes de receber a mensagem dele, já havia feito planos de ir a Long Island visitar um velho amigo.

Nunca havia andado em um carro tão caro e luxuoso quanto o que estava sinalizado com o logo da Rand Enterprises, nem na sua época no Complexo dos Novos Vingadores, Stark não confiava que usassem os Audi antigos dele porque assim como as suas armaduras, eles eram bebês para ele.

“Então, quem é esse cara que vamos visitar em Long Island?”, Danny perguntou com uma voz ainda desconfiada. Imaginava que isso pudesse acontecer, ele sentia ciúmes de Stephen e com certeza sentiria mais ciúmes ainda de Scott quando o conhecesse.

“O nome dele é Scott Lang, ele foi preso junto comigo e os outros na RAFT, se lembra?”, havia contado a Danny sobre isso e outras coisas no tempo em que ele ficou hospedado no Sanctum, assim como também soube que os Meachum o haviam internado em uma clínica psiquiátrica para que não fosse um perigo maior ainda à ambição deles. Mas confessava que se não fosse a ajuda de Joy Meachum e Jeryn Hogarth, ele não teria conseguido provar ser quem era se não fosse pelas duas. “Ele me visitou no Sanctum há algum tempo com amigos nossos, mas eu estava devendo uma visita a ele”.

“Ele vai estranhar se eu estiver com você?”, Danny parecia cada vez mais desconfiado.

“Bom, ele é uma pessoa que adora conhecer superpessoas, então não, ele só vai estranhar porque você não é exatamente do tipo que ele está acostumado”, riu disso. Danny ergueu as sobrancelhas como se pedisse uma explicação. “Talvez um dia eu te conte como foi quando ele trocou as palavras ao conhecer o Steve”.

“Ainda é um pouco surreal que o Capitão América tenha realmente sido descongelado”, ele riu ao seu lado. “Quando eu era criança, o meu pai me mostrou que ele guardava umas figurinhas que ele tinha herdado do meu avô, mas elas já tinham sofrido bastante a ação do tempo. A Sentinela da Liberdade. Ele é um herói, uma lenda viva”.

Olhou para Danny e ele estava com os olhos brilhando, assim como Scott esteve no dia em que ele viu Steve cara a cara no aeroporto na Alemanha, antes da batalha acontecer. Antes dos Vingadores se separarem, conheceu muitas pessoas que olhavam assim para eles. Nos arquivos da S.H.I.E.L.D. que agora estavam sob posse dos Novos Vingadores, havia visto parte da gravação recuperada do dia em que um tal Projeto Insight teria sido lançado. Ainda estavam pagando um preço muito alto por essa liberdade.

“Acredito que já chegamos, senhor”, o motorista entroncado disse ao parar em frente a uma livraria em um subúrbio. Acima dela havia um apartamento, Scott disse que era lá que estava morando com Luis enquanto se reestruturava financeira e socialmente.

“É aqui, sim. Você nos espera? Acho que aqui tem o suficiente para um lanche ali no restaurante do outro lado da rua”, Danny disse abrindo a carteira e entregando ao motorista uma cédula de cinquenta dólares.

Abriu a porta do carro com cuidado e saiu, observando Danny fazer o mesmo ao olhar a vizinhança. Parecia ser um bairro calmo esse que Scott morava, tranquilo embora fosse ligeiramente comercial. Olhou para o prédio azul e viu a porta ao lado, com certeza seria a porta que dava acesso ao piso superior do imóvel, onde ficava o apartamento do seu amigo. Sendo acompanhada por Danny ao seu lado, chegou a calçada e logo alcançou a porta. Havia uma campainha e não hesitou em tocá-la três vezes, tinha sido esse código combinado depois que se viram pela última vez ainda no Sanctum.

Havia um barulho de gente descendo a escada correndo. Quando a cortina se abriu na janela, Scott começou a rir e logo a porta foi aberta.

“Meu Deus, eu não acredito que você realmente veio”, ele gritou. “Vem, entra logo, eu não posso mais sair”, ele riu. “Mas Wanda... quem é esse garoto?”

“É um amigo meu, Daniel Rand”, respondeu enquanto entravam.

“Você é o garoto que apareceu na tevê esses dias, que tinha desaparecido e tal. Você também é uma superpessoa?”, Scott perguntou entusiasmado. “Depois a gente vê isso, eu quero saber de você!”, ele continuou agora direcionando o contato para a sua pessoa.

Scott era uma pessoa extremamente carinhosa, então não era difícil imaginar que o abraço que ele lhe daria fosse tão apertado quanto esse. Sentiu os braços dele envolvendo a sua cintura e um fungado no seu pescoço para que sentisse o seu perfume. Exatamente como da última vez que haviam se visto em Wakanda. Sentiu também os lábios dele no seu rosto lhe dando beijinhos rápidos que depois foram para a sua testa. Ouviu Danny pigarrear com esse momento que estava tendo com Scott. Aos olhos de quem estava de fora, poderia ter um tom bem diferente do que isso significava.

“Você está incrível”, Scott disse. “Tem café lá em cima... e só café, eu ainda ia pedir alguma coisa para lanchar com a Cassie”.

“Ela está aí?”, perguntou ansiosa.

“Sim, e ela vai adorar saber que você veio aqui fazer essa visita”, Scott tocou a sua mão e entrelaçou os seus dedos nos dele. Sentiu que Danny estava desconfortável com essa situação e resolveu fazer o mesmo.

Subiram as escadas em direção ao pequeno apartamento de Scott que notou que não era tão pequeno assim. Tudo ali a fazia acreditar que aquilo era um bom lar para ele e Cassie.

“Princesa!”, Scott gritou. “Olha quem veio visitar a gente!”.

Ouviu os passos de Cassie vindo do corredor e a olhou. Notou como ela parecia confusa ao lhe ver, afinal, só havia lhe visto uma vez. “Se lembra de mim, Cassie?”, perguntou a ela enquanto soltava as mãos de Danny e Scott.

“Você é a moça que foi me visitar perto da casa da mamãe. Você não mentiu, o meu pai voltou”, a garotinha correu e abraçou a sua cintura com isso. “Obrigada”.

“Eu não mentiria para você, Cassie”, passou os seus braços pelos ombros da garota e beijou a cabeça dela. “Eu preciso conversar com o seu pai, ele é um amigo de muito valor para mim. Você se importa de ficar conversando com o meu outro amigo? Ele também é muito valoroso”.

“Ele é uma superpessoa também, que nem você e o meu pai?”, ela riu.

“Depende do que você acha que é uma superpessoa”, Danny respondeu. “Eu não sou só uma superpessoa, Cassie, eu sou o Punho de Ferro Imortal, Protetor de K’un-Lun e Inimigo Declarado do Tentáculo”, Danny bem que tentou, mas não conseguiu acender o punho direito para que ela visse. O olhar de Danny parecia confuso, mas ele aceitou ficar um pouco com Cassie enquanto conversava com Scott porque a sua intenção ali era realmente conversar com ele.

“Isso quer dizer o quê?”, ela perguntou.

“Isso quer dizer que eu tenho que acabar com o mal no mundo”, Danny retrucou. “Eu posso treinar você para agir comigo...”, riu quando Danny se posicionou e Cassie o seguiu.

Scott indicou com a cabeça aonde era a cozinha e deixou os dois vigilantes treinando na sala. Ele serviu uma caneca de café para ele e uma para si. “É descafeinado, eu andei tendo muitos problemas para dormir assim que eu cheguei”.

“Ótimo”, não mencionaria o seu estado, não ainda. “Tem coisas que às vezes eu ainda tenho que conversar com amigos”, brincou um pouco com a caneca.

“Aconteceu alguma coisa, Wanda?”, Scott se aproximou.

“Quando a Maggie ficou grávida, você gostou da ideia ou só... gostou depois que a Cassie nasceu?”, é, o seu segredo iria embora logo mais.

“Por que essa pergunta?”, ouviu as palavras dele. “Você está...?”

“Sim, mas de pouco tempo, eu nem sinto nada ainda direito”, riu um pouco. “Então... você gostou?”.

O semblante de Scott lhe parecei ligeiramente caído agora, como se ele não tivesse se animado muito com a notícia de que ela e Stephen haviam começado uma família. Quando Danny soube, percebeu um pouco dessa expressão nele. “Eu não vou mentir que eu fiquei meio sem saber o que fazer, sabe, mas eu gostei. A gente já tinha se casado há algum tempo, eu tinha um emprego estável, uma poupança... dava para começar a pensar em aumentar a família, sim”, Scott coçou a nuca. “Mas eu não fazia ideia de que vocês estavam tentando, da última vez que eu te vi vocês não pareciam muito tentantes”, dessa vez ele riu tentando tirar algum peso dos ombros.

Tentantes?”, riu com ele.

“Quando a Maggie e eu resolvemos tentar de verdade, todo e qualquer lugar era necessário e mais que bem-vindo, então a gente sempre ‘tava desarrumado ou com o cabelo desgrenhado”, ele continuou rindo. “Vocês não estavam assim naquele dia que eu fui com o grandão e o flecheiro na casa de vocês”.

“Não diretamente”, bebericou um pouco do café. “Eu acho que foi no Dia dos Namorados, eu não tenho muita certeza”.

“Pelas minhas contas, isso já tem um pouco mais de três meses, então você já estava grávida quando nós visitamos você. Eu posso?”, Scott perguntou sinalizando se podia tocar a sua barriga.

“Pode, mas não tem nada para sentir ainda aí”, continuou rindo. A mão de Scott tocou o seu ventre e ele sorriu. “Você tem um sorriso de pai. Eu espero que o Stephen também seja assim”.

“O que aconteceu de verdade?”, ele foi direto ao assunto.

“Muitas coisas aconteceram, coisas que eu e o Stephen não tivemos ainda coragem de conversar. Talvez porque a gente não entenda direito ainda o que aconteceu, parece... parece loucura”, concluiu sentindo Scott se aproximar mais ainda. “Uma coisa entrou no Sanctum, ele levou o Stephen e eu matei essa coisa”.

Scott se encostou na parede que separava a cozinha da sala de estar. Olhou pela abertura do balcão Danny ensinando Cassie alguns movimentos que serviriam de defesa pessoal um dia... tinham algum tempo para conversar. Os olhos de Scott estavam um pouco mais escuros agora, como se ele estivesse confuso com algo.

“Eu matei um cara... não foi por querer, querendo, ele disse que tudo era um plano para que eu o matasse. Rodrick era um sujeitão bem confuso, para dizer a verdade”, disse bebendo um pouco mais do café que agora se encontrava frio. Bom, não estava fazendo um bom trabalho em explicar pois Scott continuava confuso. “Ele não era um homem, quer dizer... era meio-homem. Ele era uma criatura, um Dividido. Acho que isso é uma coisa que você ainda não está pronto para ouvir”, riu baixo quando ele comprimiu os olhos.

“Vocês da magia realmente são estranhos”, Scott piscou, afastando a aura ruim deles. “Você está com uma cara de que esse carinha fez mais coisa...”.

“Ele tinha roubado uma relíquia do Sanctum, uma joia. Depois de ler um pouco, eu descobri que ele tinha roubado um artefato que fazia a magia aumentar na pessoa. Ele ficou... muito fortão. E tentou matar o Stephen também”, concordou.

Todas as vezes que se lembrava daquele dia, as imagens do espírito de Rodrick Errol-Wing sendo obliterado da existência não deveria ter acontecido... não era natural... e a ordem que seguiam no Kamar-Taj era respeitar a ordem natural das coisas. Tinha feito a sua promessa, de que ele não morreria naquela noite. Stephen provavelmente teria outros planos para ele como um banimento ou algo do tipo, mas não

“Desculpa, querida, mas eu ainda não consegui entender como isso se relaciona ao fato de você estar grávida”, o raciocínio de Scott fazia muito sentido. “Eu não vou nem perguntar como esse cara morreu porque eu acho que você não precisa remoer mais ainda isso”.

“Na verdade, eu acho que o Stephen não acredita muito que vai ser um bom pai, eu não sei. Ele está presente comigo, ele vai até a sorveteria da rua e compra o sorvete de limão que eu gosto às duas da manhã... ele segura o meu cabelo quando eu não aguento mais segurar o enjoo. Mas é como se eu não conseguisse sentir o Stephen conectado a esse momento, ou a mim ou a esse bebê”, suspirou longamente percebendo que faltava bem pouco para que começasse a chorar. “Parece que eu só reclamo, mas não sei... pode ser só coisa da minha cabeça, uma impressão ruim desse momento”.

“Você está se sentindo sozinha”, Scott disse finalmente.

“Um pouco, sim”, assumiu. “Eu que ele se importa e tudo, mas é como se ele não se importasse de verdade”.

“Se fosse comigo você não teria essa preocupação”, ele riu um pouco. “Se você quiser falar com a Maggie, ela vai dizer o quanto eu fui chato até a Cassie nascer”.

“Eu ia adorar que o Stephen fosse chato comigo, mas não é muito disso que eu estou vendo”, deixou a caneca na mesa e respirou. “Você faz um bom café”.

“Se você não tivesse ido morar nesse tal de Sanctum, talvez eu tivesse tido mais tempo de cortejar você”, Scott se serviu de mais café. “Não sei, talvez eu tivesse te levado para tomar banho nas quedas d’água. Eu acho que você ia gostar”.

Notou o clima ficando ligeiramente incômodo ali. Scott Lang estava praticamente dizendo que se tivessem tido um pouco mais de tempo juntos, talvez as coisas tivessem sido completamente diferentes. Talvez tivesse ficado com ele, talvez o filho que esperava agora não fosse de Stephen ou talvez nem tivessem filhos. Eram muitos talvezes, sempre ditos um atrás do outro. Talvez, talvez, talvez... parecia egoísta de quem visse de longe, mas também pensava que com Scott talvez isso tudo tivesse sido diferente.

“Mas... você e o mago parecem tão feitos um para o outro que não faz mais muito sentido eu pensar que nós dois teríamos sido bons juntos”, Scott riu autodepreciativo, reconhecia esse tipo risada pois já havia dado muitas assim.

“Eu sinceramente espero que seja só impressão minha isso tudo, ia ser uma mágoa muito grande ele não se importar com o nosso filho agora”, brincou com os sachês de chá que Scott mantinha perto da cafeteira. Segurou um sachê de chá de cereja e sabia que esse era o favorito dele assim como ele sabia que o seu favorito era de camomila. “Falar com você sobre o que aconteceu com o Rodrick foi incrivelmente mais fácil do que é tentar falar com o Stephen sobre isso. Eu não sei se estamos prontos mesmo depois de tanto tempo”.

“Tem mais alguma coisa preocupando você, eu posso sentir. E nem preciso ter esses seus poderes aí”, Scott se aproximou e tocou o seu braço, rindo.

“Coisas muito estranhas têm acontecido no Sanctum. Coisas muito estranhas têm acontecido comigo e com Stephen. Eu não saberia por onde começar de novo, eu já conversei com o Danny, mas ele tem os problemas dele para resolver e no momento eles são bem grandes também”, se sentou à mesa.

Scott não mexia com magia. Ponto. Então preocupa-lo não deveria ser o ponto neste dia. Ele não poderia fazer muito, e embora fossem apenas amigos, haviam coisas que claramente deveriam ser descobertas somente por ela e Stephen.

Notas finais
Me deixem saber se gostaram ♥