Angel Devil

17 Eu perdi minha maldita cabeça.


Notas iniciais
Boa leitura ♥

Acordei jurando a mim mesma que nunca beberia novamente. Não foi tão ruim como Vic disse, não bebi o bastante para vomitar, ou me jogar em algum arbusto e acorda no dia seguinte sobre meu proprio vômito, mas foi o suficiente para pegar carona com um estranho e fazê-lo me trazer até a porta de casa...Não sei, talvez seja isso que aconteceu, ou algo assim.

Abri um olho com cautela, dando conta só agora que aqui não é o meu quarto. Sentei no sofá devagar e me equilibrei sobre os dois pés no chão, indo lentamente para o segundo andar antes que alguém me encontre aqui.

Joguei minhas roupas em qualquer canto do quarto e entrei debaixo do chuveiro já ligado, levando um curto tempo para água me trazer a realidade e levar a sujeira da noite anterior. Enrolei meu corpo na toalha, no espelho observei minha língua inchada por causa da noite regada de ácool e cigarros sem moderação. A lavei com água gelada, escovei meus dentes com uma escova nova cuidadosamente, e voltei olhar meu rosto no espelho me sentindo bem melhor. Isso me fez sorrir. Resta pouco da antiga Melinda. Muito pouco.

Então as palavras de Jimmy vieram pulsando na minha cabeça, confirmando meus pensamentos. Ele disse que pagariam para ter um beijo meu. Eu sorri mais, lembrando de todos aqueles olhares cobiçando-me. É isso. Estar sobre o controle. Mas meu sorriso caiu, pois eu também lembro do que ele disse antes do álcool bagunçar meus sentidos.

Brian não está em HB, me preocupando mais do que deveria. Qual é o problema disso afinal? Se eu quero estar no controle preciso acabar essa apaixonite. Não é saudavel gostar de alguém assim, não existe, não comigo.

Eu perdi minha maldita cabeça, por causa da minha estupida falta de cuidado e deixar nós irmos mais longe do que deveriamos. A culpa é minha. Agora estou coberta desses sentimentos fervendo que precisam esfriar antes que se torne algo bem pior do que já é.

Brian deixou claro muitas vezes o que deseja. Não inclui suspiros melosos de uma adolescentizinha afetada pelas coisas que diz perto dos meus lábios, o beijo gostoso, a firmeza das suas mãos apertando minha pele ou obrigando meu corpo colar no seu, a maldita postura confiante e sarcastica que me faz derreter de raiva. Não tem que ser assim! Nada de friozinho no ventre e meus braços traidores se arrepiando só de pensar nele.

– Patetico — murmurrei soltando todo ar dos meus pulmões, e cair na cama afim de acabar com este drama caotico. Só não sei como ainda, mas eu vou arranjar um jeito de ficar livre antes que seja tarde mais.

A maçaneta na porta de repente começou virar pros lados. Eu encarei aquilo se mechendo anormalmente e sentei na cama de uma vez, arrependendo depois. Meu quarto deu um giro de 360°, eu tombei pro lado tonta.

– Melinda por que você trancou a porta? — era a minha mãe — Abra! Preciso ver no seu corpo como fica o outro vestido.

Depois de arrastar meus pés até a porta, deslisei para debaixo da colcha colorida, fingindo que eu estava dormindo antes dela chegar, ainda com a toalha.

Enquanto falava não percebi nenhum tom alterado como fica quando eu quebro suas regras. Esperei mais uma pouco, mas nada de palavras zangadas contra mim.

''Deu certo. Diego conseguiu'' — concluir rindo internamente.

Francisca continuou falar animada sobre a escolha do vestido cor pérola, explicando os detalhes de cedas...Grandes merdas que eu não dei a minima. Seus olhos caíram sobre mim depois de tagarelar um monte e analisou meu rosto, se interessando pela primeira vez em mim.

– Esta se sentindo bem?

– Não — é uma meia verdade, mas ajudava escapar das refeições até minha língua cicatrizar.

– Esta com temperatura normal, seu rosto tem cor, parece saudavel...Melhor não confiar. Vou chamar o Doutor Henrique.

– Não, não precisa — falei rápido.

– Como não? Você tem que ficar boa antes da comemoração na empresa do seu pai chegar...Não quero você doente no dia. Haverá fotografos, empregados, amigos do seu pai...

Ah claro, comemoração da empresa. É com isso que ela esta preocupada.

– É só um mal estar, mãe. Meu corpo deve esta com baixa resistência. Acho que eu vou dormi mais um pouco e comer algo depois.

– Quer que eu mande trazer seu almoço para cá?

– Não precisa. O vestido é lindo. Vou dormi um pouco mais tarde eu provo — dei a deixa para ela ir embora, afundando mais para dentro do cobertor.

Francisca voltou tocar meu rosto.

– Ainda bem que você não foi à escola. É melhor avisar a Irmã Marlene...Descanse, minha querida.

Antes de sair ela deixou o vestido sem graça sobre as costas da cadeira, fiquei encarando aquilo já imaginando o que me aguarda. Eu não vou consegui fingir a filha exemplar em frente á centenas de pessoas novamente, isso não faz mais parte de mim, o que significa: Vai ser um grande espetaculo para todos botar defeitos.


[...]


Avistei o garoto de camisa azul escura no outro lado da calçada. Ele ergueu o rosto e sorriu ao me ver. Eu sorri de volta, esperando os carros passarem para atravesar a rua.

– Você vai ver! É o melhor pão italiano com linguiça e bacon que eu já comir, do mundo!

Ainda estamos naquela boba lista dos melhores lugares em HB para Diego conhecer. Pensando melhor, isso até funciona bem, Diego mantem meu dia praticamente ocupado, e não fico tão obesseca com outras coisas.

Entramos na lanchonete sofisticada do condominio, fomos nos sentar ao terminar os pedidos. A gente conversava sobre as últimos dias da semana que eu perdir, fingindo passar mal, e desconfiado Diego me encheu de pergunta. Então resolvi lhe mostrar o meu mais novo segredo:

– Você notou nada diferente em mim? – perguntei risonha. Seus olhos procuraram no meu rosto a novidade, mas nada achou, balançando a cabeça em resposta. – Nada? Obseeeeerve beeeeem – estendir as palavras, abrindo a boca lentamente.

Então Diego arregalou os olhos, eu gargalhei jogando um pouco a cabeça para tras, achando engraçado sua cara pasma.

– Deixa eu ver isso! – pediu se esticando sobre a mesa. Botei a língua para fora. – Quando furou?

– Há cinco dias.

Ele voltou sentar corretamente na cadeira, ainda olhando para mim, parecendo absorver as informações. Pensava demais, eu não entendi o porque. É somente um piercing.

– Aquela menina tem algo haver com isso? – por fim mostrou qual era o problema. O que isso importa? – Desde que te vi indo até aquele carro preto fiquei com algumas ideias na cabeça...

– Diego, você não esta achando que a Vic é alguma doida, sei lá, algo assim?

– Não. Eu só...Estou tentendo entender você, não me culpe ok! Não quero colocar pressão, mas se um dia quiser explicar o que esta acontecendo...- insistiu — Porque estou ficando cada vez mais confuso. É frustrante ''andar no escuro'' do seu lado, caso você não saiba...

Suspirei sem mais tempo para adiar, entendo o que quis dizer.

– Eu vou te contar, tudo, desde o começo – prometi. Eu tenho certeza. Diego demonstrou ser realmente meu amigo, ele não saira por ai espalhando meus segredos para ter miseraveis minutinhos de ''fama''. – Mas não aqui – completei quando a garçonete se aproximava com os nossos pedidos. Seu sanduiche com refrigerante e o meu suco de laranja.

Diego levou o pão recheado à boca, dando uma grande mordida, e mastigou com vontade. Seus olhos se iluminaram para mim, eu sorri imaginando como deve esta delicioso.

– Não te disse?! – perguntei confiante na minha escolha. Sabia que ele ia gostar. Só sabia murmurrar ‘’Hmm’’ a cada mordida, concordando comigo. Depois de terminar de mastigar, se virou para mim com diversão em suas feições e um sorriso torto nos lábios: — Isso é muito bom! A gente vai ter que repeti este item na lista.

– Claro, claro! Eu estou cometendo quase um pecado não comendo também. A gente tem que voltar.

Fui obrigada contetar-me só com o suco de laranja, estava bom mas nada que se compara ao molho de carne escorrendo pela boca junto com a linguiça e bacon. Ele terminou seu sanduiche assim, em silêncio saboreando com a expressão esfomiada mais hilaria que já vi. Depois voltou seus olhos para mim, e eu entendir que era a hora de procuramos algum lugar por aqui mesmo para conversar, contar tudo que esta acontecendo comigo.


Brian Haner.


– Cadê a merda daquele isqueiro? – eu girava em volta do meu quarto, frustrado por não poder fumar. Sempre é assim, tenho a porra do maço de cigarros mas nunca tenho nada para acender. Perco, esqueço, roubam de mim, definitivamente essas merdinhas de acender não param na minha mão. Vamos lá, qual foi a ultima vez que vi ele?

Vasculhei minha mente e pensei somente no meu guarda-roupa. Escancarei um das portas e puxei o bolo de roupas que joguei ontem de qualquer jeito porque minha madrasta me obrigou fazer isso. Sou preguiço o bastante para não pindurar uma por uma com organização. Porra isso é um saco. Ela que faça se esta tão incomodada com a bagunça.

Foi dentro do bolso da minha jaqueta que achei um isqueiro. Na verdade nem era esse isqueiro que eu estava usando, era outro, que achei ter perdido também. É você mesmo!

Acendi finalmente meu cigarro e dei uma profunda tragada, deixando a nicotina me relaxar. Quase não fumo no meu quarto, porque esta porra fede e minha madrasta tem surtos de limpeza. Sempre entra aqui na hora errada e começa buzinar seus sermões no meu ouvido sobre como cigarro faz mal para saúde e etcs inuteis. Ela também apela para meus irmãos, aquele discurso de ser um bom exemplo como irmão mais velho...Grande merda! Eles nunca vão se espelhar em mim, já estão ligados como o filho da puta da família. Na verdade ela nem tem do que reclamar, eu não paro em casa e quando estou eles vão para o colegio ou eu estou trancado no meu quarto. Ou seja, ainda somos uma família comum, mas toda família tem a sua ovelha negra.

''Por mim esta tudo bem’’ – é o que meu pai diz. Ele me dá roupas, comida e raramente faz perguntas. E devo dizer que a grande parte da culpa é dele, ninguem mandou me criar ouvindo Black Sabbath. Esta aí o resultado.

Mas hoje minha madrasta não esta em casa, eu podia fumar tranquilamente enquanto não paro de pensar o quão estou perto da felicidade. Minha ambição maior esta proxima de acontecer e irei dividir com os caras mais fodas que conheço nesta cidade. 2 meses viajando pelo EUA com meus amigos fazendo som. Não é uma grande turnê mas para inicio da banda é uma grande conquista. E só isso ocupa minha mente agora, eu não consigo mais pensar em outra coisa, a não ser...Merda.

Descobri que odeio ter virado psicopata daquela garota. Eu estava fodidamente cego quando achei que fosse facil brincar como é com qualquer outra. Melinda é amaldiçoada do caralho, é a unica explicação para mim. Eu me tornei um insano, idiota e muito gay. Porque nunca tive esta porra de nó dentro de mim antes, fico tão absorvido nisso como um relogio programado para lembrar que existe aquela pessoa no mundo que não te deixa em paz mesmo distante. Bem, na maior parte. Secretamente, ela tem me irritado bastante nas últimas dias horas.

Apoei minha mão no parapeito da janela do meu quarto e observei o quintal dos fundos, dando outra longa tragada no cigarro para soltar a fumaça no ar. O sol queimava em cima das árvores, suas folhas formavam grandes sombras no chão até chegar na minha janela, daqui também dava para ver os vizinhos aproveitando a tarde animados, como todo final de semana. Eu detesto esta hora do dia, nada acontece de interessante, sou obrigado ficar em casa ou no Johnny's bar bebendo, mas nem isso estava me satisfazendo mais.

Para passar o tempo as vezes fico umas 9 horas tocando, ouvindo música, ou tentando dormir. Mas para ser sincero comigo mesmo, e raramente eu sou, sei que existe um lugar para melhor meu dia, mas é complicado e requer dinheiro para a gasolina. A última vez que falei com ela foi numa suja festa no subúrbio, bêbado demais para calcular o que eu fazia de errado. Se não me engano, talvez a vi em outro lugar e tive seus lábios mais uma vez...A culpa é do álcool, como o louco do Jimmy sempre afirma. Mas a droga não me deixou esquecer as lembraças dela completamente, e eu ficaria muito grato por isso se me ajudasse esquecer. Este nó esta dividindo minha mente de um jeito que chega a doer, eu não estou mentindo. E é em momento como esses, quando não se tem nada para fazer, que fica pior.

Eu nunca fui de deixar as coisas fugirem do controle, tudo sempre foi previsivel e eu conhecia o ''terreino'' como a palma da minha mão. ERA assim, sempre foi, mas agora sou uma pessoa que perdeu sua maldita cabeça.

Joguei meu cigarro fora, fui para cama continuar meu solo da onde tinha parado. Ganho mais com a minha guitarra do que com aquela garota. Peguei meu outro vicio no suporte pindurado na parede, já com uma canção que venho trabalhando em mente. Sempre usei drogas por motivos óbvios, sei que minha guitarra não é algo para chamar de grave vicio, mas Jimmy diz que um dia eu não vou ter mais unhas normais e meus dedos vão ficar tortos, então é um vicio que me dara danos feito os outros.

E falando naquele bastardo eu quero conversa com ele. Preciso colocar as ideias no lugar, antes que faço do pior jeito e acabo machucando a pessoa errada como sempre faço. Eu e Jimmy sempre tivemos esse momento sentados em algum lugar, rodeados de bebida e cigarros, trocando ideias. Não é boiolice nem nada, é só o nosso jeito de fazer as coisas. Mas mesmo com ele sempre estando do meu lado apoiando, sempre ouvindo meus problemas fodidos, não deixo de ficar com um pé atrás, ainda mais que vou perder a patetica aposta que ele inventou e lhe dar o gostinho da vitoria. Como aquele palhaço conseguiu enxergar que eu ficaria intrigado tanto assim por ela antes mesmo de ter certeza? Se nem eu proprio vi isso?

Ele vai rir da minha cara e dizer: ‘’ Você esta na coleira’’, ferindo meu orgulho. E claro, imagino como vai pensar que fiquei louco quando ouvir que até o jeito dos olhos dela se moverem preguiçosamente ficaram gravados em minha mente. Sacudi a cabeça, tentando sair daquela linha de pensamento antes que eu comece imaginar coisas demais. Não vou dar este gostinho à ele. À ninguém.


[...]


Buzinei estacionando em frente a casa do Zacky. Ele saiu segurando três latinhas de cerveja e entregou uma para mim quando fechou a porta do carro.

Antes de arrancar, fiquei olhando para frente em silêncio, esperando o lerdo se tocar e colocar a merda do cinto. Da ultima vez quase tive que dar a bunda para arranjar dinheiro e pagar a multa. Sim, meu pai fez seu filho passar pelo aperto, se humilhar por ajuda, só para aprender que dinheiro não nasce em árvore, e realmente eu aprendi...Pelo menos aqui no bairro. Meu carro é muito visado e aqueles filhos da mãe fazem questão de parar quando esbarro no seu caminho.

Bufando, Zackey puxou finalmente o cintou. Ouvi o click da trava e olhei para ele fingindo conferir se tinha colocado mesmo. Ele puxou a fita preta que passa sobre seu corpo freneticamente irritado, até travá-la, deixando claro que estava com o cinto.

– Isso ai, irmão.

– Eu não sou seu irmão – retroucou.

– Ok, irmãzinha.

Passei a macha segurando uma risada para não apanhar. O proximo era Matt. Ele estava esperando na varanda da sua casa e entrou no carro antes mesmo de eu ter encostado.

– Finalmente hein. Grazi encheu a porra do meu saco o dia todo perguntando se a gente ia — disse, se instalando no meio do banco entre o meu e o banco do Zacky, e foi logo metendo a mãozona no meu som.

Eu tossi: — Grazi? É pra lá que a gente esta indo?

– Sim...Se você ainda não usou sua inteligencia não foi nós que tivemos uma transa fenomenal com duas mulheres, enquanto os seus melhores amigos estavam trancados na porra de um estudio passando som. Então é, é pra lá que a gente vai – Zacky deu a palavra, eu olhei para Matt procurando apoio, mas ele somente sorriu dando toda a razão ao idiota do meu lado e deixou na sua musica preferia, sem perguntar nossa opinião.

Sabia que eles ficariam putos comigo depois de contar a onde estive. Minhas palavras não valeriam de nada agora. E tenho certeza que alguma armadilha me espera. Preguiçosamente encostei minha cabeça no encosto do banco, virei minha atenção para a estrada nem um pouco afim de ir para aquele lugar.

– E o que vai ter lá? – eu precisava de motivos.

– Lá tem pessoas fudidas. Um bando de bêbados de merda da antiga escola com o Q.I limitado como os créditos da minha mãe – Matt respondeu.

Eu ri.

– Shadows, você está insultando sua futura namorada, sabia? Não vai conseguir nada com a Dibenedetto insultando sua inteligência.

– Val vai estar lá? – se virou para Zacky, parecendo curiosamente desapontado.

Zacky assentiu todo sabio, eu levantei uma sobrancelha. – Michelle também?

– Grazi estudou com elas porra. Só eu que uso cerébro aqui?

– Ah, merda! – eu ia virar o volante e dar meia volta, mas Zacky me impediu voltando o volante para o lugar.

– Eu já disse que vamos para lá porra!

Me virei para mandar Matt segurar ele enquanto dirigo de volta mas o outro idiota afundou no banco derrotado, aceitando fácil demais a noticia. Rolei meus olhos, são dois idiotas mesmo...

Pelo menos para ele estava tudo certo. Matt confessou ter mais do que uma queda pela a outra gêmea desde o começo. E eu cheguei até pensar que se foi facil para ele confessar isso para mim não deve ser tão difícil também caralho. Talvez é só dizer: ‘’ Ei, gente, eu queria dizer que estou com uma fudida vontade de foder Melinda como nunca tive antes e pára de agir feito um cachorrinho perdido. ‘’

Controlei uma risada com esse pensamento, porque eu nunca faria isso e porque chegamos no endereço que Matt leu no celular. Estacionei o mais longe possivel, é o minimo que eu posso fazer se caso decidi não descer do carro.

– Ah proposito...Leticia está ai também – só não dei um soco em Zacky porque fui tomado pelo tédio e fechei os olhos, convicto mais ainda não mecher a bunda do banco. Eu não posso ter toda sorte do mundo porra? — Sem essa, cara. Você vai se ferrar com isso, mas quem se importa? Talvez role uma briguinha entre mulheres. Ou eu ganho dinheiro fazendo um leilão ‘’Quem dar mais pelo Synystrão?’’ Não é uma má ideia...– o idiota continuou e pulou para fora do carro chamando Matt que me chamou também, derrotado.

O pior que quando cismamos vingar de alguém fazemos de tudo para pessoa não aguentar a pressão e confessar que é o bastardo mais filho da puta do mundo. E eles estão fazendo isso comigo agora.

Notas finais
Nos próximo caps prometendo fortes emoções...