Angel Devil

26 Apaixonar?


Notas iniciais
Um capitulo interinho com Brian e Melinda, hmmmmm
Boa leitura ♥

Olhos castanhos e seus finos lábios puxados num meio sorriso inquieto eram tudo que me prendiam agora. Eu entrei numa batalha interna entre ficar olhando para aquele rosto sem perde nenhum traço, com medo de repente Brian desaparecer como uma decepcionante ilusão.

Ele não vai.

O que me leva á outra opção. Corresponder o que eu via nos seus olhos...Mas eu queria os dois, observá-lo e também beijá-lo aqui, na frente de todo mundo. Mas esperei, confusa demais para mover, respirando descompensada pela boca entreaberta enquanto sentia suas mãos deixarem as minhas para trajetar um caminho caloroso pelos meus braços, calmamente.

Ele parecia saber exatamente o que esta fazendo; não falou, não agiu apressadamente, não se afastou, apenas inclinou seu rosto para perto do meu. Eu disse que os movimentos dele eram calmos, sem pressa, mas quando sua boca cobriu a minha de uma maneira firme foi como quebrar a promessa silênciosa de que ele manteria a calma.

Estremeci debaixo daqueles lábios mornos, sentindo a mistura de choques, arrepios e cócegas tomar meu corpo enquanto o gosto do sua boca preenchia a minha. Intenso, carinhoso, e urgente. Em algum momento todo o ar que eu não tinha notado ter prendido voltou abruptalmente dos meus pulmões quando ele deu espaço para dar atenção ao meu lábio inferior, sem querer soltei uma lufada de suspiro contra sua boca e para minha surpresa Brian não afastou, apertou-me melhor contra seu corpo, consequentimente fazendo seus dedos afundarem no meus braços e seus lábios esmagarem os meus com força.

Não sei como foi possível ficar mais vulneravel nos braços dele, mas eu estava. As conhecidas descarga elétricas corriam pelas minhas veias como se realmente eu tivesse acabado de ser ligada na tomada, esquentando meu corpo de um jeito...Eu só sabia buscar por mais. Precisava tocá-lo. Mas meus braços estavam presos por causa das suas mãos, não consegui movimentar da forma que eu queria, tive que forçar até seu aperto afrouxar em mim e então toquei sua barriga por cima da camiseta preta, cerradando minhas mãos naquele tecido mole para puxá-lo mais pra mim.

Nosso beijo ganhou ritmos variados, como se tivessemos ensanhado á anos para dar um show na frente de todos. Na frente de todos...Na frente dos seus amigos! Pensar neles fez meus hormônios com sede de Brian perder um pouco para a realidade. Alem do mais, há dois pulmões aqui dentro clamando pelo ar que soltei antes. Mas eu não queria afastar logo agora, não queria quebrar este beijo que demorou muito (pelo menos para mim) acontecer. Ainda não. Quer dizer, nunca mais se for possivel!

Quem precisa respirar afinal?

Necessidade humana idiota!

Então infelizmente aconteceu. Eu não abri os olhos de mediato, não me permiti dar um fim tão cedo a tudo isso, fechando minhas mãos ainda mais na sua camiseta para não deixar Brian ir. Só que a curiosidade ficou grande, depois que seus lábios se afastaram eu pode ouvir alguém fazendo um som grotesco, um vulto correu para longe de nós e alguém gritou ''Michelle!''.

O que deu nele? O que trouxe nós dois à este beijo justo aqui, nesta sala cheia? Até o momento eramos um segredo para muitos, ou meras especulações, mas Brian acaba de entrengar nós dois.

Ergui meus olhos, no seu rosto vi que não existia mais aquela expressão concentrada, deternimado fazer uma missão, antes de tudo acontecer. Era...Felicidade? Extase? Como eu também me sentia? Não consegui entender, mas meu coração se inflou com o mesmo tipo de emoção que não podia ser descrevida facilmente, e eu soube, mesmo que aqueles lábios não proferiram uma sequer frase, que no final das contas tudo esta bem entre nós. De novo.

– Você é louco — consegui sussurrar, não guardando a repentina felicidade que eu sentia só para mim dessa vez. A razão dela sorriu, dando todo valor a minha discrição.

Alguém pigarreou, interronpendo brutalmente nossa bolha fragil, e viramos automaticamente na direção do som:– Arrãm! Olha cara, tem quarto lá em cima se tiverem afim de continuar engolindo sua garota. — o intrometido sugeriu colocando uma mão no meu ombro e outra na do Brian com um sorriso sacana no rosto.

Se antes Smith estava bebado, imagina agora. Coitado. O botão da sua calça jeans estava aberta, revelando uma box branca toda manchada de bebida. E antes o que era marcas de batom, agora são nojentos borrões brilhando por causa dos glitters na sua pele suja. Um estado deprimente.

Ao invés de ser grossa desnecessariamente, eu entrei no jogo: — Pode deixar, Smith...Isso é só uma preliminar, talvez role a verdadeira brincadeira mais tarde — e pisquei um olho, sorrindo.

Isso o tirou do rumo, não esperava que eu fosse agir desta maneira descontraída, fechando a cara. Ponto para mim.

– É, é, Smith, pode deixar cara. Se quiser, deixamos até uma frestinha da porta aberta para você espiar — Brian me ajudou, dando um tapinha em seu peito sujo.

O dono da casa sacudiu a cabeça de um lado para o outro estralando a língua, depois de nos assisti fazendo piada com a sua cara.

– Synyster...Parece que dessa vez você realmente acertou, hein!? Arranjou alguém que é pervertido que nem você...Ahhh, da onde você arranjou essa safada tem mais? — ele me olhou dos pés a cabeça, demorando um pouco mais que o necessário nas minhas pernas a mostra, bem diante de Brian.

Sabe quando você sente aquele cheiro forte de gás? Então tem consciencia que o primeiro que acender o fogo vai fazer tudo explodi?

O corpo de Brian enrijeceu ao meu lado, ele me soltou imediantamente, se virando para Smith com uma nova expressão no rosto sinistra.

– Ei...- toquei seu braço, tentando não deixar nada explodir mas fui completamente ignoranda.

Felizmente Matt num pulou surgiu entre nós e Smith, conseguindo apaziguar a situação ao contrario de mim: – Calminha aí, galerinha do mal — ergueu as mãos em sinal de paz. — Smith relaxa aí cara. Você já bebeu demais — e sua voz amigavel não bateu com o seu gesto bruto que empurrou o garoto todo sujo sem dó, fazendo o mesmo cambalerar para trás, apoiando na parede da sala.

Johnny, Zacky e Jimmy também ficaram alertos, um pouco distante de Brian mas nem por isso deixaram de defender seu amigo, prontos pra parti para briga quando os amigos de Smith foram ajudá-lo. Não que Brian não pode dar conta de um bêbado, mas eu sabia que era automatico, do nada os cincos se tornam Os vingativos (só para não perder a piada), prontos para encarar qualquer merda que apenas UM conseguia arranjar.

O clima tenso na sala fez o pessoal olhar para nós de supetão e com uma certa curiosidade infantil. Esquecendo da putaria que rolava para dar atenção á uma briga que não aconteceu graças a Matt. Desviei meu olhar para Brian, mais preocupada com ele. Suas sobrancelhas puxadas quase se encontravam, as narinas infladas me fizeram engolir ruidosamente em seco com medo dele ir atras daqueles dois e terminar o que Smith começou.

– Brain — o chamei de novo temerosa.

Então seu próprio rosto amoleceu um pouco, ele pegou minha mão para em seguida implorar: — Vamos sair daqui? — visivelmente tentando controlar sua raiva. Olhos fixos nos meus, enquanto nossos dedos se encaixavam.

Não precisei falar nada, nos dirigimos para a saída que nem estava longe, deixando a merda de uma nova ''reputação'' para trás — algo novo para eles fofocarem. ''Smith e Brian quase sairam no soco por causa da Melinda, oh que lindo!''

Era só o que faltava...

– Você veio no seu carro?

– Não...Vir com a Vic.

E foi isso.

Caminhos o resto em silêncio na direção do Opala estacionado sobre o passeio na casa ao lado, correndo risco de ser rebocado. Mas parece que o dono não dá a minima para esse tipo de regra. Ele destravou o carro e eu puxei a porta do passageiro, entrando naquele ambiente inconfundivel.

O passeio estava sendo tudo, menos monótono. Alguns carros na nossa frente viraram sem sinalização, outros paravam em cima do sinal, e esbarramos com um lerdo demais que não saia do caminho. Isso produziu uma série de palavrões e um furioso discurso sobre acidentes por causa de gente feito eles, pela qual Brian acha que não se enquadra. Ele é pior, dirigia feito um louco! Poderiamos muito bem virar uma bola de lataria esmagada em um poste qualquer em poucos segundos. Mas claro, eu não vou dizer para alguém que esta com o volante nas mãos.

Ele insistiu nisso até chegarmos no Drive-in da Mc Donalds 24horas, onde foi obrigado conversar educadamente com a atendente. Embora eu não pudesse compreender por que toda essa raiva do nada, me virei para ele deixando minhas pernas curvadas em cima do banco e deitei minha cabeça no encosto do mesmo, pronta para esperar os pedidos com um Brian cuspindo palavrões em forma de resmungos para eu adquirir ao meu vocabulario sujo.

A falta de necessidade da garçonete de gravar os pedidos o irritou mais, resultando numa promessa de "seriamente perder a paciência se ela foder com os nossos pedidos." Tudo bem, ele tem até razão, porque o serviço da Mc Donalds é pessimo, mas sua atitude ia me estressando também, eu já queria mandá-lo calar a boca e ficar quieto. Mas apertei os lábios um no outro, cruzei os braços, e deixei-o trabalhar com suas frustrações sem sentido, antes que eu faça alguma coisa de errado e torne tudo pior.

Realmente eu espero que isso seja algum tipo de reação a fome que disse sentir, sei lá, e que ele esteja ansioso para ter algo no estomago, só que ao decorrer da demora fiquei preocupada demais para dar atenção a essa teoria. Brian não tinha certeza de como descontar, bufava a cada três segundos, e inquieto puxou um cigarro guardado na repartição do painel escuro e começou a fumar sem dar longos invertavá-los de uma fumaça à outra.

Todo esse ritual aconteceu e eu era sempre ignorada. Pensei que a culpa fosse minha, mas também não quero achar que seja por causa do Smith. Claro, eu queria mais do que tudo dar um soco naquele imbecil, mas já é passado, a gente estar aqui agora, sozinhos ou sem nenhum intrometido, não tem porque ficar com raiva, tem?

– Volte sempre — quando a nossa comida chegou, ele estreitou os olhos para dentro dos sacos como se tivesse algo de errado ali. Eu puxei a comida da sua mão e fiz uma lista mental de tudo o que pedimos enquanto conferia.

Suprimi um rolar de olhos, ouvindo-o pedir tenso os benditos guardanapos, porque era a unica coisa que faltava nos pacotes. A garota não parecia incomodada pela atitude grosseira e rapidamente atendeu o seu pedido. Ela deve lidar com clientes feito ele a maior parte do tempo, e muitas vezes agir assim para o seu próprio bem.

Então, para o nosso alivio Brian arrancou o carro. Há duas quadras daqui ficava a principal avenida de frente ao mar. Na verdade eu não tinha um lugar especifico em mente até ele estacionar no espaço para carros e motos vazio de frente a areia. Me senti num dejavu estranho ao sair do carro, algo dentro de mim dizer que já estive aqui duas vezes, consciente e inconsciente. E não demorou muito para lembrar que perto daqui fica o Johnny's Bar, a onde aconteceu coisas inimagináveis comigo em apenas poucas horas. Depois, neste mesmo local, eu e Brian viemos ''comemorar'' minha vitoria contra ele na sinuca e de quebra entrei semi-nua naquela água gelada.

Mas além da ''comemoração'' aqui também foi usado pela minha inconsciencia. Lembro vagamente do primeiro sonho doido que tive com Brian, uma necessidade de vê-lo depois de passamos longos dias sem nos falar. Foi o medo de perde tudo isso, e esse medo também é um dos motivos que me trouxe até aqui novamente.

Olhei para o garoto do meu lado perguntando-me o que levou vir para cá depois desse tempo todo. Sera que é seu lugar preferido? Há algum motivo? A gente nunca conversou sobre isso, o que torna Brian ainda um misterio para mim.

Comemos no silêncio de sempre pairando entre nós. Não era sociável ou confortável, mas inquieto e sufocante. O ar estava tão carregado de tensão que poderia contagiar a primeira pessoa que passa-se do nosso lado agora. E eu também comecei sentir raiva, ficando até dificil de empurrar o sanduiche guela abaixo.

– Você não está com fome — Brian observou com uma voz de questionamento, falando comigo pela primeira vez depois desse longo percuso.

Dei de ombros em resposta, ainda calada.

- Você não comeu nada por horas...

Seus olhos ergueram até mim esperando que eu continue comendo, mas apenas devolvi o olhar fixa depois de deixar meu sanduiche lotado de Kethup na caixa, contrariando seu pedido.

– Não consigo comer quando tem alguém do meu lado preste a matar alguém.

Brian revirou os olhos ao mesmo tempo que deu um sorriso duro, e disse: — Em partes sim, mas agora só estou tentando cuidar de você. Foi mal então por mim importar — desviou o olhar para a frente, outra vez incrivelmente nervoso.

Que ótimo...Estamos discutindo?

– Isso não vai funcionar! — exclamei depois de mais um longo silêncio que passou entre nós, olhando para o garoto que me ignorou enquanto comia seu sanduiche, as vezes puxando o canudo para mais um gole de refri.

– O que?

– Isso! — acenei com a mão o espaço entre nós dois no capo do seu carro. Ao invés dele me olhar nos olhos como eu queria, rigidamente deu uma mordida no seu sanduiche, fingindo desenteresse. — Você quer me dizer o que esta acontecendo ou vai passar mais uma quantidade de tempo espalhado este humor irritante?

– Eu não estou espalhando humor irritante...Eu só...Talvez eu esteja mesmo, mas tenho motivo, certo? Ou você sofreu uma lavagem cerebral e eu não percebi? — finalmente seus olhos voltaram para mim, diante da pergunta irônica. Eu levantei minhas sobrancelhas com ceticismo.

– Se é assim, sou eu que deveria esta afim de matar alguém. Já que foi eu chamada de safada...E olha como estou! — abri os braços, indicando minha falta de preocupação. Isso acabou atraindo seu olhar para a blusa do Nathan, e como se tivesse repelido, Brian voltou concentrar em si mesmo pela milesima vez! Calado mais um vez por um longo tempo.

Acho que eu devia uma explicação sobre a blusa...Mas só diria com uma troca: Minha explicação em troca da sua com a Michelle. O que aconteceu antes de eu e Vic chegarmos na casa do Smith. Ou melhor, o que existe entre ele e Michelle! E se existe, por que ele me envolve assim?

– Fala Brian — dei a deixa, abraçando meus joelhos sobre o capo pronta para acabar com este clima ruim. Se ele quiser me xingar por esta usando a blusa do seu inimigo, desabafar, ou sei lá o que esta o incomodando, é só ir em frente. Se isso for ajudar eu não ligava, só quero entender.

– Falar o quê? — continuou me respondendo com perguntas.

– Fala o que você quer...Pergunta o que tem que perguntar...Desembucha de uma vez. Eu não vou mentir para você, porque não quero estragar algo que recomeçou bem entre nós de novo.

Eu já vi este filme antes: A gente se desentendi, afasta, aí ficamos assim até um tomar coragem para se aproximar, beijamos, tudo fica a mil maravilhas, mas de repente outra merda cai sobre nossas cabeças e não fazemos nada a não ser andar em circulo.

– Não tenho o que falar...

Indignada, abri minha boca pronta para lhe jogar todos os palavrões que fui obrigada ouvir durante nosso caminho até aqui, mas Brian me interrompeu antes:- Calma, eu sei o que você quis dizer. Sermos honestos. Falar sobre toda essa merda. Eu sei, ok?

– Tudo bem — lhe assegurei, mesmo impaciente, para não discurtimos por mais besterias.

- Não, não está nada bem. — rebateu, mas para minha surpresa Brian saiu de cima do carro num pulo rigido e veio ficar na minha frente sem aquele porcaria de sanduiche desputando atenção comigo. Ele deslizou suas mãos na lateral das minhas pernas dobradas e as abriu com os proprios quadris, parando ali enquanto me puxava pelos passantes do meu short, fazendo-me ficar na beirada do capo, apoiada nos meus pés no para-choque do seu carro.

Ele pressionou um rápido beijo na minha testa, completando seu jesto simples e espontaneo ao dizer baixinho: – Eu sou um babaca. — e procurou meus olhos.

Apesar da circustancia, me fez bem. Ele nunca tinha feito algo assim, se redimir sinceramente e ainda me beijar, e isso não passou despecebido pela paixonite forte que sinto por ele. Engoli um bolo que formou na minha garganta, estranhamente não era de raiva ou nervosismo, este bolo na gargante tinha algo haver com o meu coração batendo forte por causa da sua aproximação.

- Desculpa pelo o que Smith disse. Quero tanto arrebentar a boca daquele filho da puta que até agora não estou conseguindo esquecer...

Então era isso o pertubando este tempo todo. Eu ousei revirar os olhos, esperando que entenda que eu já não dava a minima para o tal do Smith.

– Não, nem pense se desculpar por ele! Posso ter conhecido Smith hoje mas sei que é um completo idiota. Principalmente bêbado, todos aqueles garotos perdem a noção das coisas. Eu sei disso, Brian.

Me obriguei dar um meio sorriso convincete, mas aida não o senti corresponder do mesmo, me deixando aflita.

– Sim. Você deve saber mesmo...- jogou a indireta olhando para baixo, como se eu não devesse ouvir. Azar o dele, eu ouvi.

Talvez não seja só Smith o problema então, como supos Nathan também tem um pedaço disso. E Brain não sabia mas é neste ponto que eu queria chegar.

- O Nathan...

– Você deve saber que eu e aquele Keller não podemos viver no mesmo mundo, não é? — me interrompeu, voltando olhar nos meus olhos. — Vic deve ter contado algumas merdas que rolou...Não me entenda mal, não estou te proibindo de nada, não é isso. Mas se você poder evitar...Fique longe deste cara.

Eu não posso culpá-lo pelos seus erros, eu também errei feio, mechendo em algo que poderia ter sido evitado. E infelizmente não tenho a droga de uma solução para isso, porque não posso simplesmente virar para Brian e dizer que nunca mais vou ver Nathan, que vou passar evitá-lo, ou sei lá o que quiser.

Eu sei que é mais sensato, mas Brian nunca me deu certeza de nada também. E se ele continuar com Michelle, como é que eu fico? A bobinha de sempre, aceitando só quando ele quiser ficar comigo?

– Nathan veio falar comigo naquele festival que vocês tocaram. Estava com o Jason e mais alguns amigos, então todos decidiram ir para o Johnny's Bar. Eu não conhecia o lugar, ele proprio se ofereceu para mim ajudar enquanto Vic foi com o seu ''namorado''. Fiquei sozinha todo o tempo Brian! Você estava agarrado com a aquela menina...

– Michelle?

– Você sempre esta com ela.

– Eu não estou sempre com ela — negou achando um pouco de graça na minha afirmação. Somente ele riu.

– Que bom saber — falei irônica. — Pena que são só palavras, pois sei que em uma outra festa qualquer eu vou encontrar a mesma cena de vocês dois juntos. A mesma cena de hoje que me faz querer volta para casa e nunca mais sair de lá! — não é nada agradável confessar esse tipo de coisa para ele, mas a gente já tinha andado meio caminho naquela conversa depois do parque. Melhor esclarecer do que ficar com isso na cabeça, foi o que aprendir.

Seus olhos fugiram dos meus, provavelmente sentindo o peso da razão. Eu respirei fundo, preocupada se soei grossa demais. Não quero voltar a discuti, ainda mais envolvendo aquela Michelle nisso.

– Estamos no empate então.

– Já eu acho que estou em desvantagem...

– Por que diz isso? — voltou pergunta com as sobrancelhas franzidas.

– Porque não existe nada entre eu e o Nathan. A gente se encontrou por a caso, eu não faço esforço nenhum para estar perto dele. Só aconteceu. Quero dizer, dessa vez nada aconteceu. E eu nem lembro direito o que aconteceu naquele dia no Johnny's bar, só tinha alcool e muitos sentimentos dificeis de lidar para pensar no que era certo. Tudo era tão novo para mim...Quer dizer, ainda é.

Brian precisava ver o quão é sem noção esse papo e me ajudar. É ridiculo comparar eu e o outro com ele e Michelle. Sei que os dois se conhecem muito antes de eu entrar na vida de Brian, o que me faz sentir uma merda de hipocritar.

– Essa deve ser a situação mais esquisita que já passei na minha vida.

– Que situação?

Eu odeio isso. A gente entra no Monologo da Melinda, onde ele sempre ouvi e só faz pergunta.

– É estranho. Para pra pensar, se não fosse aquela chuva não estariamos aqui, você não teria um motivo para falar comigo e eu continuaria sendo A Santa para você e o resto. Ai penso: Que destino de merda! Me fez apaixonar logo por você! — expliquei abobalhada, sem pensar dereito, só queria colocar isso para fora.

Brian riu, junto comigo, concordando que o destino é uma merda, mas sua risada morreu antes da minha, sendo reposta por dois olhos levemente arregalados. Parei de ri no mesmo instante, revendo se tinha dito alguma estupidez...Droga!

"Eu disse apaixonar? APAIXONAR? '' — pensei constrangida, sentindo o rubor cobrir todo meu rosto. Baixei minha cabeça, achando nele o unico lugar para esconder meu rosto, no vão do seu pescoço, derrotada.

– Eu já parei para pensar nisso também — confessou perto do meu ouvido, mas eu não me movir, desejando mais do que nunca encerrar este assunto e parti para outra coisa que inclua as melhores sensações do mundo, antes que me jogue naquele mar e o deixe me levar desse mundo injusto.

Brian não insistiu, apenas perguntou se eu vou continuar comendo ou se podemos dar uma volta. Escolhi a segunda opção e fomos caminhar pela areia sem ter o que fazer exatamente.

A gente conseguiu se distrair um pouco, até eu lembrar que já é segunda feira e isso significa: Colégio.

– Posso te levar agora se quiser...

– Não. Hoje começa as provas...Posso chegar um pouco mais tarde...Eu acho — meus argumentos não foram o sufiente, ele nos girou de volta ao caminho que viemos, para mim levar pra casa.

Eu ainda tenho que invertar uma desculpa sobre como foi a nova composição para o coral, o que conversamos, como as meninas estão e se dormi na casa de uma delas. Não poderia ser Alice e nem Bia, as bronzeadas A e B, desde que minha fama não é mais a de antes elas passaram para o lado dos que esperam Melinda se mudar para algum país depois do Atlântico, numa cidadizinha congelante que não tenha shopping gigantescos, garotos bonitos, e claro, que nunca mais volte.

Não me deixei abalar por este tipo de insignificancia agora. Brian dirigindo do meu lado não espalhava seu humor de baixa qualidade, distraido com a musica rolando dentro do carro fechado, e ao perceber que eu olhava para ele sorriu de lado.

– Eu estava pensando, a gente poderia voltar para na praia amanhã, se você quiser...

É uma boa ideia. Se for para ficamos sozinhos sem toda aquela gente atrapalhando, Sou egoista o bastante para isso. Não que seus amigos sejam ruins companias, eu adoro Johnny, Zacky, Matt, Jimmy. Tem a Vic também. Mas existe as exeções e são elas que eu não estou afim de encarar. Eu não confio em mim, não confio nele, muito menos naquelas garotas, então só nós dois é uma ótima ideia.

– Claro.

– Você vai fazer alguma coisa a tarde?

– Eu sempre tenho alguma coisa para fazer — sorri sem humor. — Mas assim que eu sair do colegio vou para lá.

Brian assentiu, provavelmente já adivinhando que horas eu chegaria. A entrada do condomio estava proxima, eu preferi despidir dele aqui mesmo não adiantando nada. Brian já tinha passado por aquela entrada.

É um milagre isso não ter chegado nos ouvidos de Francisca. E tem que continuar em segredo, para o nosso bem.

Brian estacionou um pouco distante da visão do porteiro e desligou o carro, eu não entendi o porque até em questão de segundos depois do motor morrer ele me tomou para si sem aviso.

Agora que estamos sozinhos o beijo tinha só uma coisinha de diferente, que poderiamos parti para o banco de trás sem problema. Ele não forçou, apesar do beijo cheio de segundas intenções. Eu que fui mais apelativa, usando meu piercing como ele gosta para provocar, mas só ganhei o mesmo gemido gostoso de aprovação em reposta.

– Amanhã — ele me lembrou (como se fosse preciso) quando infelizmente nos separamos.

Precisei de todas as minhas forças para voltar a realidade e murmurrar uma resposta positiva. Sair do carro depis de dar um último beijo nele e me afastei, ouvindo o som do motor roncar baixinho atras de mim. Olhei para a entrada do condominio já sentindo a atmosfera mudar. Cada vez mais eu sabia, aqui nunca sera meu lugar.


Notas finais
Acho que daqui pra frente vocês só vão vomitar arco-iris...Mas claro, tudo vai continuar do jeito errado deles.
até a proxima :* ♥