Notas iniciais
Oi gente! Confesso que está cada vez mais difícil escrever, pois o final se aproxima e tenho medo de estragar tudo... afinal essa fic ficou maior do que esperava e realmente amo escrever ela. Pra driblar a crise criativa refiz a capa; não fico lá muito decente, mas não ando com muito tempo por conta da facul... como os leitores resolveram me devolver o chá de sumiço que dei (ok vai, sei que até mereço), não dá pra ter certeza se estão curtindo o rumo das coisas. Essa cap não ficou tão grande, tem pouco mais de mil palavras, mas no final você vão entender... não tinha como escrever mais que isso. XD Boa Leitura!!

Haruhi precisava falar com Allen. Agora que o garoto tinha controlado o Noah dentro de si era de vital importância que ela descobrisse o quanto ele sabia; Tamaki-sempai e os outros chamavam para si toda a atenção naquelas prolongadas despedidas do evento de Valentine’s Day, o que lhe dava muita margem para investigar. Dispensou uma ou outra fã mais fervorosa com toda a educação e calma que conseguiu reunir antes de seguir em frente.

Seguindo-o a uma distância segura, ela assistiu impotente enquanto ele era atacado por Akumas Nível 3; era coincidência demais que aquilo acontecesse logo quando ele acabava de recobrar o domínio sobre seu corpo, estava travado e desorientado, andando no colégio em plena luz do dia com um número considerável de estudantes na propriedade.

Alguém tinha previsto aquilo ou estava observando-o para o Conde.

Road jamais faria tal coisa; pelo que sabia sua afeição pelo exorcista era forte e, se ela pudesse evitar, não o colocaria em perigo eminente. Se houvesse outro Noah por perto ela saberia – portanto ou eram Akumas infiltrados ou os odiosos humanos que ajudavam o Conde a mergulhar o mundo em trevas. O primeiro já teria sido detectado pelos exorcistas e o segundo era uma possibilidade preocupante, pois há mais de meio século isso não acontecia.

Onde afinal de contas estavam Yuu Kanda e Lenalee Lee?

Sua linha de pensamento foi interrompida por uma enorme e inesperada chama; torcendo para que mais nenhum estudante reparasse pois civis ali seria um problema, ela forçou a vista irritada pelo clarão de luz e o calor até o cenário da luta enquanto se xingava por não ter chego mais perto.

Os Akumas haviam sumido e em seu lugar uma figura solitária fitava Allen atentamente; era impossível para ela não reconhecer aquela pessoa, mesmo nunca tendo falado com ela em toda a sua vida. Cabelo ruivo e bagunçado, estatura alta, tapa-olho, Innocence em forma de martelo. Contrariando todas as expectativas, ele estava aqui.

“Lavi”, o Bookmen que mudou tudo.

...

O lugar não era amplo e nem muito bem iluminado. A “dedetização” estava prevista para acabar em menos de uma hora, então eles realmente não tinham muito o que pudessem fazer por ali com o pouco tempo. A sala era cheia de caixas com arquivos, o que dificultava tudo: se fossem computadores, os Finders ainda poderiam tentar roubar quantidades enormes de informação em questão de minutos.

Na verdade era impossível estimar o tamanho do lugar, um labirinto feito de caixas ou armários com pastas vazando para fora ocupava o lugar – Lenalee se perguntava exatamente quanto de conhecimento estava ali, seriam informações de desde a criação da Ordem? Pela quantidade de coisas, não era impossível, ela achava o arquivo da Divisão de Ciências enorme e desorganizado, mas aquilo devia estava em um nível muito além, sob ambos os aspectos.

Justamente por essa razão eles dividiram entre si comunicadores e rastreadores para que todos se encontrassem na porta em quinze minutos. Focada, ela começou a andar por entre os estreitos “corredores” formados pelas pilhas, sem saber ao certo o que procurar; ela andava com cuidado, pois o menor movimento errado poderia soterra-la em pilhas de papéis.

Em pouco tempo, ficou claro que quanto mais avançava, mais novas as coisas pareciam: as folhas ficavam menos amareladas e as caixas se tornavam mais inteiras. Quando mencionou o fato no comunicador, recebeu impressões similares dos outros. Em um raro momento de brilhantismo, Kanda jogou a luz uma questão importante:

–O que precisamos está no final, qualquer coisa antes disso pode até mesmo ser anterior ao nosso tempo. – ninguém discordou, e eles acertaram que tirariam fotos de qualquer informação recente que conseguissem.

Dito isso, mesmo com medo de se machucar, ela apertou o passo; quando finalmente encontrou uma parede, o volume de pilhas era menor, os armários estavam arrumados e o conteúdo das pastas estava intacto, sem traças ou folhas amareladas.

O combinado era mandar um sinal quando isso ocorresse, então a exorcista rapidamente avisou o resto da equipe enquanto pegava a diminuta câmera, do tamanho de uma caneta, que haviam lhe dado; por mais que se interessasse ela ainda era estranha a tecnologia do século XXI, por isso se manteve calma para não cometer erros.

Agachando em frente ao armário que claramente era o mais recente, pois não tinha nem manchas de ferrugem, ela abriu a primeira gaveta, tirou uma pasta e começou a fotografa-la.

Não podia fazer algo com pressa, pois mais valia uma dúzia de fotos de qualidade do que cinquenta meio borradas; ela mal absorvia o conteúdo do que registrava, parando ocasionalmente quando surgia um selo conhecido, ou um nome lhe saltava aos olhos – haviam fotografias também, e até estas elas copiava.

Quando faltavam pouco mais de dois minutos, ela terminava uma pasta apreensiva; havia reconhecido vários nomes e ao chegar à última folha teve que se segurar para tirar uma foto decente, pois agora ela tinha certeza de que havia achado algo relevante.

Muito mais que relevante.

Com o coração disparado, ela guardou a pasta com todo o cuidado, apagando quaisquer sinais de que havia estado ali; Kanda já reclamava da demora dos demais no comunicador, então ela se virou e saiu o mais rápido que conseguia.

Talvez por conta de seu nervosismo, os corredores pareciam mais apertados e confusos; mesmo como rastreador ela se perdeu ali dentro, completamente atordoada entre tantos papéis, caixas e armários. Kanda a encontrou e, ao olhar para sua expressão por um segundo, entendeu o que se passava – sem reclamar ou dizer qualquer palavra, a guiou pacientemente pelo braço.

No fim das contas tudo deu certo; a residência foi devolvida para seus donos intacta e sem nenhum rato – durante todo o caminho de volta o silêncio imperava, cada membro da missão ansioso para compartilhar o que havia descoberto e temeroso de tratar do assunto antes de estarem em completa segurança.

Quando chegaram, num acordo silencioso resolveram compartilhar suas descobertas antes que “Allen” voltasse e sem perder tempo Lenalee assumiu o controle:

–Eu... descobri onde a Hev e as outras Innocences estão! – disse ela, sentindo um peso sair de seus ombros tensos; todos se sobressaltaram.

–Onde? – perguntou Kanda, o único que conseguia se manter realmente calmo.

–Na França... sob a guarda da mãe de Tamaki Suou.

Notas finais
E aí, entraram em choque? Finalmente o Lavi que tantas pediam! Beijos!!