Angel Dust

1 Capítulo 1 - Bloody Mary


John Watson estava sentado em sua poltrona lendo o jornal daquela manhã, quando ouviu a porta se abrir, ergueu os olhos vendo um Sherlock coberto de sujeira dos pés a cabeça, trazendo com ele um cheiro intragável. Watson franziu o nariz encarando Holmes, esperando por uma explicação.

– Por Deus! as pessoas precisam parar de matar as outras e jogá-las num aterro sanitário – Sherlock resmungou caminhando em direção ao banheiro.

Após um banho, Holmes saiu vestindo um grosso roupão azul e gasto.

– Você veio de metrô? – John perguntou arqueando as sobrancelhas.

– Os táxis não me aceitaram — respondeu a contra gosto — pare de me olhar com essa cara John, já foi o suficiente todos franzindo o nariz pra mim no vagão! – Holmes esboçava sua melhor expressão entediada – Mas o caso está resolvido... Demorei menos de quinze minutos pra descobrir o culpado.

Sherlock ia começar a contar do caso quando ouviu baterem a porta. Lestrade adentrou a sala da Baker Street com um semblante aflito. Watson e Holmes o fitaram esperando o que viria a seguir.

– Desculpem importuná-los, mas Sherlock nós precisamos de você, uma mulher foi encontrada morta no Belgraves Hotel...

– O que houve de extraordinário no caso? – Holmes questionou ouvindo atentamente – Vamos Lestrade...! Você só me chama quando algo é intrigante e “insolúvel” para seus olhos distraídos...

John lançou-lhe um olhar repreensivo, que fez Sherlock revirar os olhos.

– Ninguém no hotel viu alguém entrar ou sair do quarto... Além da vítima – Sherlock refletiu por alguns segundos.

– Tudo bem, eu irei, mas não na viatura... Vou me trocar e te encontro lá em vinte minutos – Holmes falou num tom desdenhoso, encarando o nada. Sua mente já começara a trabalhar com as possibilidades.

Lestrade deixou o flat.

Sherlock foi se trocar optando por uma camisa vinho, seu paletó preto e as calças sociais da mesma cor. O famoso frio de Londres o levou a vestir seu adorado sobretudo preto e o cachecol azul.

Foi ao encontro de John.

Pegaram um táxi rumo ao Belgraves Hotel, num completo silêncio. John sabia que a cabeça de Holmes estava a mil por hora e tinha conhecimento do quanto ele detestava ser importunado em momentos como aquele.

Ao chegar lá Sherlock vestiu as luvas azuis observando a cena do crime analiticamente. O quarto de hotel estava totalmente revirado.

– O nome da vítima é Darlene Crocker, tinha quarenta e dois anos, um filho de dezenove, estava hospedada sozinha e segundo os hospedes e os funcionários do hotel não recebeu visitas – Lestrade passou os fatos.

- O que você vê — John perguntou curioso, olhando para a cara do amigo.

pó amarelo no canto dos lábios – com um cotonete Sherlock pegou uma amostra do pó amarelo.

Espelho quebrado

Cacos pelo chão

A garganta foi cortada Exanguinação. *causa da morte*


Holmes caminhou até a janela e porta procurando por sinais de arrombamento.

Fuga do assassino limpa

Um cristal sobre a cama.

Ferimentos de ódio.

Flor amarela no cabelo

- Eu vejo tudo John... — Respondeu — Essa é minha maldição.

Por Deus! Parece até um crime criado pela Bloody Mary... – John pensou alto. Lestrade e Holmes o encararam de sobrancelhas erguidas – Não conhecem a lenda da bloody Mary?! – questionou incrédulo, fazendo Holmes revirar os olhos.

– tenho certeza que irá nos colocar a par de lendas urbanas, de preferência direta e rapidamente – Sherlock falou impaciente.

– bem dizem que é o espírito de uma garota que foi morta. Reza a lenda que para invocar este espírito é necessário estar em frente ao espelho, chamar por seu nome três vezes e o ritual for bem sucedido, este espírito aparece em frente ao espelho e ataca o invocador...

Holmes começou a se perguntar se o assassino havia se inspirado nessa lenda para causar a morte. Observou tudo.

– Lestrade você disse que ela tem um filho, onde ele esta agora? – Holmes perguntou.

– Esta na delegacia esperando para ser interrogado – O inspetor respondeu.

– Interrogue o garoto você mesmo, depois me de o dvd do depoimento, vou pro St. Bart’s checar uma amostra que coletei, mande o cadáver para lá... Eu vou estudar a causa da morte pessoalmente... – Sherlock pediu. Retirando as luvas e saindo em direção à porta.

John o alcançou depois de se despedir educadamente de Lestrade. Pegaram um táxi rumo ao St. Bartholomew’s hospital.

– Quais são suas teorias Sherlock? – John perguntou durante o percurso.

– Eu estou considerando suicídio... – Falou inerte.

– Suicídio?! Quem se mataria desse jeito? – Watson questionou – é muito doloroso, mesmo que a pessoa esteja tentando se matar causar esses ferimentos a deixariam impossibilitada pela dor...

Sherlock o fitou surpreso com a conclusão do amigo.

Muito bem John! eu tenho sido uma boa influencia a você – Holmes sorriu, antes de voltar ao seu olhar apático -Eu preciso fazer um teste antes de poder confirmar o que digo, estou entre duas teorias, essa e a de que algum psicopata fã da tal bloody Mary tenha se inspirado. Chegando ao St. Bart’s Holmes trancou-se no laboratório por uma hora e meia. John ficou ao seu lado nos primeiros vinte minutos antes de sair para tomar um ar. Em nada lhe agradava ficar naquele laboratório, o cheiro do formol o incomodava.muito


Notas finais
Me gusta cheiro do formol, quando ele não se mistura ao oxigênio de fora do laboratório e de arranca os olhos e o nariz -Q

(Está só na correção do world, então erros... perdoem)