Notas iniciais
Espero que gostem (:

A tristeza tomava conta de Katharine. Ela não sabia o que fazer, estava desolada, se sentindo mais do que sozinha. Além de Alex ela não tinha ninguém. Não, seu pai não voltou. Eles não o trouxeram de volta.

Ainda estavam no hospital, ninguém sabia como os bebês poderiam ter sido roubados do berçário. “Uma pequena falha na segurança...” era isso que um dos seguranças alegava. Porém tudo isso mudou quando ele foi ver o vídeo de segurança. Quem havia pegado as crianças foi a própria enfermeira. Para falar a verdade, ela nem se deu ao trabalho de ir até o berçário. Assim que saiu do quarto onde Katharine deu a luz, ela fugiu. Mas era claro para Alex, Katharine, e os outros três que não era ela, e sim ele.

- Esse vídeo não vai ajuda de nada sabia? – comentou Victoria – Ele já deve ter levado eles para sei lá aonde, e até voltado para o inferno.

- Então o que você sugere o que? – perguntou Danilo.

- Procurar. Ele deve ir para lá apenas de noite. Pelo menos não com todo esse sol e pessoas na rua.

- Ele já nos encontrou de manhã, como posso ter certeza que ele não irá voltar agora, mesmo sendo de dia. – argumentou Alex.

- Mas quem foi que disse que eles haviam chegado de manhã e que tinham saído no exato momento em que vocês foram surpreendidos? Podem ter chegado há muito tempo, um dia antes ou dois, até decidir falar com vocês. Temos que pegar ele antes que volte para o inferno.

- Anthonie? Você ainda está com as chaves do carro? – perguntou Alex. Anthonie fez que sim com a cabeça, e então os quatro saíram do hospital.

- E qual seria o local mais provável onde um demônio ficaria? – perguntou Alex, quando o sinal fechou.

- Bem existe dezenas e talvez até centenas de lugares onde eles pudessem ficar. Porém podemos descartar as igrejas, e casas onde os moradores sejam religiosos, ou qual quer outra coisa assim. Então acho que não irá ser muito difícil, já que quase toda a população é cristã.

- Isso quer dizer que temos que procurar nos lugares onde as pessoas sejam mais vulneráveis, religiosamente? Como uma escola?

- Como?

- Ele pode estar na escola de Katharine.

Sem saber muito bem como essa idéia veio parar na sua cabeça, Alex começou a dirigir até a escola da garota, onde por pouco tempo também freqüentou.

Ele saiu do carro determinado e com total certeza que aquele era o lugar onde eles estariam. De começo Alex achou muito fácil. Na escola da sua namorada, escondendo seus filhos. Era como roubar doce de criança.

Ninguém estava na escola, já que era uma tarde de sexta-feira, o que permitiu ao grupo procurar em todas as dependências da escola qual quer ato suspeito, que indicasse que eles estavam lá.

Mas o que encontraram foi: nada. Absolutamente nada.

A escola estava vazia como todas as tardes de sexta-feira, quando nem mesmo os professores ficavam para fazer reuniões ou corrigir provas.

- Não é aqui Alex. – disse Victória quando eles entraram no ginásio e o que viram foi nada mais do que as arquibancadas e as quadras.

De repente, eles escutaram um baque da porta que eles haviam entrado, e conseqüentemente aqueles onde eles iriam sair, se fechar atrás deles. Eles ouviram uma risada vindo de trás.

- Olham você aqui. Exatamente onde eu os queria. Encurralados como ratos. Tão fáceis de serem pegos. Tão vulneráveis, humanos de mais para perceberem que havia outro plano por baixo deste.

Eles ficaram em silêncio. Alex não entendia, nem os outros. O que ele podia querer além dos bebês nefilins?

- Vou explicar. Vocês anjos tem um raciocínio meio lento, não é? O que nós querermos é destruir vocês. E seus amiguinhos, também.

Eles ficaram um tempo parados, absorvendo a informação, e quando foram se dar por si, já estavam sendo encurralados por vários deles.

- E o que você vai fazer com os bebês então? – perguntou Alex.

- Bem, eles podem servir em um futuro próximo. Mas o principal de hoje são vocês. Então se sintam privilegiados.

- Ah! Vá à merda seu desgraçado! – disse Danilo.

- Claro que vou, e vocês também vão. Mas antes que eu tenha a satisfação de acabar com vocês, vou lhes explicar. Vocês anjos vivem nos repreendendo, achando que são os melhores, mas não são, a prova disse é o amigo de vocês não é? Alexander. Vocês não são melhores do que nós, não deveriam prender Lúcifer no inferno. O nosso líder! Por que ele tem que ficar lá, enquanto o de vocês está por aí?! E por que o próprio Deus de vocês não veio para dar a sentença a ele? Assim como vocês fizeram conosco faremos com vocês. Iremos prendê-los naquele inferno, mas nunca mais poderão voltar.

- Sabe como é, nem o próprio capeta gosta do inferno. – falou Danilo novamente, fazendo que a ira de todos eles se voltasse especialmente a ele.

- Se você passasse anos lá sei saber se um dia voltaria, também não gostaria. – o retrucou. – Então vamos começar com a diversão, não? Que tal um de cada vez? Primeiro esse engraçadinho, aí. – falou apontando para Danilo, que logo foi levado para o vestiário masculino.

O que ouviram foram sons de chutes socos seguidos de gritos de dor. O demônio fechou os olhos, adorando cada som, que significava nada mais nada menos do que dor. Eles se alimentavam disso, de dor, sofrimento, angustia, raiva.

- Afinal, qual é o seu nome? Quero me lembrar o nome do filho da puta que roubou as minhas crianças o resto da minha vida. – disse Alex o desconcentrando, o fazendo abrir os olhos e fitá-lo.

- Elias. Espero também que você se lembre dele lá no inferno como a pessoa que o colocou lá. – respondeu. – Bem, precisaremos também de uma pessoa que possa chamar também os outros para cá. Hum... vamos ver... Que tal essa garota? É, está decidido. Podem levá-la. E a façam fazer o que deve ser feito, tudo para que mais deles venham.

Dois homens a pegaram, um pelo lado e outro pelo outro. A trouxeram até a enfermaria, que ficava não muito longe do ginásio, a colocaram na maca, prenderam seus pés e suas mãos com tiras de couro para que ela não saísse. E agora, ela sabia o que ia acontecer.

Notas finais
Bem, lembrando que a fic está no fim. E quero ver todos os meus lindos leitores comentando. Isso é muito importante para mim. beijo beijo